Notícias de SETEMBRO 08 -Clique no título para ler e para fechar janela

Transgênicos perdem espaço em Mato Grosso 30.09.08

30.09.08

“O produtor está fazendo as contas antes de plantar e está chegando à conclusão de que trabalhar com OGMs hoje sai muito caro

Vedete das lavouras nas safras de 2004, 2005 e 2006, os transgênicos ou OGMS (organismos geneticamente modificados) começam a perder espaço para a soja convencional em Mato Grosso, principalmente na região oeste e noroeste, em lavouras localizadas em Campos de Júlio e Sapezal, por exemplo, onde a presença do grão OGM recua para cerca de 5% da área plantada. A informação é do Diário de Cuiabá.

A elevação de até 70% nos preços do litro do glifosato – químico específico para este tipo de variedade – e a logística favorecida por meio dos portos de Itacoatiara e Santarém, fizeram com que os sojicultores retrocedessem no planejamento da cultura e optassem pela soja convencional, a isenta de trangenia.

Os portos que embarcam soja para Europa, localizados no Amazonas e Pará, respectivamente, só movimentam variedade convencional, obedecendo a exigência do seu mercado consumidor.

Por conta destes fatores, a soja geneticamente modificada vem sendo gradativamente substituída pela convencional, fenômeno que há dois anos não se observava em Mato Grosso. Hoje, apenas 5% do plantio na região oeste/noroeste são de soja transgênica. Nas regiões norte e leste, este percentual chega a 40% e, no sul, 75%.

“O produtor está fazendo as contas antes de plantar e está chegando à conclusão de que trabalhar com OGMs hoje sai muito caro”, aponta o diretor-executivo da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja), Marcelo Duarte Monteiro.

Aliada a este fator está a estratégia das tradings responsáveis pelo escoamento da produção das regiões oeste e noroeste de Mato Grosso – a Amaggi e a Cargill – que possuem um nicho de mercado bem pontual: o europeu, que via de regra, paga um pouco mais pela soja convencional a estas empresas exportadoras.

Entretanto, o produtor não vê a cor do ‘dinheiro a mais’ pago pelos europeus. Quem ganha mesmo são as tradings, que criaram um sistema de escoamento próprio para o transporte da soja convencional.

Normalmente, essas empresas não compram produtos OGMs para não misturá-los aos não-transgênicos (convencionais) e, assim, evitar a contaminação e o comprometimento da carga.

A via de escoamento, denominada “Corredor de Exportação Noroeste”, sai da região do Parecis por caminhão até Porto Velho (RO) e vai de balsa até ao porto de Itacoatiara, no Amazonas.

Os portos de Itacoatiara, da Amaggi, e Santarém, controlado pela Cargill, por exemplo, são exclusivos para o transporte de soja não-transgênica. Por isso, quem tem terra nas regiões oeste e noroeste de Mato Grosso acaba optando pelo plantio de não-transgênicos e vendendo para essas duas empresas, pela facilidade de escoamento.

Segundo dados da Aprosoja/MT, através desse corredor são transportados cerca de três milhões de toneladas por safra, para atender basicamente o mercado europeu, que tem preferência pela soja não-transgênica.

Nesta transação, a trading recebe um ‘prêmio’ de US$ 60 a US$ 80 por tonelada, ‘faturamento extra’ de até US$ 240 milhões por safra. Mas o produtor não tem qualquer participação nesta diferença paga às empresas. Muito pelo contrário: se a soja for transgênica, o produtor é que tem de pagar um deságio de US$ 2 por saca às tradings.

A reportagem procurou a Cargill e a Amaggi, mas as tradings se negaram a dar informações, alegando ‘questões estratégicas’. A Amaggi, via assessoria de imprensa, informou que o presidente do grupo, Pedro Jacyr Bongiolo, “não gostaria de falar sobre este assunto, pois são informações estratégicas do Grupo que não podemos divulgar”.

FATORES

Para o presidente da Aprosoja/MT, Glauber Silveira, o cultivo de soja transgênica depende de três fatores básicos: preço do glifosato, variedades adaptadas à região e produtividade.

“Os produtores estão colocando tudo isso na balança”, conta, apontando que a transgenia é vantagem do ponto de vista da operacionalidade, pois facilita o controle e manejo da lavoura. “Mas o problema é na hora de comprar o glifosato”.

Glauber informou que apesar do alto custo do glifosato, 40% da soja produzida em Mato Grosso é transgênico. “Mato Grosso ainda é um dos poucos estados que têm grande área de plantio de soja convencional. No Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, mais de 90% das áreas utilizam sementes transgênicas”.
Fonte: Agronotícias

Prazo para aderir à renegociação de dívidas rurais termina hoje 30.09.08

30.09.08

Os produtores rurais, agricultores familiares e beneficiários da reforma agrária têm até hoje (30) para aderir à renegociação das dívidas de operações de crédito rural, do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Programa Especial de Crédito para Reforma Agrária (Procera).

Eles devem preencher o pedido e entregá-lo formalmente o pedido ao banco. Também é preciso solicitar um documento que comprove a adesão.

Segundo informações do Ministério do Desenvolvimento Agrário, os bancos vão formalizar as propostas de renegociação até 31 de março de 2009. As prestações das dívidas que vencem em 2008 não estão incluídas nessa renegociação.

Agricultores esperam prorrogação no prazo de pagamento de dívida agrícola

Uma das pautas mais aguardadas pelos produtores esteve relacionada à discussão sobre a crise de crédito e sobre as novidades em relação ao endividamento. O presidente do Sindicato Rural de Rondonópolis e diretor administrativo da Aprosoja em Mato Grosso, Ricardo Tomczyk, alertou que a situação chegou ao limite. “Infelizmente o produtor está sem saída, ele está tendo que escolher, ou paga as dívidas ou planta. Por mais que as entidades de classe e a bancada ruralista tenham se esforçado, chegamos ao nosso limite. Precisamos que essa crise generalizada que está desenhada seja menos impactante e somente ações do governo estadual junto ao governo federal podem minimizar esses efeitos".

O presidente da Aprosoja Glauber Silveira, reforçou o entendimento do setor sobre o assunto. “O cenário é de menos renda, menos rentabilidade e temos um absurdo de parcelas para renegociar. Está faltando mais de R$ 2 bilhões em crédito para custear a safra 2008/2009, que não serão liberados pelos bancos de fábrica, e muito menos pelas tradings. As dívidas vencem em setembro, época que ninguém tem caixa”.

Já o presidente da Famato, Rui Prado prevê um cenário de inadimplência. “A partir do dia 1º, acredito que haverá uma inadimplência de mais ou menos 50%, e não podemos esquecer que isso no início da safra gerará problemas de todas as ordens, pois os produtores estarão descapitalizados”.

O deputado federal Homero Pereira admitiu que a Medida Provisória 432 (transformada na lei 11.755), que trata da repactuação das dívidas rurais, não resolveu o problema. “Tudo que conseguimos até agora é melhor do que o contrato que cada um tem com os agentes financeiros. Proporcionou mais prazos, redução de taxa de juros em algumas linhas de crédito, porém, pela falta de liquidez, de crédito generalizada, as medidas não são suficientes”.

Ele adiantou durante a reunião em Rondonópolis que há grandes chances da dívida ser prorrogada. “A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) repassou a informação de que o Conselho Monetário Nacional estará reunido na próxima amanhã e que é muito provável que haja uma prorrogação por mais 30 dias”. Pereira explicou, porém, que o pagamento dos 40% irá continuar, mas a adesão será adiada por mais 30 dias.

O deputado defendeu que a causa do endividamento deve tomar uma dimensão política. “Acredito que os produtores devem escrever as cartas, inclusive há modelos de cartas nos sites das entidades-irmãs. É vital argumentar que não há dinheiro, o que é a mais pura realidade. Produtores, vocês devem enviar essas cartas para os órgãos financiadores, para o Ministério da Agricultura, para todos. Só assim, daremos dimensão política para a questão”.

Homero adiantou ainda que na terça-feira a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff visitará Cuiabá. “Acho que é uma questão de ajustar a agenda do governador para levarmos todas as nossas demandas à ministra”.

Silveira pontuou que os cálculos foram feitos e que quem plantar a safra 2008/2009 terá um prejuízo de R$ 100 por hectare. “Se plantarmos a safra já estaremos com um prejuízo de 1 bilhão. Porém, se não plantarmos, teremos mais prejuízos ainda. Estamos sem saída”.

Glauber Silveira defendeu que é possível que as dívidas sejam prorrogadas para a próxima safra. “Tenho a convicção de que por meio da vontade política do governo estadual, 100% dessa dívida serão prorrogados para abril do ano que vem. É uma questão de oportunidade, tenho certeza a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, se convencerá de que os produtores estão sem crédito e endividados e, por isso, não terão como pagar as parcelas deste ano. Não é uma questão de calote, é uma questão de caixa”.

O presidente da Famato, Rui Prado, reforçou a necessidade de subvenções pelo governo federal. “Em todos os países, a renda do agricultor é oriunda de subsídios. Por exemplo, nos Estados Unidos o subsídio chega a compor 70% da renda. E, por isso, se não acharmos mecanismo de apoio para a agropecuária, a crise irá tomar cada vez mais corpo”.

O governador Blairo Maggi argumentou que irá articular junto ao governo federal para provar que a crise não é só de Mato Grosso. “Nós fizemos análises e vamos mostrar para o Governo Federal que não há crédito na praça, principalmente em função da crise americana. Hoje a crise se alastra como em um efeito dominó. Isso porque os bancos americanos é que emprestavam dinheiro para os bancos brasileiros”.

