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Trabalho escravo até em fazenda no Recreio dos Bandeirantes, cidade do Rio de Janeiro 28.11.08
28.11.08
Brasil sem Estado:
Fiscais do RJ flagram 40 trabalhadores em regime análogo ao de escravo
Grupo de nordestinos atuava em fazenda no Recreio dos Bandeirantes, plena área urbana do Rio de Janeiro, em alojamentos precários e sem refeitório
O Grupo Móvel de Fiscalização Rural da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Rio de Janeiro (SRTE/RJ) resgatou 40 trabalhadores de condições análogas a de escravos em uma fazenda no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio de janeiro. A ação, que começou no dia 23 de outubro e terminou no dia 24 de novembro, foi deflagrada pela SRTE/RJ em conjunto com o Ministério Público do Trabalho e a Polícia Federal.
Contratado para trabalhar na construção do refeitório da fazenda - a ser transformada em atração turística - o grupo estava em um alojamento situado em local ermo, com mato em volta e sem vigilância. A água oferecida, apesar de potável, não era filtrada e não havia camas suficientes para todos os trabalhadores, tanto que alguns dormiam em colchonetes pelo chão. Com o pagamento retido, eles também não tinham registro em Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS).
De acordo com a auditora fiscal do trabalho e coordenadora da ação, Bárbara Rigo de Carvalho, tudo começou com uma denúncia apresentada pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura/RJ à SRTE/RJ sobre a ocorrência de trabalhadores submetidos a condições precárias de trabalha em uma fazenda na zona urbana do Rio. No dia 14 de outubro o GMFR/RJ esteve nas dependências da fazenda denunciada e confirmou a ausência de refeitório adequado, falta de registro de alguns empregados e falta de Equipamento de Proteção Individual (EPI) por parte de alguns trabalhadores e estabeleceu prazo para o acerto da situação.
Rigo esclareceu que ao retornar no dia 23 de outubro, para verificar o acerto firmado, o GMFR encontrou o grupo de trabalhadores pernambucanos contratados para a construção do refeitório. "Nesta data, alguns trabalhadores não entrevistados nos dias 14 e 23 de outubro, foram identificados laborando no local. Eles nos informaram serem provenientes do Estado da Paraíba e que estavam alojados em outra propriedade do mesmo empregador. Em vista da informação, segunda-feira (24), o GMFR foi ao alojamento mencionado, no horário de retorno dos trabalhadores, e constatou a situação de trabalho análogo ao de escravo a que os 40 trabalhadores pernambucanos estavam submetidos", completa.
Ao final da operação fiscal, todos foram incluídos no Programa de Seguro-Desemprego para o Trabalhador Resgatado e amanhã, quinta-feira (28) termina o prazo dado pelos fiscais do GMFR para o empregador pagar as verbas rescisórias e providenciar as passagens de volta para os locais de origem dos trabalhadores.
Fonte: Assessoria de Imprensa do MTE, com informações da SRTE/RJ
Brasil sem Estado:
Fiscais do RJ flagram 40 trabalhadores em regime análogo ao de escravo
Grupo de nordestinos atuava em fazenda no Recreio dos Bandeirantes, plena área urbana do Rio de Janeiro, em alojamentos precários e sem refeitório
O Grupo Móvel de Fiscalização Rural da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Rio de Janeiro (SRTE/RJ) resgatou 40 trabalhadores de condições análogas a de escravos em uma fazenda no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio de janeiro. A ação, que começou no dia 23 de outubro e terminou no dia 24 de novembro, foi deflagrada pela SRTE/RJ em conjunto com o Ministério Público do Trabalho e a Polícia Federal.
Contratado para trabalhar na construção do refeitório da fazenda - a ser transformada em atração turística - o grupo estava em um alojamento situado em local ermo, com mato em volta e sem vigilância. A água oferecida, apesar de potável, não era filtrada e não havia camas suficientes para todos os trabalhadores, tanto que alguns dormiam em colchonetes pelo chão. Com o pagamento retido, eles também não tinham registro em Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS).
De acordo com a auditora fiscal do trabalho e coordenadora da ação, Bárbara Rigo de Carvalho, tudo começou com uma denúncia apresentada pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura/RJ à SRTE/RJ sobre a ocorrência de trabalhadores submetidos a condições precárias de trabalha em uma fazenda na zona urbana do Rio. No dia 14 de outubro o GMFR/RJ esteve nas dependências da fazenda denunciada e confirmou a ausência de refeitório adequado, falta de registro de alguns empregados e falta de Equipamento de Proteção Individual (EPI) por parte de alguns trabalhadores e estabeleceu prazo para o acerto da situação.
Rigo esclareceu que ao retornar no dia 23 de outubro, para verificar o acerto firmado, o GMFR encontrou o grupo de trabalhadores pernambucanos contratados para a construção do refeitório. "Nesta data, alguns trabalhadores não entrevistados nos dias 14 e 23 de outubro, foram identificados laborando no local. Eles nos informaram serem provenientes do Estado da Paraíba e que estavam alojados em outra propriedade do mesmo empregador. Em vista da informação, segunda-feira (24), o GMFR foi ao alojamento mencionado, no horário de retorno dos trabalhadores, e constatou a situação de trabalho análogo ao de escravo a que os 40 trabalhadores pernambucanos estavam submetidos", completa.
Ao final da operação fiscal, todos foram incluídos no Programa de Seguro-Desemprego para o Trabalhador Resgatado e amanhã, quinta-feira (28) termina o prazo dado pelos fiscais do GMFR para o empregador pagar as verbas rescisórias e providenciar as passagens de volta para os locais de origem dos trabalhadores.
Fonte: Assessoria de Imprensa do MTE, com informações da SRTE/RJ
Donos de madeireiras ilegais que comandaram saques em Paragominas têm prisão decretada 28.11.08
28.11.08
Brasil sem Estado:
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, esteve ontem (27) em Paragominas, no Pará, com agentes do Ibama, da Polícia Federal e da Polícia Militar. Foram fechadas duas serrarias ilegais e apreendidos 10 mil metros cúbicos de madeira, avaliados em R$ 8 milhões. Os donos das madeireiras, Malcon Abner Negreiros e seu pai Norberto Abner Negreiros, foram filmados durante manifestação no último domingo, comprando combustível e ateando fogo à sede do Ibama. Os dois tiveram prisão decretada e estão foragidos.
A operação busca marcar a presença do Estado, dando um basta à impunidade na região. O material apreendido será leiloado e o dinheiro arrecadado aplicado em ações de preservação ambiental e geração de empregos sustentáveis na região. Um dos projetos prevê a construção de uma escola municipal, que dará trabalho às pessoas demitidas com o fechamento das madeireiras.
O ministro do Meio Ambiente chefiou o embargo oficial da madeireira de Norberto Abner Negreiros, pai de Malcon Abner, em área de propriedade da família a 100 km em Paragominas. Nas terras da família Negreiros fica a serraria utilizada para beneficiamento das toras, entre elas algumas extraídas de espécies protegidas como a maçaranduba. A fazenda fica a cerca de 7 km do limite da reserva indígena Alto Guamá, onde, segundo fiscais do Ibama, Norberto empregava pessoas da tribo como mão-de-obra para a derrubada das árvores e comercialização da madeira. Foram apreendidas no local 7,9 mil metros cúbicos de madeira. "Esses atos não ficarão impunes. Isso tudo está embargado e os criminosos ambientais serão punidos", afirmou o ministro.
O ministro Carlos Minc participou, ainda, de solenidade de assinatura de acordo entre o Ibama, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e a prefeitura de Paragominas para incentivar a geração de empregos e promover ações sustentáveis na região. O primeiro resultado do acordo saiu na tarde de ontem. A pedido de Minc, o prefeito de Paragominas, Adnan Demachki, cassou o alvará municipal de funcionamento das duas madeireiras que exploravam e comercializavam madeira ilegal.
O município de Paragominas tem cerca de 100 mil habitantes, com grande presença de madeireiros na sua atividade econômica. Mas depois da operação Arco de Fogo, da Polícia Federal com apoio de agentes do Ibama, deflagrada em fevereiro, a direção do sindicato do setor florestal de Paragominas calcula que tenha havido uma queda de 50% das atividades ligadas ao corte de madeira da Floresta Amazônica. Por isso cresce a importância da promoção de atividades de desenvolvimento sustentável na região.
