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Estudo da Fiocruz mostra que entre 2005 e 2006 intoxicação por agrotóxicos aumentou 17% 31.07.08
31.07.08
No país, em 2006, os agrotóxicos fizeram 9.585 vítimas, número 17% maior do que em 2005, quando foram registrados 8.167 casos, revela estudo ainda inédito da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz). A estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS) é que os registros não mostram o real alcance do problema, já que para cada caso notificado, outros 50 não chegam a público. Nessa conta, teríamos cerca de 480 mil casos de intoxicação por agrotóxicos no país, em 2006, que deixaram de ser notificados.
As intoxicações por agrotóxicos em São Paulo aumentaram 14% no ano passado, com relação a 2006, conforme o citado estudo. Os últimos dados apontam 1.965 envenenamentos acumulados em um ano, uma média de uma ocorrência a cada quatro horas no Estado, frente a 1.688 casos notificados no ano anterior. Desde 2003, é a primeira vez que um índice tão alto de problemas por pesticidas agrícolas é registrado entre os paulistas. Fazendo as contas, considerando a informação da OMS sobre subnotificacão, só em SP seriam 98.250 vítimas intoxicadas que não entraram nas estatísticas.
Os dados foram colhidos em 2006 e fazem parte do Sistema Nacional de Informação Toxicológicas (Sinitox) da FioCruz. "A tendência de aumento das notificações serve como termômetro para as irregularidades dos alimentos que chegam à mesa população", alerta a coordenadora do Sinitox, Rosany Bochner. "O fato de termos mais intoxicação indica também que os produtos estão sendo cultivados com mais tóxicos e as frutas, legumes e verduras acabam comercializados com excesso de resíduos".
Para a gerente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Letícia Rodrigues, o resultado endossa que a utilização de reagentes tóxicos está excessiva. "O País é o segundo consumidor mundial de agrotóxicos. As análises mostram que, além dos alimentos chegarem ao mercado com excesso de resíduos, os agricultores usam substâncias erradas, o que aumenta o perigo de intoxicação", diz. "A substância funciona na lavoura como o antibiótico no organismo. Se usar errado, perde o efeito."
Fonte: jornal O Estado de S.Paulo
Veja notícias correlatas, de ontem:
- Brasil caminha para ser o maior consumidor mundial de agrotóxicos
- Agrotóxico com substância cihexatina deve ser banido do país até o fim do ano
No país, em 2006, os agrotóxicos fizeram 9.585 vítimas, número 17% maior do que em 2005, quando foram registrados 8.167 casos, revela estudo ainda inédito da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz). A estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS) é que os registros não mostram o real alcance do problema, já que para cada caso notificado, outros 50 não chegam a público. Nessa conta, teríamos cerca de 480 mil casos de intoxicação por agrotóxicos no país, em 2006, que deixaram de ser notificados.
As intoxicações por agrotóxicos em São Paulo aumentaram 14% no ano passado, com relação a 2006, conforme o citado estudo. Os últimos dados apontam 1.965 envenenamentos acumulados em um ano, uma média de uma ocorrência a cada quatro horas no Estado, frente a 1.688 casos notificados no ano anterior. Desde 2003, é a primeira vez que um índice tão alto de problemas por pesticidas agrícolas é registrado entre os paulistas. Fazendo as contas, considerando a informação da OMS sobre subnotificacão, só em SP seriam 98.250 vítimas intoxicadas que não entraram nas estatísticas.
Os dados foram colhidos em 2006 e fazem parte do Sistema Nacional de Informação Toxicológicas (Sinitox) da FioCruz. "A tendência de aumento das notificações serve como termômetro para as irregularidades dos alimentos que chegam à mesa população", alerta a coordenadora do Sinitox, Rosany Bochner. "O fato de termos mais intoxicação indica também que os produtos estão sendo cultivados com mais tóxicos e as frutas, legumes e verduras acabam comercializados com excesso de resíduos".
Para a gerente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Letícia Rodrigues, o resultado endossa que a utilização de reagentes tóxicos está excessiva. "O País é o segundo consumidor mundial de agrotóxicos. As análises mostram que, além dos alimentos chegarem ao mercado com excesso de resíduos, os agricultores usam substâncias erradas, o que aumenta o perigo de intoxicação", diz. "A substância funciona na lavoura como o antibiótico no organismo. Se usar errado, perde o efeito."
Fonte: jornal O Estado de S.Paulo
Veja notícias correlatas, de ontem:
- Brasil caminha para ser o maior consumidor mundial de agrotóxicos
- Agrotóxico com substância cihexatina deve ser banido do país até o fim do ano
Doha: Índia pede que fim de negociação seja visto como pausa 31.07.08
31.07.08
O ministro do Comércio da Índia, Kamal Nath, pediu que o fim das conversações dos últimos nove dias em Genebra sobre as negociações da Rodada Doha, no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), seja tratado como uma "pausa". "Pediria ao diretor-geral (da OMC) que trate isto como uma pausa, não como uma ruptura, para manter na mesa o que já está lá", afirmou Nath.
Os delegados reuniram-se esta manhã para discutir o que será feito daqui em diante. Nath e a representante de Comércio dos EUA, Susan Schwab, teriam, segundo informações, agendado um almoço juntos.
A França disse que a ruptura "não é o fim do mundo". Dois ministros franceses questionaram se a estrutura das negociações foi adequada para lidar com questões amplas de comércio, notadamente a agricultura, de uma única vez. As negociações em Genebra foram rompidas ontem, depois que a Índia e os EUA não conseguiram chegar a um consenso sobre o mecanismo de salvaguardas especiais, para proteger os produtores agrícolas de países pobres em situações de aumento expressivo das importações ou de disparada dos preços.
O primeiro-ministro do Japão, Yasuo Fukuda, disse que o colapso das conversações em Genebra, para estabelecer as modalidades de retomada da negociação da Rodada Doha, era "extremamente lamentável".
Representantes da África, que tinham esperança de que outras questões relevantes para os países pobres fossem negociadas, como o comércio do algodão e da banana, estavam inconsolados. "Mal podemos controlar nossa ira", disse o ministro de Comércio de Burkina Faso. O ministro do Comércio do Quênia, Uhuru Kenyatta, disse em nome do grupo africano, que o colapso "prejudica gravemente" os esforços contra a pobreza.
China
A China afirmou hoje que está pronta para firmar acordos econômicos bilaterais após o fracasso das negociações para impulsionar a Rodada Doha, e alertou que a falta de um acordo em Genebra irá prejudicar o sistema de comércio global. Mas analistas afirmam que um pacto de comércio multilateral seria a melhor opção para o país no longo prazo, já que acordos bilaterais e regionais podem se tornar muito limitados diante do desenvolvimento da competitividade e da economia da China.
O ministro do Comércio da China, Chen Deming, considerou o colapso das negociações um "fracasso trágico". Mas, segundo ele, a China pretende aumentar seu trabalho com países em desenvolvimento e intensificar o comércio bilateral e a cooperação econômica com os principais membros da OMC.
Ao mesmo tempo em que as discussões da OMC enfrentavam dificuldades nos últimos anos, a China vinha discutindo ou lançando acordos bilaterais de livre comércio. Seu Tratado de Livre Comércio (FTA, na sigla em inglês) mais recente foi firmado com a Nova Zelândia, e entra em vigor em 1º de outubro deste ano. A União Européia e os Estados Unidos são os dois maiores parceiros comerciais da China, mas o país ainda precisa firmar um FTA com cada um deles.
Fonte: informações da agência Dow Jones., com Cynthia Decloedt e Deise Vieira, Agência Estado
O ministro do Comércio da Índia, Kamal Nath, pediu que o fim das conversações dos últimos nove dias em Genebra sobre as negociações da Rodada Doha, no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), seja tratado como uma "pausa". "Pediria ao diretor-geral (da OMC) que trate isto como uma pausa, não como uma ruptura, para manter na mesa o que já está lá", afirmou Nath.
Os delegados reuniram-se esta manhã para discutir o que será feito daqui em diante. Nath e a representante de Comércio dos EUA, Susan Schwab, teriam, segundo informações, agendado um almoço juntos.
A França disse que a ruptura "não é o fim do mundo". Dois ministros franceses questionaram se a estrutura das negociações foi adequada para lidar com questões amplas de comércio, notadamente a agricultura, de uma única vez. As negociações em Genebra foram rompidas ontem, depois que a Índia e os EUA não conseguiram chegar a um consenso sobre o mecanismo de salvaguardas especiais, para proteger os produtores agrícolas de países pobres em situações de aumento expressivo das importações ou de disparada dos preços.
O primeiro-ministro do Japão, Yasuo Fukuda, disse que o colapso das conversações em Genebra, para estabelecer as modalidades de retomada da negociação da Rodada Doha, era "extremamente lamentável".
Representantes da África, que tinham esperança de que outras questões relevantes para os países pobres fossem negociadas, como o comércio do algodão e da banana, estavam inconsolados. "Mal podemos controlar nossa ira", disse o ministro de Comércio de Burkina Faso. O ministro do Comércio do Quênia, Uhuru Kenyatta, disse em nome do grupo africano, que o colapso "prejudica gravemente" os esforços contra a pobreza.
China
A China afirmou hoje que está pronta para firmar acordos econômicos bilaterais após o fracasso das negociações para impulsionar a Rodada Doha, e alertou que a falta de um acordo em Genebra irá prejudicar o sistema de comércio global. Mas analistas afirmam que um pacto de comércio multilateral seria a melhor opção para o país no longo prazo, já que acordos bilaterais e regionais podem se tornar muito limitados diante do desenvolvimento da competitividade e da economia da China.
O ministro do Comércio da China, Chen Deming, considerou o colapso das negociações um "fracasso trágico". Mas, segundo ele, a China pretende aumentar seu trabalho com países em desenvolvimento e intensificar o comércio bilateral e a cooperação econômica com os principais membros da OMC.
Ao mesmo tempo em que as discussões da OMC enfrentavam dificuldades nos últimos anos, a China vinha discutindo ou lançando acordos bilaterais de livre comércio. Seu Tratado de Livre Comércio (FTA, na sigla em inglês) mais recente foi firmado com a Nova Zelândia, e entra em vigor em 1º de outubro deste ano. A União Européia e os Estados Unidos são os dois maiores parceiros comerciais da China, mas o país ainda precisa firmar um FTA com cada um deles.
Fonte: informações da agência Dow Jones., com Cynthia Decloedt e Deise Vieira, Agência Estado
Para CNA, agricultura deixará de vender mais R$ 5 bilhões anuais 31.07.08
31.07.07
"O mercado agrícola brasileiro deixará de exportar R$ 5 bilhões anualmente, em consequência da ausência de acordos comerciais na Rodada Doha, realizada no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Bruxelas. Outra conseqüência séria deverá acontecer quando um determinado produto ficar com preço muito baixo no mercado internacional e os Estados Unidos resolverem reforçar o protecionismo em favor de seus produtores". A avaliação foi feita ontem (30) pelo assessor técnico da Comissão Nacional de Comércio Exterior da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Matheus Zanella, em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.
Zanella avaliou que a atual crise mundial na área do abastecimento de produtos alimentícios tinha relação direta com as discussões da Rodada. Ele avaliou que o fracasso nas negociações de Doha "deverá desencadear um impulso de acordos bilaterais em todo o mundo, e o Brasil deverá aderir a essa prática. A posição irredutível dos Estados Unidos e dos países europeus em reduzir os subsídios internos aos agricultores foi lamentável", disse Zanella, porque a Rodada Doha "era a única plataforma internacional para tratar do assunto".
O representante da CNA defendeu que "o Brasil deve pensar em obter ganhos a partir de cuidados mais agressivos com a política sanitária e fitossanitária de seus produtos agropecuários e continuar aumentando a promoção internacional das coisas que exporta, pois não temos condições de competir com o Tesouro americano, que gasta muitos bilhões de dólares com seus produtores". O agricultor brasileiro tem mentalidade competitiva, segundo Zenalla e, por isso, nem mesmo precisa desse tipo de ajuda. "A gente ganharia mais com o investimento em sanidade animal e na promoção comercial", disse.
A volta das negociações poderá acontecer, segundo ele, "quem sabe daqui a alguns anos, quando a poeira baixar, e o novo presidente dos Estados Unidos verificar que não pode jogar fora um esforço que vinha acontecendo há sete anos, na Rodada Doha, em torno da liberalização do comércio mundial".
Zanella prevê que o País terá dificuldade em negociações com a Argentina, quando for tentar acordo bilateral, porque "eles são muito relutantes em promover aberturas na área industrial porque sempre tentam através dela obter ganhos na área do comércio agrícola". Tudo é agravado, segundo Zanella, pela crise interna que o país enfrenta, com a governabilidade da nova presidente do país, Cristina Kirchner. Zanella concluiu destacando que "os argentinos foram a Genebra com a intenção de atrapalhar" e essa disposição deles pode dificultar acordos com o Brasil.
Fonte: Lourenço Canuto, repórter da Agência Brasil
"O mercado agrícola brasileiro deixará de exportar R$ 5 bilhões anualmente, em consequência da ausência de acordos comerciais na Rodada Doha, realizada no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Bruxelas. Outra conseqüência séria deverá acontecer quando um determinado produto ficar com preço muito baixo no mercado internacional e os Estados Unidos resolverem reforçar o protecionismo em favor de seus produtores". A avaliação foi feita ontem (30) pelo assessor técnico da Comissão Nacional de Comércio Exterior da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Matheus Zanella, em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.
Zanella avaliou que a atual crise mundial na área do abastecimento de produtos alimentícios tinha relação direta com as discussões da Rodada. Ele avaliou que o fracasso nas negociações de Doha "deverá desencadear um impulso de acordos bilaterais em todo o mundo, e o Brasil deverá aderir a essa prática. A posição irredutível dos Estados Unidos e dos países europeus em reduzir os subsídios internos aos agricultores foi lamentável", disse Zanella, porque a Rodada Doha "era a única plataforma internacional para tratar do assunto".
O representante da CNA defendeu que "o Brasil deve pensar em obter ganhos a partir de cuidados mais agressivos com a política sanitária e fitossanitária de seus produtos agropecuários e continuar aumentando a promoção internacional das coisas que exporta, pois não temos condições de competir com o Tesouro americano, que gasta muitos bilhões de dólares com seus produtores". O agricultor brasileiro tem mentalidade competitiva, segundo Zenalla e, por isso, nem mesmo precisa desse tipo de ajuda. "A gente ganharia mais com o investimento em sanidade animal e na promoção comercial", disse.
A volta das negociações poderá acontecer, segundo ele, "quem sabe daqui a alguns anos, quando a poeira baixar, e o novo presidente dos Estados Unidos verificar que não pode jogar fora um esforço que vinha acontecendo há sete anos, na Rodada Doha, em torno da liberalização do comércio mundial".
Zanella prevê que o País terá dificuldade em negociações com a Argentina, quando for tentar acordo bilateral, porque "eles são muito relutantes em promover aberturas na área industrial porque sempre tentam através dela obter ganhos na área do comércio agrícola". Tudo é agravado, segundo Zanella, pela crise interna que o país enfrenta, com a governabilidade da nova presidente do país, Cristina Kirchner. Zanella concluiu destacando que "os argentinos foram a Genebra com a intenção de atrapalhar" e essa disposição deles pode dificultar acordos com o Brasil.
Fonte: Lourenço Canuto, repórter da Agência Brasil
"Mais qualidade, defesa sanitária, rastreabilidade e certificação de produtos" 31.07.08
31.07.08
Esse é o caminho brasileiro, diz ex-ministro da Agricultura
Após o fracasso da Rodada Doha, os caminhos que o Brasil tem a seguir são o de investir em sua própria competitividade e o de realizar acordos bilaterais. A avaliação é do coordenador do Centro de Agronegócios da Fundação Getulio Vargas e ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues.
Apesar do desempenho favorável do setor nos últimos tempos, a recomendação do ex-ministro é o de não deixar de lado a "lição de casa". "Mais tecnologia, mais qualidade, defesa sanitária, rastreabilidade e certificação de produtos, mais agregação de valor, mais gestão no processo produtivo, logística e infra-estrutura, que é um garagalo terrível", advertiu Rodrigues.
Rodrigues destacou, no entanto, que, mesmo sem acordos comerciais fechados, o país está se saindo muito bem no comércio internacional de agricultura. "Nos últimos 10 anos, nós dobramos as exportações de soja, quintuplicamos as de carne, triplicamos as de açúcar, multiplicamos por 300% as de milho e assim por diante. Sem acordo nenhum. Isso porque a agricultura brasileira foi eficiente, foi competitiva, foi capaz de crescer", afirmou.
Fonte: Bruno Bocchini, repórter da Agência Brasil
Esse é o caminho brasileiro, diz ex-ministro da Agricultura
Após o fracasso da Rodada Doha, os caminhos que o Brasil tem a seguir são o de investir em sua própria competitividade e o de realizar acordos bilaterais. A avaliação é do coordenador do Centro de Agronegócios da Fundação Getulio Vargas e ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues.
Apesar do desempenho favorável do setor nos últimos tempos, a recomendação do ex-ministro é o de não deixar de lado a "lição de casa". "Mais tecnologia, mais qualidade, defesa sanitária, rastreabilidade e certificação de produtos, mais agregação de valor, mais gestão no processo produtivo, logística e infra-estrutura, que é um garagalo terrível", advertiu Rodrigues.
Rodrigues destacou, no entanto, que, mesmo sem acordos comerciais fechados, o país está se saindo muito bem no comércio internacional de agricultura. "Nos últimos 10 anos, nós dobramos as exportações de soja, quintuplicamos as de carne, triplicamos as de açúcar, multiplicamos por 300% as de milho e assim por diante. Sem acordo nenhum. Isso porque a agricultura brasileira foi eficiente, foi competitiva, foi capaz de crescer", afirmou.
Fonte: Bruno Bocchini, repórter da Agência Brasil
Estados Unidos suspendem importação de carne de duas processadoras paulistas: JBS e IFC 31.07.08
31.07.08
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) confirmou ontem (30), em nota, que dois frigoríficos do Estado de São Paulo, que estavam autorizados a exportar carne bovina para os Estados Unidos, foram desabilitados por técnicos daquele país.
Com a medida, o Brasil passa a ter apenas 20 frigoríficos habilitados a vender para o mercado norte-americano.
Especialistas do Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar (FSIS) dos Estados Unidos realizaram missão oficial no Brasil entre 11 de junho e 22 de julho, para verificar as condições sanitárias dos frigoríficos. Eles concluíram, em relatório preliminar, que as duas unidades não trabalhavam em conformidade com o sistema norte-americano de inspeção.
O acordo comercial entre os dois países estabelece que essas missões ocorram anualmente para verificar a equivalência entre os dois sistemas de inspeção.
O diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal, Nelmon Oliveira da Costa, e o secretário de Defesa Agropecuária, Inácio Kroetz, viajam hoje (31) para Washington, onde reúnem-se com representantes do FSIS, para avaliar o relatório técnico.