Maggi acenou que para o próximo ano é provável que a crise da falta de crédito continue. “O Banco do Brasil informou que não tem dinheiro para financiar as operações agrícolas em Mato Grosso e que só existe dinheiro para tocar até dezembro, ou seja, para o ano que vem não há recursos. O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) também informou que não há dinheiro. Então, a situação está complicadíssima. Hoje está tudo parado, o governo federal pegou dinheiro para segurar a inflação e agora não há crédito”.

O governador disse que irá se embasar em dados concretos para convencer o governo. “Eu não tenho dúvidas de que o problema do produtor é um problema do governo do Estado, afinal, se os produtores não gerarem renda, o governo também terá um déficit enorme de arrecadação. Queremos convencer politicamente o Governo Federal de que o problema dos produtores mato-grossenses é um problema do país. O efeito dominó impactará no PIB (Produto Interno Bruto). Munidos de dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agrícola (Imea) nós iremos provar que o déficit na produção mato-grossense irá impactar na economia brasileira”.

Ricardo Tomczyk, reforçou a necessidade de que todos os produtores enviem suas cartas aos órgãos financiadores. “Nós precisamos resolver esse problema de endividamento rapidamente, por isso temos que adotar uma linha de conduta única. Quem não tem os 40% para pagar, deve enviar as cartas aos órgãos financiadores e aos órgãos do governo para que, politicamente, nossas demandas sejam acatadas em Brasília”.
Fonte: Agronotícias

Desmatamento na Amazônia cresce 134% em agosto 30.09.08

30.09.08

O desmatamento na Amazônia em agosto foi 134% maior que em julho, de acordo com os números do Sistema de Detecção em Tempo Real (Deter) divulgados ontem (29) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Em agosto, os alertas registraram 756 quilômetros quadrados de novas áreas desmatadas, em comparação com os 323 quilômetros quadrados detectados no mês anterior.

Se comparado com o mesmo período de 2007, quando o Inpe registrou 230 quilômetros quadrados no mês de agosto, o crescimento chega a 228%.

Pelo terceiro mês consecutivo, o Pará foi indicado como o estado com maior devastação. Em agosto, o Inpe registrou 435,27 quilômetros quadrados de desmatamento no estado, 57% do total. Mato Grosso aparece em seguida, com 229,17 quilômetros quadrados de novos desmates, seguido por Rondônia, com 29,21 quilômetros quadrados.

Cálculo do Deter considera as áreas que sofreram corte raso (desmatamento completo) e as que estão em degradação progressiva.

A cobertura de nuvens sobre os estados da Amazônia Legal no período impediu a visualização de 26% da área, principalmente nos estados do Amapá e de Roraima, que “não puderam ser monitorados adequadamente”, de acordo com relatório do Inpe.

A taxa anual de desmatamento, medida pelo Programa de Cálculo do Desflorestamento da Amazônia (Prodes) deve ser divulgada até o fim do semestre. O número é calculado com base no acumulado de novos desmatamentos verificados pelo Deter entre agosto de 2007 e julho de 2008. No período, o desmate chegou a 8,1 mil quilômetros quadrados, 64% maior que nos 12 meses anteriores.
Fonte: Luana Lourenço, repórter da Agência Brasil

Assentamentos do Incra lideram desmatamento na Amazônia

Os assentamentos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) lideram a lista dos 100 maiores desmatadores da Amazônia, divulgada ontem (29) pelo Ministério do Meio Ambiente. As seis primeiras posições do ranking, que classificou os desmatadores pelo tamanho da área derrubada, são de assentamentos de reforma agrária, todos no Estado de Mato Grosso.

Juntos, os assentamentos do Incra foram responsáveis por mais de 220 mil hectares de devastação da Amazônia, área equivalente a 220 mil campos de futebol.

Entre as propriedades particulares, o maior desmatador é o produtor Léo Andrade Gomes. De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), ele é responsável por 12,5 mil hectares de destruição de floresta nativa sem autorização dos órgãos ambientais no município paraense de Santa Maria das Barreiras. O nome do produtor também aparece na lista pela destruição de mais 2,6 mil hectares da reserva legal de outra propriedade, em Santana do Araguaia, também no Pará.

Na comparação por estados, Mato Grosso reúne o maior número de desmatadores listados pelo Ibama, 50 dos 100. O Pará está em segundo lugar, com 37 campeões de desmatamento, seguido por Rondônia, com 7. Quatro outros produtores citados são do Amazonas, um de Roraima e um do Acre.
Fonte: Luana Lourenço, repórter da Agência Brasil

Um dos "outros lados"

Presidente do Incra diz que órgão foi "injustiçado” na lista de desmatadores

O presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Rolf Hackbart, questionou a lista dos 100 maiores desmatadores divulgada ontem (29) pelo Ministério do Meio Ambiente, que aponta os assentamentos da reforma agrária como líderes de devastação da Amazônia. “O Incra está sendo injustiçado”, afirmou.

De acordo com a lista do MMA, oito assentamentos do Incra, todos em Mato Grosso, foram responsáveis por mais de 220 mil hectares de devastação da Amazônia. O total de multas para o órgão federal é de mais de R$ 250 milhões.

Segundo Hackbart, as imagens de satélite utilizadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para as multas são antigas, e alguns assentamentos foram criados quando a legislação permitia desmatamento de até 50% das propriedades, e não os atuais 20%, de acordo com as regras de reserva legal.

“A maioria das fotos [que deram origem às multas] é de 1997, mas o Ibama até agora não nos informou de quando, de fato, é o desmatamento”, apontou. O Incra já recorreu de todas as multas, segundo Hackbart.

De acordo com o presidente do órgão fundiário, em uma das multas, as coordenadas de satélite do Ibama não coincidem com a localização do assentamento citado na lista. Hackbart disse que tem “conversado sempre” com representantes do Ibama e que se surpreendeu com o ranking divulgado hoje.

“Senti falta [na lista] dos grandes grileiros, que não aparecem porque não têm as propriedades regularizadas. São os desmatadores invisíveis. Não se pode mascarar o desmatamento como se fosse responsabilidade da reforma agrária”, ponderou.

Hackbart reconheceu que há desmatamento em alguns assentamentos, mas minimizou as proporções. “Em um assentamento às vezes vivem milhares de famílias; a própria lista cita proprietários que, sozinhos, desmataram mais de 12 mil hectares”, comparou.

O presidente do Incra informou que o órgão está investindo na elaboração de planos de manejo e “em vários estados” já firmou Termos de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público Federal para reparação e compensação de danos ambientais causados pelos assentamentos.
Fonte: Luana Lourenço, repórter da Agência Brasil

Setor de açúcar indiano não requer liberalização agora 30.09.08

30.09.08

Nova Déli - A indústria e as cooperativas de açúcar na Índia não necessitam de liberalização no momento, afirmou ontem (29) o ministro da Agricultura, Sharad Pawar. Segundo ele, as usinas de açúcar do país registraram grandes perdas devido ao enfraquecimento dos preços, que resultaram em um acúmulo de dívidas dos produtores. As dívidas aumentaram para 38 bilhões de rupias no dia 15 de julho, em comparação a 28 bilhões no mesmo período do ano passado.

O governo federal tem ajudado a indústria de açúcar com incentivos que custam cerca de 13,55 bilhões de rupias. O governo tornou obrigatória desde outubro de 2007 uma mistura de 5% de etanol à gasolina. Em outubro de 2008 a mistura passa a ser de 10%.

Estima-se que a indústria de petróleo precise de 600 milhões de litros de etanol para implementar a mistura. Essa necessidade pode crescer posteriormente para 1,2 bilhão de litros. Segundo Pawar, o governo tomará medidas positivas para resolver a questão, tendo em mente os interesses do país e das usinas de açúcar.

Na manhã de ontem (29) o ministro estimou a produção de açúcar da Índia em 2008/09 em 22 milhões de toneladas. Segundo ele, os estoques em 1º de outubro de 2009 podem ficar em torno de 11 milhões de toneladas. "O país não enfrentará nenhum problema no que diz respeito à oferta de açúcar", afirmou Pawar, acrescentando que não será necessário importar a commodity no ano que vem.
Fonte: informações da Dow Jones, com Deise Vieira, Agência Estado

Fiscais resgatam 150 trabalhadores em situação análoga à escravidão no Pará 30.09.08

30.09.08

Uma operação realizada no município de Placas (PA) resgatou 120 trabalhadores rurais e 30 crianças vítimas de trabalho análogo à escravidão em uma empresa de produção de cacau. A ação do grupo de fiscalização da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Pará começou no último dia 17 e segue até 3 de outubro.

As vítimas trabalhavam na colheita do cacau e foram encontradas em situação precária, com péssimas condições de habitação, alimentação e higiene. A maioria das crianças estava doente e uma delas ficou cega em um acidente durante o trabalho.

Segundo os ficais, os compradores de cacau forneciam equipamentos de trabalho e outros bens de necessidade básica aos trabalhadores, que pagavam esse fornecimento com a produção do fruto. Assim, já iniciavam suas atividades devendo à empresa.

Como não conseguiam pagar as dívidas, os agricultores colocavam toda a família para trabalhar no campo, inclusive as crianças. Quando o débito ficava fora de controle, era feito um empréstimo ao trabalhador, o que o mantinha ainda mais preso à situação.

Segundo informações do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), os trabalhadores que não atendiam às determinações da empresa eram ameaçados de morte. A Perfil Agroindústria Cacaueira será obrigada a pagar indenização de aproximadamente R$ 600 mil aos trabalhadores.
Fonte: Amanda Cieglinski, repórter da Agência Brasil

Hoje termina prazo para entregar declaração do ITR 30.09.08

30.09.08

Os proprietários de imóveis rurais têm até hoje (30) para entregar a declaração do Imposto Territorial Rural (ITR) sem pagar multa. O documento pode ser enviado pela página da Receita Federal do Brasil na internet, em disquete nas agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, ou em formulário nos Correios, ao custo de R$ 3,40.

