Notícias de OUTUBRO 08 -Clique no título para ler e para fechar janela
Economia norte-americana encolhe pela primeira vez em 17 anos, a poucos dias das eleições 31.10.08
31.10.08
A menos de uma semana das eleições para a presidência da República, o governo anunciou ontem (30) que a economia norte-americana contraiu-se de julho a setembro passado, informa hoje (31) Peter S. Goodman no jornal The New York Times. Segundo ele, uma óbvia indicação da ampliação das preocupações nacionais, o consumo caiu pela primeira vez em 17 anos.
Segundo ele, os economistas dizem que a queda de 0.3%, em termos anuais, do PIB normalmente é um presságio de que coisas ainda piores estão por acontecer proximamente. O impacto da agora crise financeira global, prossegue comentando Peter, continua espremendo as companhias e impedindo investimentos, provocando demissões, e atitudes mais auteras dos tomadores de decisão.
Um panorama geral da situação econômica nos EUA:
Os gastos com consumo pessoal caíram 0,3% nos EUA em setembro na comparação com agosto, de acordo com o Departamento de Comércio americano. A renda pessoal, por sua vez, aumentou 0,2% em setembro ante agosto.
A renda pessoal disponível dos americanos - renda total menos impostos - cresceu 0,2% em setembro, depois da diminuição de 1% em agosto. A poupança pessoal como porcentagem da renda pessoal disponível foi de 1,3% em setembro, de 0,8% em agosto. Essa taxa vem crescendo durante os últimos anos, num sinal de que as pessoas estão gastando menos em meio à desacelaração econômica.
O gasto com bens duráveis nos EUA, os que são fabricados para durar pelo menos três anos, diminuiu 3,1% em setembro, depois de crescer 1,7% em agosto. O gasto com bens não duráveis diminuiu 0,6%, pelo segundo mês consecutivo. O gasto com serviços aumentou 0,3%, depois da alta de 0,1% em agosto.
Inflação: o índice de preços para gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês) subiu 4,5% em setembro na comparação a setembro de 2007 e o núcleo do índice avançou 2,4%. O índice PCE é uma medida de inflação nos EUA.
A variação anual do núcleo do índice PCE, utilizado pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano) para avaliar a pressão inflacionária na economia, permanece acima do nível considerado ideal pelo banco, de variação entre 1,5% a 2%.
Emprego: a economia norte-americana perdeu postos de trabalho por nove meses consecutivos e deve divulgar um novo declínio no relatório de payroll na próxima semana, sinalizando que os funcionários terão mais dificuldade para negociar aumentos salariais e mais benefícios.
Fontes: Peter S. Goodman, The New York Times, com o Observatório; informações da Dow Jones, com Marcílio Souza, Cynthia Decloedt e Gustavo Nicoletta, da Agência Estado
Para ler a íntegra (em inglês) do artigo de Peter S. Goodman, no The New York Times, clique aqui.
A menos de uma semana das eleições para a presidência da República, o governo anunciou ontem (30) que a economia norte-americana contraiu-se de julho a setembro passado, informa hoje (31) Peter S. Goodman no jornal The New York Times. Segundo ele, uma óbvia indicação da ampliação das preocupações nacionais, o consumo caiu pela primeira vez em 17 anos.
Segundo ele, os economistas dizem que a queda de 0.3%, em termos anuais, do PIB normalmente é um presságio de que coisas ainda piores estão por acontecer proximamente. O impacto da agora crise financeira global, prossegue comentando Peter, continua espremendo as companhias e impedindo investimentos, provocando demissões, e atitudes mais auteras dos tomadores de decisão.
Um panorama geral da situação econômica nos EUA:
Os gastos com consumo pessoal caíram 0,3% nos EUA em setembro na comparação com agosto, de acordo com o Departamento de Comércio americano. A renda pessoal, por sua vez, aumentou 0,2% em setembro ante agosto.
A renda pessoal disponível dos americanos - renda total menos impostos - cresceu 0,2% em setembro, depois da diminuição de 1% em agosto. A poupança pessoal como porcentagem da renda pessoal disponível foi de 1,3% em setembro, de 0,8% em agosto. Essa taxa vem crescendo durante os últimos anos, num sinal de que as pessoas estão gastando menos em meio à desacelaração econômica.
O gasto com bens duráveis nos EUA, os que são fabricados para durar pelo menos três anos, diminuiu 3,1% em setembro, depois de crescer 1,7% em agosto. O gasto com bens não duráveis diminuiu 0,6%, pelo segundo mês consecutivo. O gasto com serviços aumentou 0,3%, depois da alta de 0,1% em agosto.
Inflação: o índice de preços para gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês) subiu 4,5% em setembro na comparação a setembro de 2007 e o núcleo do índice avançou 2,4%. O índice PCE é uma medida de inflação nos EUA.
A variação anual do núcleo do índice PCE, utilizado pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano) para avaliar a pressão inflacionária na economia, permanece acima do nível considerado ideal pelo banco, de variação entre 1,5% a 2%.
Emprego: a economia norte-americana perdeu postos de trabalho por nove meses consecutivos e deve divulgar um novo declínio no relatório de payroll na próxima semana, sinalizando que os funcionários terão mais dificuldade para negociar aumentos salariais e mais benefícios.
Fontes: Peter S. Goodman, The New York Times, com o Observatório; informações da Dow Jones, com Marcílio Souza, Cynthia Decloedt e Gustavo Nicoletta, da Agência Estado
Para ler a íntegra (em inglês) do artigo de Peter S. Goodman, no The New York Times, clique aqui.
CNA diz que menos de 20% da safra teve venda antecipada às traders 31.10.08
31.10.08
Segundo levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), menos de 20% da safra 2008/2009 foi vendida até o momento, ante 45% na média geral em igual período de anos anteriores.
Governo tenta compensar: veja também
Medida aprovada pelo Conselho Monetário injeta mais R$ 2,6 bilhões na agricultura
A saída das tradings do sistema de financiamento agrícola reduziu de forma significativa o volume da safra vendida antecipadamente. Segundo levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), menos de 20% da safra 2008/2009 foi vendida até o momento, ante 45% na média geral em igual período de anos anteriores.
No Rio Grande do Sul, o ritmo não é diferente. Os negócios futuros não chegam a 10%, segundo a corretora Brasoja. É o que vem acontecendo entre os produtores que cultivam 340 mil hectares em 35 municípios da região de abrangência da Cotrijuí, de Ijuí, onde o percentual vendido da nova safra não ultrapassa 5%, ante os 15% históricos no período.
– O agricultor vende antecipadamente para travar o custo de produção da lavoura, mas neste cenário de dificuldade de acesso ao crédito é temeroso fazer negócios a longo prazo, com preço fixo para daqui a seis, sete meses – explica Romeu Orsolin, diretor comercial da Cotrijuí.
Segundo Antônio Sartori, diretor da Brasoja, os negócios no Estado estão praticamente paralisados desde julho, quando o bushel (27,21 quilos) atingiu pico em Chicago, acima de US$ 16, bastante superior aos atuais US$ 9, praticados durante a semana para contratos com vencimento em maio de 2009.
Com a atual retração da oferta de crédito devido às fortes oscilações dos preços das commodities no mercado internacional, o presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, José Mário Schreiner, acredita que deve haver queda de 5% na produção nacional.
Para tentar evitar o recuo na produção de alimentos, o governo federal anunciou cerca de R$ 9 bilhões extras para financiamento que começam a chegar aos bancos em novembro. E antecipou R$ 5 bilhões que seriam aplicados pelo Banco do Brasil somente a partir de 2009.
Ex-Secretário de Políticas Agrícolas diz que governo adotou medida vazia
Na opinião do ex-secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Guilherme Leite Dias, é um esforço sem efeito. Professor da Universidade de São Paulo (USP), Dias é categórico ao afirmar que não adianta injetar mais recursos no financiamento rural
– Não adianta liberar recursos. Com o risco elevado, você acha que os bancos vão emprestar para os produtores rurais? – questiona Dias.
O economista lembra que as perspectivas mudaram muito desde o início da crise nos Estados Unidos e atualmente há “uma grande dúvida” sobre a rentabilidade da atividade agrícola no próximo ano, o que fez os bancos pisarem no freio do crédito rural.
O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, minimizou as críticas feitas pela CNA. Para Stephanes, há um jogo de pressão sobre o governo:
– Há, até certo ponto, uma pressão de empresas que detêm grandes estoques de fertilizantes que adquiriram a valores elevados.
Na opinião do ministro, os preços caíram no mercado internacional e as indústrias não desejam repassar para o mercado interno.
Fonte: Patricia Meira, Zero Hora, , com o Observatório
Segundo levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), menos de 20% da safra 2008/2009 foi vendida até o momento, ante 45% na média geral em igual período de anos anteriores.
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Medida aprovada pelo Conselho Monetário injeta mais R$ 2,6 bilhões na agricultura
A saída das tradings do sistema de financiamento agrícola reduziu de forma significativa o volume da safra vendida antecipadamente. Segundo levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), menos de 20% da safra 2008/2009 foi vendida até o momento, ante 45% na média geral em igual período de anos anteriores.
No Rio Grande do Sul, o ritmo não é diferente. Os negócios futuros não chegam a 10%, segundo a corretora Brasoja. É o que vem acontecendo entre os produtores que cultivam 340 mil hectares em 35 municípios da região de abrangência da Cotrijuí, de Ijuí, onde o percentual vendido da nova safra não ultrapassa 5%, ante os 15% históricos no período.
– O agricultor vende antecipadamente para travar o custo de produção da lavoura, mas neste cenário de dificuldade de acesso ao crédito é temeroso fazer negócios a longo prazo, com preço fixo para daqui a seis, sete meses – explica Romeu Orsolin, diretor comercial da Cotrijuí.
Segundo Antônio Sartori, diretor da Brasoja, os negócios no Estado estão praticamente paralisados desde julho, quando o bushel (27,21 quilos) atingiu pico em Chicago, acima de US$ 16, bastante superior aos atuais US$ 9, praticados durante a semana para contratos com vencimento em maio de 2009.
Com a atual retração da oferta de crédito devido às fortes oscilações dos preços das commodities no mercado internacional, o presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, José Mário Schreiner, acredita que deve haver queda de 5% na produção nacional.
Para tentar evitar o recuo na produção de alimentos, o governo federal anunciou cerca de R$ 9 bilhões extras para financiamento que começam a chegar aos bancos em novembro. E antecipou R$ 5 bilhões que seriam aplicados pelo Banco do Brasil somente a partir de 2009.
Ex-Secretário de Políticas Agrícolas diz que governo adotou medida vazia
Na opinião do ex-secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Guilherme Leite Dias, é um esforço sem efeito. Professor da Universidade de São Paulo (USP), Dias é categórico ao afirmar que não adianta injetar mais recursos no financiamento rural
– Não adianta liberar recursos. Com o risco elevado, você acha que os bancos vão emprestar para os produtores rurais? – questiona Dias.
O economista lembra que as perspectivas mudaram muito desde o início da crise nos Estados Unidos e atualmente há “uma grande dúvida” sobre a rentabilidade da atividade agrícola no próximo ano, o que fez os bancos pisarem no freio do crédito rural.
O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, minimizou as críticas feitas pela CNA. Para Stephanes, há um jogo de pressão sobre o governo:
– Há, até certo ponto, uma pressão de empresas que detêm grandes estoques de fertilizantes que adquiriram a valores elevados.
Na opinião do ministro, os preços caíram no mercado internacional e as indústrias não desejam repassar para o mercado interno.
Fonte: Patricia Meira, Zero Hora, , com o Observatório
Medida aprovada pelo Conselho Monetário injeta mais R$ 2,6 bilhões na agricultura 31.10.08
31.10.08
O Conselho Monetário Nacional (CMN) confirmou ontem (30) a elevação da exigibilidade de aplicação de recursos da poupança rural de 65% para 70%, como havia sido antecipado há dez dias pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Segundo o gerente-executivo da área de Crédito Rural do Banco Central (BC), Deoclécio Pereira de Souza, a medida representa, em números atuais, mais R$ 2,6 bilhões para o financiamento da agricultura.
O objetivo da ação, segundo nota do Banco Central, é "minimizar os efeitos da retração de recursos para financiamento do setor rural". Como forma de compensação para os bancos, foi reduzido de 20% para 15% o valor dos depósitos de poupança rural que devem ficar retidos no Banco Central. As novas medidas passam a valer a partir do dia 1º de novembro até 30 de junho de 2009.
Outra mudança diz respeito aos percentuais destinados a cada operação. Pelo voto agrícola do CMN, no mínimo 60% dos recursos da exigibilidade devem ser usados "exclusivamente" em crédito rural.
O restante vai servir para ampliar os financiamentos de Cédulas do Produto Rural (CPR), incluindo aquelas em poder das tradings, que antes era limitado a 5% do total de recursos da exigibilidade.
Segundo Souza, dos R$ 2,6 bilhões em ativos novos destinados agricultura, cerca de R$ 1,04 bilhão (40%) poderão parar nas mãos das traders, por meio da aquisição das CPR por parte dos bancos.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e alguns estados têm dito ao governo que a melhor forma de injetar dinheiro no setor agropecuário é por meio das traders, que tiveram sua importância no financiamento das safras ampliado nos últimos anos.
As traders, grupos empresariais de importação e exportação, compram antecipadamente a produção, fornecendo ao agricultor, em alguns casos, insumos para o plantio.
O gerente-executivo do BC disse que a decisão de hoje vai viabilizar mais recursos para essas empresas. "Esse aporte de recursos, sem dúvida, vai ajudar a canalizar recursos para as tradings. Ou seja, se elas estavam com problemas de captação de recursos para, de certa forma, financiar a safra, elas terão, agora, uma oportunidade via recursos da poupança rural".
Fonte: Danilo Macedo, repórter da Agência Brasil, com o Observatório
Comentário do editor:
Riscos podem fazer crédito sobrar sem utilização
Como assinala o professor Guilherme Dias, da USP, na primeira matéria desta página, em declarações à repórter Patrícia Meira, do jornal Zero Hora, há uma grande aversão ao risco no setor financeiro, dada à crise disparada por falta de um mínimo de critério na concessão de empréstimos hipotecários no mercado imobiliário norte-americano. O grau de incertezas com relação ao comportamento da demanda internacional, até mesmo por alimentos, no futuro próximo, torna automaticamente ainda mais conservadora a análise de riscos na concessão de crédito agrícola, com os recursos ora liberados pelo governo não tendo como chegar a produtores que sequer renegociaram suas dívidas com o Tesouro Nacional, permanecendo inadimplentes.
Veja também Crise derruba venda antecipada da produção agrícola, diz CNA 27.10.08
O Conselho Monetário Nacional (CMN) confirmou ontem (30) a elevação da exigibilidade de aplicação de recursos da poupança rural de 65% para 70%, como havia sido antecipado há dez dias pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Segundo o gerente-executivo da área de Crédito Rural do Banco Central (BC), Deoclécio Pereira de Souza, a medida representa, em números atuais, mais R$ 2,6 bilhões para o financiamento da agricultura.
O objetivo da ação, segundo nota do Banco Central, é "minimizar os efeitos da retração de recursos para financiamento do setor rural". Como forma de compensação para os bancos, foi reduzido de 20% para 15% o valor dos depósitos de poupança rural que devem ficar retidos no Banco Central. As novas medidas passam a valer a partir do dia 1º de novembro até 30 de junho de 2009.
Outra mudança diz respeito aos percentuais destinados a cada operação. Pelo voto agrícola do CMN, no mínimo 60% dos recursos da exigibilidade devem ser usados "exclusivamente" em crédito rural.
O restante vai servir para ampliar os financiamentos de Cédulas do Produto Rural (CPR), incluindo aquelas em poder das tradings, que antes era limitado a 5% do total de recursos da exigibilidade.
Segundo Souza, dos R$ 2,6 bilhões em ativos novos destinados agricultura, cerca de R$ 1,04 bilhão (40%) poderão parar nas mãos das traders, por meio da aquisição das CPR por parte dos bancos.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e alguns estados têm dito ao governo que a melhor forma de injetar dinheiro no setor agropecuário é por meio das traders, que tiveram sua importância no financiamento das safras ampliado nos últimos anos.
As traders, grupos empresariais de importação e exportação, compram antecipadamente a produção, fornecendo ao agricultor, em alguns casos, insumos para o plantio.
O gerente-executivo do BC disse que a decisão de hoje vai viabilizar mais recursos para essas empresas. "Esse aporte de recursos, sem dúvida, vai ajudar a canalizar recursos para as tradings. Ou seja, se elas estavam com problemas de captação de recursos para, de certa forma, financiar a safra, elas terão, agora, uma oportunidade via recursos da poupança rural".
Fonte: Danilo Macedo, repórter da Agência Brasil, com o Observatório
Comentário do editor:
Riscos podem fazer crédito sobrar sem utilização
Como assinala o professor Guilherme Dias, da USP, na primeira matéria desta página, em declarações à repórter Patrícia Meira, do jornal Zero Hora, há uma grande aversão ao risco no setor financeiro, dada à crise disparada por falta de um mínimo de critério na concessão de empréstimos hipotecários no mercado imobiliário norte-americano. O grau de incertezas com relação ao comportamento da demanda internacional, até mesmo por alimentos, no futuro próximo, torna automaticamente ainda mais conservadora a análise de riscos na concessão de crédito agrícola, com os recursos ora liberados pelo governo não tendo como chegar a produtores que sequer renegociaram suas dívidas com o Tesouro Nacional, permanecendo inadimplentes.
Veja também Crise derruba venda antecipada da produção agrícola, diz CNA 27.10.08
CMN aumenta para 4 bilhões de reais a ajuda a empresas exportadoras 31.10.08
31.10.08
O Conselho Monetário Nacional (CMN), em reunião realizada ontem (30), aumentou de R$ 3 bilhões para R$ 4 bilhões os recursos disponíveis para o Programa Revitaliza, criado para ajudar empresas exportadoras. O órgão também derrubou o limite de tamanho das empresas que poderiam aderir ao programa, o que talvez seja a medida que mais interessava aos exportadores.