No primeiro semestre, foram vendidas 25,1 mil toneladas de carne bovina para o mercado norte-americano, num total de US$ 130 milhões. No mesmo período do ano passado, o Brasil tinha exportado 32 mil toneladas e gerado US$ 148 milhões em dividendos.
Fonte: Danilo Macedo, repórter da Agência Brasil
JBS-Friboi critica divergências entre inspeção do Brasil e EUA
O JBS-Friboi criticou hoje as divergências existentes entre a estrutura da inspeção sanitária do Brasil e dos Estados Unidos. De acordo com a empresa, foram essas divergências que fizeram com que uma das unidades de abate do grupo fosse retirada da lista de indústrias habilitadas a exportar carne bovina industrializada para o mercado americano.
"Enquanto existir divergências entre a estrutura de inspeção do Ministério da Agricultura do Brasil e o órgão nos Estados Unidos (USDA) equivalente, algumas fábricas brasileiras sofreram restrições ou até mesmo suspensão das suas exportações para aquele mercado", disse a empresa em nota.
Ontem, fontes do Ministério da Agricultura confirmaram que a unidade de Andradina (SP) do JBS-Friboi foi excluída da lista de exportadores. A empresa informou que continuará atendendo o mercado norte-americano por meio de outras cinco unidades brasileiras, que permanecem habilitadas, e por suas indústrias na Argentina, além da base de produção que possui dentro daquele país.
Fonte: Alexandre Inacio, Agência Estado
O outro frigorífico desabilitado é da IFC
Fontes do governo confirmaram que as duas plantas desabilitadas são a unidade de Andradina (SP) do JBS-Friboi e a planta de Itupeva (SP) da International Food Company (IFC) Indústria de Alimentos.
No sítio do Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar dos Estados Unidos (FSIS, na sigla em inglês) consta que além das duas plantas que saíram da lista nesta semana, no primeiro trimestre deste ano outras duas unidades da IFC, uma outra do JBS-Friboi e uma do Frigorífico Alto Norte já haviam sido excluídas da lista de exportadores para o mercado americano.
Fonte: Fabiola Salvador e Alexandre Inacio, Agência Estado
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) confirmou ontem (30), em nota, que dois frigoríficos do Estado de São Paulo, que estavam autorizados a exportar carne bovina para os Estados Unidos, foram desabilitados por técnicos daquele país.
Com a medida, o Brasil passa a ter apenas 20 frigoríficos habilitados a vender para o mercado norte-americano.
Especialistas do Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar (FSIS) dos Estados Unidos realizaram missão oficial no Brasil entre 11 de junho e 22 de julho, para verificar as condições sanitárias dos frigoríficos. Eles concluíram, em relatório preliminar, que as duas unidades não trabalhavam em conformidade com o sistema norte-americano de inspeção.
O acordo comercial entre os dois países estabelece que essas missões ocorram anualmente para verificar a equivalência entre os dois sistemas de inspeção.
O diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal, Nelmon Oliveira da Costa, e o secretário de Defesa Agropecuária, Inácio Kroetz, viajam hoje (31) para Washington, onde reúnem-se com representantes do FSIS, para avaliar o relatório técnico.
No primeiro semestre, foram vendidas 25,1 mil toneladas de carne bovina para o mercado norte-americano, num total de US$ 130 milhões. No mesmo período do ano passado, o Brasil tinha exportado 32 mil toneladas e gerado US$ 148 milhões em dividendos.
Fonte: Danilo Macedo, repórter da Agência Brasil
JBS-Friboi critica divergências entre inspeção do Brasil e EUA
O JBS-Friboi criticou hoje as divergências existentes entre a estrutura da inspeção sanitária do Brasil e dos Estados Unidos. De acordo com a empresa, foram essas divergências que fizeram com que uma das unidades de abate do grupo fosse retirada da lista de indústrias habilitadas a exportar carne bovina industrializada para o mercado americano.
"Enquanto existir divergências entre a estrutura de inspeção do Ministério da Agricultura do Brasil e o órgão nos Estados Unidos (USDA) equivalente, algumas fábricas brasileiras sofreram restrições ou até mesmo suspensão das suas exportações para aquele mercado", disse a empresa em nota.
Ontem, fontes do Ministério da Agricultura confirmaram que a unidade de Andradina (SP) do JBS-Friboi foi excluída da lista de exportadores. A empresa informou que continuará atendendo o mercado norte-americano por meio de outras cinco unidades brasileiras, que permanecem habilitadas, e por suas indústrias na Argentina, além da base de produção que possui dentro daquele país.
Fonte: Alexandre Inacio, Agência Estado
O outro frigorífico desabilitado é da IFC
Fontes do governo confirmaram que as duas plantas desabilitadas são a unidade de Andradina (SP) do JBS-Friboi e a planta de Itupeva (SP) da International Food Company (IFC) Indústria de Alimentos.
No sítio do Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar dos Estados Unidos (FSIS, na sigla em inglês) consta que além das duas plantas que saíram da lista nesta semana, no primeiro trimestre deste ano outras duas unidades da IFC, uma outra do JBS-Friboi e uma do Frigorífico Alto Norte já haviam sido excluídas da lista de exportadores para o mercado americano.
Fonte: Fabiola Salvador e Alexandre Inacio, Agência Estado
Assocon revisa para baixo previsão para confinamento de bois no ano 31.07.08
31.07.08
O número de animais confinados neste ano deverá ser bem menor do que se esperava no início do ano. De acordo com pesquisa realizada pela Associação Nacional dos Confinadores (Assocon) junto aos 47 associados da entidade, o aumento no número de animais confinados será de apenas 6,7% sobre os 541,95 mil animais do ano passado. Na pesquisa realizada em março deste ano, os sócios da entidade projetavam um aumento de 22,2% no plantel, expectativa que recuou para 20,6% em junho deste ano.
Os números do começo do ano indicavam que o volume de animais confinados em 2008 teria um incremento de 120.313 cabeças para um total de 662.264 animais. Esse número foi revisto em junho e recuou para 111.642 animais a mais do que no ano passado. Com a última pesquisa, os confinadores irão aumentar em apenas 36.311 cabeças o número de animais alojados, totalizando 578.262 cabeças.
O principal motivo para a forte redução da intenção de confinar neste ano foi o forte aumento dos custos de produção da atividade pecuária. "Quando questionados sobre essa redução, os entrevistados citaram dois principais motivos: custo elevado do boi magro e de insumos para nutrição, onde em pelo menos um caso houve a inviabilização da atividade para um sócio de grande produção", diz a pesquisa.
Dados do Centro de Pesquisas Avançadas em Economia Aplicada (Cepea) mostram que apenas neste ano, os preços do bezerro tiveram um crescimento de 54,2%. No final do ano passado, o bezerro custava, em média R$ 484,64 por cabeça, valor que já superou os R$ 750 no início de julho e está atualmente em R$ 747,43 por cabeça.
Fonte: Alexandre Inacio, Agência Estado
O número de animais confinados neste ano deverá ser bem menor do que se esperava no início do ano. De acordo com pesquisa realizada pela Associação Nacional dos Confinadores (Assocon) junto aos 47 associados da entidade, o aumento no número de animais confinados será de apenas 6,7% sobre os 541,95 mil animais do ano passado. Na pesquisa realizada em março deste ano, os sócios da entidade projetavam um aumento de 22,2% no plantel, expectativa que recuou para 20,6% em junho deste ano.
Os números do começo do ano indicavam que o volume de animais confinados em 2008 teria um incremento de 120.313 cabeças para um total de 662.264 animais. Esse número foi revisto em junho e recuou para 111.642 animais a mais do que no ano passado. Com a última pesquisa, os confinadores irão aumentar em apenas 36.311 cabeças o número de animais alojados, totalizando 578.262 cabeças.
O principal motivo para a forte redução da intenção de confinar neste ano foi o forte aumento dos custos de produção da atividade pecuária. "Quando questionados sobre essa redução, os entrevistados citaram dois principais motivos: custo elevado do boi magro e de insumos para nutrição, onde em pelo menos um caso houve a inviabilização da atividade para um sócio de grande produção", diz a pesquisa.
Dados do Centro de Pesquisas Avançadas em Economia Aplicada (Cepea) mostram que apenas neste ano, os preços do bezerro tiveram um crescimento de 54,2%. No final do ano passado, o bezerro custava, em média R$ 484,64 por cabeça, valor que já superou os R$ 750 no início de julho e está atualmente em R$ 747,43 por cabeça.
Fonte: Alexandre Inacio, Agência Estado
Agricultores pretendem gastar menos adubo sem reduzir produtividade 31.07.08
31.07.08
Com a proximidade do plantio da safra 2008/2009 e os fertilizantes custando praticamente o dobro em relação à safra anterior, agricultores buscam formas de economizar na adubação, sem perder produtividade. Como o produtor Sérgio Donizetti Pavani, que cultiva soja, cana-de-açúcar e amendoim em Jaboticabal e José Bonifácio (SP). Pavani, que quer plantar 400 hectares de soja, conta que o custo do adubo passou de R$ 855/tonelada na safra passada para R$ 1.700/tonelada este ano. "Ainda falta comprar 70% do adubo necessário. Em outros anos, nesta época eu já havia comprado tudo", diz.
Pavani calcula que terá que diminuir a aplicação em até 20% - em vez de aplicar os habituais 400 quilos de adubo/hectare, vai aplicar pouco mais de 300 quilos/hectare -, mas, para não ter a produtividade comprometida, está investindo em análise de solo, reposição de nutrientes por adubação foliar e no plantio direto. A análise de solo, diz, racionaliza a utilização de adubo, tornando a aplicação mais eficiente. "Cada talhão recebe a quantidade exata de nutrientes."
Já a adubação foliar, normalmente complementar na lavoura, é mais barata que a adubação do solo e pode ajudar a compensar a redução de nutrientes na terra. "São gastos 4 quilos de adubo foliar/hectare", afirma. Outra maneira de compensar é fazer o plantio de soja direto na palha de cana, do cultivo anterior. A palha de cana, diz, ajuda a conservar a fertilidade do solo.
O produtor de soja Rogério Cocco Rubin, de Diamantino (MT), diz que a situação é preocupante. Ele aguarda a liberação de crédito para definir o futuro de 391 hectares de soja. Segundo Rubin, o valor do insumo saltou de US$ 380/tonelada para US$ 800/tonelada este ano, na sua região.
"Reduzir a aplicação de adubo seria um plano B, mas não é ideal por causa da produtividade", afirma ele, que costuma aplicar 450 quilos de fertilizantes/hectare e obtém produtividade média de 52 sacas/hectare. "O produtor que possui reservas de adubo no solo e áreas com boa fertilidade pode reduzir a aplicação para 300 quilos/hectare, mesmo perdendo em produtividade. No meu caso, porém, se o solo, que já está no limite, receber menos adubo, terei prejuízo", justifica.
Fonte: jornal O Estado de S. Paulo/Agrícola
Com a proximidade do plantio da safra 2008/2009 e os fertilizantes custando praticamente o dobro em relação à safra anterior, agricultores buscam formas de economizar na adubação, sem perder produtividade. Como o produtor Sérgio Donizetti Pavani, que cultiva soja, cana-de-açúcar e amendoim em Jaboticabal e José Bonifácio (SP). Pavani, que quer plantar 400 hectares de soja, conta que o custo do adubo passou de R$ 855/tonelada na safra passada para R$ 1.700/tonelada este ano. "Ainda falta comprar 70% do adubo necessário. Em outros anos, nesta época eu já havia comprado tudo", diz.
Pavani calcula que terá que diminuir a aplicação em até 20% - em vez de aplicar os habituais 400 quilos de adubo/hectare, vai aplicar pouco mais de 300 quilos/hectare -, mas, para não ter a produtividade comprometida, está investindo em análise de solo, reposição de nutrientes por adubação foliar e no plantio direto. A análise de solo, diz, racionaliza a utilização de adubo, tornando a aplicação mais eficiente. "Cada talhão recebe a quantidade exata de nutrientes."
Já a adubação foliar, normalmente complementar na lavoura, é mais barata que a adubação do solo e pode ajudar a compensar a redução de nutrientes na terra. "São gastos 4 quilos de adubo foliar/hectare", afirma. Outra maneira de compensar é fazer o plantio de soja direto na palha de cana, do cultivo anterior. A palha de cana, diz, ajuda a conservar a fertilidade do solo.
O produtor de soja Rogério Cocco Rubin, de Diamantino (MT), diz que a situação é preocupante. Ele aguarda a liberação de crédito para definir o futuro de 391 hectares de soja. Segundo Rubin, o valor do insumo saltou de US$ 380/tonelada para US$ 800/tonelada este ano, na sua região.
"Reduzir a aplicação de adubo seria um plano B, mas não é ideal por causa da produtividade", afirma ele, que costuma aplicar 450 quilos de fertilizantes/hectare e obtém produtividade média de 52 sacas/hectare. "O produtor que possui reservas de adubo no solo e áreas com boa fertilidade pode reduzir a aplicação para 300 quilos/hectare, mesmo perdendo em produtividade. No meu caso, porém, se o solo, que já está no limite, receber menos adubo, terei prejuízo", justifica.
Fonte: jornal O Estado de S. Paulo/Agrícola
Leilão de vinho da Conab negocia 99,73% da oferta de PEP 31.07.08
31.07.08
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) negociou ontem (30) 99,73% da oferta de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) para 4 milhões de litros de vinho de uvas viníferas produzidos no Rio Grande do Sul. Para receber o prêmio, os participantes do leilão deverão comprovar a aquisição do produto no Rio Grande do Sul e seu escoamento para qualquer Estado fora das regiões Sul, Nordeste e Sudeste. Como a procura foi elevada, a Conab informou que deverá divulgar novo edital para mais 4 milhões de litros na próxima semana. Até o final de agosto, a oferta de PEP deve chegar a 12 milhões de litros.
O apoio à comercialização de vinho e o enxugamento do estoque excedente foram reivindicados pelos produtores e cooperativas gaúchos, que realizaram manifestação em Porto Alegre (RS) no começo do mês pedindo mudanças no setor. Há um excedente estimado em cem milhões de litros de vinho produzido com uvas viníferas e de mesa, que precisa ser removido para não afetar a chegada da nova safra, a partir de dezembro, de acordo com a Câmara Setorial da Uva e Vinho.
Os produtores consideram que o volume excedente é resultado da entrada facilitada de importados, que o setor produtivo quer disciplinar, e do avanço de concorrentes similares que imitam vinho, como bebidas mistas e coquetéis.
Fonte: Sandra Hahn, Agência Estado
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) negociou ontem (30) 99,73% da oferta de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) para 4 milhões de litros de vinho de uvas viníferas produzidos no Rio Grande do Sul. Para receber o prêmio, os participantes do leilão deverão comprovar a aquisição do produto no Rio Grande do Sul e seu escoamento para qualquer Estado fora das regiões Sul, Nordeste e Sudeste. Como a procura foi elevada, a Conab informou que deverá divulgar novo edital para mais 4 milhões de litros na próxima semana. Até o final de agosto, a oferta de PEP deve chegar a 12 milhões de litros.
O apoio à comercialização de vinho e o enxugamento do estoque excedente foram reivindicados pelos produtores e cooperativas gaúchos, que realizaram manifestação em Porto Alegre (RS) no começo do mês pedindo mudanças no setor. Há um excedente estimado em cem milhões de litros de vinho produzido com uvas viníferas e de mesa, que precisa ser removido para não afetar a chegada da nova safra, a partir de dezembro, de acordo com a Câmara Setorial da Uva e Vinho.
Os produtores consideram que o volume excedente é resultado da entrada facilitada de importados, que o setor produtivo quer disciplinar, e do avanço de concorrentes similares que imitam vinho, como bebidas mistas e coquetéis.
Fonte: Sandra Hahn, Agência Estado
MP denuncia fazendeiro do PA por devastação de 5 mil hectares 31.07.08
31.07.08
O Ministério Público Federal (MPF) denunciou à Justiça o fazendeiro Lourival Novaes Medrado dos Santos, ex-dono das cerca de três mil cabeças de gado apreendidas, no mês passado, na Operação Boi Pirata, em Altamira, no Pará. Ele é acusado de destruir cinco mil hectares de floresta nativa na Estação Ecológica Terra do Meio. Na ação, o procurador Alan Rogério Mansur Silva pede a condenação de Santos por dano a unidade de conservação. O crime prevê pena de até cinco anos de prisão.
A ação faz parte de uma série de denúncias feitas pelo MPF contra fazendeiros que ocupavam irregularmente a Estação. Os processos resultaram em determinações judiciais de desocupação da área. Em junho, o juiz federal Antonio Carlos Almeida Campelo decretou em favor do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) o perdimento do rebanho pertencente a Santos. O quarto leilão para vender o gado está marcado para terça-feira, 5 de agosto. As três primeiras tentativas de negociá-lo fracassaram.
Fonte: Elvis Pereira, Agência Estado
O Ministério Público Federal (MPF) denunciou à Justiça o fazendeiro Lourival Novaes Medrado dos Santos, ex-dono das cerca de três mil cabeças de gado apreendidas, no mês passado, na Operação Boi Pirata, em Altamira, no Pará. Ele é acusado de destruir cinco mil hectares de floresta nativa na Estação Ecológica Terra do Meio. Na ação, o procurador Alan Rogério Mansur Silva pede a condenação de Santos por dano a unidade de conservação. O crime prevê pena de até cinco anos de prisão.
A ação faz parte de uma série de denúncias feitas pelo MPF contra fazendeiros que ocupavam irregularmente a Estação. Os processos resultaram em determinações judiciais de desocupação da área. Em junho, o juiz federal Antonio Carlos Almeida Campelo decretou em favor do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) o perdimento do rebanho pertencente a Santos. O quarto leilão para vender o gado está marcado para terça-feira, 5 de agosto. As três primeiras tentativas de negociá-lo fracassaram.
Fonte: Elvis Pereira, Agência Estado
Agrotóxico com substância cihexatina deve ser banido do país até o fim do ano 30.07.08
30.07.08
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) espera que a cihexatina, substância usada na fabricação de sete agrotóxicos aplicados em culturas de frutas cítricas, maçã, morango, pêssego, café e berinjela, seja banida do país.
Para que isso aconteça, a agência publicou, na edição do dia 25 deste mês do Diário Oficial da União, uma consulta pública, (http://www4.anvisa.gov.br/base/visadoc/CP/CP[23367-1-0), uma das últimas etapas rumo ao cancelamento do registro do princípio ativo no território brasileiro.
A substância, que já foi banida em países como os Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Japão e China, foi considerada de alto risco à saúde. Segundo a Anvisa, estudos feitos em laboratório com ratos, coelhos e camundongos detectaram que a cihexatina pode causar malformações fetais, além de aborto, danos à pele, pulmões, visão, fígado, rins e ao sistema reprodutivo. A quantidade de doses para que esses efeitos ocorram demonstraram que a substância não é segura para os trabalhadores rurais que a manipulam, nem para os consumidores dos alimentos tratados com a substância.