São obrigados a declarar pela internet ou em disquete os contribuintes que têm imóveis com área igual ou superior a 1.000 hectares na Amazônia Ocidental, Pantanal Matogrossense e Sul-Matogrossense, 500 hectares no Polígono das Secas e Amazônia Oriental e 200 hectares nos demais municípios.

Até a última sexta-feira (26), a Receita Federal do Brasil havia recebido 4,046 milhões de declarações, mas espera a apresentação de mais 800 mil.
Fonte: Agência Brasil

Governo leiloa mais arroz para equilibrar preços 30.09.08

30.09.08

A Conab vai realizar hoje (30) leilão para venda de cerca de 60 mil toneladas de arroz. Serão 50,04 mil t do Rio Grande do Sul e 9,79 mil t de Santa Catarina. Esta é a terceira oferta de cereal dos estoques públicos em setembro. Nas outras duas operações foram negociadas 108,02 mil t.

Desde maio, a estatal vem realizando leilões para estabilizar o preço do arroz no mercado interno. A quantia ofertada é discutida mensalmente em reunião entre governo, produtores, indústrias e comerciantes.

Em 2008, foram vendidas 685,74 mil t do produto, sendo 87,21% do Rio Grande do Sul, 12,18% de Santa Catarina e o restante de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Paraná.

Expulsão do embaixador faz Bush retaliar ameaçando suspender as preferências comerciais concedidas à Bolívia 29.09.08

29.09.08

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, quer suspender as preferências tarifárias oferecidas a produtos bolivianos sob a justificativa de que o governo da Bolívia não está colaborando com a luta contra o narcotráfico. A decisão foi anunciada na sexta-feira (26) pela Representante de Comércio dos Estados Unidos, Susan Schwab, 16 dias após a expulsão do embaixador americano na Bolívia, Philip Goldberg, acusado de conspiração contra o governo de Evo Morales.

“O fracasso da administração de Evo Morales para cooperar nos esforços antinarcóticos nos últimos 12 meses indica que a Bolívia não está cumprindo com os requisitos para beneficiar-se da Lei de Preferências Tarifárias Andinas (ATPDEA)”, justificou Schwab, segundo a Agência Boliviana de Informação.

A ATPDEA prevê tarifa zero para a entrada de 6 mil produtos no mercado americano em troca da erradicação de drogas na Comunidade Andina. O programa foi implementado em 1991, como um reconhecimento dos Estados Unidos ao combate às drogas do Peru, Colômbia, Bolívia e Equador.

O governo boliviano garante que está cumprindo sua parte. Segundo a Agência Boliviana, entre janeiro e setembro deste ano foram erradicados 4,1 mil hectares de coca ilegal no país – a meta anual é de 5 mil hectares. Também foram apreendidas 23 toneladas de cocaína e maconha.

Em coletiva à imprensa em La Paz, na quinta-feira (25), o ministro boliviano de Relações Exteriores e Culto, David Choquehuanca, avaliou o corte dos benefícios à Bolívia como “vingança” pela expulsão do embaixador americano e assegurou que continuará negociando com os Estados Unidos e com a Comunidade Andina para que a proposta não seja levada adiante. A suspensão da Bolívia da ATPDEA ainda precisa passar pelo Congresso americano.

Segundo dados da Câmara de Exportadores de La Paz, divulgados pela BBC Brasil, a Bolívia exportou US$ 377 milhões para o mercado americano em 2007. Os produtos com preferências representado por produtos com preferências tarifárias.
Fonte: Mylena Fiori, repórter da Agência Brasil

Candidatos à Presidência americana defendem uso do etanol e fim dos subsídios agrícolas 29.09.08

29.09.08

Nova York (Estados Unidos) - O uso do etanol como alternativa energética para os Estados Unidos foi um dos assuntos tratados pelos candidatos à Presidência norte-americana no debate realizado ontem (26) na Universidade de Mississipi (EUA). O candidato republicano, John McCain, defendeu o fim dos subsídios agrícolas para o etanol.

Questionado sobre que medidas adotaria se vencesse a disputa, ele disse que eliminaria a ajuda dada pelo governo aos produtores do país.

O democrata Barack Obama defendeu que os Estados Unidos sejam independentes na área energética, investindo em energias alternativas como solar, eólica e biodiesel. Ele disse que se for presidente, vai garantir que em dez anos o país se libere da dependência do petróleo do Oriente Médio, aumentando a geração energética local.

Apesar do momento político conturbado, o primeiro debate entre os candidatos não teve fortes embates. Os principais pontos abordados por eles, especialmente na primeira parte do programa, foram o pacote do governo americano para solucionar a crise financeira dos Estados Unidos e a necessidade de cortes de gastos nas finanças públicas.

Outro ponto foi a política externa, prevista inicialmente para ser o principal assunto do debate. McCain defendeu a permanência das tropas americanas no Iraque e disse que os Estados Unidos estão vencendo a guerra por causa de uma estratégia bem sucedida.

Obama disse que é preciso reavaliar a aproximação dos Estados Unidos com a Rússia, devido às recentes ações militares na Geórgia. "Não se pode ser uma superpotência e agir como ditador”, criticou.

Os dois candidatos condenaram a utilização de armas nucleares pelo Irã. Para McCain, elas são uma ameaça ao Estado de Israel e podem encorajar outros países. Obama disse que isso poderia desencadear uma corrida armamentista no Oriente Médio.
Fonte: Sabrina Craide, Enviada especial da Agência Brasil

EPE realiza na terça-feira Leilão de Energia Nova 29.09.08

29.09.08

Somente 28 geradoras a bagaço de cana, com 1.410 MW foram habilitadas, dentro de 25.252 MW que participarão do leilão


A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) promove amanhã (30) o Leilão de Energia Nova A-5. Os projetos inscritos totalizam uma capacidade instalada de geração de 25.252 megawatts (MW) e somente pouco mais de 5% dessa energia virá de usinas geradoras de energia elétrica a base de bagaço de cana.

A EPE, no entanto, estimou que a quantidade real que poderá ser posta à venda na licitação – chamada de garantia física – equivale a 15.232 megawatts médios que estarão disponíveis para o mercado nacional a partir de 2013.

De acordo com informações divulgadas pela empresa, no início do mês 146 usinas foram habilitadas para participar do leilão. Para o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, isso demonstra, mais uma vez, que existem diversas empresas dispostas a investir no setor elétrico brasileiro, o que “dá tranqüilidade e garantia de que não faltará oferta para atender ao crescimento do mercado”.

O conjunto de usinas habilitadas inclui 11 diferentes tipos de fontes de energia, com destaque para as termelétricas movidas a óleo combustível. Foram habilitadas 63 usinas que utilizam esse tipo de combustível, com capacidade de geração de 11.537 megawatts – também o maior volume de energia a ser gerada.

Embora com menor potência instalada (1.410 MW), os empreendimentos movidos a bagaço de cana-de-açúcar ficaram com o segundo lugar: 28 usinas.

Já as térmicas movidas a gás natural regaseificado (que se beneficiarão do gás natural liquefeito - GNL – que a Petrobras está inserindo na matriz energética brasileira) totalizaram 17 empreendimentos, com potência instalada de 5.011 MW.

Foram habilitadas ainda sete usinas movidas a carvão mineral importado (3.550 MW) e apenas uma usina hidrelétrica, a do baixo Iguaçu, no Paraná, com 350 MW de potência e 172 MW médios de garantia física.

O leilão A-5/2008 será feito na internet e terá como objetivo atender ao mercado das empresas distribuidoras de energia elétrica – que participarão como compradoras – a partir de 2013.

A EPE informou ainda que o teto do preço para a energia foi definido em R$ 123 por megawatts/hora (MWh) para a fonte hídrica e de R$ 146/MWh para as outras fontes.

Os contratos de Comercialização de Energia Em Ambiente Regulado (CCEAR), a serem firmados entre as distribuidoras e os empreendedores que vencerem o leilão, terão prazo de validade de 30 anos para as usinas e pequenas centrais hidrelétricas e 15 anos para os empreendimentos que utilizarem outras fontes de energia ofertadas.
Fonte: Nielmar de Oliveira, repórter da Agência Brasil

Brasil lança primeiro chip de rastreabilidade bovina 100% nacional 29.09.08

29.09.08

O Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec), vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), apresentou esta semana o primeiro chip 100% brasileiro para rastreabilidade bovina. Segundo o ministério, o aparelho foi desenvolvido pelo Ceitec com o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pretende consolidar o Brasil como maior exportador mundial de carne bovina. Este ano, o país chegou a ter o produto embargado pela União Européia por falhas no sistema de rastreabilidade.

A identificação eletrônica possibilita o acompanhamento de informações genéticas, zootécnicas e sanitárias de cada animal, desde o nascimento até o abate. O chip nacional deve ter o preço como grande diferencial aos pecuaristas, na medida em que eliminará o pagamento da validação no exterior e de royalties.

Dados do Ministério da Agricultura contabilizam em aproximadamente 210 milhões de cabeças o rebanho bovino nacional, considerado o maior do mundo. As exportações do setor chegam a R$ 2,5 bilhões. A nova tecnologia pode contribuir para que a credibilidade e a competitividade do produto brasileiro aumentem e, conseqüentemente, as vendas externas.

