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Falhas de longo prazo no sistema alimentar mundial, por Ricardo Abramovay
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“Nós, produtores rurais nunca fomos a favor do trabalho análogo ao de escravo e não vamos aceitar esta modalidade no campo, por isso que hoje assinamos o protocolo de intenções juntos com estas entidades. Esta iniciativa é um momento histórico para o Estado e com certeza vamos trabalhar juntos para resolvermos as contendas”, destacou o presidente da Famato, Rui Prado.
O representante da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Paulo Sergio de Castilho, disse que o governo do Estado, no final do mês de julho esteve reunido com representantes do OIT para a implantação da agenda do "trabalho decente". Este é um projeto que apresenta algumas normas que servem como modelo de condições mínimas de trabalho. Castilho destacou algumas como: trabalho adequado remunerado, condições de liberdade, exercício pela equidade social e condição de segurança.
Ele disse que Mato Grosso será o segundo estado a implantar o 'sistema', se comparado com os países do Mercosul, o Brasil é o terceiro. Ele disse que no dia 28 de novembro está prevista a assinatura do memorando de entendimento entre o Governo do Estado, Ministério Público do Trabalho e a OIT. “Esta é uma agenda que não tem validade eleitoral. Ela é para ser implantada em longo prazo”. Castilho destacou que a Agenda foi elaborada num momento em que o Brasil passava por alto índice de desemprego. “A agenda veio como instrumento de geração de emprego e erradicação do trabalho escravo”, finalizou.
Protocolo
O protocolo possui oito cláusulas que reforçam a integração das entidades na elaboração de atividades em campo, cartilhas, folders na realização do rograma de valorização do trabalho rural. Iniciando as ações, no dia 14 de novembro, em Tangará da Serra, será realizaado o 1º seminário sobre a valorização do trabalho rural que envolverá, principalmente, trabalhadores do setor canavieiro, atividade produtiva prevalecente daquela região. O público foco nos seminários serão prefeituras, sindicatos rurais, produtores e trabalhadores rurais. Na região de Campo Verde, essa atividade acontecerá no dia 28 de novembro.
Para a representante da Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Mato Grosso (Fetagri), Maria da Glória Borges da Silva, a assinatura do protocolo é só o início de um grande trabalho que o setor vem realizando. “Tenho certeza que esta parceria vai ser possível acabarmos com a imagem negativa que Mato Grosso carrega de trabalho análogo”[ao de escravo], enfatizou Maria da Glória, convocando a sociedade para auxiliar na divulgação do Programa. O diretor-secretário da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Ricardo Tomczyk, afirmou que o problema existente “só é possível de ser resolvido com a união de esforços”.
“A sociedade precisa entender o que de fato representa o trabalho análogo ao de escravo, e nós precisamos tomar muito cuidado, pois cada setor da cadeia produtiva tem suas peculiaridades, e isso precisa ser separado e adequado”, analisa o representante da Acrimat, Júlio César Ferraz. Ele ressaltou durante a solenidade de assinatura do protocolo, que as dificuldades que cada setor apresenta, precisam ser analisadas com critérios para que uma boa campanha e ação venham erradicar o trabalho análogo ao de escravo.
Fonte: Só Notícias/Leandro J. Nascimento
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