“É importante que todos se manifestem, produtores rurais, empresas e a sociedade como um todo, para sabermos a opinião da população sobre o banimento”, afirmou a gerente de Normatização e Avaliação da Anvisa, Letícia Rodrigues, ao comentar a necessidade da consulta pública, aberta por um período de 30 dias.
Após esta etapa, a agência terá até 120 dias para fazer a consolidação dos dados e encaminhá-los ao Ministério da Agricultura, que executará o cancelamento do registro. Letícia, entretanto, disse que a expectativa é que o trabalho da Anvisa seja feito em bem menos tempo.
Desde 2001, quando começaram as reavaliações, já foram banidos cinco princípios ativos (monocrotofós, heptacloro, lindane, pentaclorofenol e benomil), responsáveis pela fabricação de mais de 80 agrotóxicos. As marcas comerciais dos sete agrotóxicos que contêm a cihexatina, são: Cyhexatin Técnico Oxon, Acarstin, Cyhexatin Técnico Quiminas, Acarmate, Sipcatin 500, Hokko Cyhexatin 500, Cyhexatin Técnico Chemia.
Veja matéria sobre uso de agrotóxicos no Brasil em Outras Notícias
Fonte: Danilo Macedo, Repórter da Agência Brasil
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) espera que a cihexatina, substância usada na fabricação de sete agrotóxicos aplicados em culturas de frutas cítricas, maçã, morango, pêssego, café e berinjela, seja banida do país.
Para que isso aconteça, a agência publicou, na edição do dia 25 deste mês do Diário Oficial da União, uma consulta pública, (http://www4.anvisa.gov.br/base/visadoc/CP/CP[23367-1-0), uma das últimas etapas rumo ao cancelamento do registro do princípio ativo no território brasileiro.
A substância, que já foi banida em países como os Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Japão e China, foi considerada de alto risco à saúde. Segundo a Anvisa, estudos feitos em laboratório com ratos, coelhos e camundongos detectaram que a cihexatina pode causar malformações fetais, além de aborto, danos à pele, pulmões, visão, fígado, rins e ao sistema reprodutivo. A quantidade de doses para que esses efeitos ocorram demonstraram que a substância não é segura para os trabalhadores rurais que a manipulam, nem para os consumidores dos alimentos tratados com a substância.
“É importante que todos se manifestem, produtores rurais, empresas e a sociedade como um todo, para sabermos a opinião da população sobre o banimento”, afirmou a gerente de Normatização e Avaliação da Anvisa, Letícia Rodrigues, ao comentar a necessidade da consulta pública, aberta por um período de 30 dias.
Após esta etapa, a agência terá até 120 dias para fazer a consolidação dos dados e encaminhá-los ao Ministério da Agricultura, que executará o cancelamento do registro. Letícia, entretanto, disse que a expectativa é que o trabalho da Anvisa seja feito em bem menos tempo.
Desde 2001, quando começaram as reavaliações, já foram banidos cinco princípios ativos (monocrotofós, heptacloro, lindane, pentaclorofenol e benomil), responsáveis pela fabricação de mais de 80 agrotóxicos. As marcas comerciais dos sete agrotóxicos que contêm a cihexatina, são: Cyhexatin Técnico Oxon, Acarstin, Cyhexatin Técnico Quiminas, Acarmate, Sipcatin 500, Hokko Cyhexatin 500, Cyhexatin Técnico Chemia.
Veja matéria sobre uso de agrotóxicos no Brasil em Outras Notícias
Fonte: Danilo Macedo, Repórter da Agência Brasil
Negociações de Genebra na Rodada Doha fracassam: não houve acordo 30.07.08
30.07.08
Veja mateerias relacionadas:
- Empresário diz que não é fim do mundo
- Brasil vai buscar acordos bilaterais
Após mais de uma semana de discussões, propostas, contrapropostas, críticas, desagregações e até menções às táticas de propaganda da Alemanha nazista, a reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC) para tratar da Rodada Doha não deu em acordo. Ainda não foi possível aumentar o grau de liberalização no comércio mundial compatibilizando os diferentes interesses dos diversos países.
O diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, reconheceu ontem (29) que o encontro em Genebra (Suíça) fracassou, segundo informação da BBC Brasil. A reunião termina oficialmente amanhã, mas o porta-voz do Comissário de Comércio da União Européia, Peter Mandelson, já adiantou que não haverá mais negociações nesta semana.
Lamy sugeriu que os negociadores busquem ao menos certo grau de conciliação através da adoção de salvaguardas no âmbito interno. Para reprimir que as importações atinjam um nível prejudicial ao país em questão, seriam cobrados mais impostos quando o limite de segurança fosse ultrapassado.
Os maiores impasses em Genebra permanecem principalmente entre os interesses dos Estados Unidos, China e Índia, segundo a BBC Brasil.
O ministro de Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim, pediu que os países membros da OMC "deixem de trocar acusações e assumam os riscos de um acordo final" para o sucesso da Rodada de Doha. O Brasil tem sinalizado, desde a semana passada, a intenção de aceitar um acordo proposto por Pascal Lamy, o que gerou atritos com outros países em desenvolvimento que estavam mais irredutíveis, como Argentina e Índia.
Fonte: Agência Brasil
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- Brasil vai buscar acordos bilaterais
Após mais de uma semana de discussões, propostas, contrapropostas, críticas, desagregações e até menções às táticas de propaganda da Alemanha nazista, a reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC) para tratar da Rodada Doha não deu em acordo. Ainda não foi possível aumentar o grau de liberalização no comércio mundial compatibilizando os diferentes interesses dos diversos países.
O diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, reconheceu ontem (29) que o encontro em Genebra (Suíça) fracassou, segundo informação da BBC Brasil. A reunião termina oficialmente amanhã, mas o porta-voz do Comissário de Comércio da União Européia, Peter Mandelson, já adiantou que não haverá mais negociações nesta semana.
Lamy sugeriu que os negociadores busquem ao menos certo grau de conciliação através da adoção de salvaguardas no âmbito interno. Para reprimir que as importações atinjam um nível prejudicial ao país em questão, seriam cobrados mais impostos quando o limite de segurança fosse ultrapassado.
Os maiores impasses em Genebra permanecem principalmente entre os interesses dos Estados Unidos, China e Índia, segundo a BBC Brasil.
O ministro de Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim, pediu que os países membros da OMC "deixem de trocar acusações e assumam os riscos de um acordo final" para o sucesso da Rodada de Doha. O Brasil tem sinalizado, desde a semana passada, a intenção de aceitar um acordo proposto por Pascal Lamy, o que gerou atritos com outros países em desenvolvimento que estavam mais irredutíveis, como Argentina e Índia.
Fonte: Agência Brasil
Doha: empresário diz que não é fim do mundo 30.07.08
30.07.08
O empresário brasileiro que mais de perto acompanha a negociação, Pedro de Camargo Neto, me disse agora há pouco que temos que ter cabeça fria:
- Não é o fim do mundo, o mundo não vai acabar por isso. A OMC tem 50 anos de multilateralismo e vai sobreviver. Temos que pensar na estratégia seguinte que é a de trabalhar para cumprir exigências dos compradores para aumentar as vendas. Por exemplo, na sanidade do rebanho na área das carnes. Tem mais mercado para ser aberto com sanidade do animal do que com as negociações.
Ele disse que um acordo modesto era melhor que o fracasso, mas o mundo estava diante de um retrocesso pela posição chinesa e indiana de querer tarifas para proteger seu mercado agrícola maiores do que as adotadas ao fim da Rodada Uruguai.
Fonte: Blog de Míriam Leitão
O empresário brasileiro que mais de perto acompanha a negociação, Pedro de Camargo Neto, me disse agora há pouco que temos que ter cabeça fria:
- Não é o fim do mundo, o mundo não vai acabar por isso. A OMC tem 50 anos de multilateralismo e vai sobreviver. Temos que pensar na estratégia seguinte que é a de trabalhar para cumprir exigências dos compradores para aumentar as vendas. Por exemplo, na sanidade do rebanho na área das carnes. Tem mais mercado para ser aberto com sanidade do animal do que com as negociações.
Ele disse que um acordo modesto era melhor que o fracasso, mas o mundo estava diante de um retrocesso pela posição chinesa e indiana de querer tarifas para proteger seu mercado agrícola maiores do que as adotadas ao fim da Rodada Uruguai.
Fonte: Blog de Míriam Leitão
Amorim: após Doha, prioridade é para acordos bilaterais 30.07.08
30.07.08
Genebra - Após o fracasso das negociações da Rodada Doha, da Organização Mundial do Comércio (OMC), o governo brasileiro confirma que vai partir em busca de novos acordos comerciais e não descarta a retomada do diálogo entre o Mercosul e os Estados Unidos. Outra prioridade será um acordo com a União Européia. Mas o bloco europeu alerta que os problemas que surgiram na Rodada Doha não desaparecerão e, portanto, também prevê um processo difícil.
"A OMC era a prioridade, pois só aqui é que poderíamos tratar de subsídios. Mas agora vamos ter de nos concentrar em coisas que dão resultados. Não posso ficar pendurado aqui por mais quatro anos", afirmou o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. Questionado como veria a OMC a partir de agora, o ministro foi direto: "De longe".
Para muitos hoje em Genebra, o fracasso das negociações desta semana na Rodada Doha coloca em risco a credibilidade da OMC como o centro das negociações internacionais. Países em diversos cantos do mundo já alertam que irão buscar soluções bilaterais e o acordo entre regiões promete se proliferar. "Eu sempre disse que o processo com a UE recomeçaria", afirmou Amorim. Ele reconhece que o processo terá de partir de uma nova base. Mas a comissária de Agricultura da Europa, Marianne Fischer Boel, alerta que os problemas continuarão. "O que foi problemático aqui também será entre o Mercosul e a UE", alertou.
Alca
Sobre um acordo com os Estados Unidos, Amorim deixa claro que o modelo da Associação de Livre Comércio das Américas (Alca) não poderá ser repetido. Mas admite conversar. "Vamos ver com o Mercosul", disse. "Eu não excluo essa possibilidade. Mas não como vinha sendo proposto, em relação a leis de patentes e investimentos, não será fácil. Mas se houver uma tentativa realista, porque não?".
Fonte: Jamil Chade, Agência Estado
Genebra - Após o fracasso das negociações da Rodada Doha, da Organização Mundial do Comércio (OMC), o governo brasileiro confirma que vai partir em busca de novos acordos comerciais e não descarta a retomada do diálogo entre o Mercosul e os Estados Unidos. Outra prioridade será um acordo com a União Européia. Mas o bloco europeu alerta que os problemas que surgiram na Rodada Doha não desaparecerão e, portanto, também prevê um processo difícil.
"A OMC era a prioridade, pois só aqui é que poderíamos tratar de subsídios. Mas agora vamos ter de nos concentrar em coisas que dão resultados. Não posso ficar pendurado aqui por mais quatro anos", afirmou o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. Questionado como veria a OMC a partir de agora, o ministro foi direto: "De longe".
Para muitos hoje em Genebra, o fracasso das negociações desta semana na Rodada Doha coloca em risco a credibilidade da OMC como o centro das negociações internacionais. Países em diversos cantos do mundo já alertam que irão buscar soluções bilaterais e o acordo entre regiões promete se proliferar. "Eu sempre disse que o processo com a UE recomeçaria", afirmou Amorim. Ele reconhece que o processo terá de partir de uma nova base. Mas a comissária de Agricultura da Europa, Marianne Fischer Boel, alerta que os problemas continuarão. "O que foi problemático aqui também será entre o Mercosul e a UE", alertou.
Alca
Sobre um acordo com os Estados Unidos, Amorim deixa claro que o modelo da Associação de Livre Comércio das Américas (Alca) não poderá ser repetido. Mas admite conversar. "Vamos ver com o Mercosul", disse. "Eu não excluo essa possibilidade. Mas não como vinha sendo proposto, em relação a leis de patentes e investimentos, não será fácil. Mas se houver uma tentativa realista, porque não?".
Fonte: Jamil Chade, Agência Estado
Brasil caminha para ser o maior consumidor mundial de agrotóxicos 30.07.08
30.07.08
Para otimizar seus lucros colhendo cada vez mais por hectare plantado, em um momento de preços e custos elevados, o agricultor brasileiro tem intensificado o combate a insetos, ervas daninhas e doenças fúngicas como a ferrugem asiática da soja, o que pode levar o Brasil a assumir a posição de maior consumidor mundial de defensivos em poucos anos.
Segundo avaliação da Kleffmann, multinacional líder em pesquisa de mercado agropecuário, o Brasil deve repetir em 2008 o crescimento na utilização de agrotóxicos registrado no ano passado, quando os gastos com esses queimicos para as lavouras de soja e algodão aumentaram cerca de 30%, e a utilização pelos produtores de milho foi ainda maior.
O faturamento do setor de defensivos no Brasil em 2007 atingiu US$ 5,4 bilhões, contra US$ 6,5 bilhões dos Estados Unidos.
"Há alguns anos o Brasil era o quarto, quinto maior mercado. Hoje é o segundo, e a projeção é que em dois ou três anos passemos os Estados Unidos", declarou o presidente da Kleffmann no Brasil, Lars Schobinger.
Aqui a biodiversidade é maior, fazendo crescer consumo de agrotóxicos
De acordo com o executivo, além de os EUA já serem um "mercado maduro", onde os produtores fazem uso intensivo de biocidas, eles têm menos áreas ainda disponíveis para agricultura do que o Brasil.
E os agricultores brasileiros, até pelas condições climáticas, são obrigados a conviver com uma gama muito maior de "pragas" e doenças, o que exige mais gastos com agrotóxicos.
"Temos um desafio de controle maior, pelo clima. Isso vemos dentro do Brasil, a pressão de pragas no Cerrado é maior do que no Sul por conta de clima, a mesma coisa vale para os EUA, onde a dificuldade de controle é menor", disse Schobinger.
Ele explicou que também colabora para o aumento no mercado de agrotóxico uma nova postura dos agricultores brasileiros, que estão mais profissionais e tentam ampliar a produtividade.
Uso "preventivo" de agrotóxico tem se disseminado
Quando o agricultor usa agrotóxicos de "forma mais preventiva", em vez de "curativa", como costumava ocorrer com mais frequência no passado, a lavoura pode obter o seu potencial produtivo mais alto, explicou o especialista.
"Tivemos dois anos complicados (2005 e 2006). Em 2007, passou a melhorar, e a tendência para o próximo ano é de aumentar ainda mais a tecnologia, tanto em sementes quanto em defensivos."
De acordo com dados da Kleffmann, o desembolso do agricultor com agrotóxicos para a soja em 2007 foi de US$ 2,4 bilhões, contra US$ 1,8 bilhão no ano anterior. Já os gastos para a cultura do milho (safra de verão) aumentaram de US$ 294 milhões em 2006 para US$ 550 milhões em 2007, enquanto os dos produtores de algodão subiram de US$ 440 milhões para US$ 570 milhões.
Com um maior número de aplicações de defensivos e a ampliação do mix de produtos mais modernos, a produtividade média da soja no Brasil cresceu cerca de 10% nas últimas três safras, segundo a Kleffmann, enquanto a do milho verão aumentou aproximadamente 20% no mesmo período.
Fonte: Agronotícias/ Invertia
Para otimizar seus lucros colhendo cada vez mais por hectare plantado, em um momento de preços e custos elevados, o agricultor brasileiro tem intensificado o combate a insetos, ervas daninhas e doenças fúngicas como a ferrugem asiática da soja, o que pode levar o Brasil a assumir a posição de maior consumidor mundial de defensivos em poucos anos.
Segundo avaliação da Kleffmann, multinacional líder em pesquisa de mercado agropecuário, o Brasil deve repetir em 2008 o crescimento na utilização de agrotóxicos registrado no ano passado, quando os gastos com esses queimicos para as lavouras de soja e algodão aumentaram cerca de 30%, e a utilização pelos produtores de milho foi ainda maior.
O faturamento do setor de defensivos no Brasil em 2007 atingiu US$ 5,4 bilhões, contra US$ 6,5 bilhões dos Estados Unidos.
"Há alguns anos o Brasil era o quarto, quinto maior mercado. Hoje é o segundo, e a projeção é que em dois ou três anos passemos os Estados Unidos", declarou o presidente da Kleffmann no Brasil, Lars Schobinger.
Aqui a biodiversidade é maior, fazendo crescer consumo de agrotóxicos
De acordo com o executivo, além de os EUA já serem um "mercado maduro", onde os produtores fazem uso intensivo de biocidas, eles têm menos áreas ainda disponíveis para agricultura do que o Brasil.
E os agricultores brasileiros, até pelas condições climáticas, são obrigados a conviver com uma gama muito maior de "pragas" e doenças, o que exige mais gastos com agrotóxicos.
"Temos um desafio de controle maior, pelo clima. Isso vemos dentro do Brasil, a pressão de pragas no Cerrado é maior do que no Sul por conta de clima, a mesma coisa vale para os EUA, onde a dificuldade de controle é menor", disse Schobinger.
Ele explicou que também colabora para o aumento no mercado de agrotóxico uma nova postura dos agricultores brasileiros, que estão mais profissionais e tentam ampliar a produtividade.
Uso "preventivo" de agrotóxico tem se disseminado
Quando o agricultor usa agrotóxicos de "forma mais preventiva", em vez de "curativa", como costumava ocorrer com mais frequência no passado, a lavoura pode obter o seu potencial produtivo mais alto, explicou o especialista.
"Tivemos dois anos complicados (2005 e 2006). Em 2007, passou a melhorar, e a tendência para o próximo ano é de aumentar ainda mais a tecnologia, tanto em sementes quanto em defensivos."
De acordo com dados da Kleffmann, o desembolso do agricultor com agrotóxicos para a soja em 2007 foi de US$ 2,4 bilhões, contra US$ 1,8 bilhão no ano anterior. Já os gastos para a cultura do milho (safra de verão) aumentaram de US$ 294 milhões em 2006 para US$ 550 milhões em 2007, enquanto os dos produtores de algodão subiram de US$ 440 milhões para US$ 570 milhões.
Com um maior número de aplicações de defensivos e a ampliação do mix de produtos mais modernos, a produtividade média da soja no Brasil cresceu cerca de 10% nas últimas três safras, segundo a Kleffmann, enquanto a do milho verão aumentou aproximadamente 20% no mesmo período.
Fonte: Agronotícias/ Invertia
Presidência cria o Ministério da Pesca 30.07.08
30.07.08
O presidente Luiz Inácio da Silva assinou ontem (29), em Salvador, uma medida provisória que transforma a Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca (Seap) em ministério. A assinatura foi durante o lançamento do Plano Nacional de Desenvolvimento da Pesca e Aqüicultura. A MP será publicada hoje no Diário Oficial da União.
O presidente da República disse que o novo ministério terá estrutura maior, mais funcionários e até poderá instalar superintendências nos estados para “definir a pesca corretamente”.