O ministério estima ainda que até o início do próximo ano os primeiros chips já estejam no mercado. Este é o primeiro dispositivo de uma linha completa de produtos de rastreabilidade animal chamados de ATD (Animal Tracking Device). Posteriormente, deverão ser desenvolvidos também chips para as cadeias de suínos e aves. A capacidade de fabricação da Ceitec, localizada em Porto Alegre, é de 1 milhão de chips por ano.
Fonte: Danilo Macedo, repórter da Agência Brasil

UE suspende importação de leite proveniente da China 20.09.08

29.09.08

BRUXELAS, Bélgica - A União Européia suspendeu, neste sábado (27), todas as importações de produtos lácteos para crianças e bebês provenientes na China, enquanto o governo de Pequim segue em sua luta para conter o escândalo da contaminação dos produtos no país. "Os Estados membros estão proibidos de importar para a comunidade produtos compostos contendo leite ou derivados de leite para uso nutricional em crianças e bebês", informa um comunicado publicado no site oficial da UE. A suspensão das compras tem vigência imediata.

Embora os produtos lácteos chineses, como leite e iogurte, estejam há muito tempo proibidos para as 27 nações da União Européia, o bloco decidiu que os consumidores precisavam de mais precauções em relação ao produto.

Cerca de 53 mil crianças ficaram doentes e quatro morreram na China após ingerirem leite contaminado por melamina, um composto químico com alto teor de nitrogênio que perturba o funcionamento do sistema renal.
Fonte: Patricia Lara, Agência Estado

Com clima seco, produção de trigo deve cair até 25% na Argentina 29.09.08

29.09.08


Buenos Aires - A falta de chuvas deve provocar uma redução de até 25% na safra argentina de trigo, segundo relatório da Bolsa de Cereais de Buenos Aires. No ano passado, o país colheu 16 milhões de toneladas do grão. "O clima persistentemente adverso pode provocar uma queda ainda maior", alertou a bolsa.

Com altas temperaturas e céu claro ao longo da semana, as condições das lavouras deterioraram-se. A previsão é de chuvas em todo o cinturão do trigo durante o final de semana, o que deve amenizar o problema. Contudo, a avaliação é que a chuva chegou tarde demais em várias regiões.

O clima seco impediu o plantio em muitos casos, o que provocou uma queda de 18,5% na área plantada, estimada em 4,48 milhões de hectares.
Fonte: informações da Dow Jones, com Gerson Freitas Jr., Agência Estado

Incra determina saída da Monsanto de assentamento no Mato Grosso 26.09.08

26.09.08

O Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) determinou a saída da empresa Monsanto de uma área de 26 hectares (equivalente a 26 campos de futebol), que está situada dentro de um assentamento de Reforma Agrária em Campo Verde (MT) e foi comprada ilegalmente pela companhia para a realização de experimentos com transgênicos.

Em 2 de setembro, o Incra deu prazo de cinco dias para que a empresa deixasse a área. A transnacional estadunidense não cumpriu a determinação legal e continua no assentamento. Com o descumprimento da lei pela transnacional, o órgão federal deverá acionar o Ministério Público Federal e a Polícia Federal.

“Queremos que o Incra retome a área e construa junto com os trabalhadores assentados e com os movimentos sociais um centro de experimentos para o desenvolvimento de sementes nativas da região, com o apoio dos prefeitos”, afirma Itelvina Masioli, da direção nacional do MST.

O assentamento é formado por 60 famílias e foi conquistado há 10 anos, a partir da mobilização do MST. Com o avanço do agronegócio e da monocultura da soja na região, a área passou a ser cobiçada pelo agronegócio por ter clima favorável ao plantio.

O processo começou com a denúncia apresentada pelo MST e por outros movimentos sociais à Superintendência Regional do Incra, ao presidente nacional, Rolf Hackbart, e ao Ministério Público. “A ação do Incra foi uma boa notícia, resultado da nossa articulação”, afirma Itelvina.

Com a denúncia, os planos da Monsanto de se estabelecer no lote, avançar sobre outras áreas da Reforma Agrária e tomar o assentamento foram por água abaixo. Segundo a dirigente do MST, a estratégia da empresa indica que a agronegócio está disputando terras com trabalhadores rurais Sem Terra e avançando até sobre assentamentos, causando a reconcentração de terras.

“A atitude da Monsanto está dentro da nossa análise da disputa geral de terras. A crise na agricultura e a falta de incentivo do governo federal para os camponeses abrem espaço para que as empresas façam pressão para comprar áreas de assentados”, avalia Itelvina.

A coação sobre assentados e a compra de áreas da Reforma Agrária por grandes empresas não é um caso isolado no Mato Grosso. A empresa de mineração Onça Puma, de propriedade da Vale, comprou lotes de 83 famílias, nos assentamentos Campos Altos e Tucumã, nos municípios de Ourilândia do Norte, Tucumã e São Félix do Xingu, próximas das jazidas de Níquel, localizadas nas serras Onça e Puma, e proibiu as famílias de permanecerem na área.

Fonte: www.mst.org.br

Índia acusa Brasil de flexibilizar posições em Doha para ganhar mercado de etanol 26.09.08

26.09.08

Amorim nega venda de posição em Doha


O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, rechaçou ontem (25) informações divulgadas de que o governo da Índia teria remetido ao diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, uma carta na qual insinua que o Brasil estaria vendendo sua posição nas negociações da Rodada Doha em troca de acesso aos mercados americanos e europeus para o etanol, produto que é o carro chefe da política comercial do País.

Amorim, que continua em Nova Iorque participando de diversas reuniões bilaterais e almoçou com os representantes dos BRICs (Russia, Índia e China, além de Brasil), disse que o governo brasileiro não tem nada a flexibilizar em relação à Rodada Doha, e mostrou-se otimista em relação à possibilidade de as negociações prosseguirem e serem concluídas, embora não possa prever quando.

"Não há o que o Brasil possa flexibilizar, isso é uma visão incorreta. O que o Brasil pode fazer neste momento é ajudar a encontrar uma solução", desabafou o ministro. E explicou: "o problema que ocorreu foi entre certos países, de um lado, entre eles a Índia, que talvez seja o mais militante deles, e também a China, e os Estados Unidos do outro".

Segundo Amorim, o que o Brasil quer é que se chegue a um acordo. "O que o Brasil tinha de flexibilizar já flexibilizou. Havia uma demanda em relação a produtos industriais e o Brasil negociou, dentro do que era possível e aceitável, pela indústria brasileira. Agora, não há o que o Brasil possa flexibilizar. O que o Brasil pode fazer neste momento é ajudar a encontrar uma solução".

Amorim acrescentou que "não é o Brasil que tem de flexibilizar". Para ele, a questão das salvaguardas especiais para produtos agrícolas em países em desenvolvimento é um ponto sobre o qual o G-20 nunca chegou a um acordo preciso. E insistiu: "então não há o que flexibilizar".

Questionado sobre a possibilidade de flexibilizar em relação aos subsídios, em troca de mercado para os biocombustíveis nos Estados Unidos e Europa, o ministro respondeu: "não tem o que flexibilizar. Nós vamos discutir e, ao discutir as coisas são reabertas e esta questão que está mencionada ainda não foi discutida". O ministro Amorim disse ainda que no encontro que teria com os integrantes dos BRICs, que inclui a Índia, não iria tratar deste assunto, nem apresentar nenhuma queixa.

"Rodada não morreu"

O ministro demonstrou otimismo em relação à retomada das negociações para a rodada Doha, de livre comércio. "Em sempre disse que Doha nunca morreu. A questão toda é saber o tempo que vamos levar", afirmou.

Segundo ele, "se a negociação avançar ainda este ano, com um acordo de modalidade, a próxima administração americana, qualquer que seja, já vai ter algum modelo pronto com apoio de muitos países que será difícil ser alterado".

Amorim lamentou que, se não for fechado um acordo logo, e demorar mais dois ou três anos, as pessoas vão continuar morrendo enquanto as negociações não caminham. "Enquanto isso, pessoas morrem de fome na África, produtores de algodão continuarão a enfrentando grandes subsídios norte-americanos, e a Índia não vai dispor do mecanismo que ela quer criar, que hoje não existe", disse.
Fonte: O Estado de São Paulo, com o Observatório

Raiva: doença mata 40 mil bovinos por ano, no Brasil 26.09.08

26.09.08

Uma das zoonoses de maior importância na saúde pública no Brasil será lembrada no próximo domingo (28). O Dia Mundial da Raiva foi instituído há dois anos, para conscientizar as pessoas sobre a necessidade de prevenção, vigilância e o controle da doença, que pode atacar animais herbívoros, como bovinos, caprinos, ovinos e pessoas. Dados do Programa Nacional de Controle da Raiva em Herbívoros, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (PNCRH/Mapa), apontam que, no Brasil, a raiva é responsável pela morte de aproximadamente 40 mil bovinos por ano.

A doença é letal e acarreta prejuízos da ordem de US$ 200 milhões por ano à cadeia produtiva de bovinos. A morte do animal ocorre em aproximadamente dez dias do contágio. Há risco para a saúde pública, pois a doença pode atingir humanos que lidam diretamente com o rebanho.

Para evitar a raiva nos herbívoros, é preciso, mais do que vacinar periodicamente os animais, controlar o agente transmissor. O principal é o morcego vampiro Desmodus rotundus, que se alimenta com o sangue de bois, cabras, ovelhas e cavalos. O animal agredido apresenta um pequeno ferimento, com uma marca de sangue escorrido. O controle da população do morcego é uma das principais formas de evitar a contaminação dos rebanhos.

Ações

Como medidas para prevenção da doença nos herbívoros, em 2007, foram treinados mais de 600 profissionais do Mapa, de Órgãos Executores Estaduais de Defesa Sanitária Animal, do Ministério da Saúde e das Secretarias Estaduais de Saúde. Na ocasião, foram distribuídos 140 kits com equipamentos para controle dos morcegos e os resultados desse trabalho já podem comprovados.

No primeiro semestre deste ano, aumentou 26,71% o número de morcegos hematófagos capturados, com redução de 18% na ocorrência de focos da doença, em comparação com os seis primeiros meses do ano passado. Além disso, até o mês de setembro de 2008, foram comercializadas cerca de 66 milhões de doses de vacina anti-rábica para animais no País.