Fonte: MMA, com o Observatório
Operação do Ibama apreende madeira ilegal no Pará
Cerca de oito mil metros cúbicos de madeira foram apreendidas ontem (27) em uma serraria próxima à terra indígena Alto Rio Guamá, no nordeste do Pará. O material foi extraído de forma ilegal da área indígena pertencente aos Tembés. A ação faz parte da Operação Rastro Negro, que, desde o fim de outubro, fiscaliza a atuação de carvoarias na região entre Paragominas e Marabá.
No total, mais de 200 homens - agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e policiais ambientais, militares e federais – participaram da operação hoje, que teve a presença do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.
De acordo com o coordenador da operação, Marco Antonio Vidal, a fiscalização de serrarias foi pedida pelo Ministério Público Federal por causa de denúncias de irregularidades em relação a produção de carvão e roubo de madeira na região.
Fonte: Morillo Carvalho, repórter da Agência Brasil
Brasil sem Estado:
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, esteve ontem (27) em Paragominas, no Pará, com agentes do Ibama, da Polícia Federal e da Polícia Militar. Foram fechadas duas serrarias ilegais e apreendidos 10 mil metros cúbicos de madeira, avaliados em R$ 8 milhões. Os donos das madeireiras, Malcon Abner Negreiros e seu pai Norberto Abner Negreiros, foram filmados durante manifestação no último domingo, comprando combustível e ateando fogo à sede do Ibama. Os dois tiveram prisão decretada e estão foragidos.
A operação busca marcar a presença do Estado, dando um basta à impunidade na região. O material apreendido será leiloado e o dinheiro arrecadado aplicado em ações de preservação ambiental e geração de empregos sustentáveis na região. Um dos projetos prevê a construção de uma escola municipal, que dará trabalho às pessoas demitidas com o fechamento das madeireiras.
O ministro do Meio Ambiente chefiou o embargo oficial da madeireira de Norberto Abner Negreiros, pai de Malcon Abner, em área de propriedade da família a 100 km em Paragominas. Nas terras da família Negreiros fica a serraria utilizada para beneficiamento das toras, entre elas algumas extraídas de espécies protegidas como a maçaranduba. A fazenda fica a cerca de 7 km do limite da reserva indígena Alto Guamá, onde, segundo fiscais do Ibama, Norberto empregava pessoas da tribo como mão-de-obra para a derrubada das árvores e comercialização da madeira. Foram apreendidas no local 7,9 mil metros cúbicos de madeira. "Esses atos não ficarão impunes. Isso tudo está embargado e os criminosos ambientais serão punidos", afirmou o ministro.
O ministro Carlos Minc participou, ainda, de solenidade de assinatura de acordo entre o Ibama, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e a prefeitura de Paragominas para incentivar a geração de empregos e promover ações sustentáveis na região. O primeiro resultado do acordo saiu na tarde de ontem. A pedido de Minc, o prefeito de Paragominas, Adnan Demachki, cassou o alvará municipal de funcionamento das duas madeireiras que exploravam e comercializavam madeira ilegal.
O município de Paragominas tem cerca de 100 mil habitantes, com grande presença de madeireiros na sua atividade econômica. Mas depois da operação Arco de Fogo, da Polícia Federal com apoio de agentes do Ibama, deflagrada em fevereiro, a direção do sindicato do setor florestal de Paragominas calcula que tenha havido uma queda de 50% das atividades ligadas ao corte de madeira da Floresta Amazônica. Por isso cresce a importância da promoção de atividades de desenvolvimento sustentável na região.
Fonte: MMA, com o Observatório
Operação do Ibama apreende madeira ilegal no Pará
Cerca de oito mil metros cúbicos de madeira foram apreendidas ontem (27) em uma serraria próxima à terra indígena Alto Rio Guamá, no nordeste do Pará. O material foi extraído de forma ilegal da área indígena pertencente aos Tembés. A ação faz parte da Operação Rastro Negro, que, desde o fim de outubro, fiscaliza a atuação de carvoarias na região entre Paragominas e Marabá.
No total, mais de 200 homens - agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e policiais ambientais, militares e federais – participaram da operação hoje, que teve a presença do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.
De acordo com o coordenador da operação, Marco Antonio Vidal, a fiscalização de serrarias foi pedida pelo Ministério Público Federal por causa de denúncias de irregularidades em relação a produção de carvão e roubo de madeira na região.
Fonte: Morillo Carvalho, repórter da Agência Brasil
Citricultores acusam indústria de limitar compras ao volume estimado antes da safra 28.11.08
28.11.08
O usual era comprar o volume produzido
O presidente da Associação Brasileira de Citricultores (Associtrus), Flávio Viegas, disse que a Citrovita, que pertence ao Grupo Votorantim, está deixando de cumprir contratos de compra da laranja. De acordo com ele, a empresa, que compra antecipadamente a produção com base em estimativa de colheita, informou aos produtores que só vai comprar o que foi estimado. O problema, segundo Viegas, é que, ao estimar volume de produção de um pomar, as empresas fazem previsão para baixo, considerando possíveis perdas na safra, como as provocadas por clima, por exemplo. Viegas esteve hoje reunido, em Brasília, com o novo presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Arthur Badin.
O presidente da Associtrus acrescentou que a participação da Citrovita no mercado de suco concentrado de citros é de cerca de 20%. São Paulo, principal pólo produtor, tem safra estimada em 306 milhões de caixas de 40,8 quilos, de acordo com levantamento da indústria. Os produtores acreditam, no entanto, que a produção pode ser bem menor. Na avaliação dos citricultores, a produção pode não alcançar 280 milhões de caixas.
Para Viegas, se a estimativa da indústria estivesse certa, não haveria motivos para o preço da fruta estar tão baixo. Em São Paulo, o preço de comercialização da caixa é de cerca de R$ 7,00, em comparação com custo de produção da ordem de R$ 17,00 a caixa. Além da Citrovita, atuam no mercado de suco concentrado de laranja a Coinbra (Dreifus), a Cutrale e a Citrosuco.
Um processo de investigação por formação de cartel, movido pelos produtores de laranja contra a indústria, corre na Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE). Na reunião de hoje, o representante dos produtores pediu mais rapidez no processo, que ainda não chegou ao Cade, lembrou Viega.
Os produtores defendem que haja desmembramento do processo e argumentam que os documentos obtidos junto à Coinbra já são suficientes para comprovar a prática irregular de comércio. As outras empresas buscaram a Justiça para impedir o acesso a documentos.
Na reunião, a Associtrus também informou que não é contrária a um acordo entre os produtores e a indústria para for fim às discussões sobre a comercialização da fruta. "Somos favoráveis a um acordo que seja franco e que proteja os produtores", afirmou Viegas. Já houve diversas tentativas de acordo no passado, mas elas foram frustradas.
Fonte: Fabíola Salvador, com o Observatório
O usual era comprar o volume produzido
O presidente da Associação Brasileira de Citricultores (Associtrus), Flávio Viegas, disse que a Citrovita, que pertence ao Grupo Votorantim, está deixando de cumprir contratos de compra da laranja. De acordo com ele, a empresa, que compra antecipadamente a produção com base em estimativa de colheita, informou aos produtores que só vai comprar o que foi estimado. O problema, segundo Viegas, é que, ao estimar volume de produção de um pomar, as empresas fazem previsão para baixo, considerando possíveis perdas na safra, como as provocadas por clima, por exemplo. Viegas esteve hoje reunido, em Brasília, com o novo presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Arthur Badin.
O presidente da Associtrus acrescentou que a participação da Citrovita no mercado de suco concentrado de citros é de cerca de 20%. São Paulo, principal pólo produtor, tem safra estimada em 306 milhões de caixas de 40,8 quilos, de acordo com levantamento da indústria. Os produtores acreditam, no entanto, que a produção pode ser bem menor. Na avaliação dos citricultores, a produção pode não alcançar 280 milhões de caixas.
Para Viegas, se a estimativa da indústria estivesse certa, não haveria motivos para o preço da fruta estar tão baixo. Em São Paulo, o preço de comercialização da caixa é de cerca de R$ 7,00, em comparação com custo de produção da ordem de R$ 17,00 a caixa. Além da Citrovita, atuam no mercado de suco concentrado de laranja a Coinbra (Dreifus), a Cutrale e a Citrosuco.