O presidente definiu como uma “vergonha” o Brasil produzir apenas um milhão de toneladas de pescado por ano, sendo que países com costas litorâneas menores, como o Peru, que tem uma produção de nove milhões de toneladas.
“É preciso pensar, elaborar, executar melhor isso. As pessoas [pescadores] não podem viver mais nesse abandono”, disse ele.
De acordo com a Seap, o ministério terá um orçamento maior e um quadro de pessoal próprio. Hoje, o órgão tem 200 funcionários, a maioria cedidos ou terceirizados. Já foi autorizada a contratação de 200 técnicos temporários, assim, o novo ministério terá, pelo menos, 400 funcionários.
A assessoria da Seap não informou em quanto deve aumentar o orçamento, que hoje é de R$ 200 milhões.
O ministério será responsável por toda a administração da cadeia produtiva do pescado, o que representará compartilhar, por exemplo, a tarefa de ordenar a pesca (definir quantidade por espécie, época em que a atividade pode ser realizada) com o Ministério do Meio Ambiente.
O ministro da Aqüicultura e Pesca, Altemir Gregolin, antecipou que o governo liberará R$ 1,750 bilhão para o plano nacional até 2011, montante cinco vezes superior ao liberado há quatro anos.
Com o plano nacional, a meta é aumentar até 2011 a produção de pescado no país em 40%, passando de um milhão de toneladas para 1,4 milhão de toneladas anuais, sendo que 25% virão da pesca e 75% da produção em cativeiro, de acordo com Gregolin.
Para atingir essas metas, as propostas do governo são a construção de 20 terminais pesqueiros públicos, de 120 centros integrados de pesca artesanal, com estruturas para a instalação de fábricas de gelo para armazenamento, o cultivo em cativeiro em 40 reservatórios de águas da União e linhas de crédito no valor de R$ 1,5 bilhão para modernização dos navios pesqueiros.
O plano prevê ainda medidas de estímulo para que o brasileiro coma mais peixe, como a capacitação de merendeiras para incentivarem as crianças a comerem mais pescados.
O governo quer incrementar o consumo de sete quilos anuais de peixe por habitante para nove quilos.
“Queremos transformar o peixe no frango das águas do nosso Brasil, em termos de rentabilidade”, disse o ministro.
O plano deve gerar um milhão de empregos, segundo a Seap.
Fonte: Carolina Pimentel, repórter da Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio da Silva assinou ontem (29), em Salvador, uma medida provisória que transforma a Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca (Seap) em ministério. A assinatura foi durante o lançamento do Plano Nacional de Desenvolvimento da Pesca e Aqüicultura. A MP será publicada hoje no Diário Oficial da União.
O presidente da República disse que o novo ministério terá estrutura maior, mais funcionários e até poderá instalar superintendências nos estados para “definir a pesca corretamente”.
O presidente definiu como uma “vergonha” o Brasil produzir apenas um milhão de toneladas de pescado por ano, sendo que países com costas litorâneas menores, como o Peru, que tem uma produção de nove milhões de toneladas.
“É preciso pensar, elaborar, executar melhor isso. As pessoas [pescadores] não podem viver mais nesse abandono”, disse ele.
De acordo com a Seap, o ministério terá um orçamento maior e um quadro de pessoal próprio. Hoje, o órgão tem 200 funcionários, a maioria cedidos ou terceirizados. Já foi autorizada a contratação de 200 técnicos temporários, assim, o novo ministério terá, pelo menos, 400 funcionários.
A assessoria da Seap não informou em quanto deve aumentar o orçamento, que hoje é de R$ 200 milhões.
O ministério será responsável por toda a administração da cadeia produtiva do pescado, o que representará compartilhar, por exemplo, a tarefa de ordenar a pesca (definir quantidade por espécie, época em que a atividade pode ser realizada) com o Ministério do Meio Ambiente.
O ministro da Aqüicultura e Pesca, Altemir Gregolin, antecipou que o governo liberará R$ 1,750 bilhão para o plano nacional até 2011, montante cinco vezes superior ao liberado há quatro anos.
Com o plano nacional, a meta é aumentar até 2011 a produção de pescado no país em 40%, passando de um milhão de toneladas para 1,4 milhão de toneladas anuais, sendo que 25% virão da pesca e 75% da produção em cativeiro, de acordo com Gregolin.
Para atingir essas metas, as propostas do governo são a construção de 20 terminais pesqueiros públicos, de 120 centros integrados de pesca artesanal, com estruturas para a instalação de fábricas de gelo para armazenamento, o cultivo em cativeiro em 40 reservatórios de águas da União e linhas de crédito no valor de R$ 1,5 bilhão para modernização dos navios pesqueiros.
O plano prevê ainda medidas de estímulo para que o brasileiro coma mais peixe, como a capacitação de merendeiras para incentivarem as crianças a comerem mais pescados.
O governo quer incrementar o consumo de sete quilos anuais de peixe por habitante para nove quilos.
“Queremos transformar o peixe no frango das águas do nosso Brasil, em termos de rentabilidade”, disse o ministro.
O plano deve gerar um milhão de empregos, segundo a Seap.
Fonte: Carolina Pimentel, repórter da Agência Brasil
Sérgio Guimarães considera positivo decreto punindo crimes ambientais 30.07.08
30.07.08
Para o presidente do ICV, decreto ajuda produtor que trabalhar na legalidade
O novo decreto da Lei de Crimes Ambientais prevê penas mais severas ao produtor rural que não preservar a reserva legal. Publicado no Diário Oficial do dia 23 de julho, o decreto regulamenta os valores das multas e diminui os prazos de pagamentos pelos infratores. A mudança na lei também permite ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - Ibama, apreender animais e bens materiáis das áreas notificadas e levá-los a leilão.
Para Sérgio Guimarães, presidente do Instituto Centro de Vida, o novo decreto é favorável para o produtor rural que quer trabalhar com sua propriedade regularizada. 'É um decreto importante porque busca aumentar a responsabilização pelas infrações ambientais. Vejo que isso é muito importante para o meio ambiente, mas também é importante para o produtor rural que quer fazer as coisas de uma forma correta. Porque muitas vezes alguns fazem de forma correta e outros não fazem, o que gera uma concorrência desleal', acrescenta.
O produtor rural que não tiver registrado a reserva legal da propriedade tem até 180 dias para se adequar. Após esse período, se notificado, recebe multa que varia de R$ 500 a R$ 100 mil. Após o período, se for notificado o produtor tem até 90 dias para protocolar a solicitação. Passado o prazo poderá pagar uma multa diária que varia de R$ 50 a R$ 500 por hectare ou fração da reserva legal. O decreto também endurece as regras para os infratores ambientais reincidentes além de prever a cassação de licenças e multas para quem não cumprir embargos determinados pelos órgãos ambientais.
Caso o produtor optar pela recuperação integral da área degradada, pode converter a multa na reparação dos danos e recebe um desconto de 40% sobre o seu valor. Este desconto, antes do novo decreto ser assinado pelo presidente Lula, era de 90% do valor da multa. Em 30 dias o interessado deve apresentar um pré-projeto da recuperação e após aceito o pedido de conversão, o produtor tem um prazo de 90 dias a três anos, podendo ser prorrogado para mais três anos, para a execução do projeto.
Fonte: Agronotícias
Para o presidente do ICV, decreto ajuda produtor que trabalhar na legalidade
O novo decreto da Lei de Crimes Ambientais prevê penas mais severas ao produtor rural que não preservar a reserva legal. Publicado no Diário Oficial do dia 23 de julho, o decreto regulamenta os valores das multas e diminui os prazos de pagamentos pelos infratores. A mudança na lei também permite ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - Ibama, apreender animais e bens materiáis das áreas notificadas e levá-los a leilão.
Para Sérgio Guimarães, presidente do Instituto Centro de Vida, o novo decreto é favorável para o produtor rural que quer trabalhar com sua propriedade regularizada. 'É um decreto importante porque busca aumentar a responsabilização pelas infrações ambientais. Vejo que isso é muito importante para o meio ambiente, mas também é importante para o produtor rural que quer fazer as coisas de uma forma correta. Porque muitas vezes alguns fazem de forma correta e outros não fazem, o que gera uma concorrência desleal', acrescenta.
O produtor rural que não tiver registrado a reserva legal da propriedade tem até 180 dias para se adequar. Após esse período, se notificado, recebe multa que varia de R$ 500 a R$ 100 mil. Após o período, se for notificado o produtor tem até 90 dias para protocolar a solicitação. Passado o prazo poderá pagar uma multa diária que varia de R$ 50 a R$ 500 por hectare ou fração da reserva legal. O decreto também endurece as regras para os infratores ambientais reincidentes além de prever a cassação de licenças e multas para quem não cumprir embargos determinados pelos órgãos ambientais.
Caso o produtor optar pela recuperação integral da área degradada, pode converter a multa na reparação dos danos e recebe um desconto de 40% sobre o seu valor. Este desconto, antes do novo decreto ser assinado pelo presidente Lula, era de 90% do valor da multa. Em 30 dias o interessado deve apresentar um pré-projeto da recuperação e após aceito o pedido de conversão, o produtor tem um prazo de 90 dias a três anos, podendo ser prorrogado para mais três anos, para a execução do projeto.
Fonte: Agronotícias
Desmatamento na Amazônia cai 20% em junho, revela Inpe 30.07.08
30.07.08
O desmatamento na Amazônia em junho foi de 876,80 quilômetros quadrados, área 20% menor do que a registrada em maio (1.096 quilômetros quadrados), segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
O recordista foi o estado do Pará, que teve 499 quilômetros quadrados desmatados em junho, contra os 262 quilômetros quadrados observados em maio, um aumento de 91%. O Inpe alertou, no entanto, que o número pode ser justificado pelo aumento da capacidade de observação dos satélites.
O Estado que apresentou maior queda no índice de desmatamento foi Mato Grosso, com 70% a menos do que o registrado em maio. Do total do desmatamento, 66,7% são classificados de corte raso, 25,3% de degradação florestal e 8% de desmatamento não confirmados.
Fonte: Priscilla Mazenotti, repórter da Agência Brasil
O desmatamento na Amazônia em junho foi de 876,80 quilômetros quadrados, área 20% menor do que a registrada em maio (1.096 quilômetros quadrados), segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
O recordista foi o estado do Pará, que teve 499 quilômetros quadrados desmatados em junho, contra os 262 quilômetros quadrados observados em maio, um aumento de 91%. O Inpe alertou, no entanto, que o número pode ser justificado pelo aumento da capacidade de observação dos satélites.
O Estado que apresentou maior queda no índice de desmatamento foi Mato Grosso, com 70% a menos do que o registrado em maio. Do total do desmatamento, 66,7% são classificados de corte raso, 25,3% de degradação florestal e 8% de desmatamento não confirmados.
Fonte: Priscilla Mazenotti, repórter da Agência Brasil
ANP: mamona sem mistura não serve para produzir biodiesel
30.07.08
30.07.08
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) admitiu ontem (29), em nota oficial, que a mamona só pode ser utilizada na fabricação de biodiesel se for misturada a outro tipo de material gorduroso. A agência esclareceu que a mamona continua sendo, apesar disso, uma opção na produção de biocombustíveis. "A mamona permanece como opção energética para a produção de biodiesel. Contudo, o biodiesel produzido a partir desta oleaginosa deverá conter, também, em sua composição, outro material graxo que permita o enquadramento de suas propriedades: a massa específica e a viscosidade".
A mamona não pode ser usada, sozinha, na produção de biodiesel, porque não atende a requisitos técnicos estabelecidos pela própria ANP na Resolução 7 da agência, publicada em março deste ano.
Fonte: Leonardo Goy, Agência Estado
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) admitiu ontem (29), em nota oficial, que a mamona só pode ser utilizada na fabricação de biodiesel se for misturada a outro tipo de material gorduroso. A agência esclareceu que a mamona continua sendo, apesar disso, uma opção na produção de biocombustíveis. "A mamona permanece como opção energética para a produção de biodiesel. Contudo, o biodiesel produzido a partir desta oleaginosa deverá conter, também, em sua composição, outro material graxo que permita o enquadramento de suas propriedades: a massa específica e a viscosidade".
A mamona não pode ser usada, sozinha, na produção de biodiesel, porque não atende a requisitos técnicos estabelecidos pela própria ANP na Resolução 7 da agência, publicada em março deste ano.
Fonte: Leonardo Goy, Agência Estado
Rodada Doha "ainda está por um fio" 29.07.08
29.07.08
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, deixou a sede da Organização Mundial do Comércio (OMC) na madrugada de ontem, segunda-feira para terça-feira (horário de Genebra), afirmando que as negociações da Rodada Doha “ainda estão por um fio”, depois de passar mais de doze horas reunido com os outros seis principais países no processo (Índia, China, Estados Unidos, União Européia, Japão e Austrália).
“Estamos ainda procurando uma solução. Não encontramos, tenho que ser franco. Algumas idéias foram apresentadas e não foram rejeitadas, mas também não foram aceitas”, resumiu Amorim ao final da jornada, às 2h00 da madrugada (horário de Genebra).
O ponto crucial continua sendo a existência de interesses opostos em relação a um mecanismo de salvaguarda que permitiria aos países em desenvolvimento subir tarifas aduaneiras para se proteger de um surto de importações que possa prejudicar sua segurança alimentar.
Índia, China e outros 80 países com economias consideradas vulneráveis condicionam sua adesão ao acordo a que sejam melhorados os parâmetros para a aplicação dessa medida, rejeitada por Paraguai, Uruguai e outros países cujas economias dependem das exportações de alguns poucos produtos agrícolas.
Tensão
“A situação é muito tensa e um resultado não está, de forma nenhuma, garantido”, informou o porta-voz da Organização Mundial do Comércio (OMC), Keith Rockwell, à meia-noite, horário de Genebra.
Nesse momento, os ministros do Grupo dos Sete iniciavam uma nova reunião para tentar resolver o impasse junto ao diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, que passou a tarde reunindo-se privadamente com os mais insatisfeitos.
“Durante o dia de hoje houve uma variedade de propostas, sugestões, fórmulas, trazidas por altos funcionários, ministros, embaixadores, todos tentando encontrar uma saída para essa questão”, comentou Rockwell.
O Brasil tentou mediar o conflito propondo que os sócios da OMC busquem uma solução “neutra” que permita flexibilizar as posições de seus aliados no G20 sem ter que mudar os pontos já definidos no pacote de Lamy.
Mudanças
Ao sair para uma pausa nas discussões, o ministro de Comércio da Índia, Kamal Nath, acusado de intransigência pelos Estados Unidos, afirmou aos jornalistas que está disposto a aceitar uma nova proposta apresentada pelo diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, que melhoraria as condições para a aplicação do mecanismo de salvaguarda.
Mas um diplomata envolvido nas negociações afirma que Estados Unidos se opõem à mudança.
Segundo o mesmo diplomata, o novo papel oferece condições flexíveis para que os países decidam quando aplicar as salvaguardas.
A proposta anteriormente rejeitada por Índia, China e outros cerca de 80 países pobres determinava que a medida de proteção só poderia ser acionada quando as importações de alimentos subissem 40%.
Ao deixar a sede da OMC, o comissário de Comércio da União Européia, Peter Mandelson, mal-humorado, afirmou que “o show continua”.
O Grupo dos Sete volta a se reunir na terça-feira ainda na tentativa conciliar as posições sobre o mecanismo de salvaguarda, mas também com a missão de resolver os outros pontos ainda pendentes, como a questão dos subsídios americanos aos produtores de algodão.
Fonte: Márcia Bizzotto, enviada especial da BBC Brasil a Genebra
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, deixou a sede da Organização Mundial do Comércio (OMC) na madrugada de ontem, segunda-feira para terça-feira (horário de Genebra), afirmando que as negociações da Rodada Doha “ainda estão por um fio”, depois de passar mais de doze horas reunido com os outros seis principais países no processo (Índia, China, Estados Unidos, União Européia, Japão e Austrália).
“Estamos ainda procurando uma solução. Não encontramos, tenho que ser franco. Algumas idéias foram apresentadas e não foram rejeitadas, mas também não foram aceitas”, resumiu Amorim ao final da jornada, às 2h00 da madrugada (horário de Genebra).
O ponto crucial continua sendo a existência de interesses opostos em relação a um mecanismo de salvaguarda que permitiria aos países em desenvolvimento subir tarifas aduaneiras para se proteger de um surto de importações que possa prejudicar sua segurança alimentar.
Índia, China e outros 80 países com economias consideradas vulneráveis condicionam sua adesão ao acordo a que sejam melhorados os parâmetros para a aplicação dessa medida, rejeitada por Paraguai, Uruguai e outros países cujas economias dependem das exportações de alguns poucos produtos agrícolas.
Tensão
“A situação é muito tensa e um resultado não está, de forma nenhuma, garantido”, informou o porta-voz da Organização Mundial do Comércio (OMC), Keith Rockwell, à meia-noite, horário de Genebra.
Nesse momento, os ministros do Grupo dos Sete iniciavam uma nova reunião para tentar resolver o impasse junto ao diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, que passou a tarde reunindo-se privadamente com os mais insatisfeitos.
“Durante o dia de hoje houve uma variedade de propostas, sugestões, fórmulas, trazidas por altos funcionários, ministros, embaixadores, todos tentando encontrar uma saída para essa questão”, comentou Rockwell.
O Brasil tentou mediar o conflito propondo que os sócios da OMC busquem uma solução “neutra” que permita flexibilizar as posições de seus aliados no G20 sem ter que mudar os pontos já definidos no pacote de Lamy.
Mudanças
Ao sair para uma pausa nas discussões, o ministro de Comércio da Índia, Kamal Nath, acusado de intransigência pelos Estados Unidos, afirmou aos jornalistas que está disposto a aceitar uma nova proposta apresentada pelo diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, que melhoraria as condições para a aplicação do mecanismo de salvaguarda.
Mas um diplomata envolvido nas negociações afirma que Estados Unidos se opõem à mudança.
Segundo o mesmo diplomata, o novo papel oferece condições flexíveis para que os países decidam quando aplicar as salvaguardas.
A proposta anteriormente rejeitada por Índia, China e outros cerca de 80 países pobres determinava que a medida de proteção só poderia ser acionada quando as importações de alimentos subissem 40%.
Ao deixar a sede da OMC, o comissário de Comércio da União Européia, Peter Mandelson, mal-humorado, afirmou que “o show continua”.
O Grupo dos Sete volta a se reunir na terça-feira ainda na tentativa conciliar as posições sobre o mecanismo de salvaguarda, mas também com a missão de resolver os outros pontos ainda pendentes, como a questão dos subsídios americanos aos produtores de algodão.
Fonte: Márcia Bizzotto, enviada especial da BBC Brasil a Genebra
Concessões prometidas em Genebra dariam pequeno impacto nas exportações brasileiras 29.07.08
29.07.08
Ícone calcula um ganho de US$ 4,9 bi
Quanto aumentariam as importações, ninguém ainda calculou
As negociações da Rodada Doha, da Organização Mundial de Comércio (OMC), vão gerar um aumento de US$ 7,36 bilhões, pelo menos, nas importações agrícolas de União Européia e Estados Unidos, caso sejam seladas seguindo o esboço em discussão em Genebra, revelam cálculos do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone). A estimativa considera os três produtos que mais interessam ao Brasil: etanol, carne bovina e de frango.