Sintomas

Algumas características identificam o animal doente, que se isola do rebanho, saliva excessivamente, não bebe e não come, apresenta andar cambaleante e dificuldade para ficar em pé. Na fase final, a doença paralisa os quartos posteriores e o animal não consegue mais se levantar.

O Mapa elaborou o Manual Técnico de Controle da Raiva dos Herbívoros, que padroniza as ações para o controle da doença. O documento está disponível no site www.agricultura.gov.br. Os interessados em obter mais informações sobre a raiva dos herbívoros devem solicitar pelo e-mail pncrh@agricultura.gov.br ou ligar para a Central de Relacionamento do Ministério pelo telefone 0800 704 1995. A ligação é gratuita.
Fonte: Assessoria de Imprensa do Mapa

Brasil terá etanol de segunda geração em um ano e meio 26.09.08

26.09.08

Empresas devem comercializar as enzimas capazes de hidrolisar o bagaço de cana.

A sonhada produção do álcool de segunda geração, o combustível verde obtido a partir de resíduos como bagaço de cana-de-açúcar ou de qualquer outro vegetal, está mais próxima do que se imagina. Quem garante é o presidente para a América Latina da empresa dinamarquesa Novozymes , Pedro Luiz Fernandes. Para ele, "dentro de um ano e meio o país poderá iniciar a produção deste tipo de álcool em escala comercial".

No ano passado, em 13 de setembro, a Novozymes, maior produtora de enzimas industriais do mundo, e o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), de São Paulo, assinaram acordo para selecionar a enzima mais adequada para a hidrólise do bagaço da cana-de-açúcar entre os organismos existentes no acervo da empresa. Com essa tecnologia, o Brasil poderá triplicar a produção de etanol sem necessidade de ocupar novas áreas agrícolas. A sede da empresa na América Latina é em Araucária (PR) e, ao final do projeto, ela vai comercializar as enzimas capazes de hidrolisar o bagaço de cana.

"Nós já encontramos o que em química se costuma denominar "mistura óptima". Desde a assinatura do acordo, a pesquisa evoluiu para a utilização de dois tipos de enzimas e estamos na etapa em que estudamos se a melhor forma é utilizar uma enzima em cada etapa de produção ou uma associação das duas", informou. Segundo Fernandes., a tecnologia da empresa aponta para uma solução, cujo custo será inferior ao da produção de álcool a partir do açúcar. "Com certeza, na medida que ganhar escala, o álcool de celulose será mais barato que o produto atual".

Fernandes adiantou também que a Novozymes está prestes a assinar um acordo de fornecimento dessas enzimas para a produção em escala piloto "com uma grande empresa brasileira". Sabe-se que a Petrobras está pesquisando essa tecnologia assim como pelo menos três universidades brasileiras. A importância de se dominar o processo fez a CTC procurar a Novozymes para fazer o acordo que foi assinado simbolicamente pelo presidente Lula numa viagem à Dinamarca no ano passado.

Técnicamente, a hidrólise é o processo que busca extrair glicose do material celulósico para que, depois, se possa obter etanol por fermentação. Como todos os vegetais contêm celulose, quem dominar o processo poderá produzir etanol de quaisquer resíduos agrícolas ou florestais como palha de milho, de trigo e cavacos de madeira. O bagaço de cana, por exemplo, contém ainda um terço da energia armazenada na planta. Sobre os direitos de propriedade intelectual da pesquisa, a Novozyme informa que serão compartilhados entre os parceiros, mas não há governos envolvidos.

Além da Nonozymes, o Brasil está procurando por estas enzimas através do Programa Bioetanol, projeto nacional financiado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) que estuda o processo de hidrólise enzimática. Com isso se pode antever que, no futuro, poderão existir dois ou três fornecedores dessa tecnologia. Mas só a escala comercial é que apontará as melhores enzimas.
Fonte: Gazeta Mercantil

BB já liberou R$ 6,7 bilhões para a safra agrícola 2008/2009 26.09.08

26.09.08

Do início de julho até o último dia 15, o Banco do Brasil desembolsou R$ 6,7 bilhões para financiamento e custeio da safra agrícola 2008/2009. Desses recursos, R$ 5,5 bilhões foram destinados à agricultura empresarial, o que representa expansão de 43,2% em relação a igual período da safra anterior, e R$ 1,2 bilhão foram para a agricultura familiar, com aumento de 6,1%.

A informação foi divulgada ontem (25) pela assessoria de imprensa do BB, em nota, e revela que os desembolsos até agora cresceram 34%, comparados aos créditos realizados no início da safra 2007/2008. O maior volume, no valor de R$ 4,1 bilhões, foi para atender operações de custeio, contra R$ 2,4 bilhões no mesmo período de 2007.

Esse aumento foi necessário, principalmente, por causa dos elevados preços de adubos e fertilizantes, que tiveram aumento médio de 120% nos últimos 12 meses, de acordo com dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

A maior demanda por crédito agrícola ocorre tradicionalmente nos meses de setembro e outubro, e a expectativa do BB é de que até o final do ano sejam liberados R$ 11,4 bilhões, ou 15% a mais em relação ao período de julho a dezembro do ano passado. Só para o mês de outubro está previsto o aporte de mais R$ 2,7 bilhões.

Além dos recursos garantidos para custeio e investimento da safra agrícola, o BB promete acompanhar o comportamento dos saldos de depósitos à vista e da caderneta de poupança para, se necessário, disponibilizar mais recursos para atender eventual aumento da demanda por crédito agropecuário.
Fonte: Stênio Ribeiro, repórter da Agência Brasil

Fiscais do Trabalho resgatam dez trabalhadores em área de cultivo de erva-mate 26.09.08

26.09.08

Curitiba - Dez trabalhadores que extraíam erva-mate nativa em condições degradantes foram restados por fiscais da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Paraná (SRTE/PR), no município de General Carneiro, no sudeste do estado.

Segundo a assessoria da SRTE/PR, a ação foi concluída ontem (dia 25), com o pagamento de todas as verbas rescisórias, num total de R$ 26 mil. O trabalho de rastreamento teve início na semana passada.

Entre os resgatados, informou a assessoria, havia quatro trabalhadores pertenciam à reserva indígena de Ipuaçu(SC) e os demais eram de Clevelândia, no Paraná.

Os fiscais que participaram do resgate encontraram os trabalhadores em condições insalubres – sem água potável, instalações sanitárias, alojados embaixo de lona plástica e sem carteira de trabalho assinada. Foram emitidos 12 autos de infração contra o empregador.

Os trabalhadores receberam os salários que estavam atrasados, férias e 13º salário proporcional e Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
Fonte: Lúcia Norcio, repórter da Agência Brasil

Mudança de posição da Rússia pode afetar exportadores brasileiros de carnes 26.09.08

26.09.08

A Rússia informou aos EUA, UE e outros parceiros que quer renegociar o tamanho das cotas de carnes que ofereceu em troca de apoio para entrar na Organização Mundial do Comércio (OMC).

A Rússia planeja reduzir a importação de carne de frango e dar início à exportação da ave, o que poderá atropelar a demanda de produtores brasileiros para o Itamaraty renegociar um acordo com Moscou e obter mais acesso àquele mercado.

As autoridades russas têm planos de reduzir pelo menos 200 mil toneladas na cota de importação de frango, de um total de 1,05 milhão, que entra com tarifa mais baixa e beneficia, sobretudo, os Estados Unidos. Moscou argumenta que, quando ofereceu as cotas, acreditava que poderia baixar as importações em 30%. Só que os EUA aumentaram em 15% suas vendas para o mercado russo.

Agora, além da tensão com os EUA por causa do conflito na Geórgia, Moscou estima que terá produção suficiente, inclusive, para exportar. A União Russa de Frangos estima que sua produção alcançará 2,2 milhões de toneladas, 15,8% maior do que em 2007. As projeções são de alta para 3,2 milhões de toneladas até 2012.

A expectativa da Rússia é exportar 600 mil toneladas/ano até 2015, com investimentos que serão feitos nos próximos quatro anos. A produção interna atende atualmente 60% da demanda nacional. Em dois anos, passará para 80%. O Ministério da Agricultura daquele país diz que a decisão sobre o tamanho do corte nas cotas de frango será anunciada até o final de novembro.

A Rússia informou aos EUA, UE e outros parceiros que quer renegociar o tamanho das cotas de carnes que ofereceu em troca de apoio para entrar na Organização Mundial do Comércio (OMC).
Fonte: Valor Econômico

Canaviais no Brasil cobrirão área superior a Portugal, informa estudo da EPE 25.09.08

25.09.08

Comentário do editor, apenas lembrando Chico Buarque; "Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal, ainda vai tornar-se um imenso Portugal (canavial)..."

A produção brasileira de álcool combustível vai mais que dobrar nos próximos dez anos e a área plantada com cana-de-açúcar para fabricação do produto chegará a quase dez milhões de hectares. A informação foi divulgada ontem (24) pelo presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, que apresentou a projeção do mercado de etanol até 2017.

Para suprir esse crescimento no mercado de álcool, a EPE projeta aumentar em 246 o número de usinas, somadas às 393 em operação hoje, o que vai impulsionar a área plantada de cana. Atualmente, são 3,5 milhões de hectares de canaviais somente para a produção de álcool, número que vai quase triplicar em uma década, chegando a 9,7 milhões de hectares, o que representa 97.000 quilômetros quadrados - tamanho superior ao território de Santa Catarina (95.442 quilômetros quadrados) ou à área de Portugal (92.389 quilômetros quadrados).

