29.06.09
Grupo André
Maggi anuncia que produção de energia será seu carro-chefe nos
próximos anos
O mato-grossense Grupo André Maggi, que já aplicou mais de R$ 900
milhões em Mato Grosso nos últimos dez anos, irá investir até 2012
mais R$ 450 milhões na construção de quatro novas PCHs (Pequenas
Centrais Hidrelétricas), na região de Sapezal (480 quilômetros ao
noroeste de Cuiabá), gerando mais 75 megaWatts (mW) de energia. O
anúncio foi feito ontem, em Cuiabá, pelo diretor superintendente da
Maggi Energia, Roberto Anselmo Rubert, durante seminário promovido
pela Rede Cemat, no auditório do Senai.
O Grupo vai investir também na área agrícola, comercialização e
transporte, e na implantação de uma nova indústria de esmagamento
de soja na região de Rondonópolis (210 quilômetros ao sul de
Cuiabá). O valor deste investimento, bem como a capacidade de
esmagamento da fábrica, não foram revelados por Rubert.
O Grupo conta com duas indústrias de beneficiamento de soja em Mato
Grosso, sendo uma em Cuiabá, com capacidade para 1,5 mil
toneladas/dia, e outra em Lucas do Rio Verde (360 quilômetros ao
norte de Cuiabá), 3 mil toneladas/dia.
O executivo informou que o setor de energia será o carro-chefe dos
investimentos do Grupo André Maggi em Mato Grosso nos próximos
anos. A Maggi Energia, empresa que explora a energia como negócio e
gerencia todo o consumo do grupo, já conta com duas PCHs em
funcionamento, também na região de Sapezal, com capacidade de
geração de 12,5 mW, que está sendo comercializada e disponibilizada
no Sistema Interligado Nacional (SIN).
Das quatro novas hidrelétricas a serem construídas pela Maggi
Energia, a primeira, com capacidade de geração de 10,8 mW, começa a
ser construída já em agosto deste ano e, as outras, a partir de
março de 2010.
Já a fábrica de esmagamento de soja está sendo projetada para 2010,
mas sua operacionalização dependerá da chegada dos trilhos da
ferrovia até Rondonópolis.
Rubert não informou o valor dos investimentos totais do Grupo Maggi
em 2009, preferindo se ater aos percentuais de crescimento.
“Projetamos avançar 10% a cada ano até 2014 na agricultura,
indústria, comercialização, transporte e produção de energia”,
disse ele.
FATURAMENTO
O executivo informou que o faturamento do grupo em 2008 atingiu a
cifra de R$ 4 bilhões, crescimento de 58,73% em relação ao ano
passado (R$ 2,52 bilhões). Para 2009, o grupo estima repetir o
faturamento de R$ 4 bilhões. O setor de grãos responde pelo maior
volume de faturamento do grupo, que vem expandindo sua área
plantada ano a ano.
Na safra 07/08, por exemplo, o Grupo plantou 180 mil hectares de
grãos. Na atual safra (08/09), ampliou a área para 206,5 mil
hectares, incremento de 14,72%.
TRANSFERÊNCIA
A partir do próximo mês de julho, a sede administrativa do Grupo
Maggi será transferida de Rondonópolis para Cuiabá. Cerca de 300
colaboradores serão deslocados para a Capital em um período de dois
anos, prazo que o grupo espera consolidar sua sede na nova
cidade.
Rubert explicou que a transferência não se deveu a motivos
políticos, “como se chegou a supor”, mas devido à questão de
logística e localização. “O grupo está se expandindo para outras
regiões do país, exigindo maior interação com outros estados. E a
melhor base para a nossa empresa é Cuiabá, devido à facilidade de
comunicação, deslocamento aéreo e melhor localização”,
explicou.
GRUPO – Fundado há cerca de 35 anos, o Grupo André Maggi se dividiu
em várias frentes, formados holdings para atuação setorizada. Entre
as principais atividades estão a Originação e Comercialização de
Grãos, por meio da Amaggi Exportação e Importação Ltda., a Produção
Agrícola, tratada pela Divisão Agro o Grupo André Maggi, Transporte
Fluvial, gerenciado pela Hermasa Navegação da Amazônia S.A e o
braço energético, com a Maggi Energia.
Fonte: Diário de Cuiabá