As importações desses produtos por EUA e UE subiriam de US$ 4,19 bilhões na média entre 2004 e 2006 para US$ 11,55 bilhões em 2014. O período de implementação da Rodada Doha vai de 2010 a 2014. Para carnes, valem apenas as vendas para os europeus, já que os americanos não importam por restrições sanitárias. O cálculo inclui somente o acesso ao mercado e não considera os ganhos indiretos com corte de subsídios.
Se o Brasil mantiver a participação nesses mercados, o ganho agrícola para o país com a Rodada Doha seria de US$ 4,9 bilhões. Esse cenário significaria incremento de quase 190% nas exportações brasileiras de carne bovina, de frango e etanol para as duas maiores potências do planeta. As vendas do Brasil subiriam dos atuais US$ 2,6 bilhões para US$ 7,48 bilhões. O país responde hoje por 63% das importações de carne de frango e 52% da carne bovina da União Européia, e por 72% das importações de etanol dos EUA e da UE.
"Só que esse é o único ganho para a agricultura brasileira na Rodada Doha", disse André Nassar, diretor-executivo do Icone, um "think-tank" financiado por associações agrícolas. "Não podemos mascarar o fato de que as negociações globais não trouxeram nenhuma vantagem para o Brasil nos países emergentes". Na sua avaliação, o principal ponto negativo da Rodada é que China e Índia não foram obrigadas a abrir seus mercados agrícolas. Esse países são alvos prioritários para a agricultura brasileira no futuro, por conta do potencial de crescimento das vendas.
Para calcular os ganhos, Nassar considerou o compromisso selado na sexta-feira por Brasil, EUA, UE, Japão, Austrália, China e Índia. Desse grupo, os indianos são os únicos que ainda discordam. O acordo está agora está em discussão com os demais países-membros. O pacote prevê redução de 70% nas tarifas agrícolas mais altas dos países ricos. Até 4% dos produtos poderão ser designados como sensíveis, o que significa redução menor de tarifa, mas, em compensação, os países devem oferecer alta de 4% nas cotas. No etanol, as negociações ainda não terminaram. O cálculo do Icone pressupõe cota equivalente a 10% do consumo futuro - um percentual que seria considerado "razoável" pelo Brasil.
As importações européias de carne bovina aumentariam 73% em volume e 100% em valor após a implementação da Rodada Doha, conforme as estimativas do Icone. As compras de carne bovina do bloco subiriam 83% em volume e 112% em valor. Já as importações de etanol por EUA e UE aumentariam 224% em volume e 293% em valor. Contrariando temores do setor privado, os dados demonstram que a Rodada Doha vai gerar incremento real no comércio em volume. Os ganhos em receita, entanto, são maiores, porque volumes já vendidos serão apenas incorporados na cota, gerando margens de lucro mais altas.
"O acordo está bem equilibrado na sua modéstia", avaliou Marcos Jank, presidente da União da Indústria Canavieira de São Paulo (Unica), ressaltando que ainda faltam os "10 minutos do segundo tempo", referindo-se às discussões hoje em Genebra. Ele disse que a negociação sobre etanol está mais complicada com os EUA do que com a UE. Os europeus pedem a criação de cota, e oferecem um volume que está distante da demanda brasileira, mas os EUA sequer aceitam discutir a tarifa de 0,54 centavos por galão.
"Sou favorável a um acordo, mas um retrocesso não tem cabimento", disse Pedro de Camargo Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), que não está satisfeito com o pacote. Para ele, as perdas futuras nas vendas para a China são maiores do que ganhos atuais nas exportações para a Europa. No caso de suínos, uma exceção reduz o aumento da cota de 4% para apenas 1%.
Fonte: Gazeta Mercantil
Ícone calcula um ganho de US$ 4,9 bi
Quanto aumentariam as importações, ninguém ainda calculou
As negociações da Rodada Doha, da Organização Mundial de Comércio (OMC), vão gerar um aumento de US$ 7,36 bilhões, pelo menos, nas importações agrícolas de União Européia e Estados Unidos, caso sejam seladas seguindo o esboço em discussão em Genebra, revelam cálculos do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone). A estimativa considera os três produtos que mais interessam ao Brasil: etanol, carne bovina e de frango.
As importações desses produtos por EUA e UE subiriam de US$ 4,19 bilhões na média entre 2004 e 2006 para US$ 11,55 bilhões em 2014. O período de implementação da Rodada Doha vai de 2010 a 2014. Para carnes, valem apenas as vendas para os europeus, já que os americanos não importam por restrições sanitárias. O cálculo inclui somente o acesso ao mercado e não considera os ganhos indiretos com corte de subsídios.
Se o Brasil mantiver a participação nesses mercados, o ganho agrícola para o país com a Rodada Doha seria de US$ 4,9 bilhões. Esse cenário significaria incremento de quase 190% nas exportações brasileiras de carne bovina, de frango e etanol para as duas maiores potências do planeta. As vendas do Brasil subiriam dos atuais US$ 2,6 bilhões para US$ 7,48 bilhões. O país responde hoje por 63% das importações de carne de frango e 52% da carne bovina da União Européia, e por 72% das importações de etanol dos EUA e da UE.
"Só que esse é o único ganho para a agricultura brasileira na Rodada Doha", disse André Nassar, diretor-executivo do Icone, um "think-tank" financiado por associações agrícolas. "Não podemos mascarar o fato de que as negociações globais não trouxeram nenhuma vantagem para o Brasil nos países emergentes". Na sua avaliação, o principal ponto negativo da Rodada é que China e Índia não foram obrigadas a abrir seus mercados agrícolas. Esse países são alvos prioritários para a agricultura brasileira no futuro, por conta do potencial de crescimento das vendas.
Para calcular os ganhos, Nassar considerou o compromisso selado na sexta-feira por Brasil, EUA, UE, Japão, Austrália, China e Índia. Desse grupo, os indianos são os únicos que ainda discordam. O acordo está agora está em discussão com os demais países-membros. O pacote prevê redução de 70% nas tarifas agrícolas mais altas dos países ricos. Até 4% dos produtos poderão ser designados como sensíveis, o que significa redução menor de tarifa, mas, em compensação, os países devem oferecer alta de 4% nas cotas. No etanol, as negociações ainda não terminaram. O cálculo do Icone pressupõe cota equivalente a 10% do consumo futuro - um percentual que seria considerado "razoável" pelo Brasil.
As importações européias de carne bovina aumentariam 73% em volume e 100% em valor após a implementação da Rodada Doha, conforme as estimativas do Icone. As compras de carne bovina do bloco subiriam 83% em volume e 112% em valor. Já as importações de etanol por EUA e UE aumentariam 224% em volume e 293% em valor. Contrariando temores do setor privado, os dados demonstram que a Rodada Doha vai gerar incremento real no comércio em volume. Os ganhos em receita, entanto, são maiores, porque volumes já vendidos serão apenas incorporados na cota, gerando margens de lucro mais altas.
"O acordo está bem equilibrado na sua modéstia", avaliou Marcos Jank, presidente da União da Indústria Canavieira de São Paulo (Unica), ressaltando que ainda faltam os "10 minutos do segundo tempo", referindo-se às discussões hoje em Genebra. Ele disse que a negociação sobre etanol está mais complicada com os EUA do que com a UE. Os europeus pedem a criação de cota, e oferecem um volume que está distante da demanda brasileira, mas os EUA sequer aceitam discutir a tarifa de 0,54 centavos por galão.
"Sou favorável a um acordo, mas um retrocesso não tem cabimento", disse Pedro de Camargo Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), que não está satisfeito com o pacote. Para ele, as perdas futuras nas vendas para a China são maiores do que ganhos atuais nas exportações para a Europa. No caso de suínos, uma exceção reduz o aumento da cota de 4% para apenas 1%.
Fonte: Gazeta Mercantil
China exige corte de subsídios dos EUA e complica negociações 29.07.08
29.07.08
Índia também reclamou do fato de o algodão ter ficado de lado nas negociações até agora
GENEBRA - A tentativa de um novo pacto comercial mundial ficou ainda mais complicada nesta segunda-feira, com a troca de acusações entre Estados Unidos e os emergentes China e Índia. Além de se recusar a cortar as barreiras tarifárias para a importação de algodão, a China exigiu dos Estados Unidos um corte nos subsídios à produção da commodity, o que alimentou a disputa entre as duas potências.
"Os subsídios extremamente altos dos Estados Unidos provocaram sérios prejuízos aos fazendeiros dos países em desenvolvimento, incluindo aqueles na África e 150 milhões na China", afirmou Zhang Xiangchen, principal negociador do país. Xiangchen foi mais longe e disse que os Estados Unidos "não estão em posição de discutir" com os países em desenvolvimento "até eliminar seus subsídios ao algodão".
As declarações da China vieram no mesmo tempo em que os países do chamado C-4 afirmaram-se frustrados por Washington não ter oferecido "nada concreto" nesse ponto. O grupo, formado pelos países cotonicultores da África Ocidental - Benin, Burkina Faso, Chade e Mali -, têm lutado desde 2003 para que a questão do algodão fosse incluída na Rodada Doha de liberalização comercial.
O ministro de Comércio da Índia, Kamal Nath, também reclamou do fato de o algodão ter ficado de lado nas negociações até agora. "Nos últimos três dias, não tivemos qualquer movimento no algodão", afirmou aos jornalistas.
Pela manhã, os EUA acusaram Índia e China de ameaçarem prejudicar um frágil acordo alcançado pelos principais países reunidos em Genebra desde o começo da semana passada para tentar concluir a Rodada Doha, iniciada há sete anos.
"Todas os seus pedidos por desenvolvimento nos últimos anos parecem vazios quando esses países importantes ameaçam os benefícios para o desenvolvimento que já estão na mesa, e que são completamente vitais para a grande maioria dos membros da OMC", disse o diplomata norte-americano David Shark.
Fonte: Gerson Freitas Jr, da Agência Estado
Índia também reclamou do fato de o algodão ter ficado de lado nas negociações até agora
GENEBRA - A tentativa de um novo pacto comercial mundial ficou ainda mais complicada nesta segunda-feira, com a troca de acusações entre Estados Unidos e os emergentes China e Índia. Além de se recusar a cortar as barreiras tarifárias para a importação de algodão, a China exigiu dos Estados Unidos um corte nos subsídios à produção da commodity, o que alimentou a disputa entre as duas potências.
"Os subsídios extremamente altos dos Estados Unidos provocaram sérios prejuízos aos fazendeiros dos países em desenvolvimento, incluindo aqueles na África e 150 milhões na China", afirmou Zhang Xiangchen, principal negociador do país. Xiangchen foi mais longe e disse que os Estados Unidos "não estão em posição de discutir" com os países em desenvolvimento "até eliminar seus subsídios ao algodão".
As declarações da China vieram no mesmo tempo em que os países do chamado C-4 afirmaram-se frustrados por Washington não ter oferecido "nada concreto" nesse ponto. O grupo, formado pelos países cotonicultores da África Ocidental - Benin, Burkina Faso, Chade e Mali -, têm lutado desde 2003 para que a questão do algodão fosse incluída na Rodada Doha de liberalização comercial.
O ministro de Comércio da Índia, Kamal Nath, também reclamou do fato de o algodão ter ficado de lado nas negociações até agora. "Nos últimos três dias, não tivemos qualquer movimento no algodão", afirmou aos jornalistas.
Pela manhã, os EUA acusaram Índia e China de ameaçarem prejudicar um frágil acordo alcançado pelos principais países reunidos em Genebra desde o começo da semana passada para tentar concluir a Rodada Doha, iniciada há sete anos.
"Todas os seus pedidos por desenvolvimento nos últimos anos parecem vazios quando esses países importantes ameaçam os benefícios para o desenvolvimento que já estão na mesa, e que são completamente vitais para a grande maioria dos membros da OMC", disse o diplomata norte-americano David Shark.
Fonte: Gerson Freitas Jr, da Agência Estado
MT: vendas antecipadas de soja chegam a 21% da safra 29.07.08
29.07.08
Os agricultores de Mato Grosso, maior produtor de soja do Brasil, haviam comercializado antecipadamente até a última sexta-feira 21% da próxima safra (2008/09) da oleaginosa, informou o Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea), orgão da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Famato).
Esse é o primeiro levantamento da comercialização da safra realizado pelo Imea, e não há dados comparativos com a temporada anterior.
Mas comparando o percentual apurado pelo instituto com levantamento feito pela consultoria privada Agência Rural, em agosto do ano passado, o comprometimento de vendas antecipadas para 2008/09 aponta um atraso em relação a 2007/08. Naquela época, mais de 40% da produção futura já havia sido vendida.
"É muito pouco", disse a administradora do Imea, Maria Amélia Tirloni, referindo-se ao percentual já comprometido.
Produtores de Mato Grosso, que plantam tradicionalmente em grandes áreas, costumam vender parte da produção antes mesmo de iniciar a semeadura como forma de financiar suas atividades.
O plantio em Mato Grosso começa geralmente em meados de setembro, após as primeiras chuvas.
Como ainda não há uma estimativa de produção para 2008/09, até porque o resultado da colheita poderia ser afetado por eventuais intempéries climáticas, o instituto calculou o percentual vendido com base na colheita obtida em 2007/08. Dessa forma, os mato-grossenses já teriam comercializado 3,7 milhões de toneladas, de um total de 17,7 milhões.
Segundo Maria Amélia, do total comprometido com as multinacionais do setor, que atuam como importantes financiadoras da safra no Estado, a maior parte foi negociada em operações de troca que envolvem fertilizantes, por exemplo.
"Dentro disso, nem tudo está com preço fixado", ressalvou ela, destacando que não é possível precisar quanto das operações de troca está com preço fixado.
E, de acordo com o Imea, apenas 4 pontos percentuais (do total de 21%) se referem a negócios realizados com preços fixados em dólar, para entrega durante a safra.
A intensa volatilidade dos preços da soja, com variações expressivas nas últimas semanas, está deixando os negociadores cautelosos, temendo fechar acordos a um determinado valor diante da possibilidade de perdas no futuro.
"As multis estão fazendo conta e não estão indicando preço. E o pouco que estão indicando não satisfaz ao produtor", declarou a administradora, lembrando que no ano passado o produtor realizou muitas vendas antecipadas, mas depois teve perdas, uma vez que os preços subiram no final do ano a valores superiores aos fechados em meses anteriores.
Para 2008/09, os produtores fixaram preços mais intensamente apenas no início deste mês, quando as cotações atingiram níveis próximos dos recordes.
Os melhores valores dessas fixações foram registrados em Sapezal, a cerca de US$ 24 por saca (60 kg), e em Lucas do Rio Verde e Sorriso, entre US$ 22 e US$ 23.
Fonte: Reuters News
Os agricultores de Mato Grosso, maior produtor de soja do Brasil, haviam comercializado antecipadamente até a última sexta-feira 21% da próxima safra (2008/09) da oleaginosa, informou o Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea), orgão da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Famato).
Esse é o primeiro levantamento da comercialização da safra realizado pelo Imea, e não há dados comparativos com a temporada anterior.
Mas comparando o percentual apurado pelo instituto com levantamento feito pela consultoria privada Agência Rural, em agosto do ano passado, o comprometimento de vendas antecipadas para 2008/09 aponta um atraso em relação a 2007/08. Naquela época, mais de 40% da produção futura já havia sido vendida.
"É muito pouco", disse a administradora do Imea, Maria Amélia Tirloni, referindo-se ao percentual já comprometido.
Produtores de Mato Grosso, que plantam tradicionalmente em grandes áreas, costumam vender parte da produção antes mesmo de iniciar a semeadura como forma de financiar suas atividades.
O plantio em Mato Grosso começa geralmente em meados de setembro, após as primeiras chuvas.
Como ainda não há uma estimativa de produção para 2008/09, até porque o resultado da colheita poderia ser afetado por eventuais intempéries climáticas, o instituto calculou o percentual vendido com base na colheita obtida em 2007/08. Dessa forma, os mato-grossenses já teriam comercializado 3,7 milhões de toneladas, de um total de 17,7 milhões.
Segundo Maria Amélia, do total comprometido com as multinacionais do setor, que atuam como importantes financiadoras da safra no Estado, a maior parte foi negociada em operações de troca que envolvem fertilizantes, por exemplo.
"Dentro disso, nem tudo está com preço fixado", ressalvou ela, destacando que não é possível precisar quanto das operações de troca está com preço fixado.
E, de acordo com o Imea, apenas 4 pontos percentuais (do total de 21%) se referem a negócios realizados com preços fixados em dólar, para entrega durante a safra.
A intensa volatilidade dos preços da soja, com variações expressivas nas últimas semanas, está deixando os negociadores cautelosos, temendo fechar acordos a um determinado valor diante da possibilidade de perdas no futuro.
"As multis estão fazendo conta e não estão indicando preço. E o pouco que estão indicando não satisfaz ao produtor", declarou a administradora, lembrando que no ano passado o produtor realizou muitas vendas antecipadas, mas depois teve perdas, uma vez que os preços subiram no final do ano a valores superiores aos fechados em meses anteriores.
Para 2008/09, os produtores fixaram preços mais intensamente apenas no início deste mês, quando as cotações atingiram níveis próximos dos recordes.
Os melhores valores dessas fixações foram registrados em Sapezal, a cerca de US$ 24 por saca (60 kg), e em Lucas do Rio Verde e Sorriso, entre US$ 22 e US$ 23.
Fonte: Reuters News
Terceiro leilão do "boi pirata" termina sem lances 29.07.08
29.07.08
Terminou sem sucesso a terceira tentativa do governo de leiloar os mais de três mil bois apreendidos na Amazônia, durante a Operação Boi Pirata, realizada em junho na Estação Ecológica da Terra do Meio, no Pará. Mais uma vez, não houve lances.
Para o Ministério do Meio Ambiente e o Ibama, os fatores que atrapalharam a comercialização dos bois, nas duas outras tentativas, foram o preço – no último leilão, aberto em 21 de julho, o valor de todos os lotes somados foi de R$ 3,1 milhões, R$ 800 mil a menos que no primeiro leilão –, o custo do transporte do rebanho devido à localização, e o anúncio, feito por políticos da região, de que a retirada do gado não seria pacífica.
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou, agora, que o lance inicial do leilão foi mantido por determinação do corregedor geral da Justiça Federal da 1ª Região, Olindo Herculano de Menezes. Ele entrou com agravo de instrumento contra a proposta do instituto de reduzir em 60% o valor inicial após reavaliação de custo operacional para a retirada do gado da área. Segundo ele, o gado estaria abaixo do preço de mercado.