Um processo de investigação por formação de cartel, movido pelos produtores de laranja contra a indústria, corre na Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE). Na reunião de hoje, o representante dos produtores pediu mais rapidez no processo, que ainda não chegou ao Cade, lembrou Viega.
Os produtores defendem que haja desmembramento do processo e argumentam que os documentos obtidos junto à Coinbra já são suficientes para comprovar a prática irregular de comércio. As outras empresas buscaram a Justiça para impedir o acesso a documentos.
Na reunião, a Associtrus também informou que não é contrária a um acordo entre os produtores e a indústria para for fim às discussões sobre a comercialização da fruta. "Somos favoráveis a um acordo que seja franco e que proteja os produtores", afirmou Viegas. Já houve diversas tentativas de acordo no passado, mas elas foram frustradas.
Fonte: Fabíola Salvador, com o Observatório
Justiça devolve máquinas agrícolas aos fazendeiros no MT 28.11.08
28.11.08
A Justiça de Mato Grosso concedeu a liminar favorável aos produtores do Estado, em relação às apreensões de máquinas agrícolas que estavam sendo realizadas pelos bancos das montadoras. O documento autoriza as máquinas que estão no campo a continuarem trabalhando, obriga as montadoras a devolverem os tratores e colheitadeiras já apreendidos, retira o nome dos produtores das listas de serviço de proteção ao crédito e impede que sejam inseridos nessas listas a partir de agora.
A concessão da liminar foi considerada positiva pelos produtores, que acreditam que os bancos das empresas irão recorrer da decisão. "Mesmo assim, teremos condição de terminar o plantio e concluir a colheita sem que as máquinas sejam retiradas", afirma Ricardo Tomczyk, diretor da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja). O pedido de liminar foi solicitado pela Aprosoja, juntamente com a Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) na segunda-feira, no Fórum de Cuiabá.
Fonte: Alexandre Inacio, Agência Estado
A Justiça de Mato Grosso concedeu a liminar favorável aos produtores do Estado, em relação às apreensões de máquinas agrícolas que estavam sendo realizadas pelos bancos das montadoras. O documento autoriza as máquinas que estão no campo a continuarem trabalhando, obriga as montadoras a devolverem os tratores e colheitadeiras já apreendidos, retira o nome dos produtores das listas de serviço de proteção ao crédito e impede que sejam inseridos nessas listas a partir de agora.
A concessão da liminar foi considerada positiva pelos produtores, que acreditam que os bancos das empresas irão recorrer da decisão. "Mesmo assim, teremos condição de terminar o plantio e concluir a colheita sem que as máquinas sejam retiradas", afirma Ricardo Tomczyk, diretor da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja). O pedido de liminar foi solicitado pela Aprosoja, juntamente com a Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) na segunda-feira, no Fórum de Cuiabá.
Fonte: Alexandre Inacio, Agência Estado
China comprará mais produtos agrícolas no mercado interno para evitar queda de preços 28.11.08
28.11.08
Pequim - A China irá comprar mais grãos, algodão, óleos comestíveis e carnes para aumentar as reservas internas e estabilizar os preços no mercado doméstico. A informação foi dada pelo chefe da Comissão de Reforma e Desenvolvimento Nacional, Zhang Ping, em coletiva realizada hoje. "O governo pediu às tradings estatais e outras companhias que comprem (tais commodities) para estabilizar os preços de produtos agrícolas e puxar a renda dos fazendeiros", disse Ping.
A grande safra agrícola pressiona o mercado local, que segue com preços em baixa, semelhante ao dos preços internacionais das commodities. Na tentativa de dar sustentação aos preços e aos interesses do setor agrícola, o governo chinês está comprando grandes volumes de soja, milho e algodão no mercado local.
Fonte: informações da Dow Jones., com Fabíola Gomes, Agência Estado
Pequim - A China irá comprar mais grãos, algodão, óleos comestíveis e carnes para aumentar as reservas internas e estabilizar os preços no mercado doméstico. A informação foi dada pelo chefe da Comissão de Reforma e Desenvolvimento Nacional, Zhang Ping, em coletiva realizada hoje. "O governo pediu às tradings estatais e outras companhias que comprem (tais commodities) para estabilizar os preços de produtos agrícolas e puxar a renda dos fazendeiros", disse Ping.
A grande safra agrícola pressiona o mercado local, que segue com preços em baixa, semelhante ao dos preços internacionais das commodities. Na tentativa de dar sustentação aos preços e aos interesses do setor agrícola, o governo chinês está comprando grandes volumes de soja, milho e algodão no mercado local.
Fonte: informações da Dow Jones., com Fabíola Gomes, Agência Estado
Sadia e Aracruz são alvos de mais ações judiciais nos EUA 28.11.08
28.11.08
A Sadia informou ontem (27) que uma nova ação judicial foi proposta ontem, na Vara Federal Regional do Distrito Sul de Nova York, nos Estados Unidos. A ação foi proposta por Donald N. Aston contra a Sadia, Luiz Fernando Furlan, Gilberto Tomazoni, Adriano Lima Ferreira, Welson Teixeira Junior, Walter Fontana Filho e Eduardo Fontana D'Ávila.
A empresa diz que não recebeu citação do processo nem teve acesso aos autos e que já tem advogados contratados no exterior para auxílio com relação a este assunto. A Sadia manterá o mercado informado de quaisquer desenvolvimentos relacionados a este assunto.
No início deste mês, o fundo de pensão de Nova York, o Westchester Putnam Counties Heavy & Highway Laborers Local 60 Benefit Funds, abriu um processo contra a empresa brasileira em função da perda de mais de US$ 360 milhões com operações com contratos derivativos de câmbio, anunciada em setembro. O fundo, acionista da Sadia, pede à Justiça americana que o processo seja transformado em ação coletiva.
Acionistas entram na Justiça contra Aracruz
Acionistas da Aracruz nos Estados Unidos entraram com ação civil pública contra a empresa do setor de celulose. Em comunicado, a companhia diz que tomou conhecimento da notícia por meio de um comunicado à imprensa, e que o objetivo da medida seria obter uma indenização por danos causados pela violação das leis norte-americanas de mercado de capitais, o que teria ocorrido com a realização das operações com derivativos cambiais realizadas pela companhia.
A empresa diz que "não foi cientificada oficialmente" a respeito da ação e afirma que, tão logo disponha de mais informações, prestará ao mercado e às autoridades regulatórias os esclarecimentos devidos.
Em setembro, a Aracruz anunciou que seu volume de perda com câmbio futuro havia excedido limites. Ao liquidar as operações, as perdas foram estimadas em aproximadamente US$ 2 bilhões.
Fonte: Agência Estado
A Sadia informou ontem (27) que uma nova ação judicial foi proposta ontem, na Vara Federal Regional do Distrito Sul de Nova York, nos Estados Unidos. A ação foi proposta por Donald N. Aston contra a Sadia, Luiz Fernando Furlan, Gilberto Tomazoni, Adriano Lima Ferreira, Welson Teixeira Junior, Walter Fontana Filho e Eduardo Fontana D'Ávila.
A empresa diz que não recebeu citação do processo nem teve acesso aos autos e que já tem advogados contratados no exterior para auxílio com relação a este assunto. A Sadia manterá o mercado informado de quaisquer desenvolvimentos relacionados a este assunto.
No início deste mês, o fundo de pensão de Nova York, o Westchester Putnam Counties Heavy & Highway Laborers Local 60 Benefit Funds, abriu um processo contra a empresa brasileira em função da perda de mais de US$ 360 milhões com operações com contratos derivativos de câmbio, anunciada em setembro. O fundo, acionista da Sadia, pede à Justiça americana que o processo seja transformado em ação coletiva.
Acionistas entram na Justiça contra Aracruz
Acionistas da Aracruz nos Estados Unidos entraram com ação civil pública contra a empresa do setor de celulose. Em comunicado, a companhia diz que tomou conhecimento da notícia por meio de um comunicado à imprensa, e que o objetivo da medida seria obter uma indenização por danos causados pela violação das leis norte-americanas de mercado de capitais, o que teria ocorrido com a realização das operações com derivativos cambiais realizadas pela companhia.
A empresa diz que "não foi cientificada oficialmente" a respeito da ação e afirma que, tão logo disponha de mais informações, prestará ao mercado e às autoridades regulatórias os esclarecimentos devidos.