Apesar do aumento expressivo da área plantada, Tolmasquim acha que isso não vai impactar sobre as regiões da Amazônia ou do Pantanal. “Não existe hipótese de o etanol atingir a Floresta Amazônica. Existem hoje solos muito bons e disponíveis em quantidade no Brasil, suficientes para a expansão do etanol”, afirmou o presidente da EPE (nota do editor: veja matéria "
MT quer plantar cana ..."). Segundo ele, a plantação de cana não substituirá as pastagens, obrigando-as a ocupar as áreas de florestas. “Não é necessário se expulsar nenhuma pastagem, basta criar gado de uma maneira mais intensiva”, disse (outra nota do editor: será que ele combinou isso com os criadores ou vai propor uma lei ou decreto?).

Atualmente o Brasil tem um rebanho de 207,1 milhões de cabeças para uma área de pastagem ao redor de 200 milhões de hectares, o que dá apenas uma cabeça para cada hectare, de acordo com os números apresentados por Tolmasquim, citando dados do IBGE.

Segundo os números da EPE, o consumo de álcool veicular no país saltará de 20,3 bilhões de litros, este ano, para 53,2 bilhões, em 2017. O aumento na demanda é puxado pelo crescimento da frota de carros de passeio no país, que hoje é pouco superior a 23 milhões e chegará 37 milhões em uma década, com a incorporação de três milhões de veículos leves por ano, sendo 93,5% com motores flex, que aceitam gasolina e álcool.

Essa característica dá ao consumidor brasileiro, segundo Tolmasquim, um controle sobre o preço do álcool, que será trocado pela gasolina, se os usineiros impuserem um valor muito alto. “Hoje, o Brasil tem algo que é fundamental, que é o carro flex fuel. Ele dá um poder ao consumidor, que muda de combustível se o preço do etanol não for competitivo”, disse.
Veja estudo completo da EPE na seção Documentos,
"EPE-Perspectivas do Etanol no Brasil".
Fonte: Vladimir Platonow, repórter da Agência Brasil, com o Observatório

Tecnologias para preservar meio ambiente podem gerar milhões de empregos 25.09.08

25.09.08

Na agricultura, 12 milhões de novos postos de trabalho podem surgir da produção de biomassa


As tentativas mundiais de frear o aquecimento global estão surtindo efeito na geração de empregos. A constatação foi apresentada ontem (24) no relatório Empregos Verdes: Trabalho Decente em um Mundo Sustentável e com Baixas Emissões de Carbono, da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

De acordo com o estudo, os chamados “empregos verdes” - aqueles relacionados às novas tecnologias ambientais - estão em praticamente todas as áreas que têm se adaptado às reduções da emissão de CO2, como a construção civil, de energias renováveis, na agricultura, na indústria e nos serviços.

Além dos empregos que já vêm sendo gerados, o relatório ressalta que dezenas de milhões de outros postos de trabalho podem surgir com o investimento em tecnologia ambiental.

Na área de energias renováveis, por exemplo, atualmente existem 2,3 milhões de empregos, mas a OIT espera que sejam 20 milhões até 2030. Na agricultura, 12 milhões de novos postos de trabalho podem surgir da produção de biomassa, e espera-se que o mercado global de serviços e produtos ecologicamente corretos suba dos atuais US$ 1,37 bilhão para US$ 2,74 bilhões até 2020.

No Brasil, a área mais promissora é a de reciclagem. Cerca de 500 mil trabalhadores já estão empregados no país reciclando ou reaproveitando materiais.

O relatório demonstra, no entanto, que não há garantias de que esses empregos surjam em “transações justas” e faz um apelo para que aja “diálogo social entre governos e empresários para se criar trabalho decente, que diminua a pobreza e promova o desenvolvimento econômico e social”.

OIT e Pnud fazem recomendações para que governos estimulem "emprego verde"

Diante de um cenário em que a contaminação do meio ambiente e a emissão de carbono são insustentáveis do ponto de vista econômico e social, os governos devem estimular e investir em "empregos verdes".

Essa é a principal recomendação do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT), apresentada ontem (24) no relatório acima citado
O relatório diz que os "empregos verdes" devem ser trabalho decente e que os trabalhadores precisam ser capacitados para o novo formato de emprego, que deve se tornar cada vez mais comum nas sociedades que pretendem ser sustentáveis.

Além disso, o relatório recomenda que os empresários sejam preparados para avaliar o potencial para esse tipo de emprego em um empreendimento. Eles também devem receber subsídios, ecotaxas e participar da venda pública de créditos de carbono para obter recursos que serão usados na geração dos "empregos verdes".

Ainda segundo o documento, os governos devem incentivar as pesquisas de novas formas de tecnologia ambiental, promover leis que incentivem essas ações e obter um novo acordo sobre clima na próxima Cúpula das Nações Unidas, que se realizará em 2009.
Fonte: Mariana Jungmann, repórter da Agência Brasil

Inseticida biológico põe fim ao ataque de lagartas na agricultura 25.09.08

25.09.08

Para quê precisamos engolir milho de sementes transgênicas com Bt?


A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) lançou ontem (23) o bioinseticida Ponto.Final., na abertura da VI Ciência para a Vida, exposição que mostra as tecnologias produzidas pelas unidades da empresa em todo o país.

O produto chegará ao mercado com o objetivo de combater a lagarta, um dos grandes predadores de várias culturas agrícolas brasileiras. Seu maior diferencial é não causar mal à saúde de qualquer outro ser vivo, como explicou a pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Rose Monnerat.

“Esse produto foi desenvolvido a partir de uma bactéria que vem do solo do Brasil e que causa uma infecção nas lagartas. A grande vantagem dessa bactéria é que ela só é tóxica para as lagartas”, disse.

Outros inseticidas, além de causar danos à saúde humana, tanto dos agricultores que aplicam o produto na lavoura, quanto daqueles que consomem o alimento, também acabam eliminando os predadores naturais da lagarta. O Ponto.Final. preserva esses outros animais, aumentando a eficiência do combate.

A previsão é que o produto comece a ser disponibilizado aos agricultores em um prazo de até 15 dias. Segundo Rose, a Embrapa já pôde comprovar o elevado grau de custo-benefício do bioinseticida desenvolvido em parceria com a empresa Bthek Biotecnologia, que só aguarda o selo de produto orgânico para comercializá-lo.

O presidente da Embrapa lembrou o caráter de prestação de contas que a exposição Ciência para a Vida tem, na medida em que mostra as tecnologias produzidas pela empresa. “Quem investe em ciência é o cidadão, é aquele que paga imposto. Portanto, é muito importante prestar contas à sociedade, mostrando o que a ciência tem produzido e quais as conseqüências para a saúde humana, na alimentação, no custo dos produtos, na melhoria da qualidade da vida e até do desenvolvimento do interior do Brasil, gerando emprego, renda, aumentando a inclusão social”.

A exposição se realiza até o dia 28 na sede da Embrapa, em Brasília. O público pode visitar o espaço de segunda a quinta-feira, das 9h às 20h. De sexta à domingo, o mostra fica aberta das 10h às 22h. A entrada é gratuita.
Fonte: Danilo Macedo, repórter da Agência Brasil

MT quer plantar cana em áreas já abertas na Amazônia 25.09.08

25.09.08

Às vésperas da definição das regras para plantio de cana-de-açúcar no País, o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (PR), atendendo a um pedido dos agricultores locais, está pressionando o governo federal para que seja autorizada para presença de canaviais em áreas de pastagens degradadas ou cultivadas com grãos no bioma amazônico, ou seja, em áreas sem a cobertura natural. A informação é do diretor-executivo do Sindicato da Indústria Sucroalcooleira do Estado de Mato Grosso (Sindalcool-MT), Jorge dos Santos.

Nas discussões entre os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, ficou decidido pela permanência dos canaviais já instalados na Amazônia e pela proibição de novas usinas na região. Há três usinas de cana instaladas na região: no Acre, no Amazonas e no Pará. A Casa Civil baterá o martelo sobre as regras para plantio no Bioma Amazônico e no Pantanal, outro ponto de polêmica entre ruralistas e ambientalistas.

O representante da indústria sucroalcooleira do Estado defende a idéia de troca de áreas ocupadas com grãos e com pastagens degradadas por cana-de-açúcar. "Não queremos novos desmatamentos, mas se a área já foi desmatada e está ocupada com grãos ou pecuária é possível autorizar a troca", disse. A expectativa é que o zoneamento seja anunciado no mês que vem, mas fontes dos dois ministérios lembraram que o cronograma de divulgação tem sido constantemente alterado. A meta do governo era anunciar o zoneamento em julho.
Fonte: Fabíola Salvador, Agência Estado, com o Observatório
Nota do editor: se isso for aprovado, o gado e o plantio de grãos será "expulso", cedendo essas áreas para os canaviais, e abrirá novas áreas no bioma Amazônico e no Cerrado, para dar continuidade ao que vinham fazendo até agora.

Mapa anuncia aprovação de fungicida menos tóxico para pequenas culturas 25.09.08

25.08.09

A aprovação do registro de fungicida para o controle de doenças como requeima e míldio, que comprometem cultivos como tomate, batata e alface, foi anunciada, ontem (24), em Brasília, durante reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Hortaliças. O novo fungicida, com baixo teor de toxicidade, atenderá demandas de controle de pragas para pequenas culturas e tem como ingrediente ativo o mandipropamide. Além disso, é adequado para as culturas de cebola, melão, abóbora, melancia e pepino.

De acordo com o coordenador de Agrotóxicos da Secretaria de Defesa Agropecuária, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SDA/Mapa), Luís Rangel, cada vez mais, as indústrias desenvolvem produtos voltados especialmente para esses tipos de cultivos, beneficiando produtores e consumidores. “Os agricultores não precisarão mais recorrer a fungicidas de outras culturas, sem registros específicos, já que os esforços para a implementação de políticas públicas para pequenas culturas estão surtindo efeito”, explicou.