Ibama diz que compradores vistoriaram rebanho de 'boi pirata'
Fonte: Morillo Carvalho, repórter da Agência Brasil
Terminou sem sucesso a terceira tentativa do governo de leiloar os mais de três mil bois apreendidos na Amazônia, durante a Operação Boi Pirata, realizada em junho na Estação Ecológica da Terra do Meio, no Pará. Mais uma vez, não houve lances.
Para o Ministério do Meio Ambiente e o Ibama, os fatores que atrapalharam a comercialização dos bois, nas duas outras tentativas, foram o preço – no último leilão, aberto em 21 de julho, o valor de todos os lotes somados foi de R$ 3,1 milhões, R$ 800 mil a menos que no primeiro leilão –, o custo do transporte do rebanho devido à localização, e o anúncio, feito por políticos da região, de que a retirada do gado não seria pacífica.
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou, agora, que o lance inicial do leilão foi mantido por determinação do corregedor geral da Justiça Federal da 1ª Região, Olindo Herculano de Menezes. Ele entrou com agravo de instrumento contra a proposta do instituto de reduzir em 60% o valor inicial após reavaliação de custo operacional para a retirada do gado da área. Segundo ele, o gado estaria abaixo do preço de mercado.
Ibama diz que compradores vistoriaram rebanho de 'boi pirata'
Fonte: Morillo Carvalho, repórter da Agência Brasil
Polícia Federal desmonta fábrica clandestina de agrotóxicos em Mato Grosso 29.07.08
29.07.08
A Polícia Federal fechou uma fábrica clandestina de agrotóxicos, ontem, que funcionava em uma chácara na rodovia Elder Cândia, ligando Cuiabá ao distrito de Nossa Senhora da Guia.
Três pessoas foram presas. O motorista José Lacerda de Assis, 45 anos, Romildo Alencar Pott, 43 anos, responsável pela produção, e o dono do local, Luiz Alexandre Zago, 39 anos.
Após investigações polícia conseguiu chegar até o ponto da produção seguindo um caminhão que transportava os produtos químicos trazidos de uma cidade paulista. Esses produtos químicos seriam usados na fabricação dos defensivos agrícolas.
Na chácara, os policiais apreenderam vários recipientes, cheios e vazios, sem nota fiscal nem registro dos órgãos competentes, e agrotóxicos com embalagem estrangeira. Ainda, equipamento destinado à falsificação de rótulos de defensivos agrícolas de marcas bem conhecidas.
A produção acontecia há pelo menos 40 dias e de forma bem rudimentar. Os produtos eram misturados em um caixa d`água e um menor de idade trabalhava lavando as embalagens de agrotóxicos. Durante o período de funcionamento foram realizadas três vendas e uma quarta estava sendo preparada. Os presos foram encaminhados para o presídio do Carumbé, em Cuiabá e vão responder por crimes ambientais e produção irregular de agrotóxico. Romildo Alencar Pott vai responder também por contrabando.
Fonte: Agronotícias
A Polícia Federal fechou uma fábrica clandestina de agrotóxicos, ontem, que funcionava em uma chácara na rodovia Elder Cândia, ligando Cuiabá ao distrito de Nossa Senhora da Guia.
Três pessoas foram presas. O motorista José Lacerda de Assis, 45 anos, Romildo Alencar Pott, 43 anos, responsável pela produção, e o dono do local, Luiz Alexandre Zago, 39 anos.
Após investigações polícia conseguiu chegar até o ponto da produção seguindo um caminhão que transportava os produtos químicos trazidos de uma cidade paulista. Esses produtos químicos seriam usados na fabricação dos defensivos agrícolas.
Na chácara, os policiais apreenderam vários recipientes, cheios e vazios, sem nota fiscal nem registro dos órgãos competentes, e agrotóxicos com embalagem estrangeira. Ainda, equipamento destinado à falsificação de rótulos de defensivos agrícolas de marcas bem conhecidas.
A produção acontecia há pelo menos 40 dias e de forma bem rudimentar. Os produtos eram misturados em um caixa d`água e um menor de idade trabalhava lavando as embalagens de agrotóxicos. Durante o período de funcionamento foram realizadas três vendas e uma quarta estava sendo preparada. Os presos foram encaminhados para o presídio do Carumbé, em Cuiabá e vão responder por crimes ambientais e produção irregular de agrotóxico. Romildo Alencar Pott vai responder também por contrabando.
Fonte: Agronotícias
União Européia quer mais concessões dos emergentes e vai fazer nova proposta na OMC 28.07.08
28.07.08
O comissário europeu de Comércio, Peter Mandelson, disse que vai apresentar hoje (28) uma contraproposta ao texto apresentado ontem pelo diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, nas negociações da Rodada Doha, segundo informações da BBC Brasil. A reunião de Genebra foi prorrogada para que os países possam finalmente chegar a um acordo sobre liberalização comercial.
A proposta de Lamy foi criticada pelos ministros da Agricultura dos 27 países integrantes da União Européia, que a classificaram como “desequilibrada” entre os capítulos agrícola e industrial. Com a contraproposta, eles esperam conseguir maiores concessões dos países emergentes no acesso aos seus mercados de bens industriais.
A secretária da França para Comércio Exterior, Anne-Marie Idrac, informou que o texto de Lamy, aceito pelo Brasil, foi recusado pela maioria da UE, especialmente França, Irlanda e Itália. Esses países teriam que reduzir as tarifas de importação mais elevadas sobre produtos agrícolas em 70% e os subsídios internos em 80%.
Para conseguir sair de Genebra com um acordo, os membros da OMC decidiram prorrogar até a próxima quarta-feira as reuniões, anteriormente programadas para terminar sábado (26). Ainda falta decidir questões como a lista de produtos tropicais que teriam corte mais rápido nas tarifas e o possível fim do sistema de preferências para a banana dos países do bloco África, Caribe e Pacífico.
Apesar de dizer que o acordo ainda está longe de ser concluído, Mandelson garante que os membros da OMC nunca estiveram tão perto disso “durante os últimos sete anos”.
Fonte: Agência Brasil
O comissário europeu de Comércio, Peter Mandelson, disse que vai apresentar hoje (28) uma contraproposta ao texto apresentado ontem pelo diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, nas negociações da Rodada Doha, segundo informações da BBC Brasil. A reunião de Genebra foi prorrogada para que os países possam finalmente chegar a um acordo sobre liberalização comercial.
A proposta de Lamy foi criticada pelos ministros da Agricultura dos 27 países integrantes da União Européia, que a classificaram como “desequilibrada” entre os capítulos agrícola e industrial. Com a contraproposta, eles esperam conseguir maiores concessões dos países emergentes no acesso aos seus mercados de bens industriais.
A secretária da França para Comércio Exterior, Anne-Marie Idrac, informou que o texto de Lamy, aceito pelo Brasil, foi recusado pela maioria da UE, especialmente França, Irlanda e Itália. Esses países teriam que reduzir as tarifas de importação mais elevadas sobre produtos agrícolas em 70% e os subsídios internos em 80%.
Para conseguir sair de Genebra com um acordo, os membros da OMC decidiram prorrogar até a próxima quarta-feira as reuniões, anteriormente programadas para terminar sábado (26). Ainda falta decidir questões como a lista de produtos tropicais que teriam corte mais rápido nas tarifas e o possível fim do sistema de preferências para a banana dos países do bloco África, Caribe e Pacífico.
Apesar de dizer que o acordo ainda está longe de ser concluído, Mandelson garante que os membros da OMC nunca estiveram tão perto disso “durante os últimos sete anos”.
Fonte: Agência Brasil
UE propõe melhores condições ao etanol brasileiro 28.07.08
28.07.08
Veja mais abaixo:
- Mercosul pode ser usado para convencer Argentina em Doha
- Brasil dá sinais de flexibilização na Rodada Doha
Genebra - A União Européia (UE) ofereceu ontem (27) uma nova cota ao etanol brasileiro para tentar fechar um acordo com o Brasil na Rodada Doha. Para o Itamaraty, não haverá um acordo final enquanto não houver uma solução para o produto que é o carro-chefe da política comercial do governo Federal. Há dois dias, Bruxelas havia oferecido 1,4 milhão de toneladas em dez anos, mas o governo alertou que o volume seria insuficiente. Agora, apresentou novos números que começam a deixar o setor privado mais satisfeito.
Pela nova proposta, a cota estaria indexada pelo consumo futuro europeu, o que permitiria um incremento nas exportações nos próximos anos. "Estamos avançando o debate", afirmou o chanceler Celso Amorim, sem declarar que estaria satisfeito com o volume dado pelos europeus.
Mesmo assim, o setor privado brasileiro alerta que pressionará pela abertura de uma disputa na Organização Mundial do Comércio (OMC) se a Rodada Doha não der uma solução e de fato reduzir as tarifas para a exportação do etanol nos Estados Unidos (EUA) e Europa. "Vamos ter de abrir uma disputa se não sairmos sem um acordo", alertou Marcos Jank, presidente da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), que foi até Genebra acompanhar o processo.
"Se o processo continuar como está, o etanol será o único produto que não será beneficiado da Rodada Doha", afirmou Jank. Hoje, o Celso Amorim confirmou que continua negociando um acesso aos mercados tanto da Europa como dos EUA e insinuou que não há como fechar um acordo sem uma solução para esse tema. Nas negociações com a UE, a proposta inicial de Bruxelas significaria um congelamento do atual comércio pelos próximos 20 anos, o que não foi aceito pelo país. Já com os EUA, os diplomatas americanos e Amorim se reúnem amanhã para debater a situação.
A Casa Branca, porém, resiste em cortar a tarifa que hoje é de 54 centavos de dólares por galão. A medida é possível graças a um artigo no acordo da OMC que permite que países escolham produtos que ficam de fora de liberalizações. "Esse é o cupim no porão do prédio da OMC que ameaça todo o edifício", afirmou Jank.
Fonte: Jamil Chade, Agência Estado
Mercosul pode ser usado para convencer Argentina em Doha
Genebra - A Organização Mundial do Comércio (OMC), o Brasil e até a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) tentam encontrar uma solução para acomodar a posição argentina na Rodada Doha. Buenos Aires reiterou hoje que não aceita o pacote proposto pela entidade. O problema central seria o número de setores industriais que poderiam ser declarados como sensíveis. O Mercosul também poderia ser chamado para que a distribuição dos setores sensíveis seja distribuído de uma forma que acomode os argentinos.
Uma das opções que se trabalha é a de criar um modelo que permita que os argentinos possam incluir um número maior de setores sob proteção, mas que sirva apenas para o Mercosul e que não abra precedentes para que outros também peçam novas exceções. Já a Índia chegou a sugerir que o Brasil abra mão de setores que quer manter protegidos para permitir um acerto com a Argentina.
Por estarem em uma união aduaneira, Brasil e Argentina precisam adotar a mesma tarifa de importação. Para isso, precisam contar com uma política comercial e uma posição comum na OMC. O problema é que o Brasil já saiu em defesa do pacote que hoje está sobre a mesa e rompeu com a posição de Buenos Aires.
Jorge Taiana, ministro de Relações Exteriores da Argentina, afirmou hoje aos ministros na OMC que seu país não teria como aceitar o pacote. Horas antes, o diretor da entidade, Pascal Lamy, o chamou para uma conversa para tentar contornar a crise. O chanceler Celso Amorim deu indicações de que o Brasil também fará um esforço para acomodar os argentinos. "O Mercosul está vivo. Faremos o que for necessário para ajudar a encontrar uma solução", afirmou.
O Mercosul tem o direito de manter 1.240 linhas tarifárias sob proteção. Uma das opções em debate seria o de permitir que os argentinos tenham um número maior de setores, mas que o total do Mercosul não seja afetado. Para isso, o número de setores protegidos no Brasil sofreria uma queda. "Estamos acompanhando o que ocorrerá nessa negociação", garantiu Mario Marconini, diretor de Relações Internacionais da Fiesp. A entidade estaria disposta a rever o número de linhas tarifárias sob proteção.
Fonte: Jamil Chade, Agência Estado
Veja mais abaixo:
- Mercosul pode ser usado para convencer Argentina em Doha
- Brasil dá sinais de flexibilização na Rodada Doha
Genebra - A União Européia (UE) ofereceu ontem (27) uma nova cota ao etanol brasileiro para tentar fechar um acordo com o Brasil na Rodada Doha. Para o Itamaraty, não haverá um acordo final enquanto não houver uma solução para o produto que é o carro-chefe da política comercial do governo Federal. Há dois dias, Bruxelas havia oferecido 1,4 milhão de toneladas em dez anos, mas o governo alertou que o volume seria insuficiente. Agora, apresentou novos números que começam a deixar o setor privado mais satisfeito.
Pela nova proposta, a cota estaria indexada pelo consumo futuro europeu, o que permitiria um incremento nas exportações nos próximos anos. "Estamos avançando o debate", afirmou o chanceler Celso Amorim, sem declarar que estaria satisfeito com o volume dado pelos europeus.
Mesmo assim, o setor privado brasileiro alerta que pressionará pela abertura de uma disputa na Organização Mundial do Comércio (OMC) se a Rodada Doha não der uma solução e de fato reduzir as tarifas para a exportação do etanol nos Estados Unidos (EUA) e Europa. "Vamos ter de abrir uma disputa se não sairmos sem um acordo", alertou Marcos Jank, presidente da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), que foi até Genebra acompanhar o processo.
"Se o processo continuar como está, o etanol será o único produto que não será beneficiado da Rodada Doha", afirmou Jank. Hoje, o Celso Amorim confirmou que continua negociando um acesso aos mercados tanto da Europa como dos EUA e insinuou que não há como fechar um acordo sem uma solução para esse tema. Nas negociações com a UE, a proposta inicial de Bruxelas significaria um congelamento do atual comércio pelos próximos 20 anos, o que não foi aceito pelo país. Já com os EUA, os diplomatas americanos e Amorim se reúnem amanhã para debater a situação.
A Casa Branca, porém, resiste em cortar a tarifa que hoje é de 54 centavos de dólares por galão. A medida é possível graças a um artigo no acordo da OMC que permite que países escolham produtos que ficam de fora de liberalizações. "Esse é o cupim no porão do prédio da OMC que ameaça todo o edifício", afirmou Jank.
Fonte: Jamil Chade, Agência Estado
Mercosul pode ser usado para convencer Argentina em Doha
Genebra - A Organização Mundial do Comércio (OMC), o Brasil e até a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) tentam encontrar uma solução para acomodar a posição argentina na Rodada Doha. Buenos Aires reiterou hoje que não aceita o pacote proposto pela entidade. O problema central seria o número de setores industriais que poderiam ser declarados como sensíveis. O Mercosul também poderia ser chamado para que a distribuição dos setores sensíveis seja distribuído de uma forma que acomode os argentinos.
Uma das opções que se trabalha é a de criar um modelo que permita que os argentinos possam incluir um número maior de setores sob proteção, mas que sirva apenas para o Mercosul e que não abra precedentes para que outros também peçam novas exceções. Já a Índia chegou a sugerir que o Brasil abra mão de setores que quer manter protegidos para permitir um acerto com a Argentina.
Por estarem em uma união aduaneira, Brasil e Argentina precisam adotar a mesma tarifa de importação. Para isso, precisam contar com uma política comercial e uma posição comum na OMC. O problema é que o Brasil já saiu em defesa do pacote que hoje está sobre a mesa e rompeu com a posição de Buenos Aires.
Jorge Taiana, ministro de Relações Exteriores da Argentina, afirmou hoje aos ministros na OMC que seu país não teria como aceitar o pacote. Horas antes, o diretor da entidade, Pascal Lamy, o chamou para uma conversa para tentar contornar a crise. O chanceler Celso Amorim deu indicações de que o Brasil também fará um esforço para acomodar os argentinos. "O Mercosul está vivo. Faremos o que for necessário para ajudar a encontrar uma solução", afirmou.
O Mercosul tem o direito de manter 1.240 linhas tarifárias sob proteção. Uma das opções em debate seria o de permitir que os argentinos tenham um número maior de setores, mas que o total do Mercosul não seja afetado. Para isso, o número de setores protegidos no Brasil sofreria uma queda. "Estamos acompanhando o que ocorrerá nessa negociação", garantiu Mario Marconini, diretor de Relações Internacionais da Fiesp. A entidade estaria disposta a rever o número de linhas tarifárias sob proteção.
Fonte: Jamil Chade, Agência Estado
Sem Terra ocupam fazenda de Dantas no Pará 28.07.08
28.07.08
Cerca de mil trabalhadores e trabalhadoras rurais Sem Terra ocuparam, na manhã da sexta-feira (25/07), a Fazenda Maria Bonita, no município de Xinguara, a cerca de 25 quilômetros de Eldorado dos Carajás, no Pará.
Os lavradores denunciam que a área, comprada ilegalmente em 2005 pela empresa Agropecuária Santa Bárbara Xinguara e que pertencente ao grupo Opportunity (cujo controlador é o banqueiro Daniel Dantas), é pública. Segundo o Instituto de Terras do Pará (Iterpa), a área pertence ao Estado e, por isso, sua venda é proibida.
“No dia 25 de julho, dia nacional do trabalhador rural, resolvemos ocupar uma das fazendas até então tidas como do grupo Santa Bárbara, por entendermos que lugar de ladrão é na cadeia e as terras públicas são para a Reforma Agrária”, afirma Ulisses Manaças, integrante da direção do MST no Pará.
“Esperamos que toda a sociedade se mobilize para que o Judiciário dê o destino correto a este bando, desbaratado pela Polícia federal e o governo do Estado do Pará, usando de suas prerrogativas para destinar todos os 500 mil hectares de terras para a Reforma Agrária. Assim, poderão ser assentadas todas as famílias acampadas nesta região, tornando toda a área produtiva para enfrentar um dos fatores da crise que se anuncia, a falta de alimentos”, completa Manaças.
A ação integra a Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária, realizada em torno do Dia do Trabalhador Rural, em 25 de julho, que denuncia a lentidão no processo de criação de assentamentos, as promessas não cumpridas e a prioridade do governo ao modelo do agronegócio. As ações condenam também a criminalização dos movimentos sociais, especialmente no Rio Grande do Sul e no Pará.
Fonte: MST
Cerca de mil trabalhadores e trabalhadoras rurais Sem Terra ocuparam, na manhã da sexta-feira (25/07), a Fazenda Maria Bonita, no município de Xinguara, a cerca de 25 quilômetros de Eldorado dos Carajás, no Pará.
Os lavradores denunciam que a área, comprada ilegalmente em 2005 pela empresa Agropecuária Santa Bárbara Xinguara e que pertencente ao grupo Opportunity (cujo controlador é o banqueiro Daniel Dantas), é pública. Segundo o Instituto de Terras do Pará (Iterpa), a área pertence ao Estado e, por isso, sua venda é proibida.
“No dia 25 de julho, dia nacional do trabalhador rural, resolvemos ocupar uma das fazendas até então tidas como do grupo Santa Bárbara, por entendermos que lugar de ladrão é na cadeia e as terras públicas são para a Reforma Agrária”, afirma Ulisses Manaças, integrante da direção do MST no Pará.