As taxas de juros, no entanto, foram reajustadas de 7% para 9% ao ano. O CMN também extinguiu o bônus de 20% nos juros a que as empresas que pagassem os financiamentos em dia teriam direito e limitou a concessão de linhas de crédito em R$ 100 milhões por grupo econômico.
Operado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Revitaliza foi lançado em junho de 2007, mas até agora não teve nenhum recurso liberado porque, segundo o Ministério da Fazenda, as mudanças promovidas, pelo Congresso Nacional, na lei necessitavam ser regulamentadas pelo CMN.
As modalidades de operação que serão cobertas pelo programa também mudaram. Inicialmente, os financiamentos abrangeriam as exportações e o aumento de capital de giro sem restrições. Agora, o Revitaliza beneficiará apenas investimentos das empresas e a expansão de capital de giro associados a investimentos. O CMN também estabeleceu prazo até 31 de dezembro de 2009 para que os empréstimos sejam concedidos.
O secretário-adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Diogo Oliveira, explicou que ainda falta uma carta-circular do BNDES para que as linhas de crédito comecem a ser concedidas. Segundo ele, a mudança na conjuntura econômica e a alta do dólar não afetaram a utilidade do Revitaliza, criado num momento em que a moeda norte-americana estava em queda.
“As empresas ainda não tiveram tempo de se beneficiar do câmbio porque perderam mercado nos últimos tempos e agora perderão demanda externa”, justificou Oliveira. Entre os setores contemplados pelo Revitaliza, estão as indústrias têxteis, moveleira, de calçados e empresas que desenvolvem programas de computador.
Fonte: Wellton Máximo, repórter da Agência Brasil, com o Observatório
O Conselho Monetário Nacional (CMN), em reunião realizada ontem (30), aumentou de R$ 3 bilhões para R$ 4 bilhões os recursos disponíveis para o Programa Revitaliza, criado para ajudar empresas exportadoras. O órgão também derrubou o limite de tamanho das empresas que poderiam aderir ao programa, o que talvez seja a medida que mais interessava aos exportadores.
As taxas de juros, no entanto, foram reajustadas de 7% para 9% ao ano. O CMN também extinguiu o bônus de 20% nos juros a que as empresas que pagassem os financiamentos em dia teriam direito e limitou a concessão de linhas de crédito em R$ 100 milhões por grupo econômico.
Operado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Revitaliza foi lançado em junho de 2007, mas até agora não teve nenhum recurso liberado porque, segundo o Ministério da Fazenda, as mudanças promovidas, pelo Congresso Nacional, na lei necessitavam ser regulamentadas pelo CMN.
As modalidades de operação que serão cobertas pelo programa também mudaram. Inicialmente, os financiamentos abrangeriam as exportações e o aumento de capital de giro sem restrições. Agora, o Revitaliza beneficiará apenas investimentos das empresas e a expansão de capital de giro associados a investimentos. O CMN também estabeleceu prazo até 31 de dezembro de 2009 para que os empréstimos sejam concedidos.
O secretário-adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Diogo Oliveira, explicou que ainda falta uma carta-circular do BNDES para que as linhas de crédito comecem a ser concedidas. Segundo ele, a mudança na conjuntura econômica e a alta do dólar não afetaram a utilidade do Revitaliza, criado num momento em que a moeda norte-americana estava em queda.
“As empresas ainda não tiveram tempo de se beneficiar do câmbio porque perderam mercado nos últimos tempos e agora perderão demanda externa”, justificou Oliveira. Entre os setores contemplados pelo Revitaliza, estão as indústrias têxteis, moveleira, de calçados e empresas que desenvolvem programas de computador.
Fonte: Wellton Máximo, repórter da Agência Brasil, com o Observatório
Estudo do Mapa é otimista quanto ao agronegócio brasileiro nos próximos 11 anos 31.10.08
31.10.08
Para os próximos 11 anos, a pesquisa realizada pela Assessoria de Gestão Estratégica (AGE), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), aponta que o Brasil estará numa posição favorável no contexto mundial, devido à queda dos estoques, principalmente de milho, trigo e arroz; ao aumento acentuado do consumo e ao processo de urbanização crescente, na qual as áreas de produção agrícola são reduzidas.
Segundo o coordenador-geral da AGE, José Garcia Gasques, que apresentou o trabalho, as circunstâncias atuais do mundo estão aliadas às condições positivas do Brasil, como potencial de produção elevado e tecnologia de ponta para quase todos os produtos objetos do estudo. “Outro elemento importante, em termos de competitividade, é a disponibilidade de recursos naturais”, afirmou Gasques.
Principais projeções - A produção de grãos (milho, soja, trigo, arroz e feijão) e carnes (bovina, suína e de frango) deve crescer expressivamente, de acordo com o estudo. No primeiro caso, passará de 139,7 milhões de toneladas, em 2007/2008, para 180 milhões, em 2018/2019. As carnes, por sua vez, passarão de 24,6 milhões de toneladas, em 2008, para 37,2 milhões, em 2018. No período que abrange o estudo, 52% da produção de soja e milho será destinada ao consumo interno. Nas carnes, do aumento previsto na produção, 12,6 milhões de toneladas, 50% deverão ser absorvidos internamente.
As exportações de carne bovina representarão 60,6% do comércio mundial, as de carne suína, 21% e as de carne de frango, 89,7%, tendo como principais mercados a China, Hong Kong e Egito.
Para que esses números se concretizem, o ministro Stephanes acredita que é preciso que a pesquisa continue se desenvolvendo, o agronegócio siga evoluindo como agora, e que a produção seja conciliada com a proteção do meio ambiente. Reforçou ainda que as políticas de sustentação e ajuda à produção devem ser aperfeiçoadas.
Fonte: Assessoria de imprensa do Mapa
Para os próximos 11 anos, a pesquisa realizada pela Assessoria de Gestão Estratégica (AGE), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), aponta que o Brasil estará numa posição favorável no contexto mundial, devido à queda dos estoques, principalmente de milho, trigo e arroz; ao aumento acentuado do consumo e ao processo de urbanização crescente, na qual as áreas de produção agrícola são reduzidas.
Segundo o coordenador-geral da AGE, José Garcia Gasques, que apresentou o trabalho, as circunstâncias atuais do mundo estão aliadas às condições positivas do Brasil, como potencial de produção elevado e tecnologia de ponta para quase todos os produtos objetos do estudo. “Outro elemento importante, em termos de competitividade, é a disponibilidade de recursos naturais”, afirmou Gasques.
Principais projeções - A produção de grãos (milho, soja, trigo, arroz e feijão) e carnes (bovina, suína e de frango) deve crescer expressivamente, de acordo com o estudo. No primeiro caso, passará de 139,7 milhões de toneladas, em 2007/2008, para 180 milhões, em 2018/2019. As carnes, por sua vez, passarão de 24,6 milhões de toneladas, em 2008, para 37,2 milhões, em 2018. No período que abrange o estudo, 52% da produção de soja e milho será destinada ao consumo interno. Nas carnes, do aumento previsto na produção, 12,6 milhões de toneladas, 50% deverão ser absorvidos internamente.
As exportações de carne bovina representarão 60,6% do comércio mundial, as de carne suína, 21% e as de carne de frango, 89,7%, tendo como principais mercados a China, Hong Kong e Egito.
Para que esses números se concretizem, o ministro Stephanes acredita que é preciso que a pesquisa continue se desenvolvendo, o agronegócio siga evoluindo como agora, e que a produção seja conciliada com a proteção do meio ambiente. Reforçou ainda que as políticas de sustentação e ajuda à produção devem ser aperfeiçoadas.
Fonte: Assessoria de imprensa do Mapa
Governo pretende incrementar a comercialização de produtos agrícolas 31.10.08
31.10.08
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem (30), durante a reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), que o governo estuda medidas que ajudarão o setor agrícola a comercializar a produção.
Mantega afirmou que a situação favorável das commodities permitiu que o setor agrícola se capitalizasse e que a situação ainda está favorável mesmo com a crise financeira internacional.
“Já foram tomadas garantias para a produção agrícola, como preços mínimos para o trigo e o feijão. Em breve, anunciaremos medidas que favorecerão a comercialização desses produtos”, garantiu.
Fonte: Pedro Peduzzi, repórter da Agência Brasil
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem (30), durante a reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), que o governo estuda medidas que ajudarão o setor agrícola a comercializar a produção.
Mantega afirmou que a situação favorável das commodities permitiu que o setor agrícola se capitalizasse e que a situação ainda está favorável mesmo com a crise financeira internacional.
“Já foram tomadas garantias para a produção agrícola, como preços mínimos para o trigo e o feijão. Em breve, anunciaremos medidas que favorecerão a comercialização desses produtos”, garantiu.
Fonte: Pedro Peduzzi, repórter da Agência Brasil
Evo Morales critica modelo brasileiro de produção de biocombustíveis 31.10.08
31.10.08
San Salvador (El Salvador) - O presidente da Bolívia, Evo Morales, criticou ontem (30) o modelo de produção de biocombustíveis adotado pelo Brasil. Durante a primeira reunião da Cúpula Ibero-Americana de Chefes de Estado, Morales afirmou que a destinação de terras cultiváveis para a produção de etanol colabora para o aumento da fome do mundo e, por isso, deveria ser evitada.
"É necessário deixar de pensar em ganho e começar a pensar em alimentos para o ser humano, pensar em produzir para a vida", disse ele, ressaltando também seu respeito à amizade com o Brasil.
Em discurso, Morales criticou abertamente o sistema capitalista e sugeriu a governantes membros da cúpula que não usem recursos de suas nações para salvá-lo. "Sinto que o capitalismo não é a solução. Não devemos tratar de salvá-lo.”
Fonte: Vinicius Konchinski, Enviado Especial da Agência Brasil
San Salvador (El Salvador) - O presidente da Bolívia, Evo Morales, criticou ontem (30) o modelo de produção de biocombustíveis adotado pelo Brasil. Durante a primeira reunião da Cúpula Ibero-Americana de Chefes de Estado, Morales afirmou que a destinação de terras cultiváveis para a produção de etanol colabora para o aumento da fome do mundo e, por isso, deveria ser evitada.
"É necessário deixar de pensar em ganho e começar a pensar em alimentos para o ser humano, pensar em produzir para a vida", disse ele, ressaltando também seu respeito à amizade com o Brasil.
Em discurso, Morales criticou abertamente o sistema capitalista e sugeriu a governantes membros da cúpula que não usem recursos de suas nações para salvá-lo. "Sinto que o capitalismo não é a solução. Não devemos tratar de salvá-lo.”
Fonte: Vinicius Konchinski, Enviado Especial da Agência Brasil
Conab compra farinha de agricultores familiares em Araripina/PE 31.10.08
31.10.08
Mais de R$ 2 milhões serão destinados pela Superintendência da Conab em Pernambuco para a compra de farinha de mandioca dos produtores cadastrados na modalidade Compra Direta do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). A ação, desenvolvida no pólo de Araripina, no sertão do estado, teve início esta semana e vai atender uma média de 600 agricultores familiares.
Segundo o gerente de Operações da estatal, Elizaldo Sá, este investimento poderá ser ampliado, de acordo com a demanda da região. “O limite para a venda de cada produtor não pode ultrapassar o valor de R$ 3.500 ao ano, o que equivale a 77 sacas de 50 quilos”, explica.
Além de Araripina, a regional da Conab pretende abrir mais dois pólos de compra de farinha de mandioca este ano: em Jupi, no Agreste do estado, e em Glória do Goitá, na Zona da Mata Norte. “Para o primeiro, estão cadastrados 25 agricultores e o depósito para a transação já foi disponibilizado. A previsão é de que a compra comece já na próxima semana”, adianta. Em Glória do Goitá, ainda está sendo viabilizada a Unidade Armazenadora, mas o novo pólo já conta com 47 produtores cadastrados. “Ambos estão com os alimentos em fase de análise”, completa.
PAA – Criado em 2003, o PAA tem como proposta garantir a renda de trabalhadores enquadrados no Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e a sua participação no mercado. Para isso, a Companhia abre pólos de compra próximos às localidades onde os produtos são cultivados. Os agricultores precisam estar inscritos no PAA e os produtos limpos e nos padrões de qualidade estabelecidos pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), que são averiguados por técnicos da Companhia.
Fonte: Mônica Simões, com Pérola Tavares/estagiária-PE, Assessoria de imprensa da Conab
Mais de R$ 2 milhões serão destinados pela Superintendência da Conab em Pernambuco para a compra de farinha de mandioca dos produtores cadastrados na modalidade Compra Direta do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). A ação, desenvolvida no pólo de Araripina, no sertão do estado, teve início esta semana e vai atender uma média de 600 agricultores familiares.
Segundo o gerente de Operações da estatal, Elizaldo Sá, este investimento poderá ser ampliado, de acordo com a demanda da região. “O limite para a venda de cada produtor não pode ultrapassar o valor de R$ 3.500 ao ano, o que equivale a 77 sacas de 50 quilos”, explica.
Além de Araripina, a regional da Conab pretende abrir mais dois pólos de compra de farinha de mandioca este ano: em Jupi, no Agreste do estado, e em Glória do Goitá, na Zona da Mata Norte. “Para o primeiro, estão cadastrados 25 agricultores e o depósito para a transação já foi disponibilizado. A previsão é de que a compra comece já na próxima semana”, adianta. Em Glória do Goitá, ainda está sendo viabilizada a Unidade Armazenadora, mas o novo pólo já conta com 47 produtores cadastrados. “Ambos estão com os alimentos em fase de análise”, completa.
PAA – Criado em 2003, o PAA tem como proposta garantir a renda de trabalhadores enquadrados no Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e a sua participação no mercado. Para isso, a Companhia abre pólos de compra próximos às localidades onde os produtos são cultivados. Os agricultores precisam estar inscritos no PAA e os produtos limpos e nos padrões de qualidade estabelecidos pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), que são averiguados por técnicos da Companhia.
Fonte: Mônica Simões, com Pérola Tavares/estagiária-PE, Assessoria de imprensa da Conab
Mudanças climáticas tendem a alterar geografia do cultivo agrícola no Brasil 30.10.08
30.10.08
As mudanças climáticas causadas pelo aquecimento global podem forçar a migração de culturas agrícolas típicas de determinadas regiões do Brasil. O alerta é do especialista em mudanças climáticas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) Carlos Nobre, ao falar no Painel Intergovernamental da ONU para a Mudança Climática (IPCC).
"O Brasil é uma potência agrícola, que tem um potencial muito grande a ser explorado, talvez o maior do mundo. E as mudanças climáticas diretamente afetam a agricultura", disse Nobre a jornalistas após apresentação na sede do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em Brasília. Com a elevação de temperatura será possível produzir café até mesmo em estados dos Sul, como Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Além da agricultura, segundo o pesquisador, a saúde da população também deve ser impactada pelas mudanças no clima. "Os Estados mais frios, que não tem um problema muito grave ainda de doenças transmitidas por vetores --insetos como os de malária, dengue e outras--, vão ter um clima adequado [para esses vetores se multiplicarem] em 50 anos", comentou.
O desmatamento é o principal responsável pelas emissões brasileiras dos gases do efeito estufa e, nesta quarta-feira, dados do Inpe apontaram queda no desmatamento da Amazônia, para 587 quilômetros quadrados em setembro, contra os 756 quilômetros quadrados do mês anterior.
"Tenho dois recados sérios: precisamos reduzir muito as emissões e precisamos reduzir já", disse Martin Parry, um dos coordenadores do painel, para quem um atraso de 10 anos na tomada de providências contra as emissões resultará no aumento de 0,5 grau Celsius na temperatura média do planeta.
Fonte: Agência Brasil
As mudanças climáticas causadas pelo aquecimento global podem forçar a migração de culturas agrícolas típicas de determinadas regiões do Brasil. O alerta é do especialista em mudanças climáticas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) Carlos Nobre, ao falar no Painel Intergovernamental da ONU para a Mudança Climática (IPCC).
"O Brasil é uma potência agrícola, que tem um potencial muito grande a ser explorado, talvez o maior do mundo. E as mudanças climáticas diretamente afetam a agricultura", disse Nobre a jornalistas após apresentação na sede do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em Brasília. Com a elevação de temperatura será possível produzir café até mesmo em estados dos Sul, como Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Além da agricultura, segundo o pesquisador, a saúde da população também deve ser impactada pelas mudanças no clima. "Os Estados mais frios, que não tem um problema muito grave ainda de doenças transmitidas por vetores --insetos como os de malária, dengue e outras--, vão ter um clima adequado [para esses vetores se multiplicarem] em 50 anos", comentou.
O desmatamento é o principal responsável pelas emissões brasileiras dos gases do efeito estufa e, nesta quarta-feira, dados do Inpe apontaram queda no desmatamento da Amazônia, para 587 quilômetros quadrados em setembro, contra os 756 quilômetros quadrados do mês anterior.
"Tenho dois recados sérios: precisamos reduzir muito as emissões e precisamos reduzir já", disse Martin Parry, um dos coordenadores do painel, para quem um atraso de 10 anos na tomada de providências contra as emissões resultará no aumento de 0,5 grau Celsius na temperatura média do planeta.
Fonte: Agência Brasil
JBS conclui compra da Smithfield Beef por US$565, pagos em dinheiro 30.10.08
30.10.08
O valor total da transação foi de US$ 565 milhões, pagos em dinheiro e sem a tomada de novos empréstimos.
A JBS informou na semana passada que completou a aquisição, nos Estados Unidos, da Smithfield Beef e das operações de confinamento conhecidas como Five Rivers.
O valor total da transação foi de US$ 565 milhões, pagos em dinheiro e sem a tomada de novos empréstimos.
Com a conclusão, a Smithfield passará agora a ser chamada de JBS Packerland. A Five Rivers foi rebatizada como JBS Five Rivers. A capacidade de abate da empresa nos EUA passará de 20,5 mil para 28,1 mil cabeças por dia.