Durante a reunião, também foram definidos os desafios do setor para 2009. “Podemos destacar a criação de grupo temático para a elaboração de banco de dados nacional para estabelecer quanto o setor hortifruti movimenta, a revisão da Instrução Normativa que trata da classificação de produtos como pepino, batata, chuchu, jiló e berinjela e a padronização de embalagens“, ressaltou o presidente da Câmara Setorial de Hortaliças, José Robson Coringa Bezerra.
Fonte: Assessoria de Imprensa do Mapa

BM&F realiza hoje seu 2º leilão de créditos de carbono 25.09.08

25.09.08

A BM&FBovespa realizará hoje, às 8h30, o segundo leilão de certificados de crédito de carbono, que serão vendidos a um preço mínimo de 14,20 euros por tonelada (R$ 38,45, à cotação de R$ 2,708 por euro), conforme informado ontem (24) pela Bolsa. Será ofertado um único lote de 713 mil certificados pertencentes à Prefeitura de São Paulo, que poderá receber no mínimo 10,124 milhões de euros.

Do total de certificados, ou reduções certificadas de emissão (RCEs), 454.657 pertencem ao Projeto Aterro Sanitário Bandeirantes, na zona norte da capital paulista, e outros 258.657 são originários do Aterro Sanitário São João, na zona leste.

Os aterros possuem projetos de mecanismos de desenvolvimento limpo (MDLs), que nesses dois casos consistem na geração de energia elétrica por meio da captação de gases produzidos pela decomposição de lixo. No aterro Bandeirantes, a usina termoelétrica tem capacidade de gerar 170 mil megawatts-hora (MWh) por ano. Na São João, a geração é de 200 mil MWh por ano. É por meio dos MDLs que os dois aterros geram certificados de créditos de carbono que serão leiloados amanhã.

Os créditos de carbono são comprados por países que têm a necessidade de reduzir a emissão de gás carbônico, conforme estabelecido no Protocolo de Kyoto.

A BM&FBovespa ainda não tem o número de instituições que irá participar do leilão, que será realizado pela internet (www.bmf.com.br/leilaocarbono). A garantia inicial será de 400 mil euros. O Banco do Brasil irá atuar como confirmador das cartas de crédito.

O primeiro leilão de crédito de carbono foi realizado há um ano. Foram negociadas 808.450 toneladas de dióxido de carbono pertencentes ao aterro Bandeirantes a um preço mínimo de 12,70 euros. O banco europeu Fortis Bank NV/SA arrematou o lote por 16,20 euros por tonelada de carbono, no total de 13,09 milhões de euros (aproximadamente R$ 34 milhões). Ao todo nove instituições apresentaram propostas.
Fonte: Agência Estado

BNDES financia 80% do custo de terminal retroportuário de grãos em Paranaguá/PR 25.09.08

25.09.08

O BNDES aprovou financiamento de R$ 27,1 milhões à MRC Serviços Ferroviários DPRS-AL Ltda. implantar um terminal retroportuário de grãos, de uso exclusivo da América Latina Logística do Brasil S.A. (ALL), no km 5 da rodovia BR-277, no município de Paranaguá/PR. Os recursos do Banco correspondem a 80% do valor total do projeto, orçado em R$ 33,9 milhões. Estima-se que serão criados entre 35 e 60 novos empregos na região.

O apoio financeiro do BNDES à MRC destina-se a obras civis, aquisição de máquinas e instalação do terminal de armazenagem. Concluída essa etapa, a ALL locará as instalações da MRC, passando a ser responsável pela manutenção do terminal e pelos serviços de estocagem e movimentação das cargas para seus clientes.

A implantação do terminal retroportuário pela MRC tem o objetivo de dinamizar as atividades operacionais da ALL S.A. no Porto de Paranaguá. Nos períodos de safra, entre os meses de março e outubro, o fluxo de vagões graneleiros para o porto é de 480 vagões/dia e, nas projeções de crescimento, estima-se um aumento de 9% a.a. para os próximos cinco anos. Localizada a 6,6 km do porto, a futura instalação de armazenagem promoverá a redução desse fluxo de vagões e caminhões em sua direção e, conseqüentemente, o tempo de espera para descarga dos navios.

O novo terminal poderá receber até três produtos diferentes ao mesmo tempo e sua capacidade de operação está dimensionada para 1.500 toneladas de grãos/hora. Os potenciais estimados de armazenagem e de expedição total (ferroviária e rodoviária) são, respectivamente, 100 mil toneladas e 20 mil toneladas/dia, com até dois produtos diferentes simultaneamente.
Fonte: Assessoria de Imprensa do BNDES

Fiscais resgatam 141 trabalhadores encontrados em situação degradante em canavial e usina de álcool no Ceará
Fiscais resgatam 141 trabalhadores em situação degradante em canavial e usina de álcool no Ceará 24.09.08

24.09.08

Uma equipe do Grupo de Fiscalização Móvel do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resgatou 141 trabalhadores de uma usina de álcool no município de Paracuru (CE). Eles foram encontrados em situação degradante de trabalho, sem equipamento de proteção individual para o corte da cana-de-açúcar – como óculos e luvas – e descalços. Entre os trabalhadores havia cinco menores de idade. A operação começou no dia 10 de setembro e terminou segunda-feira passada (22).

Do total de resgatados, 55 atuavam no canavial e 86, no parque indutrial. Apenas três tinham registro em carteira. A empresa fazia semanalmente o pagamento pelo corte da cana, que ocorria das 5h às 13h. Segundo os fiscais do MTE, as condições de higiene na plantação também eram precárias. Não havia banheiros e a empresa não disponibilizava água e nem refeição para os trabalhadores. No parque industrial, os fiscais também identificaram condições de risco à saúde dos trabalhadores, como estruturas enferrujadas e máquinas sem proteção.

Os trabalhadores resgatados eram moradores do próprio município ou de vilarejos próximos a Paracuru. Os que precisavam de transporte para chegar ao local iam em cima da boléia de um caminhão, junto com as ferramentas utilizadas no corte. Segundo o grupo móvel, a legislação determina que o transporte seja feito de ônibus, e que haja um local reservado para as ferramentas.

De acordo com o Ministério do Trabalho, foram lavrados 111 autos de infração e três termos de interdição. A empresa que mantinha os trabalhadores também foi autuada pelo descumprimento de normas de segurança no parque industrial. Eles receberam seguro-desemprego e o valor das verbas recisórias chegou a R$ 245 mil. Segundo informações do ministério, a empresa se recusou a pagar as recisões e deve ser acionada na Justiça pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pela Procuradoria Regional.
Fonte: Amanda Cieglinski, repórter da Agência Brasil

ONU adverte que crise global ameaça combate à pobreza 24.09.08

24.09.08

Nações Unidas - O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, advertiu ontem (23) sobre a ameaça representada pela crise financeira. Segundo Ban, o problema pode atrapalhar a campanha das Nações Unidas contra a pobreza. Ban pediu liderança global, para que seja restaurada a ordem nos mercados financeiros internacionais. O secretário-geral também disse que era preciso que os países ricos fizessem concessões no setor do comércio aos mais pobres, e também demandou ações para que se evite as mudanças climáticas.

As declarações de Ban foram realizadas durante seu discurso de abertura da Assembléia Geral da ONU. O executivo máximo da ONU pintou um cenário nebuloso do mundo, não apenas pela crise financeira, mas também pelos problemas com a falta de alimentos para boa parcela da população e pelas crises energéticas. Ban censurou, além disso, a "nova retórica da confrontação".

"Nós devemos fazer mais para ajudar nossos companheiros seres humanos a lidar com a tempestade que se forma", disse ele. "Eu vejo o perigo de nações olharem mais para dentro, ao invés de caminhar para um futuro comum. Vejo o perigo de recuo no avanço que fizemos, particularmente no setor do desenvolvimento e de uma divisão mais equilibrada dos frutos do crescimento global."
Fonte: Associated Press, com Agência Estado

Receita garante que mudanças na tributação do álcool não afetam consumidor 24.09.08

24.09.08

As mudanças na tributação do álcool combustível, que entrarão em vigor em 1º de outubro, não terão reflexo sobre o preço cobrado na bomba, assegurou ontem (23) o coordenador de Contribuições Sociais da Receita Federal, João Hamilton Rech, ao detalhar a nova legislação que altera a cobrança e o recolhimento do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre o produto.

Segundo Rech, foram publicados um decreto (segunda-feira, 22) e uma instrução normativa, ontem (23), no Diário Oficial da União, sobre a mudança na cobrança dos tributos que incidem sobre o álcool. Os dois dispositivos, explicou o coordenador, apenas regulamentam lei sancionada em junho, que acabou com a cobrança em cascata de impostos sobre o álcool.

Atualmente, tanto produtores como distribuidores pagam à Receita uma fatia sobre o que faturam com o combustível. Esse sistema, na prática, faz com que os tributos sejam cobrados diversas vezes ao longo da cadeia produtiva porque os insumos, como a cana-de-açúcar usada na usina, também paga imposto quando o álcool é distribuído.

Com o novo sistema, os distribuidores poderão deduzir o PIS/Cofins cobrados anteriormente sobre as matérias-primas. Os tributos incidirão apenas sobre o valor adicionado ao combustível na produção e na distribuição.

A cobrança cumulativa (em cascata) havia sido extinta em abril de 2004 para os outros combustíveis. Apenas o álcool ainda era tributado pelo sistema antigo. “A idéia da Receita é redistribuir a carga tributária [entre os setores envolvidos na produção e comercialização do álcool], mas preservando os preços na bomba”, explicou Rech.

De acordo com a lei que mudou o regime, 60% da carga tributária ficaria com os distribuidores e 40%, com os usineiros e importadores. “A regulamentação da Receita procurou garantir essa proporção”, afirmou o coordenador.