“Esperamos que toda a sociedade se mobilize para que o Judiciário dê o destino correto a este bando, desbaratado pela Polícia federal e o governo do Estado do Pará, usando de suas prerrogativas para destinar todos os 500 mil hectares de terras para a Reforma Agrária. Assim, poderão ser assentadas todas as famílias acampadas nesta região, tornando toda a área produtiva para enfrentar um dos fatores da crise que se anuncia, a falta de alimentos”, completa Manaças.
A ação integra a Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária, realizada em torno do Dia do Trabalhador Rural, em 25 de julho, que denuncia a lentidão no processo de criação de assentamentos, as promessas não cumpridas e a prioridade do governo ao modelo do agronegócio. As ações condenam também a criminalização dos movimentos sociais, especialmente no Rio Grande do Sul e no Pará.
Fonte: MST
Especuladores realizam lucros e derrubam preço da soja, que pode inviabilizar produção 25.07.08
25.07.08
Os preços da soja na Bolsa de Chicago (Cbot) recuaram mais uma vez no pregão de ontem e estão muito próximos do limite que tornaria inviável a produção brasileira. Para analistas, o limite para o produtor obter rentabilidade está estimado entre US$ 13 e US$ 14 o bushel. Ontem, os contratos com entrega em setembro fecharam cotados a US$ 13,73 o bushel. Desde o dia 11 de julho, quando o mercado ainda estava inflado por causa das fortes chuvas que atingiram o meio oeste americano e ameaçavam a produção, a queda acumulada é de 14,4%.
A queda no mercado de Chicago também puxou os preços da commodity no mercado interno, que está cotada a R$ 47,30 a saca de 60 quilos, segundo o indicador diário (base Paraná) do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea/Esalq/USP). No mesmo período, o recuo é de 11,9%. Anderson Galvão, diretor da Céleres, calcula que com o bushel a US$ 14 e um câmbio na casa dos R$ 1,65, a rentabilidade do produtor seria boa. "Se a safra oscilar em área será mais por causa do endividamento dos produtores e da falta de crédito", analisa. Disse ainda que mesmo com a queda de hoje, não acredita que os preços recuem mais. "Mesmo com uma safra boa dos americanos, a oferta e demanda estão muito apertadas".
No entanto, Glauber Silveira, presidente da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja), explica que se os preços continuarem caindo desta forma será um caos para o estado de Mato Grosso. "Ano passado tínhamos 50% da nossa produção negociada. Atualmente temos apenas 3%. Com a atual falta de crédito, se os preços caírem abaixo dos US$ 14 por bushel os produtores vão quebrar", reclama. Segundo informou, o custo de produção no estado está em R$ 1,6 mil por hectare.
No que diz respeito ao clima nas regiões produtoras dos EUA, a expectativa é de que fique dentro da normalidade. Segundo a Somar Meteorologia, a chuva que atinge os estados de Iowa, Illinois e Missouri (alguns dos principais produtores de grãos) acabou com as especulações de seca. "Na próxima semana uma nova área de instabilidade (chuva) deverá atingir a região. Mas a expectativa é de que julho e agosto fechem dentro das expectativas", analisa Paulo Etchutchury, da Somar Meteorologia. Ele acrescetou que o solo da região está com um bom índice de umidade e deverá persistir assim até a reta final da safra.
Fonte: Gazeta Mercantil
Veja também em Outras Notícias: Queda de preços da soja acende sinal amarelo no Brasil
Os preços da soja na Bolsa de Chicago (Cbot) recuaram mais uma vez no pregão de ontem e estão muito próximos do limite que tornaria inviável a produção brasileira. Para analistas, o limite para o produtor obter rentabilidade está estimado entre US$ 13 e US$ 14 o bushel. Ontem, os contratos com entrega em setembro fecharam cotados a US$ 13,73 o bushel. Desde o dia 11 de julho, quando o mercado ainda estava inflado por causa das fortes chuvas que atingiram o meio oeste americano e ameaçavam a produção, a queda acumulada é de 14,4%.
A queda no mercado de Chicago também puxou os preços da commodity no mercado interno, que está cotada a R$ 47,30 a saca de 60 quilos, segundo o indicador diário (base Paraná) do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea/Esalq/USP). No mesmo período, o recuo é de 11,9%. Anderson Galvão, diretor da Céleres, calcula que com o bushel a US$ 14 e um câmbio na casa dos R$ 1,65, a rentabilidade do produtor seria boa. "Se a safra oscilar em área será mais por causa do endividamento dos produtores e da falta de crédito", analisa. Disse ainda que mesmo com a queda de hoje, não acredita que os preços recuem mais. "Mesmo com uma safra boa dos americanos, a oferta e demanda estão muito apertadas".
No entanto, Glauber Silveira, presidente da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja), explica que se os preços continuarem caindo desta forma será um caos para o estado de Mato Grosso. "Ano passado tínhamos 50% da nossa produção negociada. Atualmente temos apenas 3%. Com a atual falta de crédito, se os preços caírem abaixo dos US$ 14 por bushel os produtores vão quebrar", reclama. Segundo informou, o custo de produção no estado está em R$ 1,6 mil por hectare.
No que diz respeito ao clima nas regiões produtoras dos EUA, a expectativa é de que fique dentro da normalidade. Segundo a Somar Meteorologia, a chuva que atinge os estados de Iowa, Illinois e Missouri (alguns dos principais produtores de grãos) acabou com as especulações de seca. "Na próxima semana uma nova área de instabilidade (chuva) deverá atingir a região. Mas a expectativa é de que julho e agosto fechem dentro das expectativas", analisa Paulo Etchutchury, da Somar Meteorologia. Ele acrescetou que o solo da região está com um bom índice de umidade e deverá persistir assim até a reta final da safra.
Fonte: Gazeta Mercantil
Veja também em Outras Notícias: Queda de preços da soja acende sinal amarelo no Brasil
Brasil dá sinais de flexibilização na Rodada Doha 25.07.08
25.07.08
Veja mais abaixo:
Diretor da OMC vê possibilidade de fracasso na Rodada Doha
Stephanes está equivocado sobre Doha, diz presidente da Abipecs
Genebra - O Brasil dá sinais de que pode fazer concessões na Rodada Doha de comércio multilateral, mas não consegue convencer seus parceiros entre os países emergentes, principalmente a Índia, a seguir a mesma linha. O processo na Organização Mundial do Comércio (OMC) e as próprias alianças entre o Brasil e as economias emergentes estão por um fio diante dos impasses.
O Itamaraty indicou que poderia adotar uma nova posição de abertura de seu mercado para bens industriais, ainda que modesta. O problema é que a Índia e a Argentina rejeitam, por enquanto, fazer concessões. O Itamaraty ainda sabe que não pode demonstrar um racha entre os emergentes nesse momento e o ministro das Relações Exteriores, o chanceler Celso Amorim, chega a sair da sala de reunião cada vez que há um ponto de discórdia com a Índia para não se expor. Mas as diferenças são claras. Ontem, americanos e europeus continuaram pressionando os emergentes por maior acesso a seus mercados para bens industriais. A reunião entre China, Brasil, Índia, Estados Unidos, Europa, Japão e Austrália entrou pelo quarto dia e não conseguiu superar o impasse de sete anos. A aposta de todos é que o encontro de hoje será decisivo.
Lançada em 2001 como forma de corrigir as distorções no comércio internacional, a Rodada Doha ganhava contornos políticos ontem. Diante da relutância da Índia em aceitar qualquer tipo de acordo, a Casa Branca decidiu colocar pressão total. O presidente americano George W. Bush ligou para o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, alertando para os riscos de um fracasso. Num encontro reservado ontem, Amorim e a representante de Comércio da Casa Branca, Susan Schwab, concordaram que os indianos estavam dificultando um acordo. "Todos terão de fazer concessões, tanto os que têm interesses ofensivos como os que têm interesses defensivos", afirmou o chanceler. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. (AE)
Diretor da OMC vê possibilidade de fracasso na Rodada Doha
Genebra - O diretor-geral da Organização Mundial de Comércio (OMC), Pascal Lamy, levantou a possibilidade de um colapso nas discussões para tentar salvar a Rodada Doha de comércio multilateral, afirmando que as negociações estão "à beira do sucesso e do fracasso", segundo seu porta-voz. "Considero a situação crítica, a beira do sucesso e do fracasso", disse Lamy durante um encontro de delegações da OMC.
Segundo ele, o progresso tem sido "dolorosamente lento" desde que ministros de cerca de 35 países iniciaram as discussões na segunda-feira, em Genebra, com o objetivo de mapear um acordo sobre um novo pacto global de liberalização comercial. "Houve algumas convergências, mas o progresso continua dolorosamente lento após quatro dias de negociação ministerial", disse Lamy. "Precisamos mudar de marcha rapidamente para que haja um resultado."
O dia de hoje é visto como um tudo ou nada para as negociações. "O tempo está acabando", disse ontem (24) o diretor da OMC. "As próximas 24 horas são cruciais."
A Rodada Doha teve início há sete anos com o objetivo de ajudar os países a desfrutarem de um acordo global de liberalização comercial, mas o processo está atrasado devido a disputas entre países ricos e países em desenvolvimento, que estão em um impasse quanto a questões como redução de subsídios e tarifas agrícolas e abertura nos setores industrial e serviços. Qualquer negociação final, se aprovada pelos negociadores reunidos em Genebra, ainda precisa ter o aval de pelos 153 países membros da OMC.
Fonte: informações da Dow Jones, com Deise Vieira, Agência Estado
Stephanes está equivocado sobre Doha, diz presidente da Abipecs
O presidente da Associação Brasileira Produtores e Exportadores de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto, disse hoje que o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, está equivocado ao dizer que a Rodada Doha não tem importância. "A rodada pode abrir novos mercados para o Brasil. E se os resultados até o momento são pequenos foi porque a estratégia brasileira não priorizou a agricultura. E se a estratégia não priorizou a agricultura isto é um sinal de que o Ministério da Agricultura não teve uma atuação significativa no governo Lula", disse.
Para Camargo, Doha não vai resolver os problemas do agribusiness brasileiro. "Doha não é uma panacéia, mas tem influência", disse. Ele lembra que todo o desenvolvimento da agricultura brasileira nos últimos anos não foi resultado da Rodada do Uruguai, mas isto, de acordo com Camargo, que as negociações não foram importantes para criar bases de comércio. "É um equívoco reduzir a importância de Doha apenas porque os resultados não são os esperados", disse.
A economista Amaryllis Romano, da Tendências Consultoria, acredita que o mercado tem mais força do que Doha no processo de gerar práticas comerciais. "Os países acabam criando leis comerciais com base nas demandas do mercado. Mas isto não retira a importância simbólica de Doha", disse.
Fonte: Agrolink
Veja mais abaixo:
Diretor da OMC vê possibilidade de fracasso na Rodada Doha
Stephanes está equivocado sobre Doha, diz presidente da Abipecs
Genebra - O Brasil dá sinais de que pode fazer concessões na Rodada Doha de comércio multilateral, mas não consegue convencer seus parceiros entre os países emergentes, principalmente a Índia, a seguir a mesma linha. O processo na Organização Mundial do Comércio (OMC) e as próprias alianças entre o Brasil e as economias emergentes estão por um fio diante dos impasses.
O Itamaraty indicou que poderia adotar uma nova posição de abertura de seu mercado para bens industriais, ainda que modesta. O problema é que a Índia e a Argentina rejeitam, por enquanto, fazer concessões. O Itamaraty ainda sabe que não pode demonstrar um racha entre os emergentes nesse momento e o ministro das Relações Exteriores, o chanceler Celso Amorim, chega a sair da sala de reunião cada vez que há um ponto de discórdia com a Índia para não se expor. Mas as diferenças são claras. Ontem, americanos e europeus continuaram pressionando os emergentes por maior acesso a seus mercados para bens industriais. A reunião entre China, Brasil, Índia, Estados Unidos, Europa, Japão e Austrália entrou pelo quarto dia e não conseguiu superar o impasse de sete anos. A aposta de todos é que o encontro de hoje será decisivo.
Lançada em 2001 como forma de corrigir as distorções no comércio internacional, a Rodada Doha ganhava contornos políticos ontem. Diante da relutância da Índia em aceitar qualquer tipo de acordo, a Casa Branca decidiu colocar pressão total. O presidente americano George W. Bush ligou para o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, alertando para os riscos de um fracasso. Num encontro reservado ontem, Amorim e a representante de Comércio da Casa Branca, Susan Schwab, concordaram que os indianos estavam dificultando um acordo. "Todos terão de fazer concessões, tanto os que têm interesses ofensivos como os que têm interesses defensivos", afirmou o chanceler. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. (AE)
Diretor da OMC vê possibilidade de fracasso na Rodada Doha
Genebra - O diretor-geral da Organização Mundial de Comércio (OMC), Pascal Lamy, levantou a possibilidade de um colapso nas discussões para tentar salvar a Rodada Doha de comércio multilateral, afirmando que as negociações estão "à beira do sucesso e do fracasso", segundo seu porta-voz. "Considero a situação crítica, a beira do sucesso e do fracasso", disse Lamy durante um encontro de delegações da OMC.
Segundo ele, o progresso tem sido "dolorosamente lento" desde que ministros de cerca de 35 países iniciaram as discussões na segunda-feira, em Genebra, com o objetivo de mapear um acordo sobre um novo pacto global de liberalização comercial. "Houve algumas convergências, mas o progresso continua dolorosamente lento após quatro dias de negociação ministerial", disse Lamy. "Precisamos mudar de marcha rapidamente para que haja um resultado."
O dia de hoje é visto como um tudo ou nada para as negociações. "O tempo está acabando", disse ontem (24) o diretor da OMC. "As próximas 24 horas são cruciais."
A Rodada Doha teve início há sete anos com o objetivo de ajudar os países a desfrutarem de um acordo global de liberalização comercial, mas o processo está atrasado devido a disputas entre países ricos e países em desenvolvimento, que estão em um impasse quanto a questões como redução de subsídios e tarifas agrícolas e abertura nos setores industrial e serviços. Qualquer negociação final, se aprovada pelos negociadores reunidos em Genebra, ainda precisa ter o aval de pelos 153 países membros da OMC.
Fonte: informações da Dow Jones, com Deise Vieira, Agência Estado
Stephanes está equivocado sobre Doha, diz presidente da Abipecs
O presidente da Associação Brasileira Produtores e Exportadores de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto, disse hoje que o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, está equivocado ao dizer que a Rodada Doha não tem importância. "A rodada pode abrir novos mercados para o Brasil. E se os resultados até o momento são pequenos foi porque a estratégia brasileira não priorizou a agricultura. E se a estratégia não priorizou a agricultura isto é um sinal de que o Ministério da Agricultura não teve uma atuação significativa no governo Lula", disse.
Para Camargo, Doha não vai resolver os problemas do agribusiness brasileiro. "Doha não é uma panacéia, mas tem influência", disse. Ele lembra que todo o desenvolvimento da agricultura brasileira nos últimos anos não foi resultado da Rodada do Uruguai, mas isto, de acordo com Camargo, que as negociações não foram importantes para criar bases de comércio. "É um equívoco reduzir a importância de Doha apenas porque os resultados não são os esperados", disse.
A economista Amaryllis Romano, da Tendências Consultoria, acredita que o mercado tem mais força do que Doha no processo de gerar práticas comerciais. "Os países acabam criando leis comerciais com base nas demandas do mercado. Mas isto não retira a importância simbólica de Doha", disse.
Fonte: Agrolink
Queda de preços da soja acende sinal amarelo no Brasil 25.07.08
25.07.08
Os futuros da soja negociados na bolsa de Chicago despencaram cerca de 15% no acumulado de julho, com a queda se acentuando nesta semana por uma liquidação geral de posições compradas em commodities, o que tem travado negócios no produto físico no Brasil, disseram fontes do mercado na quarta-feira.
O movimento especulativo nos futuros, disparado pelo mercado de petróleo em Nova York, que já caiu cerca de 10% no mês, também afetou o milho de Chicago, que registrou desvalorização de aproximadamente 20% no mesmo período.
"É uma queda para assustar, o tom virou baixista. Com essa atuação dos fundos em várias commodities, o pessoal está limpando posições", disse Steve Cachia, da corretora Cerealpar, no Paraná.
"O pessoal está saindo e cria uma bola de neve", acrescentou ele, lembrando que há espaço para cair mais na soja, o principal produto de exportação do agronegócio do Brasil, se não houver nenhum fato novo relacionado à safra dos Estados Unidos, os maiores produtores e exportadores mundiais da oleaginosa.
Segundo ele, o mesmo movimento especulativo que levou os preços futuros para valores "exagerados" pressionou o mercado para baixo "exageradamente" agora, travando as negociações no físico no país.
"A movimentação de negócios no mercado doméstico brasileiro continua muito travada devido à falta de referencial de preços decorrente das fortes oscilações em Chicago", concordou um relatório da consultoria AgraFNP.
Segundo a consultoria, nas praças do Centro-Oeste, o mês de julho vem se consolidando como o de maior lentidão de negócios, em que pese reste somente 10% da produção de 2007/08 para ser comercializada.
Já a corretora Andréa Cordeiro, da Labhoro, também no Paraná, que acabou de voltar de uma viagem aos Estados Unidos para verificar as condições das lavouras e do mercado americano, afirmou que o recuo deste mês trouxe a cotação da soja de volta à realidade.
"Acho que a gente precisava dessa janela. O mercado estava muito descolado da realidade, justamente pela participação dos fundos", disse ela.
Para a corretora, depois dessas perdas acumuladas no mês, as quedas começam a ficar mais limitadas, principalmente porque "grandes Estados produtores americanos estão com soja muito exposta a intempéries climáticas", depois do atraso causado pelas intensas chuvas na época de plantio, em junho.
"Pelo que vi lá, as lavouras ao sul do cinturão produtor já estão sofrendo por falta de chuva e com temperaturas elevadas", disse ela, observando que, com o atraso na semeadura, as plantações também ficam mais suscetíveis a geadas precoces em outubro, especialmente em Iowa.
Dessa forma, prevê que muita coisa pode acontecer no mercado de soja, e também no de milho, durante o mês.
Fonte: Reuters
Os futuros da soja negociados na bolsa de Chicago despencaram cerca de 15% no acumulado de julho, com a queda se acentuando nesta semana por uma liquidação geral de posições compradas em commodities, o que tem travado negócios no produto físico no Brasil, disseram fontes do mercado na quarta-feira.
O movimento especulativo nos futuros, disparado pelo mercado de petróleo em Nova York, que já caiu cerca de 10% no mês, também afetou o milho de Chicago, que registrou desvalorização de aproximadamente 20% no mesmo período.
"É uma queda para assustar, o tom virou baixista. Com essa atuação dos fundos em várias commodities, o pessoal está limpando posições", disse Steve Cachia, da corretora Cerealpar, no Paraná.