Fonte: Valor Econômico
Veja o que o Observatório mostrou na semana passada:
Departamento de Justiça dos EUA contesta compra da National Beef pelo Friboi 21.10.08
Washington - O Departamento de Justiça dos Estados Unidos entrou com uma ação para bloquear a compra do frigorífico National Beef pelo Friboi, controlado pela JBS. "A proposta de aquisição feita pela JBS ao National, sua terceira grande aquisição desde 2007, completaria uma reestruturação fundamental na indústria de carne bovina dos Estados Unidos", diz o Departamento americano na ação movida contra a empresa brasileira.
"A transação proposta eliminaria a competição entre as companhias que estão planejando a fusão e, provavelmente, diminuiria o vigor com o qual a JBS e outros dois importantes frigoríficos vão competir para comprar gado e produzir e vender carne classificada e embalada sob as regras do USDA (sigla em inglês para o Departamento de Agricultura dos EUA)", disse o Departamento de Justiça americano.
A ação diz que a proposta de fusão, que daria à JBS o controle de aproximadamente um terço da capacidade de processamento e embalagem de carne da região de "High Plains" (região central dos EUA), o que violaria as leis antitruste. Ainda de acordo com o Departamento de Justiça americano, os efeitos anticompetitivos da transação não seriam mitigados por qualquer eficiência gerada pela fusão.
Fonte: informações da Dow Jones, com Ana Conceição, Agência Estado
Veja ainda: Pecuaristas americanos tentam barrar compras de frigoríficos pelo JBS nos EUA, 28.08.08
O valor total da transação foi de US$ 565 milhões, pagos em dinheiro e sem a tomada de novos empréstimos.
A JBS informou na semana passada que completou a aquisição, nos Estados Unidos, da Smithfield Beef e das operações de confinamento conhecidas como Five Rivers.
O valor total da transação foi de US$ 565 milhões, pagos em dinheiro e sem a tomada de novos empréstimos.
Com a conclusão, a Smithfield passará agora a ser chamada de JBS Packerland. A Five Rivers foi rebatizada como JBS Five Rivers. A capacidade de abate da empresa nos EUA passará de 20,5 mil para 28,1 mil cabeças por dia.
Fonte: Valor Econômico
Veja o que o Observatório mostrou na semana passada:
Departamento de Justiça dos EUA contesta compra da National Beef pelo Friboi 21.10.08
Washington - O Departamento de Justiça dos Estados Unidos entrou com uma ação para bloquear a compra do frigorífico National Beef pelo Friboi, controlado pela JBS. "A proposta de aquisição feita pela JBS ao National, sua terceira grande aquisição desde 2007, completaria uma reestruturação fundamental na indústria de carne bovina dos Estados Unidos", diz o Departamento americano na ação movida contra a empresa brasileira.
"A transação proposta eliminaria a competição entre as companhias que estão planejando a fusão e, provavelmente, diminuiria o vigor com o qual a JBS e outros dois importantes frigoríficos vão competir para comprar gado e produzir e vender carne classificada e embalada sob as regras do USDA (sigla em inglês para o Departamento de Agricultura dos EUA)", disse o Departamento de Justiça americano.
A ação diz que a proposta de fusão, que daria à JBS o controle de aproximadamente um terço da capacidade de processamento e embalagem de carne da região de "High Plains" (região central dos EUA), o que violaria as leis antitruste. Ainda de acordo com o Departamento de Justiça americano, os efeitos anticompetitivos da transação não seriam mitigados por qualquer eficiência gerada pela fusão.
Fonte: informações da Dow Jones, com Ana Conceição, Agência Estado
Veja ainda: Pecuaristas americanos tentam barrar compras de frigoríficos pelo JBS nos EUA, 28.08.08
Stephanes cobra responsabilidade das traders na crédito no pré-financiamento 30.10.08
30.10.08
O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, fez ontem (29) uma crítica às traders que tradicionalmente pré-financiam a produção agrícola, especialmente no Centro-Oeste, mas que este ano deixaram de oferecer recursos para o plantio da safra de grãos 2008/09. O ministro cobrou mais responsabilidade dessas empresas e disse que elas abandonaram a agricultura brasileira este ano. "Nesse momento de crise, as tradings se retiraram do financiamento e não mantiveram as posições que elas mantinham nos bons momentos da agricultura", afirmou o ministro ao participar da instalação da Câmara Setorial da Soja, em Brasília.
Stephanes ressaltou que a agricultura brasileira cresceu nos últimos anos e que novas projeções indicam que o mesmo ocorrerá nos próximos anos. Ele garantiu que o cenário é de otimismo para o agronegócio brasileiro, numa avaliação que considera os estoques mundiais de grãos e os níveis de produção e consumo. "O cenário não é tão pessimista como muitos imaginam".
O ministro disse ainda que o governo está atento à realidade dos agricultores. Afirmou que deve se reunir nos próximos dias com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para tratar de medida de apoio ao setor. Stephanes salientou que as medidas anunciadas até agora resolvem o problema de liquidez do setor, mas admitiu que a maior dificuldade no momento está no Centro-Oeste. Segundo ele, há preocupações com o plantio das lavouras de algodão na Região Centro-Oeste e também com o cultivo de milho safrinha no Centro-Oeste e em outras regiões do País.
Fertilizantes
O ministro comentou sobre os custos de produção da atividade agrícola. Disse que até o fim do ano o governo apresentará um conjunto de metas e ações para garantir o abastecimento interno de fertilizantes. Stephanes reafirmou que é possível atingir a auto-suficiência em nitrogenados, fosfato e potássio. Aproveitou para criticar os governo anteriores. "Esse assunto deveria ter começado a ser avaliado há 15 anos. Por que não foi tratado antes?", questionou Stephanes.
Ele considerou que existe uma reserva estratégica no Amapá e que um decreto publicado há 30 anos classifica a área nessa condição. Segundo ele, ninguém sabe explicar no Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) porque a área recebeu essa classificação e não está sendo explorada.
Zoneamento da Cana
Stephanes também foi questionado pelos representantes do setor agrícola sobre o zoneamento da cana-de-açúcar. Ele informou que o zoneamento está pronto e que ainda não foi anunciado porque depende de algumas decisões finais. O ministro acrescentou que, para evitar questionamento internacional, o governo vai limitar o plantio de cana-de-açúcar no bioma amazônico e só permitirá a presença de canaviais e usinas que já estão em funcionamento. "Não será permitida a produção em novas áreas ou instalação de novas usinas", sentenciou.
O ministro classificou a cana na Amazônia como questão "emblemática", e que se o governo autorizasse o plantio poderia haver restrição de mercado, como é o caso do mercado europeu. Ele concluiu que uma forma de compensação virá por meio de um programa de incentivo à produção de biodiesel, a partir do óleo de palma.
Fonte: Fabíola Salvador, Agência Estado
O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, fez ontem (29) uma crítica às traders que tradicionalmente pré-financiam a produção agrícola, especialmente no Centro-Oeste, mas que este ano deixaram de oferecer recursos para o plantio da safra de grãos 2008/09. O ministro cobrou mais responsabilidade dessas empresas e disse que elas abandonaram a agricultura brasileira este ano. "Nesse momento de crise, as tradings se retiraram do financiamento e não mantiveram as posições que elas mantinham nos bons momentos da agricultura", afirmou o ministro ao participar da instalação da Câmara Setorial da Soja, em Brasília.
Stephanes ressaltou que a agricultura brasileira cresceu nos últimos anos e que novas projeções indicam que o mesmo ocorrerá nos próximos anos. Ele garantiu que o cenário é de otimismo para o agronegócio brasileiro, numa avaliação que considera os estoques mundiais de grãos e os níveis de produção e consumo. "O cenário não é tão pessimista como muitos imaginam".
O ministro disse ainda que o governo está atento à realidade dos agricultores. Afirmou que deve se reunir nos próximos dias com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para tratar de medida de apoio ao setor. Stephanes salientou que as medidas anunciadas até agora resolvem o problema de liquidez do setor, mas admitiu que a maior dificuldade no momento está no Centro-Oeste. Segundo ele, há preocupações com o plantio das lavouras de algodão na Região Centro-Oeste e também com o cultivo de milho safrinha no Centro-Oeste e em outras regiões do País.
Fertilizantes
O ministro comentou sobre os custos de produção da atividade agrícola. Disse que até o fim do ano o governo apresentará um conjunto de metas e ações para garantir o abastecimento interno de fertilizantes. Stephanes reafirmou que é possível atingir a auto-suficiência em nitrogenados, fosfato e potássio. Aproveitou para criticar os governo anteriores. "Esse assunto deveria ter começado a ser avaliado há 15 anos. Por que não foi tratado antes?", questionou Stephanes.
Ele considerou que existe uma reserva estratégica no Amapá e que um decreto publicado há 30 anos classifica a área nessa condição. Segundo ele, ninguém sabe explicar no Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) porque a área recebeu essa classificação e não está sendo explorada.
Zoneamento da Cana
Stephanes também foi questionado pelos representantes do setor agrícola sobre o zoneamento da cana-de-açúcar. Ele informou que o zoneamento está pronto e que ainda não foi anunciado porque depende de algumas decisões finais. O ministro acrescentou que, para evitar questionamento internacional, o governo vai limitar o plantio de cana-de-açúcar no bioma amazônico e só permitirá a presença de canaviais e usinas que já estão em funcionamento. "Não será permitida a produção em novas áreas ou instalação de novas usinas", sentenciou.
O ministro classificou a cana na Amazônia como questão "emblemática", e que se o governo autorizasse o plantio poderia haver restrição de mercado, como é o caso do mercado europeu. Ele concluiu que uma forma de compensação virá por meio de um programa de incentivo à produção de biodiesel, a partir do óleo de palma.
Fonte: Fabíola Salvador, Agência Estado
Indústria de base do setor sucroalcooleiro pede R$ 900 mi ao governo 30.10.08
30.10.08
Ribeirão Preto, SP - A indústria de base do setor sucroalcooleiro pediu ontem (29) ao governo federal a liberação de R$ 900 milhões de capital de giro para que as empresas finalizem entregas de máquinas e equipamentos às usinas e destilarias ainda este ano. O pedido foi feito por uma comitiva de empresários ligados ao Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroalcooleiro e Energético (Ceise BR), que se reuniu em Brasília com parlamentares, representantes dos ministérios do Desenvolvimento, da Fazenda e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O volume de recursos viria de liberações de financiamentos já contratados junto ao BNDES e da injeção de recursos obtidos por instituições financeiras privadas a partir da redução do depósito compulsório junto ao Banco Central. O valor é pouco mais da metade do da inadimplência do setor sucroalcooleiro com a indústria de base que chega a R$ 1,7 bilhão, de uma carteira de pedidos de R$ 4,8 bilhões pelos cálculo do Ceise BR.
Segundo o presidente da entidade, Mário Garrefa, um documento com as reivindicações seria entregue ainda hoje à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pelo senador Aloizio Mercadante (PT-SP). "Sem esses recursos e com a atual inadimplência do setor, não conseguiremos passar o ano", disse Garrefa, que segue na capital federal amanhã para encontros na Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).
O empresário disse estar otimista com as reuniões de hoje, principalmente com a posição do BNDES, que ratificou a informação de que age para agilizar a liberação dos recursos já contratados para o setor sucroalcooleiro. "Após essa medida emergencial, pretendemos fazer uma reunião, possivelmente em Sertãozinho (SP), com toda a cadeia sucroalcooleira e governo, para discutirmos outras soluções para o setor", disse. "Além dos dois anos de crise dos preços, tivemos o fim dos créditos com a crise".
A indústria de base do setor sucroalcooleiro tem 980 empresas brasileiras com pelo menos metade de suas produções ligada à indústria produtora de açúcar, álcool e bioenergia. Caso não haja a liberação dos recursos pedidos, os empresários calculam que ao menos 20% do quadro de funcionários pode ser cortado até o final do ano, justamente quando as contratações do setor se aqueceria. A época marca o início da entressafra da cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil, quando as usinas são desmontadas e reformadas.
Fonte: Gustavo Porto, Agência Estado
Ribeirão Preto, SP - A indústria de base do setor sucroalcooleiro pediu ontem (29) ao governo federal a liberação de R$ 900 milhões de capital de giro para que as empresas finalizem entregas de máquinas e equipamentos às usinas e destilarias ainda este ano. O pedido foi feito por uma comitiva de empresários ligados ao Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroalcooleiro e Energético (Ceise BR), que se reuniu em Brasília com parlamentares, representantes dos ministérios do Desenvolvimento, da Fazenda e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O volume de recursos viria de liberações de financiamentos já contratados junto ao BNDES e da injeção de recursos obtidos por instituições financeiras privadas a partir da redução do depósito compulsório junto ao Banco Central. O valor é pouco mais da metade do da inadimplência do setor sucroalcooleiro com a indústria de base que chega a R$ 1,7 bilhão, de uma carteira de pedidos de R$ 4,8 bilhões pelos cálculo do Ceise BR.
Segundo o presidente da entidade, Mário Garrefa, um documento com as reivindicações seria entregue ainda hoje à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pelo senador Aloizio Mercadante (PT-SP). "Sem esses recursos e com a atual inadimplência do setor, não conseguiremos passar o ano", disse Garrefa, que segue na capital federal amanhã para encontros na Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).
O empresário disse estar otimista com as reuniões de hoje, principalmente com a posição do BNDES, que ratificou a informação de que age para agilizar a liberação dos recursos já contratados para o setor sucroalcooleiro. "Após essa medida emergencial, pretendemos fazer uma reunião, possivelmente em Sertãozinho (SP), com toda a cadeia sucroalcooleira e governo, para discutirmos outras soluções para o setor", disse. "Além dos dois anos de crise dos preços, tivemos o fim dos créditos com a crise".
A indústria de base do setor sucroalcooleiro tem 980 empresas brasileiras com pelo menos metade de suas produções ligada à indústria produtora de açúcar, álcool e bioenergia. Caso não haja a liberação dos recursos pedidos, os empresários calculam que ao menos 20% do quadro de funcionários pode ser cortado até o final do ano, justamente quando as contratações do setor se aqueceria. A época marca o início da entressafra da cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil, quando as usinas são desmontadas e reformadas.
Fonte: Gustavo Porto, Agência Estado
Queda acumulada no preço do leite chega a 18,5% 30.10.08
30.10.08
De acordo com levantamento da Scot Consultoria, o preço do leite pago ao produtor em outubro, referente à produção entregue em setembro, recuou 6,02%, em média.
Considerando a média ponderada nacional, o produtor recebeu R$0,604/litro. Nos últimos quatro meses a queda acumulada foi de 18,51%.
Além das vendas fracas e da boa oferta de leite no mercado, é preciso destacar que diversas empresas, que vinham pagando preços mais altos, acabaram derrubando as cotações em outubro para “acompanhar o restante do mercado”.
Para o pagamento que será realizado em meados de novembro, a expectativa é que, na média, os preços recuem mais uma vez. Mas vale destacar que 42% das empresas consultadas disseram que não irão alterar os valores.
Fonte: Scot Consultoria
De acordo com levantamento da Scot Consultoria, o preço do leite pago ao produtor em outubro, referente à produção entregue em setembro, recuou 6,02%, em média.
Considerando a média ponderada nacional, o produtor recebeu R$0,604/litro. Nos últimos quatro meses a queda acumulada foi de 18,51%.
Além das vendas fracas e da boa oferta de leite no mercado, é preciso destacar que diversas empresas, que vinham pagando preços mais altos, acabaram derrubando as cotações em outubro para “acompanhar o restante do mercado”.
Para o pagamento que será realizado em meados de novembro, a expectativa é que, na média, os preços recuem mais uma vez. Mas vale destacar que 42% das empresas consultadas disseram que não irão alterar os valores.
Fonte: Scot Consultoria
Leilão de arroz comercializa 94% da oferta 30.10.08
30.10.08
A Conab comercializou, ontem (29), 47.079.995 dos 50.079.995 quilos ofertados no leilão de arroz. O resultado equivale a 94% do volume oferecido ao mercado. A média do preço de fechamento foi de R$ 0,6045 por quilo, o que representa R$ 30,22 a saca de 50 quilos, com resultado de venda de R$ 28.461.784,36.
Foram disponibilizados 152 lotes, armazenados em 18 municípios do Rio Grande do Sul e destinados exclusivamente a indústrias de beneficiamento. Esta foi a terceira oferta de estoques públicos realizada pela estatal em outubro. Nos dois primeiros leilões do mês, o governo vendeu todas as 100 mil toneladas ofertadas. Com as operações, o preço médio pago ao produtor gaúcho vinha mantendo-se estável, mas oscilando entre R$ 35,77 a saca no início do mês e R$ 36,03 na semana passada.
No leilão de ontem (29), a média ponderada caiu para R$ 30,22, com a média simples de cotação do produto chegando a R$ 28,00 a saca. Em 2008 já foram comercializadas 890,4 mil toneladas de arroz dos estoques governamentais. De acordo com o diretor de Gestão de Estoques da Conab, Rogério Colombini, os leilões têm como objetivo regular a oferta e manter a estabilidade de preço do cereal.
Fonte: Tânia Araújo/Conab
A Conab comercializou, ontem (29), 47.079.995 dos 50.079.995 quilos ofertados no leilão de arroz. O resultado equivale a 94% do volume oferecido ao mercado. A média do preço de fechamento foi de R$ 0,6045 por quilo, o que representa R$ 30,22 a saca de 50 quilos, com resultado de venda de R$ 28.461.784,36.
Foram disponibilizados 152 lotes, armazenados em 18 municípios do Rio Grande do Sul e destinados exclusivamente a indústrias de beneficiamento. Esta foi a terceira oferta de estoques públicos realizada pela estatal em outubro. Nos dois primeiros leilões do mês, o governo vendeu todas as 100 mil toneladas ofertadas. Com as operações, o preço médio pago ao produtor gaúcho vinha mantendo-se estável, mas oscilando entre R$ 35,77 a saca no início do mês e R$ 36,03 na semana passada.
No leilão de ontem (29), a média ponderada caiu para R$ 30,22, com a média simples de cotação do produto chegando a R$ 28,00 a saca. Em 2008 já foram comercializadas 890,4 mil toneladas de arroz dos estoques governamentais. De acordo com o diretor de Gestão de Estoques da Conab, Rogério Colombini, os leilões têm como objetivo regular a oferta e manter a estabilidade de preço do cereal.