Em setembro, a Aracruz anunciou que seu volume de perda com câmbio futuro havia excedido limites. Ao liquidar as operações, as perdas foram estimadas em aproximadamente US$ 2 bilhões.
Fonte: Agência Estado
IGC estima produção mundial de grãos em 1,769 bilhão de toneladas 28.11.08
28.11.08
O cenário de oferta global permanece apertado, com estoques globais previstos em 307 milhões de toneladas.
O Conselho Internacional de Grãos (IGC, na sigla em inglês) divulgou ontem (27) a estimativa de que a produção mundial de grãos deve ficar em 1,769 bilhão de toneladas, com redução de 1 milhão de toneladas em relação a sua previsão anterior. O novo número ainda é, no entanto, maior em 80 milhões de toneladas em relação a 2007/08.
Para o trigo, o IGC prevê produção de 683 milhões de toneladas, um aumento de 12% no ano. Já a produção do milho deve atingir 775 milhões de toneladas, ligeiramente superior às 773 milhões de toneladas previstas em outubro. Elevação das previsões de produção de grãos na Europa, Rússia e Ucrânia foram anuladas pelo declínio da Argentina e Austrália.
O cenário de oferta global permanece apertado, com estoques globais previstos em 307 milhões de toneladas, ante 283 milhões de toneladas na safra passada. O consumo mundial de grãos ficou em 1,745 bilhão de toneladas, 2 milhões de toneladas menor que o previsto em outubro.
O IGC informou também que, enquanto a crise financeira mundial deve reduzir o consumo de alimentos em alguns países desenvolvidos, o consumo de carne mundial deve aumentar 2% em 2009, pressionando as ofertas de grãos para ração animal.
A queda nas cotações dos grãos e os mercados de crédito mais apertados devem causar um decréscimo de 1,6% na área a ser colhida com trigo, para 221,7 milhões de hectares em 2009, informou a entidade.
Fonte: informações da Dow Jones, com Agência Estado
O cenário de oferta global permanece apertado, com estoques globais previstos em 307 milhões de toneladas.
O Conselho Internacional de Grãos (IGC, na sigla em inglês) divulgou ontem (27) a estimativa de que a produção mundial de grãos deve ficar em 1,769 bilhão de toneladas, com redução de 1 milhão de toneladas em relação a sua previsão anterior. O novo número ainda é, no entanto, maior em 80 milhões de toneladas em relação a 2007/08.
Para o trigo, o IGC prevê produção de 683 milhões de toneladas, um aumento de 12% no ano. Já a produção do milho deve atingir 775 milhões de toneladas, ligeiramente superior às 773 milhões de toneladas previstas em outubro. Elevação das previsões de produção de grãos na Europa, Rússia e Ucrânia foram anuladas pelo declínio da Argentina e Austrália.
O cenário de oferta global permanece apertado, com estoques globais previstos em 307 milhões de toneladas, ante 283 milhões de toneladas na safra passada. O consumo mundial de grãos ficou em 1,745 bilhão de toneladas, 2 milhões de toneladas menor que o previsto em outubro.
O IGC informou também que, enquanto a crise financeira mundial deve reduzir o consumo de alimentos em alguns países desenvolvidos, o consumo de carne mundial deve aumentar 2% em 2009, pressionando as ofertas de grãos para ração animal.
A queda nas cotações dos grãos e os mercados de crédito mais apertados devem causar um decréscimo de 1,6% na área a ser colhida com trigo, para 221,7 milhões de hectares em 2009, informou a entidade.
Fonte: informações da Dow Jones, com Agência Estado
Mudanças climáticas reduzirão área de plantio e impulsionarão doenças no Nordeste brasileiro 27.11.08
27.11.08
A escassez ou limitação da disponibilidade de terras para a agricultura, com repercussão negativa sobre a saúde da população, é um dos cenários traçados para o Nordeste brasileiro por um estudo elaborado para a Embaixada Britânica pelo Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e pelo Centro de Pesquisas René Rachou, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Segundo informou o coordenador da equipe do Cedeplar/UFMG, Alisson Barbieri, a pesquisa Migrações e Saúde: Cenários para o Nordeste Brasileiro-2000-2050 mostra que “a escassez de alimentos vai depender da capacidade de resposta do governo e das instituições de transferir renda para os habitantes do Nordeste”.
Esse é o primeiro estudo realizado no mundo que envolve em uma visão integrada as variáveis demográfica, econômica e climática para explicar cenários futuros, disse o professor. As mudanças climáticas em curso no planeta tendem a afetar com maior intensidade, no Brasil, as populações mais vulneráveis a esses fatores, que estão localizadas sobretudo no Nordeste do país, incluindo os migrantes.
Daí, o estudo sinalizar para a urgência de que se comece a pensar em programas ou políticas de adaptação que atendam essas populações mais vulneráveis e minimizem os impactos das mudanças do clima, disse Barbieri. Essas adaptações abrangeriam várias vertentes. Uma delas seria o investimento em tecnologia para adaptação dos cultivos agrícolas à nova realidade. Outro mecanismo diz respeito ao papel do Estado, através dos programas de transferência de renda. Outras alternativas teriam cunho econômico local.
O coordenador da pesquisa destacou que a limitação do potencial de produção agrícola nessas regiões teria, eventualmente, impacto sobre a renda e o nível de emprego. E, em conseqüência, sobre a disponibilidade de aquisição de alimentos. No que diz respeito à saúde, o estudo demonstra que deve aumentar a vulnerabilidade de algumas populações em função da ressurgimento de algumas doenças transmitidas por vetores, como a leishimaniose, e doenças que afetam principalmente crianças, pela contaminação de água e a falta de saneamento.
Fonte: Alana Gandra, repórter da Agência Brasil
A escassez ou limitação da disponibilidade de terras para a agricultura, com repercussão negativa sobre a saúde da população, é um dos cenários traçados para o Nordeste brasileiro por um estudo elaborado para a Embaixada Britânica pelo Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e pelo Centro de Pesquisas René Rachou, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Segundo informou o coordenador da equipe do Cedeplar/UFMG, Alisson Barbieri, a pesquisa Migrações e Saúde: Cenários para o Nordeste Brasileiro-2000-2050 mostra que “a escassez de alimentos vai depender da capacidade de resposta do governo e das instituições de transferir renda para os habitantes do Nordeste”.
Esse é o primeiro estudo realizado no mundo que envolve em uma visão integrada as variáveis demográfica, econômica e climática para explicar cenários futuros, disse o professor. As mudanças climáticas em curso no planeta tendem a afetar com maior intensidade, no Brasil, as populações mais vulneráveis a esses fatores, que estão localizadas sobretudo no Nordeste do país, incluindo os migrantes.
Daí, o estudo sinalizar para a urgência de que se comece a pensar em programas ou políticas de adaptação que atendam essas populações mais vulneráveis e minimizem os impactos das mudanças do clima, disse Barbieri. Essas adaptações abrangeriam várias vertentes. Uma delas seria o investimento em tecnologia para adaptação dos cultivos agrícolas à nova realidade. Outro mecanismo diz respeito ao papel do Estado, através dos programas de transferência de renda. Outras alternativas teriam cunho econômico local.
O coordenador da pesquisa destacou que a limitação do potencial de produção agrícola nessas regiões teria, eventualmente, impacto sobre a renda e o nível de emprego. E, em conseqüência, sobre a disponibilidade de aquisição de alimentos. No que diz respeito à saúde, o estudo demonstra que deve aumentar a vulnerabilidade de algumas populações em função da ressurgimento de algumas doenças transmitidas por vetores, como a leishimaniose, e doenças que afetam principalmente crianças, pela contaminação de água e a falta de saneamento.
Fonte: Alana Gandra, repórter da Agência Brasil
Extração de madeira nativa em 2007 é a menor em sete anos, revela IBGE 27.11.08
27.11.08
A produção nacional de madeira em tora foi de aproximadamente 121.520.350 metros cúbicos em 2007, sendo a maior parte (86,5%) proveniente de florestas cultivadas e o restante (13,5%) coletado em vegetações nativas (16.388.609 metros cúbicos). Esse é o menor número já registrado de extração de madeira nativa desde 2000.