"O pessoal está saindo e cria uma bola de neve", acrescentou ele, lembrando que há espaço para cair mais na soja, o principal produto de exportação do agronegócio do Brasil, se não houver nenhum fato novo relacionado à safra dos Estados Unidos, os maiores produtores e exportadores mundiais da oleaginosa.
Segundo ele, o mesmo movimento especulativo que levou os preços futuros para valores "exagerados" pressionou o mercado para baixo "exageradamente" agora, travando as negociações no físico no país.
"A movimentação de negócios no mercado doméstico brasileiro continua muito travada devido à falta de referencial de preços decorrente das fortes oscilações em Chicago", concordou um relatório da consultoria AgraFNP.
Segundo a consultoria, nas praças do Centro-Oeste, o mês de julho vem se consolidando como o de maior lentidão de negócios, em que pese reste somente 10% da produção de 2007/08 para ser comercializada.
Já a corretora Andréa Cordeiro, da Labhoro, também no Paraná, que acabou de voltar de uma viagem aos Estados Unidos para verificar as condições das lavouras e do mercado americano, afirmou que o recuo deste mês trouxe a cotação da soja de volta à realidade.
"Acho que a gente precisava dessa janela. O mercado estava muito descolado da realidade, justamente pela participação dos fundos", disse ela.
Para a corretora, depois dessas perdas acumuladas no mês, as quedas começam a ficar mais limitadas, principalmente porque "grandes Estados produtores americanos estão com soja muito exposta a intempéries climáticas", depois do atraso causado pelas intensas chuvas na época de plantio, em junho.
"Pelo que vi lá, as lavouras ao sul do cinturão produtor já estão sofrendo por falta de chuva e com temperaturas elevadas", disse ela, observando que, com o atraso na semeadura, as plantações também ficam mais suscetíveis a geadas precoces em outubro, especialmente em Iowa.
Dessa forma, prevê que muita coisa pode acontecer no mercado de soja, e também no de milho, durante o mês.
Fonte: Reuters
Agência européia questiona segurança de comida clonada 25.07.08
25.07.08
A EFSA (Autoridade Européia de Segurança Alimentar) emitiu um comunicado ontem afirmando que os produtos derivados de animais clonados podem não ser seguros e que uma avaliação correta sobre a questão requer mais estudos.
"Está claro que há questões significativas sobre saúde e bem-estar animal para clones e mães-de-aluguel que podem ser mais freqüentes e severas do que aquelas que se colocam para animais criados normalmente", afirmou Vittorio Silano, chefe do comitê científico da EFSA. "Para bovinos e suínos, preocupações relativas à segurança alimentar são consideradas improváveis, mas temos de levar em conta que a base para evidências ainda é pequena. Gostaríamos de ter um corpo de dados mais abrangente e precisamos de mais esclarecimentos."
A declaração de Silano surpreendeu, já que em janeiro a EFSA havia emitido um parecer preliminar afirmando que animais clonados poderiam ser consumidos sem problemas e sem "nenhum impacto ambiental". Na Europa, alguns grupos de defesa do consumidor e religiosos têm se manifestado contra o uso da clonagem na pecuária.
A EFSA está investigando a questão da segurança dos clones desde março do ano passado, após um pedido feito pela Comissão Européia. A solicitação foi feita logo após o FDA (agência de vigilância sanitária dos EUA) ter emitido um parecer que considerava seguro o consumo de carne e leite de vacas, porcos e cabras clonadas.
Clones, por enquanto, existem em rebanhos experimentais, mas pecuaristas esperam que a tecnologia para aumentar a produtividade se torne economicamente viável em algum momento.
Fonte: Agência Reuters
A EFSA (Autoridade Européia de Segurança Alimentar) emitiu um comunicado ontem afirmando que os produtos derivados de animais clonados podem não ser seguros e que uma avaliação correta sobre a questão requer mais estudos.
"Está claro que há questões significativas sobre saúde e bem-estar animal para clones e mães-de-aluguel que podem ser mais freqüentes e severas do que aquelas que se colocam para animais criados normalmente", afirmou Vittorio Silano, chefe do comitê científico da EFSA. "Para bovinos e suínos, preocupações relativas à segurança alimentar são consideradas improváveis, mas temos de levar em conta que a base para evidências ainda é pequena. Gostaríamos de ter um corpo de dados mais abrangente e precisamos de mais esclarecimentos."
A declaração de Silano surpreendeu, já que em janeiro a EFSA havia emitido um parecer preliminar afirmando que animais clonados poderiam ser consumidos sem problemas e sem "nenhum impacto ambiental". Na Europa, alguns grupos de defesa do consumidor e religiosos têm se manifestado contra o uso da clonagem na pecuária.
A EFSA está investigando a questão da segurança dos clones desde março do ano passado, após um pedido feito pela Comissão Européia. A solicitação foi feita logo após o FDA (agência de vigilância sanitária dos EUA) ter emitido um parecer que considerava seguro o consumo de carne e leite de vacas, porcos e cabras clonadas.
Clones, por enquanto, existem em rebanhos experimentais, mas pecuaristas esperam que a tecnologia para aumentar a produtividade se torne economicamente viável em algum momento.
Fonte: Agência Reuters
Lucro da Bunge quadruplica no 2º trimestre 25.07.08
25.07.08
O lucro da gigante de alimentos Bunge mais que quadruplicou no segundo trimestre do ano, atingindo US$ 751 milhões, contra US$ 168 milhões no mesmo período de 2007.
O desempenho foi puxado especialmente pela demanda por fertilizantes para lavoura e manejo de grãos, por conta dos preços recordes registrados no segmento de produtos agrícolas.
Fonte: Folha de São Paulo
O lucro da gigante de alimentos Bunge mais que quadruplicou no segundo trimestre do ano, atingindo US$ 751 milhões, contra US$ 168 milhões no mesmo período de 2007.
O desempenho foi puxado especialmente pela demanda por fertilizantes para lavoura e manejo de grãos, por conta dos preços recordes registrados no segmento de produtos agrícolas.
Fonte: Folha de São Paulo
Para professor, agronegócio é o novo inimigo na disputa por terras para reforma agrária 24.07.08
24.07.08
A disputa pela reforma agrária no Brasil hoje não é mais contra o latifúndio improdutivo, mas sim contra o agronegócio. A afirmação é do geógrafo, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Presidente Prudente, e especialista em reforma agrária Bernardo Mançano.
Para ele, de agora em diante, haverá uma grande disputa entre agronegócio e a agricultura familiar pela expansão de suas áreas. Hoje, segundo Mançano, 70% das terras agricultáveis pertencem às grandes empresas agrícolas - algumas multinacionais - e 30% os pequenos agricultores.
“Então, o que teremos de agora em diante no país é uma disputa ferrenha por terra para poder produzir e viver. As lutas por terras serão muito mais importantes do que as greves”, prevê o professor. “Essa é a questão que está sendo colocada: o campo no Brasil não pode ser monopólio de um único modelo de desenvolvimento. Tem que ser diverso”, observa.
De acordo com Mançano, antes os movimentos sociais lutavam contra as grandes áreas improdutivas e agora é briga é contra a altíssima produtividade. Ele argumenta que uma empresa transnacional instalada em um pequeno município tende a ocupar uma grande área e ter altos ganhos de rendimento. Mas isso não resultará em progresso e desenvolvimento para esse município, ao contrário. "Toda a produção, bem como a renda desse negócio, irá para outras regiões ou para fora do país".
“O que temos hoje é uma situação de miséria extrema dentro do próprio país, enquanto as empresas transnacionais, o capital internacional, estão produzindo riqueza e desenvolvendo em seus territórios [propriedades]”, afirmou.
Com isso, na visão do professor, a tendência é que as pessoas “excluídas” passem a lutar contra o agronegócio. “O que está acontecendo hoje é que a disputa territorial da terra não é somente contra o latifúndio. Na maior parte das regiões do país, essa luta já é contra o agronegócio”, afirmou Mançano. “Não mudou o foco [da luta pela reforma agrária], o que mudou foi o personagem”, completou.
Fonte: Ivan Richard, repórter da Agência Brasil, com o Observatório
A disputa pela reforma agrária no Brasil hoje não é mais contra o latifúndio improdutivo, mas sim contra o agronegócio. A afirmação é do geógrafo, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Presidente Prudente, e especialista em reforma agrária Bernardo Mançano.
Para ele, de agora em diante, haverá uma grande disputa entre agronegócio e a agricultura familiar pela expansão de suas áreas. Hoje, segundo Mançano, 70% das terras agricultáveis pertencem às grandes empresas agrícolas - algumas multinacionais - e 30% os pequenos agricultores.
“Então, o que teremos de agora em diante no país é uma disputa ferrenha por terra para poder produzir e viver. As lutas por terras serão muito mais importantes do que as greves”, prevê o professor. “Essa é a questão que está sendo colocada: o campo no Brasil não pode ser monopólio de um único modelo de desenvolvimento. Tem que ser diverso”, observa.
De acordo com Mançano, antes os movimentos sociais lutavam contra as grandes áreas improdutivas e agora é briga é contra a altíssima produtividade. Ele argumenta que uma empresa transnacional instalada em um pequeno município tende a ocupar uma grande área e ter altos ganhos de rendimento. Mas isso não resultará em progresso e desenvolvimento para esse município, ao contrário. "Toda a produção, bem como a renda desse negócio, irá para outras regiões ou para fora do país".
“O que temos hoje é uma situação de miséria extrema dentro do próprio país, enquanto as empresas transnacionais, o capital internacional, estão produzindo riqueza e desenvolvendo em seus territórios [propriedades]”, afirmou.
Com isso, na visão do professor, a tendência é que as pessoas “excluídas” passem a lutar contra o agronegócio. “O que está acontecendo hoje é que a disputa territorial da terra não é somente contra o latifúndio. Na maior parte das regiões do país, essa luta já é contra o agronegócio”, afirmou Mançano. “Não mudou o foco [da luta pela reforma agrária], o que mudou foi o personagem”, completou.
Fonte: Ivan Richard, repórter da Agência Brasil, com o Observatório
Acordo na OMC pode prejudicar agricultura familiar, alerta a Contag 24.07.08
24.07.08
O secretário de Relações Internacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Alberto Broch, disse ontem (23) que muitas famílias, que vivem de suas atividades no campo, podem ser prejudicadas caso se feche, em Genebra, Suiça, um acordo para o fim dos subsídios aos produtos agrícolas, como defende o governo brasileiro.
Para Broch, é necessário que se trabalhe a agricultura familiar, que "precisa ter um tratamento especial. Ela não pode ficar à mercê do livre comércio, precisa ter mecanismos de salvaguarda para que, em determinados momentos, não sejamos pegos de surpresa com produtos externos”, afirmou ele, em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.
Broch tem dúvidas, entretanto, sobre o sucesso das reuniões que a Organização Mundial do Comércio (OMC) está realizando esta semana, em sua sede, em Genebra, com o objetivo de destravar o comércio global. “Nós estamos vigilantes, fazendo pressão, no sentido de que esse acordo, caso se realize, o que nós temos dúvidas, possa ser realizado no sentido de se inserir setores da sociedade, no caso, a agricultura familiar”, disse.
O secretário da Contag acredita que um possível acordo possa levar ao risco de prejudicar alguns programas, como os de reforma agrária e do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que necessitam de políticas públicas e, inclusive, subsídios. Um outro risco, segundo Broch, seria a invasão de produtos de outros países em determinados momentos de crise na economia nacional, o que causaria danos a determinados setores da agricultura brasileira.
O secretário ressaltou que o país possui mais de quatro milhões de propriedades familiares, que participam com grande parte da produção dos alimentos básicos consumidos pela população, como é o exemplo de 65% do feijão, 35% do arroz, 37% da soja e 80% da mandioca produzidos no país.
De acordo com informações da BBC Brasil, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que está em Genebra, disse que, depois de um início “em câmera lenta”, as negociações sobre a Rodada Doha de liberalização do comércio mundial começam a ser aceleradas nesta quarta-feira.
Fonte: Danilo Macedo, repórter da Agência Brasil
O secretário de Relações Internacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Alberto Broch, disse ontem (23) que muitas famílias, que vivem de suas atividades no campo, podem ser prejudicadas caso se feche, em Genebra, Suiça, um acordo para o fim dos subsídios aos produtos agrícolas, como defende o governo brasileiro.
Para Broch, é necessário que se trabalhe a agricultura familiar, que "precisa ter um tratamento especial. Ela não pode ficar à mercê do livre comércio, precisa ter mecanismos de salvaguarda para que, em determinados momentos, não sejamos pegos de surpresa com produtos externos”, afirmou ele, em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.
Broch tem dúvidas, entretanto, sobre o sucesso das reuniões que a Organização Mundial do Comércio (OMC) está realizando esta semana, em sua sede, em Genebra, com o objetivo de destravar o comércio global. “Nós estamos vigilantes, fazendo pressão, no sentido de que esse acordo, caso se realize, o que nós temos dúvidas, possa ser realizado no sentido de se inserir setores da sociedade, no caso, a agricultura familiar”, disse.
O secretário da Contag acredita que um possível acordo possa levar ao risco de prejudicar alguns programas, como os de reforma agrária e do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que necessitam de políticas públicas e, inclusive, subsídios. Um outro risco, segundo Broch, seria a invasão de produtos de outros países em determinados momentos de crise na economia nacional, o que causaria danos a determinados setores da agricultura brasileira.
O secretário ressaltou que o país possui mais de quatro milhões de propriedades familiares, que participam com grande parte da produção dos alimentos básicos consumidos pela população, como é o exemplo de 65% do feijão, 35% do arroz, 37% da soja e 80% da mandioca produzidos no país.
De acordo com informações da BBC Brasil, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que está em Genebra, disse que, depois de um início “em câmera lenta”, as negociações sobre a Rodada Doha de liberalização do comércio mundial começam a ser aceleradas nesta quarta-feira.
Fonte: Danilo Macedo, repórter da Agência Brasil
Diretor-geral da OMC muda formato de negociação para tentar avanço 24.07.08
24.07.08
Diante da falta de avanços concretos nas negociações entre os 30 ministros presentes à Reunião Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), o diretor-geral do órgão, Pascal Lamy, propôs ontem (23) que o diálogo continue em pequenos grupos. A cúpula, apelidada de miniministerial por não contar com representantes de todos os mais de 150 países-membros da OMC, ocorre desde segunda-feira em Genebra.
“Planejo dar maior ênfase em uma geometria variável, trabalhando nas questões-chave de agricultura e bens não-agrícolas (Nama, na sigla em inglês) em grupos menores”, anunciou Lamy. A reunião desta semana foi convocada pelo diretor-geral da OMC como último recurso para alinhavar um acordo para a Rodada Doha, que se arrasta há sete anos, ainda este ano. É unânime entre os negociadores a avaliação de que as negociações poderão ficar paradas por mais dois ou três anos, caso não seja esboçado um acordo antes das eleições presidenciais norte-americanas, marcada para novembro.
Os ministros dos países-membros da OMC costumam se reunir a cada dois anos. O último encontro entre todos os membros foi em dezembro de 2005, em Hong Kong. Nova cúpula deveria ter ocorrido em dezembro de 2007, mas foi adiada, diante da falta de avanços nas negociações, para evitar o sepultamento da Rodada Doha.
Apesar dos esforços, Estados Unidos e União Européia (UE) insistem numa maior abertura dos mercados em desenvolvimento para produtos industriais e serviços e se recusam a melhorar consideravelmente suas ofertas na área agrícola.
Na terca-feira (22), a representante comercial dos Estados Unidos, Susan Schwab, disse que o país está disposto a limitar em US$ 15 bilhões os subsídios domésticos a seus agricultores. A proposta anterior era de US$ 17 bilhões, mas o G20 – grupo de países em desenvolvimento liderado pelo Brasil e pela Índia - pede um corte para US$ 13 bilhões. A proposta atual continua acima do apoio concedido desde 2002 pelo governo aos produtores americanos.
A União Européia se mostra ainda menos flexível que os Estados Unidos. De acordo com a BBC Brasil, a secretária de Estado francesa para Comércio Exterior, Anne-Marie Idrac - cujo país detém a presidência de turno da UE, -, afirmou que os europeus não farão novas propostas em agricultura. Disse ainda que não aceitarão qualquer acordo caso não se estabeleça limites para a proteção dos setores industriais nos países emergentes. Tais limites se dariam por meio da chamada cláusula anticoncentração que impediria, por exemplo, que Brasil e Argentina protejam toda a indústria automotiva ou que a China proteja toda a sua indústria têxtil
Diante da falta de avanços concretos nas negociações entre os 30 ministros presentes à Reunião Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), o diretor-geral do órgão, Pascal Lamy, propôs ontem (23) que o diálogo continue em pequenos grupos. A cúpula, apelidada de miniministerial por não contar com representantes de todos os mais de 150 países-membros da OMC, ocorre desde segunda-feira em Genebra.
“Planejo dar maior ênfase em uma geometria variável, trabalhando nas questões-chave de agricultura e bens não-agrícolas (Nama, na sigla em inglês) em grupos menores”, anunciou Lamy. A reunião desta semana foi convocada pelo diretor-geral da OMC como último recurso para alinhavar um acordo para a Rodada Doha, que se arrasta há sete anos, ainda este ano. É unânime entre os negociadores a avaliação de que as negociações poderão ficar paradas por mais dois ou três anos, caso não seja esboçado um acordo antes das eleições presidenciais norte-americanas, marcada para novembro.
Os ministros dos países-membros da OMC costumam se reunir a cada dois anos. O último encontro entre todos os membros foi em dezembro de 2005, em Hong Kong. Nova cúpula deveria ter ocorrido em dezembro de 2007, mas foi adiada, diante da falta de avanços nas negociações, para evitar o sepultamento da Rodada Doha.
Apesar dos esforços, Estados Unidos e União Européia (UE) insistem numa maior abertura dos mercados em desenvolvimento para produtos industriais e serviços e se recusam a melhorar consideravelmente suas ofertas na área agrícola.
Na terca-feira (22), a representante comercial dos Estados Unidos, Susan Schwab, disse que o país está disposto a limitar em US$ 15 bilhões os subsídios domésticos a seus agricultores. A proposta anterior era de US$ 17 bilhões, mas o G20 – grupo de países em desenvolvimento liderado pelo Brasil e pela Índia - pede um corte para US$ 13 bilhões. A proposta atual continua acima do apoio concedido desde 2002 pelo governo aos produtores americanos.
A União Européia se mostra ainda menos flexível que os Estados Unidos. De acordo com a BBC Brasil, a secretária de Estado francesa para Comércio Exterior, Anne-Marie Idrac - cujo país detém a presidência de turno da UE, -, afirmou que os europeus não farão novas propostas em agricultura. Disse ainda que não aceitarão qualquer acordo caso não se estabeleça limites para a proteção dos setores industriais nos países emergentes. Tais limites se dariam por meio da chamada cláusula anticoncentração que impediria, por exemplo, que Brasil e Argentina protejam toda a indústria automotiva ou que a China proteja toda a sua indústria têxtil