Fonte: Tânia Araújo/Conab
Syngenta cria nova tecnologia de plantio de cana no Brasil, que pretende faturar US$ 300 mi por ano 30.10.08
30.10.08
Zurique - A suíça Syngenta AG informou hoje que está desenvolvendo uma nova tecnologia para melhorar a relação entre custo e eficiência do plantio de cana-de-açúcar no Brasil. A inovação irá reduzir os custos do plantio por hectare em torno de 15% devido a uma nova abordagem para cultivar cana a partir de segmentos menores. A nova tecnologia deve ser lançada em 2010 sob o nome da marca Plene, e a empresa vê um potencial de mercado de US$ 300 milhões por ano, até 2015.
A prática atual de plantio de cana é intensiva tanto em termos de trabalho como de uso de equipamentos. Em vez de empregar o método atual de plantar talhos longos de 30 a 40 centímetros, a Syngenta está desenvolvendo um método para produzir talhos de menos de 4 centímetros de comprimento. Eles receberão aplicações de produtos que maximizam o desenvolvimento inicial do plantio.
O método permitirá que os produtores de cana replantem suas lavouras com mais freqüência, eliminando a típica degradação da produtividade, gerando um ganho de produtividade de até 15%. O método também permitirá que os produtores utilizem equipamentos mais leves e que precisam de menos combustível. As máquinas para o plantio estão sendo desenvolvidas em parceria com a empresa norte-americana John Deere.
"A Plene representará um avanço na relação entre custo e eficiência no plantio de cana-de-açúcar", afirmou John Atkin, diretor de operações da Syngenta Crop Protection. "A cana é uma matéria-prima importante para a produção de etanol, e a demanda deve ter um grande crescimento. A Plene ampliará nossa oferta significativamente e proporcionará aos nossos clientes benefícios em termos de produtividade e custos." A introdução da Plene depende de aprovações regulatórias no Brasil.
Fonte: informações da Dow Jones, com Deise Vieira, Agência Estado
Zurique - A suíça Syngenta AG informou hoje que está desenvolvendo uma nova tecnologia para melhorar a relação entre custo e eficiência do plantio de cana-de-açúcar no Brasil. A inovação irá reduzir os custos do plantio por hectare em torno de 15% devido a uma nova abordagem para cultivar cana a partir de segmentos menores. A nova tecnologia deve ser lançada em 2010 sob o nome da marca Plene, e a empresa vê um potencial de mercado de US$ 300 milhões por ano, até 2015.
A prática atual de plantio de cana é intensiva tanto em termos de trabalho como de uso de equipamentos. Em vez de empregar o método atual de plantar talhos longos de 30 a 40 centímetros, a Syngenta está desenvolvendo um método para produzir talhos de menos de 4 centímetros de comprimento. Eles receberão aplicações de produtos que maximizam o desenvolvimento inicial do plantio.
O método permitirá que os produtores de cana replantem suas lavouras com mais freqüência, eliminando a típica degradação da produtividade, gerando um ganho de produtividade de até 15%. O método também permitirá que os produtores utilizem equipamentos mais leves e que precisam de menos combustível. As máquinas para o plantio estão sendo desenvolvidas em parceria com a empresa norte-americana John Deere.
"A Plene representará um avanço na relação entre custo e eficiência no plantio de cana-de-açúcar", afirmou John Atkin, diretor de operações da Syngenta Crop Protection. "A cana é uma matéria-prima importante para a produção de etanol, e a demanda deve ter um grande crescimento. A Plene ampliará nossa oferta significativamente e proporcionará aos nossos clientes benefícios em termos de produtividade e custos." A introdução da Plene depende de aprovações regulatórias no Brasil.
Fonte: informações da Dow Jones, com Deise Vieira, Agência Estado
"Girando e girando no círculo que se alarga ... as coisas se desfazem; o centro não consegue se sustentar" 29.10.08
29.10.08
por Paul Krugman, colunista do The New York Times
"Dados econômicos raramente inspiram pensamentos poéticos. Mas enquanto contemplava o números mais recentes, eu percebi que tinha William Butler Yeats passando pela minha cabeça: "Turning and turning in the widening gyre / The falcon cannot hear the falconer / Things fall apart; the center cannot hold". (Girando e girando no círculo que se alarga / O falcão não pode ouvir o falcoeiro / As coisas se desfazem; o centro não consegue se sustentar.)
O círculo que se alarga, neste caso, seria os loops de feedback (chega de poesia) fazendo a crise financeira sair cada vez mais de controle. O falcoeiro desafortunado, eu acho, seria Henry Paulson, o secretário do Tesouro.
E o círculo continua se alargando de novas formas assustadoras. Enquanto Paulson e seus pares em outros países buscavam resgatar os bancos, novos desastres se somavam em outras frentes.
Alguns desses desastres eram mais ou menos esperados. Os economistas se perguntavam há algum tempo por que os fundos hedge não estavam sofrendo em meio à carnificina financeira. Eles não precisam mais se perguntar: os investidores estão sacando seu dinheiro desses fundos, forçando seus administradores a levantar dinheiro em "fire sales" (queima) de ações e outros ativos.
Mas o que é realmente chocante é a forma como a crise está se espalhando para mercados emergentes - países como Rússia, Coréia do Sul e Brasil....
Sejam quais forem os motivos para a continuidade da fraqueza das políticas, a situação claramente não está ficando sob controle. As coisas continuam se despedaçando."
Tradução: George El Khouri Andolfato
Comentário do editor:
As percepções de Krugman, Priemio Nobel de economia neste ano, baseadas em conhecimento e informações, mostram como as ondas de choque saíram do epicentro e estão chegando à periferia. Ele cita o Brasil, mas ressalta que nossa posição é muito menos delicada que a da Rússia, onde o sistema financeiro está altamente endividado em moedas estrangeiras. O nosso, pelo contrário, informam os banqueiros, está montado em pilhas de títulos públicos, que rendem fábulas com os juros mais altos do mundo.
Vale a pena ler o artigo completo de Paul Krugman: a tradução para o português está no UOL Notícias (para assinantes): clique aqui.
O original, em inglês, é de acesso livre no The New York Times: clique aqui.
por Paul Krugman, colunista do The New York Times
"Dados econômicos raramente inspiram pensamentos poéticos. Mas enquanto contemplava o números mais recentes, eu percebi que tinha William Butler Yeats passando pela minha cabeça: "Turning and turning in the widening gyre / The falcon cannot hear the falconer / Things fall apart; the center cannot hold". (Girando e girando no círculo que se alarga / O falcão não pode ouvir o falcoeiro / As coisas se desfazem; o centro não consegue se sustentar.)
O círculo que se alarga, neste caso, seria os loops de feedback (chega de poesia) fazendo a crise financeira sair cada vez mais de controle. O falcoeiro desafortunado, eu acho, seria Henry Paulson, o secretário do Tesouro.
E o círculo continua se alargando de novas formas assustadoras. Enquanto Paulson e seus pares em outros países buscavam resgatar os bancos, novos desastres se somavam em outras frentes.
Alguns desses desastres eram mais ou menos esperados. Os economistas se perguntavam há algum tempo por que os fundos hedge não estavam sofrendo em meio à carnificina financeira. Eles não precisam mais se perguntar: os investidores estão sacando seu dinheiro desses fundos, forçando seus administradores a levantar dinheiro em "fire sales" (queima) de ações e outros ativos.
Mas o que é realmente chocante é a forma como a crise está se espalhando para mercados emergentes - países como Rússia, Coréia do Sul e Brasil....
Sejam quais forem os motivos para a continuidade da fraqueza das políticas, a situação claramente não está ficando sob controle. As coisas continuam se despedaçando."
Tradução: George El Khouri Andolfato
Comentário do editor:
As percepções de Krugman, Priemio Nobel de economia neste ano, baseadas em conhecimento e informações, mostram como as ondas de choque saíram do epicentro e estão chegando à periferia. Ele cita o Brasil, mas ressalta que nossa posição é muito menos delicada que a da Rússia, onde o sistema financeiro está altamente endividado em moedas estrangeiras. O nosso, pelo contrário, informam os banqueiros, está montado em pilhas de títulos públicos, que rendem fábulas com os juros mais altos do mundo.
Vale a pena ler o artigo completo de Paul Krugman: a tradução para o português está no UOL Notícias (para assinantes): clique aqui.
O original, em inglês, é de acesso livre no The New York Times: clique aqui.
Policiais paraguaios irão proteger colheita em San Pedro 29.10.08
29.10.08
Assunção - O governo do Paraguai enviou 40 policiais ao departamento (unidade administrativa correspondente a Estado) de San Pedro para garantir que os colonos brasileiros realizem a última colheita de soja deste ano, e comecem a semear a próxima colheita, apesar da hostilidade dos camponeses sem-terra paraguaios. O ministro do Interior, Rafael Filizzola disse, em coletiva de imprensa, que os policiais reforçarão a segurança local em San Pedro. "Vamos respeitar a propriedade privada, tanto dos paraguaios quanto dos colonos brasileiros. Nós queremos garantir o trabalho no campo", afirmou.
A polícia paraguaia colaborou rapidamente na retirada, sob ordem judicial, de 70 trabalhadores sem-terra que ocuparam a fazenda de 1,1 mil hectares do paraguaio Francisco Gorostiaga, no povoado de General Resquín, em San Pedro, 340 quilômetros ao norte de Assunção. A fiscal Ninfa Aguilar disse que a retirada foi pacífica. "Detivemos 35 homens, que após a abertura do processo judicial, seguramente serão soltos em liberdade condicional.
Gorostiaga arrendou a terra a um colono brasileiro, que plantava soja e milho. Por sua vez, Alberto Alderete, diretor do Instituto de Desenvolvimento Rural e da Terra (Indert), confirmou que "o governo deu os primeiros passos para comprar uns 22 mil hectares de terras de colonos brasileiros, que serão depois distribuídos a camponeses pobres".
"Além disso, um equipe de agrimensores foi para diferentes localidades de San Pedro, para verificar a situação legal das terras em poder dos estrangeiros, cumprindo uma promessa que fizemos aos camponeses, de que buscaremos a recuperação das propriedades", afirmou. Alderete especificou que "se encontrarmos terra do governo em poder dos estrangeiros, ela será reintegrada por via administrativa, para depois ser redistribuída aos compatriotas".
Em San Pedro, segundo estimativas do governo paraguaio, cerca de 20 fazendas foram invadidas e outras quinze estão sob ameaça de invasão. O presidente Fernando Lugo prometeu, durante a campanha eleitoral, realizar uma reforma agrária que deverá atender 300 mil famílias camponesas pobres.
Fonte: Associated Press, com Agência Estado
Assunção - O governo do Paraguai enviou 40 policiais ao departamento (unidade administrativa correspondente a Estado) de San Pedro para garantir que os colonos brasileiros realizem a última colheita de soja deste ano, e comecem a semear a próxima colheita, apesar da hostilidade dos camponeses sem-terra paraguaios. O ministro do Interior, Rafael Filizzola disse, em coletiva de imprensa, que os policiais reforçarão a segurança local em San Pedro. "Vamos respeitar a propriedade privada, tanto dos paraguaios quanto dos colonos brasileiros. Nós queremos garantir o trabalho no campo", afirmou.
A polícia paraguaia colaborou rapidamente na retirada, sob ordem judicial, de 70 trabalhadores sem-terra que ocuparam a fazenda de 1,1 mil hectares do paraguaio Francisco Gorostiaga, no povoado de General Resquín, em San Pedro, 340 quilômetros ao norte de Assunção. A fiscal Ninfa Aguilar disse que a retirada foi pacífica. "Detivemos 35 homens, que após a abertura do processo judicial, seguramente serão soltos em liberdade condicional.
Gorostiaga arrendou a terra a um colono brasileiro, que plantava soja e milho. Por sua vez, Alberto Alderete, diretor do Instituto de Desenvolvimento Rural e da Terra (Indert), confirmou que "o governo deu os primeiros passos para comprar uns 22 mil hectares de terras de colonos brasileiros, que serão depois distribuídos a camponeses pobres".
"Além disso, um equipe de agrimensores foi para diferentes localidades de San Pedro, para verificar a situação legal das terras em poder dos estrangeiros, cumprindo uma promessa que fizemos aos camponeses, de que buscaremos a recuperação das propriedades", afirmou. Alderete especificou que "se encontrarmos terra do governo em poder dos estrangeiros, ela será reintegrada por via administrativa, para depois ser redistribuída aos compatriotas".
Em San Pedro, segundo estimativas do governo paraguaio, cerca de 20 fazendas foram invadidas e outras quinze estão sob ameaça de invasão. O presidente Fernando Lugo prometeu, durante a campanha eleitoral, realizar uma reforma agrária que deverá atender 300 mil famílias camponesas pobres.
Fonte: Associated Press, com Agência Estado
Não há motivo para depressão em função da crise, acha diretor da OIA 29.10.08
29.10.08
São Paulo - O diretor executivo da Organização Internacional do Açúcar (OIA), Peter Baron, reforçou, durante apresentação ontem (28) na conferência internacional Datagro, que o setor sucroalcooleiro apresenta um cenário bastante construtivo para o médio e longo prazos. "Não há motivo para depressão em função da crise", disse, para uma platéia composta de usineiros, operadores de mercado, analistas de mercado e produtores do Brasil e de outros 32 países.
Segundo Baron, três fatores contribuem para fazer deste momento o mais construtivo para o setor desde a safra 2005/06: a expectativa de aumento de consumo per capita de açúcar, principalmente em países asiáticos e africanos; o mercado potencial de etanol em crescimento mesmo com a redução dos investimentos provocada pela crise; e a janela que se abre com a redução de produção da União Européia, que libera acesso de até 5 milhões de toneladas.
Para Baron, a maior ou menor participação do Brasil nos ganhos com este cenário construtivo dependerá basicamente de dois fatores: o câmbio e os efeitos da crise de crédito na expansão na produção. "Neste momento, o Brasil vai trocar a expansão pela consolidação", afirmou.
Segundo o executivo, ainda não está claro de que forma a crise irá afetar o consumo e se realmente irá afetá-lo. Ele ressalta, contudo, que o consumo per capita de açúcar da China, por exemplo, é de apenas 10 kg, o que cria um potencial de crescimento no longo prazo.
A OIA também aposta em uma diversificação maior do setor, ao produzir açúcar, etanol e também energia de biomassa. "Um grande avanço é o fato de que existem cada vez mais governos interessados em adotar programas de biocombustíveis", disse. Existem, hoje, no mundo, segundo ele, cerca de 30 programas de uso de etanol em várias fases de desenvolvimento. Dentre estes programas, sete já estão consolidados, entre os quais se destacam os programas do Brasil, Estados Unidos e União Européia.
Consumo de etanol - Para a OIA, o consumo de etanol no mundo deve praticamente dobrar entre 2008 e 2015, saindo de 65,7 bilhões de litros para 126,8 bilhões de litros. "Este crescimento vai alavancar a produção de etanol não apenas no Brasil como em vários países", estima.
No Brasil, o consumo deve sair de 19,5 bilhões de litros em 2008 para 30,1 bilhões de litros em 2015. Nos Estados Unidos, o consumo salta, no período, de 34 bilhões para 57 bilhões de litros. Na União Européia, o consumo deve se expandir de forma expressiva de 3,4 bilhões para 16 bilhões de litros. Na China, o mercado sairá de 1,9 bilhão para 7,6 bilhões de litros no mesmo período.
Fonte: Eduardo Magossi, Agência Estado
São Paulo - O diretor executivo da Organização Internacional do Açúcar (OIA), Peter Baron, reforçou, durante apresentação ontem (28) na conferência internacional Datagro, que o setor sucroalcooleiro apresenta um cenário bastante construtivo para o médio e longo prazos. "Não há motivo para depressão em função da crise", disse, para uma platéia composta de usineiros, operadores de mercado, analistas de mercado e produtores do Brasil e de outros 32 países.
Segundo Baron, três fatores contribuem para fazer deste momento o mais construtivo para o setor desde a safra 2005/06: a expectativa de aumento de consumo per capita de açúcar, principalmente em países asiáticos e africanos; o mercado potencial de etanol em crescimento mesmo com a redução dos investimentos provocada pela crise; e a janela que se abre com a redução de produção da União Européia, que libera acesso de até 5 milhões de toneladas.
Para Baron, a maior ou menor participação do Brasil nos ganhos com este cenário construtivo dependerá basicamente de dois fatores: o câmbio e os efeitos da crise de crédito na expansão na produção. "Neste momento, o Brasil vai trocar a expansão pela consolidação", afirmou.
Segundo o executivo, ainda não está claro de que forma a crise irá afetar o consumo e se realmente irá afetá-lo. Ele ressalta, contudo, que o consumo per capita de açúcar da China, por exemplo, é de apenas 10 kg, o que cria um potencial de crescimento no longo prazo.
A OIA também aposta em uma diversificação maior do setor, ao produzir açúcar, etanol e também energia de biomassa. "Um grande avanço é o fato de que existem cada vez mais governos interessados em adotar programas de biocombustíveis", disse. Existem, hoje, no mundo, segundo ele, cerca de 30 programas de uso de etanol em várias fases de desenvolvimento. Dentre estes programas, sete já estão consolidados, entre os quais se destacam os programas do Brasil, Estados Unidos e União Européia.
Consumo de etanol - Para a OIA, o consumo de etanol no mundo deve praticamente dobrar entre 2008 e 2015, saindo de 65,7 bilhões de litros para 126,8 bilhões de litros. "Este crescimento vai alavancar a produção de etanol não apenas no Brasil como em vários países", estima.
No Brasil, o consumo deve sair de 19,5 bilhões de litros em 2008 para 30,1 bilhões de litros em 2015. Nos Estados Unidos, o consumo salta, no período, de 34 bilhões para 57 bilhões de litros. Na União Européia, o consumo deve se expandir de forma expressiva de 3,4 bilhões para 16 bilhões de litros. Na China, o mercado sairá de 1,9 bilhão para 7,6 bilhões de litros no mesmo período.