Os dados são da Pesquisa da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura 2007, divulgada ontem (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A produção de madeira na atividade extrativista apresentou redução de 8,9% em 2007 em comparação com 2006, enquanto no segmento das florestas plantadas ou cultivadas a produção aumentou 4,3%. [Nota do editor: obviamente, a extração ilegal de madeira nativa não é computada nas estatísticas oficiais]
Para o técnico responsável pela pesquisa, Luís Celso Lins, os números são motivo de comemoração. Segundo ele, a queda se deve principalmente à pressão de representantes da sociedade civil e organizações sociais e à maior fiscalização. “Em 2006, houve 17 milhões de metros cúbicos de extração de madeira nativa, quando houve uma grande grita contra o desmatamento.”
O valor da produção da silvicultura (estabelecimento, desenvolvimento e reprodução de florestas, visando a múltiplas aplicações) e do extrativismo vegetal (exploração dos recursos vegetais nativos de forma racional e sustentável) totalizou R$ 12,1 bilhões em 2007.
Entre os sete produtos florestais investigados no segmento das florestas plantadas, cinco tiveram aumento de produção, sendo que o item carvão vegetal apresentou os maiores incrementos (45,9%), liderado pelo estado de Minas Gerais, devido ao grande número de siderúrgicas.
A reprodução de florestas cresceu mais de 3% de 2006 para 2007, e responde por 68,7% do valor da produção florestal, o equivalente a R$ 8,3 bilhões.
Já a participação do extrativismo vegetal caiu de 34,05% para 31,34%, no período, o menor percentual desde 1990. O valor do extrativismo totalizou R$ 3,8 bilhões, dos quais R$ 3,2 bilhões provenientes da produção madeireira.
O valor da produção da silvicultura ultrapassou o do extrativismo vegetal em 1998, e, desde então, sua participação tem sido superior à do extrativismo, a exceção de 1999.
Com mais da metade da madeira coletada no país, o maior produtor de madeira do segmento extrativista foi o Estado do Pará (55,5%). O principal produtor de madeira de florestas plantadas para fabricação de papel e celulose, em 2007, foi São Paulo (28,4%), e o Paraná (34,4%) é responsável por cerca de um terço da produção nacional de madeira para outras finalidades.
Dezessete produtos do extrativismo vegetal apresentaram queda de produção entre os anos de 2006 e 2007. Entre eles, destacam-se os do grupo alimentícios. À exceção da castanha-do-pará e do açaí (fruto), todos os demais itens desse grupo tiveram queda na produção, principalmente castanha-de-caju, erva-mate e palmito.
“O que está ocorrendo é que alguns produtos de origem florestal estão sendo manejados e sendo cultivados em vez de apenas extraídos da natureza”, explicou o técnico responsável pela pesquisa.
Fonte: Flávia Villela, repórter da Agência Brasil
A produção nacional de madeira em tora foi de aproximadamente 121.520.350 metros cúbicos em 2007, sendo a maior parte (86,5%) proveniente de florestas cultivadas e o restante (13,5%) coletado em vegetações nativas (16.388.609 metros cúbicos). Esse é o menor número já registrado de extração de madeira nativa desde 2000.
Os dados são da Pesquisa da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura 2007, divulgada ontem (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A produção de madeira na atividade extrativista apresentou redução de 8,9% em 2007 em comparação com 2006, enquanto no segmento das florestas plantadas ou cultivadas a produção aumentou 4,3%. [Nota do editor: obviamente, a extração ilegal de madeira nativa não é computada nas estatísticas oficiais]
Para o técnico responsável pela pesquisa, Luís Celso Lins, os números são motivo de comemoração. Segundo ele, a queda se deve principalmente à pressão de representantes da sociedade civil e organizações sociais e à maior fiscalização. “Em 2006, houve 17 milhões de metros cúbicos de extração de madeira nativa, quando houve uma grande grita contra o desmatamento.”
O valor da produção da silvicultura (estabelecimento, desenvolvimento e reprodução de florestas, visando a múltiplas aplicações) e do extrativismo vegetal (exploração dos recursos vegetais nativos de forma racional e sustentável) totalizou R$ 12,1 bilhões em 2007.
Entre os sete produtos florestais investigados no segmento das florestas plantadas, cinco tiveram aumento de produção, sendo que o item carvão vegetal apresentou os maiores incrementos (45,9%), liderado pelo estado de Minas Gerais, devido ao grande número de siderúrgicas.
A reprodução de florestas cresceu mais de 3% de 2006 para 2007, e responde por 68,7% do valor da produção florestal, o equivalente a R$ 8,3 bilhões.
Já a participação do extrativismo vegetal caiu de 34,05% para 31,34%, no período, o menor percentual desde 1990. O valor do extrativismo totalizou R$ 3,8 bilhões, dos quais R$ 3,2 bilhões provenientes da produção madeireira.
O valor da produção da silvicultura ultrapassou o do extrativismo vegetal em 1998, e, desde então, sua participação tem sido superior à do extrativismo, a exceção de 1999.
Com mais da metade da madeira coletada no país, o maior produtor de madeira do segmento extrativista foi o Estado do Pará (55,5%). O principal produtor de madeira de florestas plantadas para fabricação de papel e celulose, em 2007, foi São Paulo (28,4%), e o Paraná (34,4%) é responsável por cerca de um terço da produção nacional de madeira para outras finalidades.
Dezessete produtos do extrativismo vegetal apresentaram queda de produção entre os anos de 2006 e 2007. Entre eles, destacam-se os do grupo alimentícios. À exceção da castanha-do-pará e do açaí (fruto), todos os demais itens desse grupo tiveram queda na produção, principalmente castanha-de-caju, erva-mate e palmito.
“O que está ocorrendo é que alguns produtos de origem florestal estão sendo manejados e sendo cultivados em vez de apenas extraídos da natureza”, explicou o técnico responsável pela pesquisa.
Fonte: Flávia Villela, repórter da Agência Brasil
Quantidade de aves no Brasil cresceu mais de 10% entre 2006 e 2007 27.11.08
27.11.08
Suínos aumentaram 2,2% entre esses anos
O número de aves cresceu 11,5% no país, entre 2006 e 2007. O dado é da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2007, divulgada hoje (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o estudo, o Brasil tinha, em 2007, 1,127 bilhão de galináceos (galos, frangos, pintos e galinhas).
Mais da metade do total de galos, frangos e pintos (50,3%) encontra-se no Sul do país. Quanto às galinhas, a produção se concentra no Sudeste (35,6%).
Em 2007, o rebanho de cerca de 60 milhões de suínos foi 2,2% maior que em 2006. A maior parte dos animais está no Sul (47,5%), sendo Santa Catarina o principal estado produtor (19,9% do rebanho nacional), seguido pelo Rio Grande do Sul (14,5%) e Paraná (13,2%).
Já o rebanho de eqüinos teve queda de 2,6% na comparação com 2006, somando 5,602 milhões de animais. Corumbá, em Mato Grosso, tem o maior número desses animais (0,5% do total nacional), mas o Sudeste (25,6%) lidera esse número regionalmente, seguido do Nordeste, com praticamente o mesmo percentual.
Fonte: Flávia Villela, repórter da Agência Brasil
Suínos aumentaram 2,2% entre esses anos
O número de aves cresceu 11,5% no país, entre 2006 e 2007. O dado é da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2007, divulgada hoje (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o estudo, o Brasil tinha, em 2007, 1,127 bilhão de galináceos (galos, frangos, pintos e galinhas).
Mais da metade do total de galos, frangos e pintos (50,3%) encontra-se no Sul do país. Quanto às galinhas, a produção se concentra no Sudeste (35,6%).
Em 2007, o rebanho de cerca de 60 milhões de suínos foi 2,2% maior que em 2006. A maior parte dos animais está no Sul (47,5%), sendo Santa Catarina o principal estado produtor (19,9% do rebanho nacional), seguido pelo Rio Grande do Sul (14,5%) e Paraná (13,2%).
Já o rebanho de eqüinos teve queda de 2,6% na comparação com 2006, somando 5,602 milhões de animais. Corumbá, em Mato Grosso, tem o maior número desses animais (0,5% do total nacional), mas o Sudeste (25,6%) lidera esse número regionalmente, seguido do Nordeste, com praticamente o mesmo percentual.
Fonte: Flávia Villela, repórter da Agência Brasil
Rebanho bovino diminui 3% no país e Amazônia Legal concentra 35% do rebanho nacional 27.11.08
27.11.08
A Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2007 mostra que a quantidade de bois no país diminuiu 3%, entre 2006 e 2007. O número que era de aproximadamente de 205,886 milhões caiu para quase 200 mil cabeças de gado. A redução é conseqüência, principalmente, da descapitalização dos produtores e do abatimento de matrizes.