Para impedir que a nova tributação tenha impacto sobre o preço do álcool nas bombas, Rech explicou que o decreto reduziu em 63,33% as novas alíquotas do PIS/Cofins na comparação com o teto estabelecido na lei. Os usineiros e importadores pagarão R$ 18 por metro cúbico de álcool e os distribuidores, R$ 120.

A instrução normativa regulamentou o prazo para que produtores, importadores e distribuidores optem pela cobrança de PIS/Cofins por metro cúbico de combustível, que paga menos tributos. Esses contribuintes terão até o final de outubro para aderir à modalidade, se quiserem que as alíquotas especiais sejam aplicadas retroativamente ao início do próximo mês. Caso contrário, os tributos reduzidos só valerão a partir de 2009.
Fonte: Wellton Máximo, repórter da Agência Brasil

Comissária da UE defende redução de subsídios agrícolas diretos 24.09.08

24.09.08

Annecy, França - Os subsídios oferecidos aos produtores da União Européia deveriam ser reduzidos, segundo a comissária agrícola do bloco, Mariann Fischer Boel. "No geral, há grandes pressões no orçamento europeu e intensa competição por várias prioridades de gastos", afirmou ela em um encontro de ministros da Agricultura do bloco. Apesar de reformas, os subsídios agrícolas continuam sendo o maior item no orçamento combinado da UE, consumindo cerca de 40% do total.

Boel afirmou que não é necessário revisar completamente a Política Agrícola Comum (PAC), mas ressaltou que mudanças são necessárias. Para isso, os subsídios diretos aos produtores devem ser reduzidos para impulsionar a ajuda não direta relacionada à produção, como suporte ao desenvolvimento rural e projetos ambientais. O movimento diminuiria os pagamentos atuais feitos automaticamente com base no número de animais criados ou a quantidade de terra cultivada.
Fonte: informações da Dow Jones, com Deise Vieira, Agência Estado

Poucos proprietários rurais se dispõem a recuperar mata ciliar em São Paulo 24.09.08

24.09.08

Do objetivo de recuperar, nos próximos 25 anos, cerca de 1,7 milhão de hectares de mata ciliar no Estado de São Paulo, houve a adesão de somente responsáveis por 240 mil, ou 14%, após um ano de lançamento do projeto pela Secretaria do Meio Ambiente. A área foi cadastrada pelos proprietários rurais e equivale ao terreno urbanizado na Região Metropolitana de São Paulo, que tem 220.900 ha.

Do total registrado até o momento, a maior contribuição vem dos canavieiros: 140 mil ha, ou 36% da área de mata ciliar que precisa ser recuperada pelo setor. As propriedades rurais de grande porte, a partir de 2 mil ha, representam a segunda maior área: 57 mil ha registrados. Porém, como elas têm um passivo de 925 mil ha, o que foi declarado até agora é só 6% do que devem recompor.

Quem se cadastrou no projeto se compromete a buscar a recomposição dessa vegetação. A intenção será auditada por técnicos da secretaria. “A segunda visita é da Polícia Ambiental”, diz o secretário do Meio Ambiente, Xico Graziano. Os dados do projeto foram divulgados ontem, na sede da secretaria, na capital.

Mata ciliar é aquela que ocorre nas margens de rios e nascentes, essencial para a saúde dos recursos hídricos. Por lei, ela é uma área de proteção permanente e deveria ser preservada. Contudo, virtualmente não há mais mata ciliar preservada no Estado, com poucas exceções. Se elas fossem recompostas, pelo menos 20% do Estado seria coberto de verde.
Fonte: jornal O Estado de S. Paulo

NovAmérica recebe certificado para vender açúcar a público muçulmano 24.09.08

24.09.08

Ribeirão Preto, SP - A NovAmérica, dona da marca União de açúcares, anunciou ontem (23) que recebeu a certificação Islâmica Cibal Halal, atestando que seus produtos são adequados para atender ao público muçulmano. Para obter o certificado, as fábricas foram inspecionadas e supervisionadas por muçulmanos praticantes, tornando seus produtos autorizados para consumo dentro das normas religiosas que seguem as leis islâmicas.

Com isso, os açúcares, o álcool e o adoçante produzidos pela NovAmérica das unidades paulistas de Tarumã e Maracaí receberam os certificados. Além do Cibal Halal, a NovAmérica já era certificada com o selo Kosher, que atesta que os processos de fabricação dos produtos obedecem às normas específicas que regem a dieta judaica ortodoxa.

"A NovAmérica acredita ser de grande importância ter certificados que declaram e atestam a qualidade de seus produtos e sua adequação às expectativas e necessidades dos diversos públicos consumidores", informou Marielza Cavallari, gerente de marketing da companhia. Segundo a gerente, "os certificados reforçam as oportunidades de vendas no mercado interno, uma vez que atestam sua adequação a um número maior de consumidores potenciais e criam oportunidades para o mercado internacional". A companhia já exporta para Israel 8 toneladas de açúcar com certificação Kosher.

O Grupo NovAmérica possui quatro unidades produtoras e uma nova usina em construção no Estado de Mato Grosso do Sul. Em 2007/2008 faturou R$ 1,1 bilhão e, além do setor sucroalcooleiro, produz suco de laranja, tem um terminal portuário e uma trading.
Fonte: Gustavo Porto, Agência Estado

Greve de cortadores reduz oferta de açúcar e álcool na Colômbia 24.09.08

24.09.08

Bogotá - O preço do combustível na Colômbia aumentou depois que uma greve de cortadores de cana-de-açúcar iniciada há nove dias provocou uma crise no abastecimento de etanol no país, disse o ministro de Energia, Hernan Martínez. Na Colômbia, cerca de 70% da gasolina vendida é na verdade uma mistura que inclui 10% de etanol, o que a deixa mais barata do que a gasolina pura, disse Martinez.

"O preço da gasolina em si não mudou", disse Martinez. "Mas nas regiões onde esse combustível é misturado com o etanol, as pessoas agora têm de comprar a gasolina pura", disse ele. O preço do galão da gasolina na Colômbia é cerca de 134 pesos colombianos (US$ 0,06) mais alto do que o do galão da mistura, que vale cerca de 7,2 mil pesos, disse Julio Cesar Vera, diretor de hidrocarbonetos do ministério.

De acordo com o porta-voz do sindicato que representa funcionários do setor, Edgar Paez, a oferta de açúcar também poderá sofrer com a greve, mas algumas companhias estariam planejando importar o produto do Brasil. Segundo ele, o movimento conta com a adesão de 12,5 mil cortadores de cana dos cerca de 19 mil trabalhadores da província Valle de Cauca.

A Colômbia perde apenas para o Brasil entre os maiores produtores de etanol da América Latina. A produção do combustível no país no acumulado até julho deste ano cresceu 11% na comparação com igual período do ano passado, para 173 milhões de litros.
Fonte: informações da Dow Jones., com Marcílio Souza, Agência Estado

Impactos da crise começam a surgir na União Européia e tenderão a espraiar-se aos seus fornecedores de commodities alimentares 23.09.08

23.09.08

O petróleo disparou e fechou a sessão regular na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) a US$ 120,92 por barril, nos contratos com vencimento em outubro. A alta foi de US$ 16,37 ou 15,66% no dia. Hoje foi o último dia de negociações do vencimento de outubro e a partir de amanhã o contrato de novembro passa a ser o de referência.

Os contratos futuros de petróleo dispararam impulsionados pela fraqueza do dólar ante o euro e aumento da demanda para pronta entrega em virtude da retomada das atividades de refinarias na Costa do Golfo do México - que ficaram fechadas por causa da passagem de furacões na região. Além disso, o vencimento dos contratos de petróleo para outubro hoje na Nymex acrescentaram volatilidade às transações.

UE prevê aumento do desemprego na Europa

Genebra - A crise desembarca na Europa e já afeta os trabalhadores. A Comissão Européia, braço executivo da União Européia (UE), já prevê um maior desemprego na região, diante das projeções de queda do crescimento econômico no mundo em 2008. O fenômeno deve atingir principalmente a população mais vulnerável, como os imigrantes que desembarcam todos os dias na Europa em busca de trabalho.

"Os últimos acontecimentos, como as turbulências financeiras do mercado, alta nos preços de energia e de commodities (matérias-primas), além de queda na confiança dos consumidores, pode gerar uma deterioração nas projeções para os próximos meses", alertou a Comissão Européia. Para a entidade, as atividade econômicas devem se enfraquecer ainda mais no segundo semestre deste ano e as perspectivas para o emprego devem ser mais desfavoráveis.
"A crise começou a ter seu impacto na Europa", afirma o documento da UE.
Fontes: Agência Estado e Jamil Chade, Agência Estado, com o Observatório

Comentário do editor:
Enquanto bilhões de dólares são injetados pelo Tesouro Norte-americano (e alguns bancos centrais europeus) no sistema financeiro para evitar que desmorone o mundo de fantasia em que ele funcionava, gerando fabulosos lucros da noite para o dia, em benefício de seus gestores, o mundo real começa a mostrar sinais que a especulação o afetou de forma grave.

A fome, que com a alta dos preços dos alimentos de 2006 para 2007 acrescentou 75 milhões de pessoas às 850 milhões que sobreviviam nessa miséria, agora beirando 1 bilhão de seres humanos. O aumento do desemprego na Europa, afetando mais aqueles que para lá emigram em busca de uma oportunidade de trabalho e vida decente, e que acabará impactando as exportações de commodities dos países ditos emergentes para o bloco europeu, reduzindo-as em volume; o aumento dos preços dos insumos agrícolas, sem retorno aos patamares em que se encontravam antes da aguda especulação com o petróleo (que continua com alta volatilidade em seu preço) pressionando os produtores e os subm