Fonte: Eduardo Magossi, Agência Estado
O que impulsiona tanto o agronegócio no Paraná? as Cooperativas 29.10.08
29.10.08
Segundo dados da Ocepar, elas representam 55% da economia agrícola do Paraná.
O impulso para o desenvolvimento do agronegócio no Estado vem diretamente das cooperativas. O setor, segundo dados da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), representa 55% da economia agrícola do Paraná. No ano passado, o faturamento chegou a R$ 16,5 bilhões e a expectativa é que 2008 feche com um volume de R$ 18 bilhões em negócios.
Segundo Flávio Turra, gerente técnico econômico da Ocepar, as cooperativas têm se fortalecido nos últimos anos e se profissionalizado. ‘‘Estão se aperfeiçoando na industrialização, apostando mais no varejo. Estão aptas a competir com outras empresas’’, frisa. Para isso, os investimentos têm sido bastante significativos: em 2007 chegou a R$ 1 bilhão e este ano deve alcançar R$ 1,2 bilhão. Para o produtor, estar associado a uma cooperativa é muito interessante por conta da assistência técnica oferecida e da transferência de tecnologia, afirma Turra.
Entre os produtos mais importantes das cooperativas está a soja. Cerca de 65% da produção do Estado passa por estas organizações. Na última safra, em que a produção da região foi de quase 12 milhões de toneladas, cerca de 7,8 milhões de toneladas do grão passaram pelas cooperativas. O volume de negócio somou R$ 5,8 bilhões.
O técnico da Ocepar lembra que cerca de 40 cooperativas no Estado trabalham com o grão, cinco delas industrializam o produto, transformando em farelo para ração ou óleo. Perto de 40% da produção de soja é industrializada. A exportação do grão também é significativa e representa 45% de tudo o que as cooperativas do setor agropecuário vendem para o exterior. Milho, carne de frango, cana-de-açúcar e leite também são produtos muito importantes no setor.
A diversificação de produtos tem sido a aposta também entre as cooperativas. Conforme Turra, um segmento em que o setor tem entrado com bastante força é na industrialização de sucos de frutas. Ele lembra que a Cocamar foi a primeira no Estado a começar na atividade, em seguida a Corol e agora a Integrada está prestes a inaugurar sua fábrica de citrus.
De acordo com Turra, as cooperativas começaram suas atividades basicamente com a armazenagem e comercialização de grãos. ‘‘Era uma forma do produtor se fortalecer. Mas com o tempo os associados perceberam que era preciso agregar valor aos produtos e deram início à industrialização’’, recorda. Atualmente a Ocepar, tem 234 cooperativas associadas, sendo 80 do ramo agropecuário, envolvendo 121.670 produtores.
Fonte: Folha de Londrina
Segundo dados da Ocepar, elas representam 55% da economia agrícola do Paraná.
O impulso para o desenvolvimento do agronegócio no Estado vem diretamente das cooperativas. O setor, segundo dados da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), representa 55% da economia agrícola do Paraná. No ano passado, o faturamento chegou a R$ 16,5 bilhões e a expectativa é que 2008 feche com um volume de R$ 18 bilhões em negócios.
Segundo Flávio Turra, gerente técnico econômico da Ocepar, as cooperativas têm se fortalecido nos últimos anos e se profissionalizado. ‘‘Estão se aperfeiçoando na industrialização, apostando mais no varejo. Estão aptas a competir com outras empresas’’, frisa. Para isso, os investimentos têm sido bastante significativos: em 2007 chegou a R$ 1 bilhão e este ano deve alcançar R$ 1,2 bilhão. Para o produtor, estar associado a uma cooperativa é muito interessante por conta da assistência técnica oferecida e da transferência de tecnologia, afirma Turra.
Entre os produtos mais importantes das cooperativas está a soja. Cerca de 65% da produção do Estado passa por estas organizações. Na última safra, em que a produção da região foi de quase 12 milhões de toneladas, cerca de 7,8 milhões de toneladas do grão passaram pelas cooperativas. O volume de negócio somou R$ 5,8 bilhões.
O técnico da Ocepar lembra que cerca de 40 cooperativas no Estado trabalham com o grão, cinco delas industrializam o produto, transformando em farelo para ração ou óleo. Perto de 40% da produção de soja é industrializada. A exportação do grão também é significativa e representa 45% de tudo o que as cooperativas do setor agropecuário vendem para o exterior. Milho, carne de frango, cana-de-açúcar e leite também são produtos muito importantes no setor.
A diversificação de produtos tem sido a aposta também entre as cooperativas. Conforme Turra, um segmento em que o setor tem entrado com bastante força é na industrialização de sucos de frutas. Ele lembra que a Cocamar foi a primeira no Estado a começar na atividade, em seguida a Corol e agora a Integrada está prestes a inaugurar sua fábrica de citrus.
De acordo com Turra, as cooperativas começaram suas atividades basicamente com a armazenagem e comercialização de grãos. ‘‘Era uma forma do produtor se fortalecer. Mas com o tempo os associados perceberam que era preciso agregar valor aos produtos e deram início à industrialização’’, recorda. Atualmente a Ocepar, tem 234 cooperativas associadas, sendo 80 do ramo agropecuário, envolvendo 121.670 produtores.
Fonte: Folha de Londrina
Solae busca oferta de soja convencional no Rio Grande do Sul 29.10.08
29.10.08
“Para manter nossos mercados de soja não transgênica abastecidos, o volume de compra será três vezes maior”, diz Christiano Wide, Gerente Regional de Supply da Solae para a América Latina.
A Solae, líder mundial em ingredientes à base de soja, anunciou que irá triplicar a compra interna da soja convencional (não-transgênica) para abastecer sua fábrica em Esteio (RS) e alguns mercados europeus, como França e Dinamarca, levando a empresa a ampliar sua estratégia de investimento.
Por conta da dificuldade em encontrar a soja não-transgênica no Estado do Rio Grande do Sul, local onde está instalada a fábrica da empresa, a Solae oferece incentivo aos produtores que quiserem investir no plantio da soja convencional. “Na Solae, o uso do não-transgênico é considerado estratégico, pois o mercado europeu apresenta uma grande demanda pelo produto convencional”, afirma Viviane Pechmann, Analista de Agronegócios da Solae.
Atualmente, a empresa concede ao agricultor preço diferenciado em relação ao valor de mercado da soja não-transgênica. Além disso, a empresa oferece consultoria técnica para os produtores interessados no plantio da soja convencional para a próxima safra e afirma ter ampla capacidade de armazenamento, o que facilita a compra de grandes quantidades do grão. “Continuaremos com o incentivo aos agricultores e esperamos encontrar a oferta da soja convencional dentro do nosso estado nas próximas safras”, conclui Christiano Wide.
As informações são da assessoria de imprensa da Solae.
Fonte: Agrolink
“Para manter nossos mercados de soja não transgênica abastecidos, o volume de compra será três vezes maior”, diz Christiano Wide, Gerente Regional de Supply da Solae para a América Latina.
A Solae, líder mundial em ingredientes à base de soja, anunciou que irá triplicar a compra interna da soja convencional (não-transgênica) para abastecer sua fábrica em Esteio (RS) e alguns mercados europeus, como França e Dinamarca, levando a empresa a ampliar sua estratégia de investimento.
Por conta da dificuldade em encontrar a soja não-transgênica no Estado do Rio Grande do Sul, local onde está instalada a fábrica da empresa, a Solae oferece incentivo aos produtores que quiserem investir no plantio da soja convencional. “Na Solae, o uso do não-transgênico é considerado estratégico, pois o mercado europeu apresenta uma grande demanda pelo produto convencional”, afirma Viviane Pechmann, Analista de Agronegócios da Solae.
Atualmente, a empresa concede ao agricultor preço diferenciado em relação ao valor de mercado da soja não-transgênica. Além disso, a empresa oferece consultoria técnica para os produtores interessados no plantio da soja convencional para a próxima safra e afirma ter ampla capacidade de armazenamento, o que facilita a compra de grandes quantidades do grão. “Continuaremos com o incentivo aos agricultores e esperamos encontrar a oferta da soja convencional dentro do nosso estado nas próximas safras”, conclui Christiano Wide.
As informações são da assessoria de imprensa da Solae.
Fonte: Agrolink
Crise financeira não pode prejudicar ações de preservação ambiental 29.10.08
29.10.08
Além dos governantes, os efeitos da crise financeira mundial preocupam também os especialistas em mudanças climáticas. De passagem pelo Brasil, o pesquisador Martin Parry, um dos coordenadores do 4º Relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), alertou que os países não podem interromper as ações para reduzir o impacto das mudanças climáticas para pensas apenas em resolver a crise financeira .
“Não temos oportunidade de resolver, primeiro, a crise e depois voltar a pensar sobre o meio ambiente. Não temos tempo. Temos que fazer os dois juntos. Isso é inconveniente”, disse Parry, após apresentar dados do quarto relatório do IPCC, das Nações Unidas, a um grupo integrante do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), no Palácio do Planalto. O relatório foi lançado no início do ano passado.
Parry criticou os governantes mundiais por ainda não terem adotado medidas severas para reduzir as emissões dos gases do efeito estufa – como o gás carbônico -, principais causadores do aquecimento global. Segundo o pesquisador, os líderes ainda não se deram conta da gravidade dos impactos das mudanças climáticas. Ele defende que 2015 é o prazo máximo para as reduções de gás carbônico começarem a cair.
O pesquisador Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), também teme que os governos deixem de lado o combate ao aquecimento do planeta para cuidar da crise econômica.
“Se houver uma recessão e o consumo de petróleo, energia elétrica, carvão diminuir, a taxa de crescimento diminuir, isso pode dar uma falsa sensação de que é possível postergar essas medidas mais drásticas”, afirmou.
Fonte: Carolina Pimentel, repórter da Agência Brasil
Além dos governantes, os efeitos da crise financeira mundial preocupam também os especialistas em mudanças climáticas. De passagem pelo Brasil, o pesquisador Martin Parry, um dos coordenadores do 4º Relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), alertou que os países não podem interromper as ações para reduzir o impacto das mudanças climáticas para pensas apenas em resolver a crise financeira .
“Não temos oportunidade de resolver, primeiro, a crise e depois voltar a pensar sobre o meio ambiente. Não temos tempo. Temos que fazer os dois juntos. Isso é inconveniente”, disse Parry, após apresentar dados do quarto relatório do IPCC, das Nações Unidas, a um grupo integrante do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), no Palácio do Planalto. O relatório foi lançado no início do ano passado.
Parry criticou os governantes mundiais por ainda não terem adotado medidas severas para reduzir as emissões dos gases do efeito estufa – como o gás carbônico -, principais causadores do aquecimento global. Segundo o pesquisador, os líderes ainda não se deram conta da gravidade dos impactos das mudanças climáticas. Ele defende que 2015 é o prazo máximo para as reduções de gás carbônico começarem a cair.
O pesquisador Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), também teme que os governos deixem de lado o combate ao aquecimento do planeta para cuidar da crise econômica.
“Se houver uma recessão e o consumo de petróleo, energia elétrica, carvão diminuir, a taxa de crescimento diminuir, isso pode dar uma falsa sensação de que é possível postergar essas medidas mais drásticas”, afirmou.
Fonte: Carolina Pimentel, repórter da Agência Brasil
Agricultores paraibanos colhem final da safra 2007 neste mês 29.10.08
29.10.08
Os agricultores da Paraíba, que aproveitaram o inverno prolongado para estender o plantio de grãos, finalizam neste mês a colheita referente ao ciclo 2007/08. Segundo o superintendente da Conab no estado, Ângelo Viana, os trabalhadores receberam sementes do seguro safra e resolveram continuar plantando. “Os grãos deste período tiveram qualidade superior aos do ano passado”, garante.
No Nordeste, onde ainda não foi efetuada pesquisa de campo do ciclo atual, em razão do calendário agrícola que começa no início do ano na região, os dados do período anterior foram mantidos. “Para as estimativas de produtividade, foi feita uma média dos últimos cinco anos, com exceção dos anos atípicos como 2006/07, quando houve grande perda da produção na Paraíba e no Ceará”, explica Viana. “Além disso foram considerados os ganhos em tecnologia”.
Segundo o levantamento da Conab para 2008/09, a safra de arroz no estado está estimada em 9,7 mil toneladas, 4% a mais que a passada. Entretanto, houve retração quanto à produção de milho que passa de 128 para 120 mil toneladas, com diminuição de 6%. A produtividade também caiu de 666 para 625 kg/hectare.
A área de plantio do feijão deve ser de 203 mil ha, com produtividade de 427 kg/ha, abaixo da média nordestina, de 446 kg/ha. Mesmo assim, a produção de 87 mil toneladas coloca o estado como o 4º maior produtor da cultura no Nordeste.
Fonte: Mônica Simões, com Thadeu Rodrigues/estagiário-PB, Assessoria de Imprensa da Conab
Os agricultores da Paraíba, que aproveitaram o inverno prolongado para estender o plantio de grãos, finalizam neste mês a colheita referente ao ciclo 2007/08. Segundo o superintendente da Conab no estado, Ângelo Viana, os trabalhadores receberam sementes do seguro safra e resolveram continuar plantando. “Os grãos deste período tiveram qualidade superior aos do ano passado”, garante.
No Nordeste, onde ainda não foi efetuada pesquisa de campo do ciclo atual, em razão do calendário agrícola que começa no início do ano na região, os dados do período anterior foram mantidos. “Para as estimativas de produtividade, foi feita uma média dos últimos cinco anos, com exceção dos anos atípicos como 2006/07, quando houve grande perda da produção na Paraíba e no Ceará”, explica Viana. “Além disso foram considerados os ganhos em tecnologia”.
Segundo o levantamento da Conab para 2008/09, a safra de arroz no estado está estimada em 9,7 mil toneladas, 4% a mais que a passada. Entretanto, houve retração quanto à produção de milho que passa de 128 para 120 mil toneladas, com diminuição de 6%. A produtividade também caiu de 666 para 625 kg/hectare.
A área de plantio do feijão deve ser de 203 mil ha, com produtividade de 427 kg/ha, abaixo da média nordestina, de 446 kg/ha. Mesmo assim, a produção de 87 mil toneladas coloca o estado como o 4º maior produtor da cultura no Nordeste.
Fonte: Mônica Simões, com Thadeu Rodrigues/estagiário-PB, Assessoria de Imprensa da Conab
CPI da AL-RS pede investigação na SDE sobre as empresas de fertilizantes Yara, Bunge e Mosaic 28.10.08
28.10.08
Porto Alegre - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Insumos Agrícolas da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou, ontem (27), seu relatório final que propõe enviar as conclusões à Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça com a finalidade de instaurar processo administrativo contra abuso de poder econômico por parte de fabricantes de adubo. Em suas recomendações, o relatório pede o indiciamento das empresas Yara, Bunge e Mosaic por "infração à ordem econômica".
Para o relator, deputado Gilmar Sossella (PDT), houve abuso de poder econômico no reajuste de preços pelas empresas. O texto diz que o aumento de preços entre maio de 2007 e o mesmo mês de 2008 - quando a CPI foi instalada - superou a inflação ou qualquer índice de referência. Uma das fórmulas mais vendidas de adubo subiu 160% em dólares e 106% em reais, conforme o relatório. Ele descreve também a concentração de mercado, dependência da importação de matérias-primas para produzir fertilizantes e dificuldades de escoamento e logística, entre outros problemas que afetam o setor.
O "outro lado"
O diretor de relações com investidores da Yara Brasil, Ademar Fronchetti, avaliou que os deputados "não entenderam" a exposição feita pela empresa, lembrando que os fabricantes forneceram números solicitados pela CPI sobre custos e rentabilidade do negócio. Os preços de adubos, ressaltou Fronchetti, "são ditados pelo mercado internacional". O setor usa 70% de matérias-primas importadas - ou 100% no caso do Rio Grande do Sul. As empresas forneceram guias de importação à CPI, citou o diretor, observando que a Yara teve rentabilidade média anual de 2,7% nos últimos sete anos.
A Bunge informou que não havia recebido ainda o relatório e não poderia comentar. A Mosaic não respondeu ao pedido de entrevista. O relatório foi aprovado por unanimidade pela CPI. O passo seguinte é sua votação pelo plenário. Os deputados da comissão propõem o envio do texto a vários órgãos para análise, como o Ministério Público e Polícia Federal.
Qualidade
A comissão também pede investigação sobre "fraudes na qualidade" dos fertilizantes, com base em irregularidades apontadas em análises do Ministério da Agricultura. Também recomenda "estatização" de minas de fósforo e potássio, maior participação da Petrobras no mercado e criação de uma agência reguladora para o setor, entre outras propostas.
Fonte: Sandra Hahn, Agência Estado
Porto Alegre - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Insumos Agrícolas da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou, ontem (27), seu relatório final que propõe enviar as conclusões à Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça com a finalidade de instaurar processo administrativo contra abuso de poder econômico por parte de fabricantes de adubo. Em suas recomendações, o relatório pede o indiciamento das empresas Yara, Bunge e Mosaic por "infração à ordem econômica".
Para o relator, deputado Gilmar Sossella (PDT), houve abuso de poder econômico no reajuste de preços pelas empresas. O texto diz que o aumento de preços entre maio de 2007 e o mesmo mês de 2008 - quando a CPI foi instalada - superou a inflação ou qualquer índice de referência. Uma das fórmulas mais vendidas de adubo subiu 160% em dólares e 106% em reais, conforme o relatório. Ele descreve também a concentração de mercado, dependência da importação de matérias-primas para produzir fertilizantes e dificuldades de escoamento e logística, entre outros problemas que afetam o setor.
O "outro lado"
O diretor de relações com investidores da Yara Brasil, Ademar Fronchetti, avaliou que os deputados "não entenderam" a exposição feita pela empresa, lembrando que os fabricantes forneceram números solicitados pela CPI sobre custos e rentabilidade do negócio. Os preços de adubos, ressaltou Fronchetti, "são ditados pelo mercado internacional". O setor usa 70% de matérias-primas importadas - ou 100% no caso do Rio Grande do Sul. As empresas forneceram guias de importação à CPI, citou o diretor, observando que a Yara teve rentabilidade média anual de 2,7% nos últimos sete anos.