Na região da Amazônia Legal (que abrange toda a Região Norte e parte do Maranhão e de Mato Grosso) a queda foi de 5%. Entretanto a quantidade de cabeças de gado nessa área cresceu 78% na comparação 2007-1997, com destaque para o Sul do Pará, o Norte de Mato Grosso e Rondônia. Em 2007, 35% do rebanho bovino nacional estava na Amazônia Legal.
O rebanho bovino brasileiro tem se deslocado em direção ao Norte do país, em parte, devido à disputa por área com as lavouras de cana, soja e milho no Centro-Sul. Entretanto, houve uma redução no ritmo de crescimento do rebanho bovino na região, de 46%, de 1997 a 2002, para 22% entre 2002 e 2007. De 2006 para 2007, houve uma queda de 5% na quantidade de bovinos na Amazônia Legal, que chegou a 69,575 milhões de cabeças, o equivalente a 34,8% do rebanho nacional.
Segundo o IBGE, a diminuição do rebanho bovino brasileiro ocorreu em razão da descapitalização dos produtores em 2006, o que levou à falta de investimento no ano seguinte, e à reavaliação das estimativas após o Censo Agropecuário 2006. O abate de matrizes, por sua vez, resultou numa menor oferta de carne, o que contribuiu, ao lado da demanda aquecida, para a manutenção dos preços elevados em 2007.
Os maiores rebanhos bovinos estão em Mato Grosso (representando 12,9% do gado nacional), seguido de Minas Gerais (11,3%) e Mato Grosso do Sul (10,9%). A participação no valor total dos produtos da agropecuária (leite, ovos de galinha e de codorna, mel, casulos de bicho-da-seda e lã) foi de R$ 20,2 milhões em 2007, tendo Minas como líder (26,1%), seguida de São Paulo (10,8%) e do Rio Grande do Sul (10,0%).
Durante o período analisado, Minas Gerais, que ao contrário da maioria dos outros estados, apresentou crescimento no rebanho do gado bovino (1,7%), deixou a posição de 3º lugar em rebanhos de bois e ultrapassou o de Mato Grosso do Sul, Estado que segundo dados das pesquisas anteriores vem perdendo cabeças de gado nos últimos três anos.
Fonte: Flávia Villela, repórter da Agência Brasil
27.11.08
IBGE: pecuária em 2007 foi marcada por preços recordes 27.11.08
O desempenho da pecuária no ano de 2007 foi marcado por preços recorde das carnes e do leite, escassez de oferta de bovinos para abate e aumentos dos preços dos insumos (milho e fertilizantes), com elevação dos custos dos produtores no segundo semestre, segundo observou o gerente de pecuária do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Octávio Costa de Oliveira.
Ele explicou que a queda de 3,0% no efetivo brasileiro de bovinos no ano passado ante o ano anterior já é o segundo recuo anual consecutivo (em 2006, houve queda de 0,6% ante 2005) e reflete o aumento do abate de matrizes no País a partir de 2003. Segundo Oliveira, o ano de 2003 foi de baixo crescimento da economia e da demanda e os produtores, em dificuldades financeiras, aceleraram os abates de matrizes. Como a reposição desses animais ocorre de forma lenta, o rebanho prossegue em queda.
O gerente explicou também que a redução de 5,0% no efetivo de bovinos na Amazônia Legal não está relacionada a questões ambientais, mas sim ao fato de que essa é uma região cuja produção pecuária está mais voltada para o mercado e, por isso, foi mais forte, ali, o crescimento do abate de matrizes. Além disso, segundo ele, pode ter ocorrido uma reavaliação de cadastro na região.
Os municípios da Amazônia Legal (que inclui não apenas a área da floresta amazônica, mas também parte do Cerrado e do Pantanal) aumentaram a participação no efetivo bovino total do País de 24% em 1997 para 36% em 2006. No ano passado, a fatia recuou para 35%. Costa de Oliveira destacou que o rebanho bovino brasileiro é o maior do mundo, com 199,75 milhões de cabeças, à frente da Índia (177,8 milhões de cabeças) e da China (116,86 milhões de cabeças).
Fonte: Jacqueline Farid, Agência Estado
A Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2007 mostra que a quantidade de bois no país diminuiu 3%, entre 2006 e 2007. O número que era de aproximadamente de 205,886 milhões caiu para quase 200 mil cabeças de gado. A redução é conseqüência, principalmente, da descapitalização dos produtores e do abatimento de matrizes.
Na região da Amazônia Legal (que abrange toda a Região Norte e parte do Maranhão e de Mato Grosso) a queda foi de 5%. Entretanto a quantidade de cabeças de gado nessa área cresceu 78% na comparação 2007-1997, com destaque para o Sul do Pará, o Norte de Mato Grosso e Rondônia. Em 2007, 35% do rebanho bovino nacional estava na Amazônia Legal.
O rebanho bovino brasileiro tem se deslocado em direção ao Norte do país, em parte, devido à disputa por área com as lavouras de cana, soja e milho no Centro-Sul. Entretanto, houve uma redução no ritmo de crescimento do rebanho bovino na região, de 46%, de 1997 a 2002, para 22% entre 2002 e 2007. De 2006 para 2007, houve uma queda de 5% na quantidade de bovinos na Amazônia Legal, que chegou a 69,575 milhões de cabeças, o equivalente a 34,8% do rebanho nacional.
Segundo o IBGE, a diminuição do rebanho bovino brasileiro ocorreu em razão da descapitalização dos produtores em 2006, o que levou à falta de investimento no ano seguinte, e à reavaliação das estimativas após o Censo Agropecuário 2006. O abate de matrizes, por sua vez, resultou numa menor oferta de carne, o que contribuiu, ao lado da demanda aquecida, para a manutenção dos preços elevados em 2007.
Os maiores rebanhos bovinos estão em Mato Grosso (representando 12,9% do gado nacional), seguido de Minas Gerais (11,3%) e Mato Grosso do Sul (10,9%). A participação no valor total dos produtos da agropecuária (leite, ovos de galinha e de codorna, mel, casulos de bicho-da-seda e lã) foi de R$ 20,2 milhões em 2007, tendo Minas como líder (26,1%), seguida de São Paulo (10,8%) e do Rio Grande do Sul (10,0%).
Durante o período analisado, Minas Gerais, que ao contrário da maioria dos outros estados, apresentou crescimento no rebanho do gado bovino (1,7%), deixou a posição de 3º lugar em rebanhos de bois e ultrapassou o de Mato Grosso do Sul, Estado que segundo dados das pesquisas anteriores vem perdendo cabeças de gado nos últimos três anos.
Fonte: Flávia Villela, repórter da Agência Brasil
27.11.08
IBGE: pecuária em 2007 foi marcada por preços recordes 27.11.08
O desempenho da pecuária no ano de 2007 foi marcado por preços recorde das carnes e do leite, escassez de oferta de bovinos para abate e aumentos dos preços dos insumos (milho e fertilizantes), com elevação dos custos dos produtores no segundo semestre, segundo observou o gerente de pecuária do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Octávio Costa de Oliveira.
Ele explicou que a queda de 3,0% no efetivo brasileiro de bovinos no ano passado ante o ano anterior já é o segundo recuo anual consecutivo (em 2006, houve queda de 0,6% ante 2005) e reflete o aumento do abate de matrizes no País a partir de 2003. Segundo Oliveira, o ano de 2003 foi de baixo crescimento da economia e da demanda e os produtores, em dificuldades financeiras, aceleraram os abates de matrizes. Como a reposição desses animais ocorre de forma lenta, o rebanho prossegue em queda.
O gerente explicou também que a redução de 5,0% no efetivo de bovinos na Amazônia Legal não está relacionada a questões ambientais, mas sim ao fato de que essa é uma região cuja produção pecuária está mais voltada para o mercado e, por isso, foi mais forte, ali, o crescimento do abate de matrizes. Além disso, segundo ele, pode ter ocorrido uma reavaliação de cadastro na região.