A Bunge informou que não havia recebido ainda o relatório e não poderia comentar. A Mosaic não respondeu ao pedido de entrevista. O relatório foi aprovado por unanimidade pela CPI. O passo seguinte é sua votação pelo plenário. Os deputados da comissão propõem o envio do texto a vários órgãos para análise, como o Ministério Público e Polícia Federal.
Qualidade
A comissão também pede investigação sobre "fraudes na qualidade" dos fertilizantes, com base em irregularidades apontadas em análises do Ministério da Agricultura. Também recomenda "estatização" de minas de fósforo e potássio, maior participação da Petrobras no mercado e criação de uma agência reguladora para o setor, entre outras propostas.
Fonte: Sandra Hahn, Agência Estado
Justiça determina reintegração de posse ao Incra de 114 mil ha no Maranhão 28.10.08
28.10.08
A Justiça Federal do Maranhão determinou a reintegração de posse da gleba Boca da Mata Barreirão, área de 114 mil hectares, localizada nos municípios de João Lisboa, Senador La Roque e Amarante do Maranhão.
O Desembargador Federal da União, João Batista Moreira decretou a posse ao Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) com base no artigo 71, lei de n° 9.760/46, que protege o patrimônio público, determinando o despejo dos fazendeiros sem qualquer direito a indenização e com o pagamento de uma multa ao Incra, com valor equivalente ao dos danos causados e que corresponda à quantidade de frutos colhidos indevidamente na área.
O mandato de reintegração de posse da gleba, exigindo o despejo imediato dos fazendeiros ocupantes da área, já havia sido assinado em 24 de junho deste ano, pelo juiz federal da Subseção Judiciária de Imperatriz, Lucas Rosendo de Araújo. Porém, a Policia Federal esperou pelo fim do período eleitoral para solicitar apoio policial e, assim, cumprir o mandato.
A área
Esta grande gleba foi palco de grandes massacres e assassinatos de posseiros nas décadas de 70 e 80 durante seu processo de grilagem, Trabalhadores que ali viviam foram expulsos e os que resistiram foram mortos. Muitos até hoje se encontram desaparecidos.
Hoje, a área encontra-se dividida em 12 "propriedades". Várias delas foram flagradas com trabalhadores em condições análogas a de escravidão e há mais de 15 anos os movimentos dos pequenos agricultores da região exigem a desapropriação dessas fazendas.
No mês de novembro de 2007, o MST ocupou com 120 famílias a Fazenda Cipó Cortado, parte da gleba, levando os outros fazendeiros a tentar despejar as famílias a força. Porém hoje, o número de trabalhadores sem-terra ali acampados subiu para 300 famílias.
Desde o inicio do ano um grupo de milícias se mantêm armado na sede da fazenda, a 1km do acampamento Roseli Nunes do MST.
Pressão popular
Duas das 12 propriedades que compõem o complexo estão ocupadas, além da Cipó. O MST o MLST mantêm ocupada, desde 2006, a fazenda Ouro Preto, em Amarante do Maranhão.
MST e outros movimentos articulam conjuntamente mais ocupações para a gleba, com objetivo de pressionar o cumprimento de reintegração de posse e garantir o assentamento de pelo menos duas mil famílias de trabalhadores rurais.
Segundo a Coordenação do MST, se concretizada a reintegração, será uma das maiores conquistas dos movimentos dos pequenos agricultores do estado nos últimos anos, dando possibilidades para a melhoria de vida de uma das regiões mais precárias do Maranhão.
Fonte: MST (www.mst.org.br)
A Justiça Federal do Maranhão determinou a reintegração de posse da gleba Boca da Mata Barreirão, área de 114 mil hectares, localizada nos municípios de João Lisboa, Senador La Roque e Amarante do Maranhão.
O Desembargador Federal da União, João Batista Moreira decretou a posse ao Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) com base no artigo 71, lei de n° 9.760/46, que protege o patrimônio público, determinando o despejo dos fazendeiros sem qualquer direito a indenização e com o pagamento de uma multa ao Incra, com valor equivalente ao dos danos causados e que corresponda à quantidade de frutos colhidos indevidamente na área.
O mandato de reintegração de posse da gleba, exigindo o despejo imediato dos fazendeiros ocupantes da área, já havia sido assinado em 24 de junho deste ano, pelo juiz federal da Subseção Judiciária de Imperatriz, Lucas Rosendo de Araújo. Porém, a Policia Federal esperou pelo fim do período eleitoral para solicitar apoio policial e, assim, cumprir o mandato.
A área
Esta grande gleba foi palco de grandes massacres e assassinatos de posseiros nas décadas de 70 e 80 durante seu processo de grilagem, Trabalhadores que ali viviam foram expulsos e os que resistiram foram mortos. Muitos até hoje se encontram desaparecidos.
Hoje, a área encontra-se dividida em 12 "propriedades". Várias delas foram flagradas com trabalhadores em condições análogas a de escravidão e há mais de 15 anos os movimentos dos pequenos agricultores da região exigem a desapropriação dessas fazendas.
No mês de novembro de 2007, o MST ocupou com 120 famílias a Fazenda Cipó Cortado, parte da gleba, levando os outros fazendeiros a tentar despejar as famílias a força. Porém hoje, o número de trabalhadores sem-terra ali acampados subiu para 300 famílias.
Desde o inicio do ano um grupo de milícias se mantêm armado na sede da fazenda, a 1km do acampamento Roseli Nunes do MST.
Pressão popular
Duas das 12 propriedades que compõem o complexo estão ocupadas, além da Cipó. O MST o MLST mantêm ocupada, desde 2006, a fazenda Ouro Preto, em Amarante do Maranhão.
MST e outros movimentos articulam conjuntamente mais ocupações para a gleba, com objetivo de pressionar o cumprimento de reintegração de posse e garantir o assentamento de pelo menos duas mil famílias de trabalhadores rurais.
Segundo a Coordenação do MST, se concretizada a reintegração, será uma das maiores conquistas dos movimentos dos pequenos agricultores do estado nos últimos anos, dando possibilidades para a melhoria de vida de uma das regiões mais precárias do Maranhão.
Fonte: MST (www.mst.org.br)
Caravana mobiliza mato-grossenses para o Plano BR-163 Sustentável 28.10.08
28.10.08
Duas mobilizações marcaram o primeiro dia de viagem da caravana de Mato Grosso que está indo para Santarém participar do Seminário “Plano BR-163 Sustentável: Entraves, Desafios e Expectativas”, nos dias 30 e 31 de outubro. Na manhã de ontem, 27 de outubro, em Sinop, cerca de 30 pessoas distribuíram panfletos e conversaram com centenas de motoristas de veículos na rodovia Cuiabá-Santarém, mostrando que o mesmo movimento social que aprovou o Plano de Ações para a área de influência BR-163 do governo federal quer não só o asfalto mas, também, as outras 200 ações previstas.
Na parte da tarde, já em Guarantã do Norte, em uma audiência na Câmara Municipal do município, Nilfo Wandescheer, coordenador do Fórum Mato-grossense de Meio Ambiente e Desenvolvimento – FORMAD, explicou o Plano BR-163, que foi lançado em junho de 2006 mas até agora tem poucas ações executadas, em especial as reivindicações da sociedade civil. “Nós vamos cobrar agilidade dos governos estaduais do Pará e Mato Grosso e o Federal para chegarmos a um entendimento”, afirmou. “O povo não pode ficar novamente nessa angústia de não saber o que está acontecendo na nossa região.” Participaram da audiência vereadores, acadêmicos, representantes de sindicatos de trabalhadores rurais e patronais de Guarantã do Norte, Matupé e Peixoto de Azevedo. O vice-presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura - Fetagri, Lecindo Pedro também esteve presente.
A caravana de Mato Grosso, com 30 pessoas entre assentados, agricultores familiares e militantes de ONGs e movimentos sociais é composta por pessoas dos municípios de Cuiabá, Jangada, Rosário Oeste, Diamantino, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Vera, Alta Floresta, Carlinda, Matupá, Peixoto de Azevedo e Guarantã do Norte. Ela segue viagem no Pará, onde novas mobilizações devem ser feitas até a chegada em Santarém, no dia 29.
O seminário
O seminário “Plano BR-163 Sustentável: Entraves, Desafios e Expectativas” é promovido pelo Consórcio pelo Desenvolvimento Socioambiental da BR-163 (Condessa), com apoio dos projetos Fortalecimento da Participação Social no Plano da BR 163 (PROFOR) e Diálogos, o evento contará com a participação de representantes da sociedade civil de Mato Grosso e Pará (ribeirinhos, extrativistas, agricultores familiares, indígenas, quilombolas e ambientalistas) e dos governos federal, estadual e local.
A coordenação do Condessa é formada pelas entidades: Grupo de Trabalho Amazônico - GTA; Instituto Socioambiental (ISA), Instituto de Pesquisas Ambiental da Amazônia (IPAM), Fundação Viver, Produzir e Preservar (FVPP), Federação dos Trabalhadores Rurais na Agricultura do Pará (FETAGRI-PA), Fórum Matogrossense de Meio Ambiente e Desenvolvimento (FORMAD). A comissão local de apoio à organização do seminário é coordenada pelo Centro de Formação de Trabalhadores do Baixo Amazonas (CEFTBAM).
O projeto Diálogos é uma parceria entre o WWF-Brasil, o Instituto Centro Vida (ICV), o Centro de Cooperação Internacional Em Pesquisa Agronômica Para o Desenvolvimento (CIRAD), do governo francês, o Instituto de Pesquisas da Amazônia (IPAM) e o Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (CDS/UnB).
O PROFOR - Projeto de Fortalecimento da Participação Social no plano da BR 163, é financiado pelo Fundo Fiduciário das Florestas Tropicais (RTF) do Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais do Brasil (PPG7) e administrado pelo Banco Mundial, com execução da Rede Grupo de Trabalho Amazônico (GTA)e Consórcio pelo Desenvolvimento Socioambiental da BR1 63 (CONDESSA). Em Mato Grosso e no Pará as atividades são executadas por instituições da sociedade civil membros com atuação reconhecida na área de influência da BR 163 nos dois estados.
Algumas das ações prioritárias do Plano BR-163 Sustentável para os movimentos sociais:
- Criar e implantar assentamentos em bases sustentáveis (PAF, PDS, PAE), Unidades de Conservação de Uso Sustentável, concessão de uso para moradores da várzea e resolver pendências em terras quilombolas;
- Realizar a regularização de posses até 500 ha, levantamento ocupacional em áreas públicas acima de 100 ha, recadastramento de imóveis e Identificação de grilagem em terras públicas, contando com força tarefa na região para o georeferenciamento e atividades afins;
- Identificar, demarcar e homologar Terras Indígenas, com realização de levantamentos etno-ecológicos;
- Articular o Plano Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentável com outras iniciativas;
- Pavimentar a BR 163, corrigir, fazer manutenção e conservação na BR 230;
- Ampliar oferta de energia pela extensão da rede e estimular fontes alternativas de energia em locais isolados;
- Ampliar a utilização de rádios para fins de formação e fortalecimento de redes sociais desburocratizando a legalização das rádios comunitárias;
- Fomentar a ampliação da capacidade de armazenamento voltada para a produção familiar;
- Fortalecer mecanismos de inserção no mercado local e regional de produtos agropecuários e florestais sustentáveis;
- Viabilizar programas de aquisição de alimentos e outros produtos dos pequenos produtores;
- Viabilizar as condições de crédito, microcrédito, e incentivos fiscais, desburocratizando o acesso para assentados e outros pequenos produtores para as atividades agrícolas sustentáveis;
- Fortalecer e ampliar as escolas agrotécnicas e casa familiares rurais;
- Realizar operações especiais de combate ao crime na BR-163, com patrulhamento ostensivo, controle do trânsito e resgate/socorro a acidentados na BR-163;
- Universalizar o atendimento do programa saúde da família;
- Implantar, ampliar ou promover melhorias no sistema público de abastecimento de água e esgotamento sanitário para prevenção e controle de agravos em municípios de até 30 mil habitantes;
- Ampliar o acesso ao Programa Bolsa Família, atingindo 50% das famílias em situação de extrema pobreza e pobreza, iniciando pelos municípios que a BR-163 atravessa.
Fonte: André Alves, Assessoria imprensa do Condessa
Mais detalhes do seminário, veja em Fique por dentro
Duas mobilizações marcaram o primeiro dia de viagem da caravana de Mato Grosso que está indo para Santarém participar do Seminário “Plano BR-163 Sustentável: Entraves, Desafios e Expectativas”, nos dias 30 e 31 de outubro. Na manhã de ontem, 27 de outubro, em Sinop, cerca de 30 pessoas distribuíram panfletos e conversaram com centenas de motoristas de veículos na rodovia Cuiabá-Santarém, mostrando que o mesmo movimento social que aprovou o Plano de Ações para a área de influência BR-163 do governo federal quer não só o asfalto mas, também, as outras 200 ações previstas.
Na parte da tarde, já em Guarantã do Norte, em uma audiência na Câmara Municipal do município, Nilfo Wandescheer, coordenador do Fórum Mato-grossense de Meio Ambiente e Desenvolvimento – FORMAD, explicou o Plano BR-163, que foi lançado em junho de 2006 mas até agora tem poucas ações executadas, em especial as reivindicações da sociedade civil. “Nós vamos cobrar agilidade dos governos estaduais do Pará e Mato Grosso e o Federal para chegarmos a um entendimento”, afirmou. “O povo não pode ficar novamente nessa angústia de não saber o que está acontecendo na nossa região.” Participaram da audiência vereadores, acadêmicos, representantes de sindicatos de trabalhadores rurais e patronais de Guarantã do Norte, Matupé e Peixoto de Azevedo. O vice-presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura - Fetagri, Lecindo Pedro também esteve presente.
A caravana de Mato Grosso, com 30 pessoas entre assentados, agricultores familiares e militantes de ONGs e movimentos sociais é composta por pessoas dos municípios de Cuiabá, Jangada, Rosário Oeste, Diamantino, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Vera, Alta Floresta, Carlinda, Matupá, Peixoto de Azevedo e Guarantã do Norte. Ela segue viagem no Pará, onde novas mobilizações devem ser feitas até a chegada em Santarém, no dia 29.
O seminário
O seminário “Plano BR-163 Sustentável: Entraves, Desafios e Expectativas” é promovido pelo Consórcio pelo Desenvolvimento Socioambiental da BR-163 (Condessa), com apoio dos projetos Fortalecimento da Participação Social no Plano da BR 163 (PROFOR) e Diálogos, o evento contará com a participação de representantes da sociedade civil de Mato Grosso e Pará (ribeirinhos, extrativistas, agricultores familiares, indígenas, quilombolas e ambientalistas) e dos governos federal, estadual e local.
A coordenação do Condessa é formada pelas entidades: Grupo de Trabalho Amazônico - GTA; Instituto Socioambiental (ISA), Instituto de Pesquisas Ambiental da Amazônia (IPAM), Fundação Viver, Produzir e Preservar (FVPP), Federação dos Trabalhadores Rurais na Agricultura do Pará (FETAGRI-PA), Fórum Matogrossense de Meio Ambiente e Desenvolvimento (FORMAD). A comissão local de apoio à organização do seminário é coordenada pelo Centro de Formação de Trabalhadores do Baixo Amazonas (CEFTBAM).
O projeto Diálogos é uma parceria entre o WWF-Brasil, o Instituto Centro Vida (ICV), o Centro de Cooperação Internacional Em Pesquisa Agronômica Para o Desenvolvimento (CIRAD), do governo francês, o Instituto de Pesquisas da Amazônia (IPAM) e o Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (CDS/UnB).
O PROFOR - Projeto de Fortalecimento da Participação Social no plano da BR 163, é financiado pelo Fundo Fiduciário das Florestas Tropicais (RTF) do Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais do Brasil (PPG7) e administrado pelo Banco Mundial, com execução da Rede Grupo de Trabalho Amazônico (GTA)e Consórcio pelo Desenvolvimento Socioambiental da BR1 63 (CONDESSA). Em Mato Grosso e no Pará as atividades são executadas por instituições da sociedade civil membros com atuação reconhecida na área de influência da BR 163 nos dois estados.
Algumas das ações prioritárias do Plano BR-163 Sustentável para os movimentos sociais:
- Criar e implantar assentamentos em bases sustentáveis (PAF, PDS, PAE), Unidades de Conservação de Uso Sustentável, concessão de uso para moradores da várzea e resolver pendências em terras quilombolas;
- Realizar a regularização de posses até 500 ha, levantamento ocupacional em áreas públicas acima de 100 ha, recadastramento de imóveis e Identificação de grilagem em terras públicas, contando com força tarefa na região para o georeferenciamento e atividades afins;
- Identificar, demarcar e homologar Terras Indígenas, com realização de levantamentos etno-ecológicos;
- Articular o Plano Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentável com outras iniciativas;
- Pavimentar a BR 163, corrigir, fazer manutenção e conservação na BR 230;
- Ampliar oferta de energia pela extensão da rede e estimular fontes alternativas de energia em locais isolados;
- Ampliar a utilização de rádios para fins de formação e fortalecimento de redes sociais desburocratizando a legalização das rádios comunitárias;
- Fomentar a ampliação da capacidade de armazenamento voltada para a produção familiar;
- Fortalecer mecanismos de inserção no mercado local e regional de produtos agropecuários e florestais sustentáveis;
- Viabilizar programas de aquisição de alimentos e outros produtos dos pequenos produtores;
- Viabilizar as condições de crédito, microcrédito, e incentivos fiscais, desburocratizando o acesso para assentados e outros pequenos produtores para as atividades agrícolas sustentáveis;
- Fortalecer e ampliar as escolas agrotécnicas e casa familiares rurais;
- Realizar operações especiais de combate ao crime na BR-163, com patrulhamento ostensivo, controle do trânsito e resgate/socorro a acidentados na BR-163;
- Universalizar o atendimento do programa saúde da família;
- Implantar, ampliar ou promover melhorias no sistema público de abastecimento de água e esgotamento sanitário para prevenção e controle de agravos em municípios de até 30 mil habitantes;
- Ampliar o acesso ao Programa Bolsa Família, atingindo 50% das famílias em situação de extrema pobreza e pobreza, iniciando pelos municípios que a BR-163 atravessa.