Os municípios da Amazônia Legal (que inclui não apenas a área da floresta amazônica, mas também parte do Cerrado e do Pantanal) aumentaram a participação no efetivo bovino total do País de 24% em 1997 para 36% em 2006. No ano passado, a fatia recuou para 35%. Costa de Oliveira destacou que o rebanho bovino brasileiro é o maior do mundo, com 199,75 milhões de cabeças, à frente da Índia (177,8 milhões de cabeças) e da China (116,86 milhões de cabeças).
Fonte: Jacqueline Farid, Agência Estado
Congresso considera "inadmissível" e rejeita pacote de R$ 2,5 bilhões para ruralistas 27.11.08
27.11.08
A Comissão Mista de Orçamento do Congresso rejeitou na terça-feira (25) uma emenda coletiva de senadores ruralistas que destinava R$ 2,5 bilhões adicionais para subsidiar ações de apoio à comercialização da nova safra de grãos. A medida foi rejeitada pelo "comitê de admissibilidade" porque a Comissão de Agricultura do Senado não poderia, segundo resolução interna do Congresso, apresentar emendas a programas sob administração do Ministério da Fazenda como é o caso das Operações Oficiais de Crédito. A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) apresentará hoje uma "contestação" para tentar reverter a decisão na comissão.
Mesmo sob risco de ficar sem o reforço na Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), os produtores terão em 2009 mais recursos para subsídios aos preços. O governo trabalha para elevar o volume de dinheiro destinado a programas de subvenção da comercialização. O orçamento do Executivo enviado ao Congresso prevê o aumento de R$ 225 milhões para executar a PGPM e sustentar as cotações dos principais produtos agropecuários. Em 2009, haverá R$ 1,515 bilhão para instrumentos de equalização de preços (subsídios diretos) e outros R$ 2,3 bilhões para aquisições de produtos (AGF). Neste ano, o orçamento soma R$ 1,29 bilhão para subsídios e os mesmos R$ 2,3 bilhões para AGF.
Em tempos de crise, que tem afetado a concessão de crédito, governo e ruralistas avaliam ser necessário abrir espaço no Orçamento da União para ampliar os subsídios a segmentos específicos. Os produtores familiares e assentados da reforma agrária devem ser os mais beneficiados porque a política de aquisição de alimentos também deve ganhar um reforço no orçamento. Nesse caso, o governo garante preços de mercado para a produção de determinados produtos básicos, como feijão, arroz, mandioca e leite.
Os subsídios têm auxiliado os produtores. Em 2006, segundo o Tesouro Nacional, o governo apoiou de alguma forma a comercialização de 21,7 milhões de toneladas e gastou R$ 4,94 bilhões com equalização de juros, subsídios diretos e seguro obrigatório (Proagro), além de aquisições diretas e lançamento de contratos de opção. Em 2007, os gastos foram menores: R$ 3,82 bilhões com as mesmas operações. Neste ano, já foram gastos R$ 1,2 bilhão para sustentar um total de 3,26 milhões de toneladas de milho, trigo e algodão e 12 milhões de litros de vinho.
Fonte: Valor Econômico
A Comissão Mista de Orçamento do Congresso rejeitou na terça-feira (25) uma emenda coletiva de senadores ruralistas que destinava R$ 2,5 bilhões adicionais para subsidiar ações de apoio à comercialização da nova safra de grãos. A medida foi rejeitada pelo "comitê de admissibilidade" porque a Comissão de Agricultura do Senado não poderia, segundo resolução interna do Congresso, apresentar emendas a programas sob administração do Ministério da Fazenda como é o caso das Operações Oficiais de Crédito. A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) apresentará hoje uma "contestação" para tentar reverter a decisão na comissão.
Mesmo sob risco de ficar sem o reforço na Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), os produtores terão em 2009 mais recursos para subsídios aos preços. O governo trabalha para elevar o volume de dinheiro destinado a programas de subvenção da comercialização. O orçamento do Executivo enviado ao Congresso prevê o aumento de R$ 225 milhões para executar a PGPM e sustentar as cotações dos principais produtos agropecuários. Em 2009, haverá R$ 1,515 bilhão para instrumentos de equalização de preços (subsídios diretos) e outros R$ 2,3 bilhões para aquisições de produtos (AGF). Neste ano, o orçamento soma R$ 1,29 bilhão para subsídios e os mesmos R$ 2,3 bilhões para AGF.
Em tempos de crise, que tem afetado a concessão de crédito, governo e ruralistas avaliam ser necessário abrir espaço no Orçamento da União para ampliar os subsídios a segmentos específicos. Os produtores familiares e assentados da reforma agrária devem ser os mais beneficiados porque a política de aquisição de alimentos também deve ganhar um reforço no orçamento. Nesse caso, o governo garante preços de mercado para a produção de determinados produtos básicos, como feijão, arroz, mandioca e leite.
Os subsídios têm auxiliado os produtores. Em 2006, segundo o Tesouro Nacional, o governo apoiou de alguma forma a comercialização de 21,7 milhões de toneladas e gastou R$ 4,94 bilhões com equalização de juros, subsídios diretos e seguro obrigatório (Proagro), além de aquisições diretas e lançamento de contratos de opção. Em 2007, os gastos foram menores: R$ 3,82 bilhões com as mesmas operações. Neste ano, já foram gastos R$ 1,2 bilhão para sustentar um total de 3,26 milhões de toneladas de milho, trigo e algodão e 12 milhões de litros de vinho.
Fonte: Valor Econômico
CMN define novas medidas para estimular o setor agropecuário 27.11.08
27.11.08
O limite de crédito do Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop) será elevado de R$ 35 milhões para até R$ 50 milhões, por cooperativa. Dentro desse limite foi também aprovado o financiamento de até R$ 10 milhões de capital de giro não associado a projeto de investimento. A decisão é do Conselho Monetário Nacional (CMN), que se reuniu ontem (26), em Brasília.
No encontro, o CMN aprovou, ainda, Linha Especial de Crédito para o Leite (LEC), no valor de R$ 15 milhões. O prazo de contratação será até 30 de junho de 2009. O objetivo da medida é garantir preço mínimo aos produtores e permitir estocagem de leite pelas agroindústrias.
O CMN estabeleceu a data limite para 30/12/2008 para que os produtores rurais da região Centro-Oeste recorram a uma linha de crédito para refinanciamento das dívidas de investimento contratadas com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Por meio dessa linha, é possível refinanciar até 40% das parcelas de investimento que venceram em 2008 e ainda não foram pagas.
Produtores do Centro-Oeste que estavam inadimplentes, por não terem pago a parcela deste ano, vencida em 15/10, passam a ter acesso à nova linha de crédito.
Fonte: Assessoria de imprensa do Mapa
O limite de crédito do Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop) será elevado de R$ 35 milhões para até R$ 50 milhões, por cooperativa. Dentro desse limite foi também aprovado o financiamento de até R$ 10 milhões de capital de giro não associado a projeto de investimento. A decisão é do Conselho Monetário Nacional (CMN), que se reuniu ontem (26), em Brasília.
No encontro, o CMN aprovou, ainda, Linha Especial de Crédito para o Leite (LEC), no valor de R$ 15 milhões. O prazo de contratação será até 30 de junho de 2009. O objetivo da medida é garantir preço mínimo aos produtores e permitir estocagem de leite pelas agroindústrias.
O CMN estabeleceu a data limite para 30/12/2008 para que os produtores rurais da região Centro-Oeste recorram a uma linha de crédito para refinanciamento das dívidas de investimento contratadas com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Por meio dessa linha, é possível refinanciar até 40% das parcelas de investimento que venceram em 2008 e ainda não foram pagas.
Produtores do Centro-Oeste que estavam inadimplentes, por não terem pago a parcela deste ano, vencida em 15/10, passam a ter acesso à nova linha de crédito.
Fonte: Assessoria de imprensa do Mapa
Assentados de MS vão exportar soja orgânica para a Suíça 27.11.08
27.11.08
A produção de soja orgânica do Projeto de Assentamento (PA) da Reforma Agrária Itamarati, no município de Ponta Porá, em Mato Grosso do Sul (MS), na fronteira com o Paraguai, será exportada para a Suíça. O contrato de exportação foi assinado, ontem (26), por representantes da empresa Gebana Brasil S.A. e do Núcleo de Agroecologia da Associação dos Produtores Orgânicos do estado, estabelecendo a compra antecipada de, aproximadamente, 70 toneladas do grão.