Fonte: André Alves, Assessoria imprensa do Condessa
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Usinas querem crédito subsidiado para exportação 28.10.08
28.10.08
A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) vai levar até o governo um pedido para subsidiar linhas de crédito de exportação para o setor sucroalcooleiro, a custos vigentes antes da crise, de acordo com informação do vice-presidente geral da Cosan, Pedro Mizutani.
Segundo ele, a entidade estaria alinhavando junto com o setor uma solicitação de crédito que seria levada até o governo. "Dois terços da produção brasileira de açúcar e 20% da produção de álcool do setor é exportada e estas linhas são essenciais para a sobrevivência do negócio. O setor é intensivo em capital", afirma Mizutani.
Segundo Mizutani, esta solicitação pode envolver recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "A necessidade de crédito está fazendo com que as usinas vendam o produto a preços baixos, provocando ainda mais pressão nas cotações", disse. Mizutani disse que o governo já acenou com a possibilidade de ajudar o setor exportador. "Agora, o governo tem que entender que o setor sucroalcooleiro é basicamente exportador", explica.
Ajuda a usinas está na pauta do governo, diz Bertone
O secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Manoel Vicente Bertone, disse que as medidas de auxílio ao setor sucroalcooleiro estão na "pauta" do governo. "Um pedido de ajuda ao setor está chegando agora ao ministério, mas a definição ainda depende de estudos", disse Bertone. Ele lembrou que a questão não depende só do Ministério da Agricultura.
Bertone observou que o setor sucroalcooleiro é mais um dentre vários que precisam de ajuda para superar a crise. "Além disso, o governo tem que analisar outras reivindicações, como a prorrogação das dívidas dos produtores e a demanda por crédito de custeio, já que os bancos não estão fazendo isto no momento", explica. Bertone afirmou que a prioridade do governo no momento é atender à demanda por crédito de custeio para o plantio da safra, para garantir a produção.
O secretário informou também que o zoneamento agrícola para cana-de-açúcar continua sendo elaborado. Ele diz que divulgação talvez ocorra no seminário de biocombustíveis, que será realizado em 17 de novembro em São Paulo. "Pode ser que até a data do seminário o presidente da República já tenha aprovado o zoneamento, mas não é uma certeza", afirmou.
Fonte: Eduardo Magossi, Agência Estado
A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) vai levar até o governo um pedido para subsidiar linhas de crédito de exportação para o setor sucroalcooleiro, a custos vigentes antes da crise, de acordo com informação do vice-presidente geral da Cosan, Pedro Mizutani.
Segundo ele, a entidade estaria alinhavando junto com o setor uma solicitação de crédito que seria levada até o governo. "Dois terços da produção brasileira de açúcar e 20% da produção de álcool do setor é exportada e estas linhas são essenciais para a sobrevivência do negócio. O setor é intensivo em capital", afirma Mizutani.
Segundo Mizutani, esta solicitação pode envolver recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "A necessidade de crédito está fazendo com que as usinas vendam o produto a preços baixos, provocando ainda mais pressão nas cotações", disse. Mizutani disse que o governo já acenou com a possibilidade de ajudar o setor exportador. "Agora, o governo tem que entender que o setor sucroalcooleiro é basicamente exportador", explica.
Ajuda a usinas está na pauta do governo, diz Bertone
O secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Manoel Vicente Bertone, disse que as medidas de auxílio ao setor sucroalcooleiro estão na "pauta" do governo. "Um pedido de ajuda ao setor está chegando agora ao ministério, mas a definição ainda depende de estudos", disse Bertone. Ele lembrou que a questão não depende só do Ministério da Agricultura.
Bertone observou que o setor sucroalcooleiro é mais um dentre vários que precisam de ajuda para superar a crise. "Além disso, o governo tem que analisar outras reivindicações, como a prorrogação das dívidas dos produtores e a demanda por crédito de custeio, já que os bancos não estão fazendo isto no momento", explica. Bertone afirmou que a prioridade do governo no momento é atender à demanda por crédito de custeio para o plantio da safra, para garantir a produção.
O secretário informou também que o zoneamento agrícola para cana-de-açúcar continua sendo elaborado. Ele diz que divulgação talvez ocorra no seminário de biocombustíveis, que será realizado em 17 de novembro em São Paulo. "Pode ser que até a data do seminário o presidente da República já tenha aprovado o zoneamento, mas não é uma certeza", afirmou.
Fonte: Eduardo Magossi, Agência Estado
Fontes limpas podem gerar indústria com faturamento de US$ 360 bi/ano, diz estudo Greenpeace 28.10.08
28.10.08
Metade da eletricidade consumida no mundo poderia ser gerada por fontes renováveis, diz a segunda edição do estudo [R]evolução Energética: Perspectivas para uma Energia Global Sustentável, lançado ontem (27) na Alemanha.
Atualmente, apenas 13% da demanda mundial de energia primária é suprida pelas fontes renováveis. De acordo com a pesquisa elaborada pelo Centro Aeroespacial da Alemanha, por encomenda do Greenpeace e da Comissão Européia de Energia Renovável (EREC, na sigla em inglês), investimentos intensivos em combustíveis renováveis poderiam resultar em uma indústria com faturamento de US$ 360 bilhões anuais.
Dentro do cenário traçado, as termelétricas fósseis desapareceriam, o que geraria uma economia de US$ 18 trilhões na compra de combustíveis fósseis - valor mais que suficiente para financiar o aumento das renováveis na matriz energética mundial.
A adoção de fontes alternativas de energia é fundamental para combater as mudanças climáticas, que já estão alterando ecossistemas e provocando cerca de 150 mil mortes por ano. Um aquecimento global médio de 2°C ameaçará milhões de pessoas com o aumento de fome, malária, inundações e escassez de água. O principal gás responsável pelo efeito estufa é o dióxido de carbono (CO2), produzido pela queima de combustíveis fósseis para a geração de eletricidade e transporte.
O cenário [R]evolução Energética tem como meta para 2050 a redução de 50% das emissões mundiais de CO2, em relação aos níveis de 1990, para manter o aumento da temperatura global abaixo de 2°C. A eficiência energética tem o papel principal na redução destas emissões. O estudo considera a adoção de padrões rígidos de eficiência, essenciais para a redução da demanda energética e também para a redução dos custos energéticos globais. Esta redução pode ser obtida em indústrias, residências e nos setores comercial e público.
Fonte: Greenpeace
Para ler o Resumo Executivo do estudo, em português, clique aqui.
Para ler o estudo, em inglês, clique aqui
Metade da eletricidade consumida no mundo poderia ser gerada por fontes renováveis, diz a segunda edição do estudo [R]evolução Energética: Perspectivas para uma Energia Global Sustentável, lançado ontem (27) na Alemanha.
Atualmente, apenas 13% da demanda mundial de energia primária é suprida pelas fontes renováveis. De acordo com a pesquisa elaborada pelo Centro Aeroespacial da Alemanha, por encomenda do Greenpeace e da Comissão Européia de Energia Renovável (EREC, na sigla em inglês), investimentos intensivos em combustíveis renováveis poderiam resultar em uma indústria com faturamento de US$ 360 bilhões anuais.
Dentro do cenário traçado, as termelétricas fósseis desapareceriam, o que geraria uma economia de US$ 18 trilhões na compra de combustíveis fósseis - valor mais que suficiente para financiar o aumento das renováveis na matriz energética mundial.
A adoção de fontes alternativas de energia é fundamental para combater as mudanças climáticas, que já estão alterando ecossistemas e provocando cerca de 150 mil mortes por ano. Um aquecimento global médio de 2°C ameaçará milhões de pessoas com o aumento de fome, malária, inundações e escassez de água. O principal gás responsável pelo efeito estufa é o dióxido de carbono (CO2), produzido pela queima de combustíveis fósseis para a geração de eletricidade e transporte.
O cenário [R]evolução Energética tem como meta para 2050 a redução de 50% das emissões mundiais de CO2, em relação aos níveis de 1990, para manter o aumento da temperatura global abaixo de 2°C. A eficiência energética tem o papel principal na redução destas emissões. O estudo considera a adoção de padrões rígidos de eficiência, essenciais para a redução da demanda energética e também para a redução dos custos energéticos globais. Esta redução pode ser obtida em indústrias, residências e nos setores comercial e público.
Fonte: Greenpeace
Para ler o Resumo Executivo do estudo, em português, clique aqui.
Para ler o estudo, em inglês, clique aqui
Boeing prevê uso de biocombustível em avião comercial em três anos 28.10.08
28.10.08
Londres - Biocombustíveis podem ser utilizados por aviões comerciais dentro de três anos, afirmou a empresa norte-americana Boeing Co., segundo reportagem do jornal britânico The Guardian. "Acreditamos que dentro de três ou cinco anos teremos aprovação para o uso comercial de biocombustíveis, ou possivelmente antes disso", afirmou Darrin Morgan, especialista ambiental da empresa. Ele acrescentou que os aviões não precisarão de modificação para utilizar uma mistura de biocombustível e querosene.
No entanto, colher matéria-prima suficiente para atender as necessidades da indústria é a maior barreira ao uso de biocombustíveis em grande escala, segundo a Boeing. Abastecer os 13 mil aviões comerciais do mundo com biocombustível produzido a partir de soja, por exemplo, exigiria que o equivalente a toda a parte continental da Europa fosse destinado à produção da oleaginosa.
Fonte: informações da Dow Jones, com Deise Vieira, Agência Estado
Londres - Biocombustíveis podem ser utilizados por aviões comerciais dentro de três anos, afirmou a empresa norte-americana Boeing Co., segundo reportagem do jornal britânico The Guardian. "Acreditamos que dentro de três ou cinco anos teremos aprovação para o uso comercial de biocombustíveis, ou possivelmente antes disso", afirmou Darrin Morgan, especialista ambiental da empresa. Ele acrescentou que os aviões não precisarão de modificação para utilizar uma mistura de biocombustível e querosene.
No entanto, colher matéria-prima suficiente para atender as necessidades da indústria é a maior barreira ao uso de biocombustíveis em grande escala, segundo a Boeing. Abastecer os 13 mil aviões comerciais do mundo com biocombustível produzido a partir de soja, por exemplo, exigiria que o equivalente a toda a parte continental da Europa fosse destinado à produção da oleaginosa.
Fonte: informações da Dow Jones, com Deise Vieira, Agência Estado
Fetag prepara mobilização contra preços baixos do leite no RS 28.10.08
28.10.08
Porto Alegre - A Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag) do Rio Grande do Sul prepara uma mobilização, a partir de 6 de novembro, em protesto contra os preços baixos do leite no Estado. Conforme a entidade, os representantes da indústria não compareceram a uma reunião realizada hoje para discutir a situação. A Fetag representa mais de 80% dos produtores de leite do Estado.
Além do valor, a Fetag critica a diferença entre a cotação mínima e a máxima, que pode chegar a 120%, segundo a entidade, que pediu à Assembléia Legislativa a definição de parâmetros para regular a remuneração dos produtores.
Fonte: Sandra Hahn, Agência Estado
Porto Alegre - A Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag) do Rio Grande do Sul prepara uma mobilização, a partir de 6 de novembro, em protesto contra os preços baixos do leite no Estado. Conforme a entidade, os representantes da indústria não compareceram a uma reunião realizada hoje para discutir a situação. A Fetag representa mais de 80% dos produtores de leite do Estado.
Além do valor, a Fetag critica a diferença entre a cotação mínima e a máxima, que pode chegar a 120%, segundo a entidade, que pediu à Assembléia Legislativa a definição de parâmetros para regular a remuneração dos produtores.
Fonte: Sandra Hahn, Agência Estado
Ruralistas de MT condenam trabalho escravo e assinam protocolo com MPT para sua erradicação 27.10.08
27.10.08
O Ministério Público do Trabalho, Setec, Superintendência Regional do Trabalho (SRTE), Senar/MT-AR e Fetagri assinaram, nesta sexta-feira (24), um protocolo de intenções com entidades do setor produtivo de Mato Grosso - Famato, Aprosoja, Ampa e Acrimat - para desenvolver ações preventivas sobre trabalho em condições análogas a de escravo, de cunho educativo, por meio de palestras e visitas técnicas em propriedades rurais do Estado de Mato Grosso, com o intuito de esclarecer o empregador e o trabalhador das condições de trabalho no campo.
“Nós, produtores rurais nunca fomos a favor do trabalho análogo ao de escravo e não vamos aceitar esta modalidade no campo, por isso que hoje assinamos o protocolo de intenções juntos com estas entidades. Esta iniciativa é um momento histórico para o Estado e com certeza vamos trabalhar juntos para resolvermos as contendas”, destacou o presidente da Famato, Rui Prado.
O representante da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Paulo Sergio de Castilho, disse que o governo do Estado, no final do mês de julho esteve reunido com representantes do OIT para a implantação da agenda do "trabalho decente". Este é um projeto que apresenta algumas normas que servem como modelo de condições mínimas de trabalho. Castilho destacou algumas como: trabalho adequado remunerado, condições de liberdade, exercício pela equidade social e condição de segurança.
Ele disse que Mato Grosso será o segundo estado a implantar o 'sistema', se comparado com os países do Mercosul, o Brasil é o terceiro. Ele disse que no dia 28 de novembro está prevista a assinatura do memorando de entendimento entre o Governo do Estado, Ministério Público do Trabalho e a OIT. “Esta é uma agenda que não tem validade eleitoral. Ela é para ser implantada em longo prazo”. Castilho destacou que a Agenda foi elaborada num momento em que o Brasil passava por alto índice de desemprego. “A agenda veio como instrumento de geração de emprego e erradicação do trabalho escravo”, finalizou.
Protocolo
O protocolo possui oito cláusulas que reforçam a integração das entidades na elaboração de atividades em campo, cartilhas, folders na realização do rograma de valorização do trabalho rural. Iniciando as ações, no dia 14 de novembro, em Tangará da Serra, será realizaado o 1º seminário sobre a valorização do trabalho rural que envolverá, principalmente, trabalhadores do setor canavieiro, atividade produtiva prevalecente daquela região. O público foco nos seminários serão prefeituras, sindicatos rurais, produtores e trabalhadores rurais. Na região de Campo Verde, essa atividade acontecerá no dia 28 de novembro.
Para a representante da Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Mato Grosso (Fetagri), Maria da Glória Borges da Silva, a assinatura do protocolo é só o início de um grande trabalho que o setor vem realizando. “Tenho certeza que esta parceria vai ser possível acabarmos com a imagem negativa que Mato Grosso carrega de trabalho análogo”[ao de escravo], enfatizou Maria da Glória, convocando a sociedade para auxiliar na divulgação do Programa. O diretor-secretário da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Ricardo Tomczyk, afirmou que o problema existente “só é possível de ser resolvido com a união de esforços”.
“A sociedade precisa entender o que de fato representa o trabalho análogo ao de escravo, e nós precisamos tomar muito cuidado, pois cada setor da cadeia produtiva tem suas peculiaridades, e isso precisa ser separado e adequado”, analisa o representante da Acrimat, Júlio César Ferraz. Ele ressaltou durante a solenidade de assinatura do protocolo, que as dificuldades que cada setor apresenta, precisam ser analisadas com critérios para que uma boa campanha e ação venham erradicar o trabalho análogo ao de escravo.
Fonte: Só Notícias/Leandro J. Nascimento
O Ministério Público do Trabalho, Setec, Superintendência Regional do Trabalho (SRTE), Senar/MT-AR e Fetagri assinaram, nesta sexta-feira (24), um protocolo de intenções com entidades do setor produtivo de Mato Grosso - Famato, Aprosoja, Ampa e Acrimat - para desenvolver ações preventivas sobre trabalho em condições análogas a de escravo, de cunho educativo, por meio de palestras e visitas técnicas em propriedades rurais do Estado de Mato Grosso, com o intuito de esclarecer o empregador e o trabalhador das condições de trabalho no campo.
“Nós, produtores rurais nunca fomos a favor do trabalho análogo ao de escravo e não vamos aceitar esta modalidade no campo, por isso que hoje assinamos o protocolo de intenções juntos com estas entidades. Esta iniciativa é um momento histórico para o Estado e com certeza vamos trabalhar juntos para resolvermos as contendas”, destacou o presidente da Famato, Rui Prado.
O representante da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Paulo Sergio de Castilho, disse que o governo do Estado, no final do mês de julho esteve reunido com representantes do OIT para a implantação da agenda do "trabalho decente". Este é um projeto que apresenta algumas normas que servem como modelo de condições mínimas de trabalho. Castilho destacou algumas como: trabalho adequado remunerado, condições de liberdade, exercício pela equidade social e condição de segurança.
Ele disse que Mato Grosso será o segundo estado a implantar o 'sistema', se comparado com os países do Mercosul, o Brasil é o terceiro. Ele disse que no dia 28 de novembro está prevista a assinatura do memorando de entendimento entre o Governo do Estado, Ministério Público do Trabalho e a OIT. “Esta é uma agenda que não tem validade eleitoral. Ela é para ser implantada em longo prazo”. Castilho destacou que a Agenda foi elaborada num momento em que o Brasil passava por alto índice de desemprego. “A agenda veio como instrumento de geração de emprego e erradicação do trabalho escravo”, finalizou.
Protocolo
O protocolo possui oito cláusulas que reforçam a integração das entidades na elaboração de atividades em campo, cartilhas, folders na realização do rograma de valorização do trabalho rural. Iniciando as ações, no dia 14 de novembro, em Tangará da Serra, será realizaado o 1º seminário sobre a valorização do trabalho rural que envolverá, principalmente, trabalhadores do setor canavieiro, atividade produtiva prevalecente daquela região. O público foco nos seminários serão prefeituras, sindicatos rurais, produtores e trabalhadores rurais. Na região de Campo Verde, essa atividade acontecerá no dia 28 de novembro.
Para a representante da Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Mato Grosso (Fetagri), Maria da Glória Borges da Silva, a assinatura do protocolo é só o início de um grande trabalho que o setor vem realizando. “Tenho certeza que esta parceria vai ser possível acabarmos com a imagem negativa que Mato Grosso carrega de trabalho análogo”[ao de escravo], enfatizou Maria da Glória, convocando a sociedade para auxiliar na divulgação do Programa. O diretor-secretário da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Ricardo Tomczyk, afirmou que o problema existente “só é possível de ser resolvido com a união de esforços”.
“A sociedade precisa entender o que de fato representa o trabalho análogo ao de escravo, e nós precisamos tomar muito cuidado, pois cada setor da cadeia produtiva tem suas peculiaridades, e isso precisa ser separado e adequado”, analisa o representante da Acrimat, Júlio César Ferraz. Ele ressaltou durante a solenidade de assinatura do protocolo, que as dificuldades que cada setor apresenta, precisam ser analisadas com critérios para que uma boa campanha e ação venham erradicar o trabalho análogo ao de escravo.
Fonte: Só Notícias/Leandro J. Nascimento
Opep determina corte na produção para tentar conter queda no preço do petróleo 27.10.08
27.10.08
Em uma tentativa de recuperar os preços do petróleo no mercado mundial, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) decidiu na sexta feira (24) reduzir a produção em 1,5 milhão de barris de petróleo por dia - o que representa 3% da produção mundial. De acordo com o site da organização, a medida vale a partir de 1º de novembro e foi tomada em reunião dos países membros do grupo realizada em Viena.
Por enquanto, a medida não surtiu efeito: na tarde do anúncio da medida, sexta feira (24), a commodity apresentava queda de 5,8%, com preço de US$ 62,05. O preço do petróleo, que em julho passou de US$ 147, ontem fechou a US$ 65,92 no mercado de futuros de Londres.
O corte na produção será determinado de acordo com a produção de cada país. A Arábia Saudita vai deixar de produzir 466 mil barris por dia, o Irã vai reduzir a produção em 199 mil barris e os Emirados Árabes vão cortar a produção diária em 134 mil barris. Os países membros garantiram, no entanto, que vão assegurar o fornecimento de petróleo bruto para o mercado no volume exigido pelos consumidores.
A queda no preço do petróleo registrada nos últimos meses foi considerada pela Opep como um “colapso dramático sem precedentes em velocidade e magnitude”.
“Isso pode levar a níveis que possam pôr em perigo muitos projetos existentes e levar ao cancelamento ou atraso considerável de outros, possivelmente resultando em uma escassez no abastecimento”, alerta a entidade.
A organização considerou que a diminuição na procura de petróleo é resultado do excesso de fornecimento de óleo bruto no mercado. “Além disso, as previsões indicam que a queda na demanda irá se aprofundar, apesar da aproximação do inverno no hemisfério norte”, prevê a Opep.
A decisão será revista em um encontro marcado para o dia 17 de dezembro em Oran, na Argélia. Nesse meio tempo, a Opep irá monitorar o mercado para verificar o cumprimento das determinações.
Fonte: Sabrina Craide, repórter da Agência Brasil
Em uma tentativa de recuperar os preços do petróleo no mercado mundial, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) decidiu na sexta feira (24) reduzir a produção em 1,5 milhão de barris de petróleo por dia - o que representa 3% da produção mundial. De acordo com o site da organização, a medida vale a partir de 1º de novembro e foi tomada em reunião dos países membros do grupo realizada em Viena.
Por enquanto, a medida não surtiu efeito: na tarde do anúncio da medida, sexta feira (24), a commodity apresentava queda de 5,8%, com preço de US$ 62,05. O preço do petróleo, que em julho passou de US$ 147, ontem fechou a US$ 65,92 no mercado de futuros de Londres.
O corte na produção será determinado de acordo com a produção de cada país. A Arábia Saudita vai deixar de produzir 466 mil barris por dia, o Irã vai reduzir a produção em 199 mil barris e os Emirados Árabes vão cortar a produção diária em 134 mil barris. Os países membros garantiram, no entanto, que vão assegurar o fornecimento de petróleo bruto para o mercado no volume exigido pelos consumidores.
A queda no preço do petróleo registrada nos últimos meses foi considerada pela Opep como um “colapso dramático sem precedentes em velocidade e magnitude”.
“Isso pode levar a níveis que possam pôr em perigo muitos projetos existentes e levar ao cancelamento ou atraso considerável de outros, possivelmente resultando em uma escassez no abastecimento”, alerta a entidade.
A organização considerou que a diminuição na procura de petróleo é resultado do excesso de fornecimento de óleo bruto no mercado. “Além disso, as previsões indicam que a queda na demanda irá se aprofundar, apesar da aproximação do inverno no hemisfério norte”, prevê a Opep.
A decisão será revista em um encontro marcado para o dia 17 de dezembro em Oran, na Argélia. Nesse meio tempo, a Opep irá monitorar o mercado para verificar o cumprimento das determinações.
Fonte: Sabrina Craide, repórter da Agência Brasil
Brasil espera que governo do Paraguai saiba “controlar excessos”, diz Amorim 27.10.08
27.10.08
O Brasil está acompanhando com atenção a situação dos brasileiros que vivem no Paraguai e espera que o governo do presidente Fernando Lugo consiga controlar possíveis excessos dos trabalhadores rurais que ameaçam atuar contra os produtores brasileiros, os chamados brasiguaios. Foi o que afirmou sexta feira (24) o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.
“As expressões que nós ouvimos das autoridades do governo são sempre tranquilizantes sobre as intenções deles, então a nossa expectativa é que eles tenham capacidade de controlar excessos”, disse o chanceler.
Na quinta feira (23) o Itamaraty já havia divulgado nota demonstrando preocupação com as notícias de ameaças feitas pelos camponeses paraguaios contra as propriedades onde estão trabalhadores brasileiros (veja em Notícias Anteriores) . No entanto, na sexta (24), o ministro se mostrou confiante, dizendo que o governo espera que não haja mais conflitos.
Amorim disse também que o Brasil não vai discutir o mérito das reivindicações dos paraguaios, pois isso é algo que o próprio governo de Lugo deve resolver. “A questão é que tudo precisa ser feito com moderação e com respeito aos direitos humanos de todos, inclusive dos brasileiros que estão lá.”
Ele explicou que o governo brasileiro pode “fazer gestões” junto ao governo paraguaio. O ministro se referiu a grupos de trabalho que foram criados para tratar da situação das comunidades brasileiras no país vizinho.
Questionado sobre o andamento das negociações acerca da Usina Itaipu Binacional, Amorim falou que as negociações continuam. Sem dar detalhes, ele comentou sobre a existência de um grupo técnico e de um que cuida da parte financeira, que irá reunir-se hoje (27) para tratar da questão.
O presidente do Brasil "tem uma disposição muito positiva em encontrar soluções que sejam realistas, pragmáticas, mas ao mesmo tempo positivas, que ajudem o Paraguai dentro de uma visão de pleno respeito à soberania paraguaia, de compreensão das necessidades do Paraguai e dentro daquilo que nós podemos efetivamente fazer”, concluiu.
Fonte: Ana Luiza Zenker, repórter da Agência Brasil
O Brasil está acompanhando com atenção a situação dos brasileiros que vivem no Paraguai e espera que o governo do presidente Fernando Lugo consiga controlar possíveis excessos dos trabalhadores rurais que ameaçam atuar contra os produtores brasileiros, os chamados brasiguaios. Foi o que afirmou sexta feira (24) o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.
“As expressões que nós ouvimos das autoridades do governo são sempre tranquilizantes sobre as intenções deles, então a nossa expectativa é que eles tenham capacidade de controlar excessos”, disse o chanceler.
Na quinta feira (23) o Itamaraty já havia divulgado nota demonstrando preocupação com as notícias de ameaças feitas pelos camponeses paraguaios contra as propriedades onde estão trabalhadores brasileiros (veja em Notícias Anteriores) . No entanto, na sexta (24), o ministro se mostrou confiante, dizendo que o governo espera que não haja mais conflitos.
Amorim disse também que o Brasil não vai discutir o mérito das reivindicações dos paraguaios, pois isso é algo que o próprio governo de Lugo deve resolver. “A questão é que tudo precisa ser feito com moderação e com respeito aos direitos humanos de todos, inclusive dos brasileiros que estão lá.”
Ele explicou que o governo brasileiro pode “fazer gestões” junto ao governo paraguaio. O ministro se referiu a grupos de trabalho que foram criados para tratar da situação das comunidades brasileiras no país vizinho.
Questionado sobre o andamento das negociações acerca da Usina Itaipu Binacional, Amorim falou que as negociações continuam. Sem dar detalhes, ele comentou sobre a existência de um grupo técnico e de um que cuida da parte financeira, que irá reunir-se hoje (27) para tratar da questão.
O presidente do Brasil "tem uma disposição muito positiva em encontrar soluções que sejam realistas, pragmáticas, mas ao mesmo tempo positivas, que ajudem o Paraguai dentro de uma visão de pleno respeito à soberania paraguaia, de compreensão das necessidades do Paraguai e dentro daquilo que nós podemos efetivamente fazer”, concluiu.
Fonte: Ana Luiza Zenker, repórter da Agência Brasil
MPF quer que Ibama assuma licenciamento ambiental de usina de etanol em Roraima 27.10.08
27.10.08
O Ministério Público Federal (MPF) em Roraima quer que o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) assuma de imediato todo o processo de licenciamento ambiental da usina de etanol Biocapital, que será instalada no município de Bonfim, na fronteira com a Guiana Inglesa.
O MPF já requereu, em ação civil pública protocolada na Justiça Federal, com pedido de liminar, a paralisação dos procedimentos de licenciamento que vem sendo feito pela Fundação Estadual de Meio Ambiente Ciência e Tecnologia (Femact).
O entendimento do Ministério Público é de que a Femact não tem competência para realizar o licenciamento porque a usina será instalada numa área próxima ao Rio Tacutu. No local seriam plantadas 75 mil hectares de canaviais, com forte impacto ambiental para a região ocupada por áreas indígenas e com conseqüências que vão além dos limites do território nacional.
De acordo com o MPF/RR, a resolução 237 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) define que “quando o impacto ambiental ultrapassa os limites territoriais do país ou é de âmbito regional, a competência é do Ibama”.
Na mesma ação, o Ministério Público pede que seja apurada a responsabilidade de funcionários da Femact e de representantes da Biocapital na emissão de licenciamento ambiental irregular.
Fonte: Aécio Amado, repórter da Agência Brasil
O Ministério Público Federal (MPF) em Roraima quer que o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) assuma de imediato todo o processo de licenciamento ambiental da usina de etanol Biocapital, que será instalada no município de Bonfim, na fronteira com a Guiana Inglesa.
O MPF já requereu, em ação civil pública protocolada na Justiça Federal, com pedido de liminar, a paralisação dos procedimentos de licenciamento que vem sendo feito pela Fundação Estadual de Meio Ambiente Ciência e Tecnologia (Femact).
O entendimento do Ministério Público é de que a Femact não tem competência para realizar o licenciamento porque a usina será instalada numa área próxima ao Rio Tacutu. No local seriam plantadas 75 mil hectares de canaviais, com forte impacto ambiental para a região ocupada por áreas indígenas e com conseqüências que vão além dos limites do território nacional.
De acordo com o MPF/RR, a resolução 237 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) define que “quando o impacto ambiental ultrapassa os limites territoriais do país ou é de âmbito regional, a competência é do Ibama”.
Na mesma ação, o Ministério Público pede que seja apurada a responsabilidade de funcionários da Femact e de representantes da Biocapital na emissão de licenciamento ambiental irregular.
Fonte: Aécio Amado, repórter da Agência Brasil
Crise derruba venda antecipada da produção agrícola, diz CNA 27.10.08
27.10.08
A saída das tradings do sistema de financiamento agrícola reduziu de forma significativa o volume da safra vendida antecipadamente, informou sexta feira (24) o presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), José Mário Schreiner.
De acordo com ele, menos de 20% da safra 08/09 foi vendida até o momento, contra 45% na média em igual período de anos anteriores.
As tradings financiavam a safra por meio da compra antecipada da produção, mas reduziram a oferta de crédito por causa das fortes oscilações dos preços das commodities no mercado internacional no ano passado. Com a crise internacional, a oferta de crédito caiu mais ainda.
Durante o dia de ontem, representantes dos estados produtores de grãos estiveram reunidos em Brasília, na sede da CNA, para discutir os reflexos da crise financeira internacional para a safra que está sendo plantada. Schreiner disse que a expectativa é de queda de 5% a 7% na produção agrícola do País na safra. Ele disse que haverá menos uso de tecnologia, o que vai reduzir a produtividade. Até hoje (27), a CNA pretende encaminhar ao Ministério da Agricultura um estudo sobre os montantes necessários para essa finalidade.
Fonte: Diário de Cuiabá
A saída das tradings do sistema de financiamento agrícola reduziu de forma significativa o volume da safra vendida antecipadamente, informou sexta feira (24) o presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), José Mário Schreiner.
De acordo com ele, menos de 20% da safra 08/09 foi vendida até o momento, contra 45% na média em igual período de anos anteriores.
As tradings financiavam a safra por meio da compra antecipada da produção, mas reduziram a oferta de crédito por causa das fortes oscilações dos preços das commodities no mercado internacional no ano passado. Com a crise internacional, a oferta de crédito caiu mais ainda.
Durante o dia de ontem, representantes dos estados produtores de grãos estiveram reunidos em Brasília, na sede da CNA, para discutir os reflexos da crise financeira internacional para a safra que está sendo plantada. Schreiner disse que a expectativa é de queda de 5% a 7% na produção agrícola do País na safra. Ele disse que haverá menos uso de tecnologia, o que vai reduzir a produtividade. Até hoje (27), a CNA pretende encaminhar ao Ministério da Agricultura um estudo sobre os montantes necessários para essa finalidade.
Fonte: Diário de Cuiabá
Produtores rurais do DF conhecem técnicas de cultivo do palmito amazônico 27.10.08
27.10.08
Produtores rurais do Distrito Federal conheceram sábado passado (25) técnicas de plantação e cultivo da pupunha, um palmito originário da região Amazônica que se adapta às condições climáticas da Região Centro-Oeste. Os produtores também conheceram a primeira agroindústria de palmito do DF, que será responsável por fazer o processo de manufaturação do produto para comercialização.
O coordenador de operações da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF), Rodrigo Marques, afirma que hoje grande parte do palmito consumido na região Centro-Oeste vem de fora. No Distrito Federal, todo o produto consumido vem de outros estados: “100% do palmito consumido no DF vem de fora e essa é a primeira agroindústria que a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] vai liberar aqui”, afirmou Marques.
Segundo ele, no DF, há cerca de 20 produtores cultivando palmito pupunha. Entretanto, a indústria mais perto fica em Anápolis (GO).
Entre esses produtores está Leandro Paulo Coelho que começou a plantar o palmito para diversificar sua produção. Ele acredita que terá um bom retorno financeiro com a comercialização.
Antônio Hernazio Pires planta mudas de pupunha na Bahia e diz que o mercado consumidor na região é bom. Segundo ele, a pupunha é uma espécie comercial e trará bons resultados financeiros aos produtores. Ele disse ainda que a planta pode viver por até 20 anos e que, durante todo esse tempo, é possível fazer extração do palmito.
Fonte: Roberta Lopes, repórter da Agência Brasil
Produtores rurais do Distrito Federal conheceram sábado passado (25) técnicas de plantação e cultivo da pupunha, um palmito originário da região Amazônica que se adapta às condições climáticas da Região Centro-Oeste. Os produtores também conheceram a primeira agroindústria de palmito do DF, que será responsável por fazer o processo de manufaturação do produto para comercialização.
O coordenador de operações da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF), Rodrigo Marques, afirma que hoje grande parte do palmito consumido na região Centro-Oeste vem de fora. No Distrito Federal, todo o produto consumido vem de outros estados: “100% do palmito consumido no DF vem de fora e essa é a primeira agroindústria que a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] vai liberar aqui”, afirmou Marques.
Segundo ele, no DF, há cerca de 20 produtores cultivando palmito pupunha. Entretanto, a indústria mais perto fica em Anápolis (GO).
Entre esses produtores está Leandro Paulo Coelho que começou a plantar o palmito para diversificar sua produção. Ele acredita que terá um bom retorno financeiro com a comercialização.
Antônio Hernazio Pires planta mudas de pupunha na Bahia e diz que o mercado consumidor na região é bom. Segundo ele, a pupunha é uma espécie comercial e trará bons resultados financeiros aos produtores. Ele disse ainda que a planta pode viver por até 20 anos e que, durante todo esse tempo, é possível fazer extração do palmito.
Fonte: Roberta Lopes, repórter da Agência Brasil
Incertezas sobre recessão paralisam investimentos na AL 24.10.08
24.10.08
Comentário do editor:
Os repórteres do Financial Times constataram que não apenas no Brasil, mas em toda a América Latina, os grandiosos projetos de investimento, especialmente no setor energético, estão sendo paralisados e postergados devido ao elevado clima de incertezas acerca do futuro próximo, resultantes da crise financeira que se abateu nos Estados Unidos da América, espraiou-se para a União Européia, e agora chega aos chamados países "emergentes. No Brasil, várias empresas do agronegócio suspenderam e adiaram grandes projetos, conforme este Observatório já noticiou (veja em Notícias
Comentário do editor:
Os repórteres do Financial Times constataram que não apenas no Brasil, mas em toda a América Latina, os grandiosos projetos de investimento, especialmente no setor energético, estão sendo paralisados e postergados devido ao elevado clima de incertezas acerca do futuro próximo, resultantes da crise financeira que se abateu nos Estados Unidos da América, espraiou-se para a União Européia, e agora chega aos chamados países "emergentes. No Brasil, várias empresas do agronegócio suspenderam e adiaram grandes projetos, conforme este Observatório já noticiou (veja em Notícias