A compra antecipada havia sido acertada durante a Feira Internacional Biofach América Latina, realizada no final de outubro, em São Paulo. Com o objetivo de buscar novas oportunidades de negócios para os produtos orgânicos, o secretário do Núcleo de Agroecologia do assentamento Itamarati, Vitor Carlos Neves, participou do evento, contando com o apoio logístico da Superintendência Federal de Agricultura de MS, órgão local do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Os primeiros 30 hectares da soja orgânica destinada à Europa, em 2008, começaram a ser plantados em outubro, por um grupo de 10 agricultores familiares assentados no Itamarati. Este é o segundo ano em que os assentados plantam e comercializam soja orgânica com a Gebana Brasil S.A. A primeira experiência aconteceu em 2007, com apenas 10 hectares do produto.
Segundo Neves, a experiência com a agroecologia tem unido assentados de todos os movimentos sociais, contando, inclusive, com a participação de antigos funcionários da fazenda Itamarati. “Nosso exemplo está chamando a atenção das empresas interessadas em produtos de qualidade e livres de venenos”, disse. Existem cerca de 80 famílias engajadas na produção orgânica e a expectativa é a de que, nos próximos anos, estejam produzindo amendoim, milho de pipoca, gergelim, girassol e outras culturas para atender à demanda crescente no País e no exterior.
Fonte: Assessoria de imprensa do MDA
A produção de soja orgânica do Projeto de Assentamento (PA) da Reforma Agrária Itamarati, no município de Ponta Porá, em Mato Grosso do Sul (MS), na fronteira com o Paraguai, será exportada para a Suíça. O contrato de exportação foi assinado, ontem (26), por representantes da empresa Gebana Brasil S.A. e do Núcleo de Agroecologia da Associação dos Produtores Orgânicos do estado, estabelecendo a compra antecipada de, aproximadamente, 70 toneladas do grão.
A compra antecipada havia sido acertada durante a Feira Internacional Biofach América Latina, realizada no final de outubro, em São Paulo. Com o objetivo de buscar novas oportunidades de negócios para os produtos orgânicos, o secretário do Núcleo de Agroecologia do assentamento Itamarati, Vitor Carlos Neves, participou do evento, contando com o apoio logístico da Superintendência Federal de Agricultura de MS, órgão local do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Os primeiros 30 hectares da soja orgânica destinada à Europa, em 2008, começaram a ser plantados em outubro, por um grupo de 10 agricultores familiares assentados no Itamarati. Este é o segundo ano em que os assentados plantam e comercializam soja orgânica com a Gebana Brasil S.A. A primeira experiência aconteceu em 2007, com apenas 10 hectares do produto.
Segundo Neves, a experiência com a agroecologia tem unido assentados de todos os movimentos sociais, contando, inclusive, com a participação de antigos funcionários da fazenda Itamarati. “Nosso exemplo está chamando a atenção das empresas interessadas em produtos de qualidade e livres de venenos”, disse. Existem cerca de 80 famílias engajadas na produção orgânica e a expectativa é a de que, nos próximos anos, estejam produzindo amendoim, milho de pipoca, gergelim, girassol e outras culturas para atender à demanda crescente no País e no exterior.
Fonte: Assessoria de imprensa do MDA
BNDES injetará R$ 450 mi no frigorífico Independência 27.11.08
27.11.08
Ribeirão Preto - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai injetar R$ 450 milhões na Independência Participações S.A., holding familiar que detêm 100% do Independência S.A, um dos maiores grupos frigoríficos do País. A operação, iniciada há seis meses e fechada esta semana, prevê a troca do investimento pela participação acionária da BNDES Participações (BNDESPar) na companhia.
Segundo o diretor financeiro do Independência, Tobias Bremer, o aporte será feito em duas etapas, com o repasse de R$ 250 milhões esta semana e R$ 200 milhões em janeiro de 2009. Ele não revelou qual o porcentual de participação acionária na companhia ao qual a BNDESPar terá após a operação. Em um comunicado ao mercado, o Independência informa que a holding do banco de desenvolvimento terá uma "participação minoritária da companhia, cujo tamanho exato será definido baseado em termos e condições precedentes usuais deste tipo de transação".
Bremer afirmou que o dinheiro será utilizado para várias operações, como a redução da dívida, o aumento do capital de giro e ainda o aumento da capacidade produtiva, "por meio de aquisições ou construção de novas plantas industriais". O diretor avaliou ainda que a operação é "um sinal de confiança e um apoio forte do BNDES ao Independência e a todo o setor produtivo pecuário do País".
O Independência S.A. tem capacidade atual de abate de 10 mil cabeças e produção do mesmo volume de peles por dia, além de ser uma das maiores operadoras de logística refrigerada do País. A companhia tem unidades em sete Estados brasileiros e no Paraguai, com 14 plantas de abate e desossa, três curtumes, três fábricas de charque, cinco módulos de produção de biodiesel, além de centros de distribuição em Cajamar (SP), Itupeva (SP) e no porto de Santos (SP).
Fonte: Gustavo Porto, Agência Estado
Ribeirão Preto - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai injetar R$ 450 milhões na Independência Participações S.A., holding familiar que detêm 100% do Independência S.A, um dos maiores grupos frigoríficos do País. A operação, iniciada há seis meses e fechada esta semana, prevê a troca do investimento pela participação acionária da BNDES Participações (BNDESPar) na companhia.
Segundo o diretor financeiro do Independência, Tobias Bremer, o aporte será feito em duas etapas, com o repasse de R$ 250 milhões esta semana e R$ 200 milhões em janeiro de 2009. Ele não revelou qual o porcentual de participação acionária na companhia ao qual a BNDESPar terá após a operação. Em um comunicado ao mercado, o Independência informa que a holding do banco de desenvolvimento terá uma "participação minoritária da companhia, cujo tamanho exato será definido baseado em termos e condições precedentes usuais deste tipo de transação".
Bremer afirmou que o dinheiro será utilizado para várias operações, como a redução da dívida, o aumento do capital de giro e ainda o aumento da capacidade produtiva, "por meio de aquisições ou construção de novas plantas industriais". O diretor avaliou ainda que a operação é "um sinal de confiança e um apoio forte do BNDES ao Independência e a todo o setor produtivo pecuário do País".
O Independência S.A. tem capacidade atual de abate de 10 mil cabeças e produção do mesmo volume de peles por dia, além de ser uma das maiores operadoras de logística refrigerada do País. A companhia tem unidades em sete Estados brasileiros e no Paraguai, com 14 plantas de abate e desossa, três curtumes, três fábricas de charque, cinco módulos de produção de biodiesel, além de centros de distribuição em Cajamar (SP), Itupeva (SP) e no porto de Santos (SP).
Fonte: Gustavo Porto, Agência Estado
UE oficializa MS e MG como exportadores de carne bovina 27.11.08
27.11.08
A União Européia (UE) publicou ontem (26), no jornal oficial do bloco, a medida que oficializa a liberação dos Estados de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul como regiões habilitadas à exportar carne bovina in natura. A decisão já havia sido anunciada em outubro pela Diretoria-Geral para Saúde e Consumidores da União Européia (DG-Sanco), mas dependia da publicação no jornal oficial da União Européia.
Com isso, a partir de 1º de dezembro deste ano, esses Estados já poderão atender à demanda européia sem qualquer restrição. A única condição exigida pela União Européia para exportações de qualquer estado brasileiro é que os animais abatidos estejam cadastrados nos Estabelecimentos Rurais Aprovados no Sisbov (Eras), que conta hoje com 130 milhões de animais e 608 propriedades, segundo informações do Ministério da Agricultura.
Em nota, o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Inácio Kroetz, informou que a liberação de todas as regiões de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul era um pleito antigo dos Estados. "A decisão representa o reconhecimento dos esforços do serviço veterinário brasileiro e aumenta a base do rebanho apto à exportação, desde que sejam cumpridas as regras de rastreabilidade", afirmou.
Fonte: Agência Estado
A União Européia (UE) publicou ontem (26), no jornal oficial do bloco, a medida que oficializa a liberação dos Estados de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul como regiões habilitadas à exportar carne bovina in natura. A decisão já havia sido anunciada em outubro pela Diretoria-Geral para Saúde e Consumidores da União Européia (DG-Sanco), mas dependia da publicação no jornal oficial da União Européia.
Com isso, a partir de 1º de dezembro deste ano, esses Estados já poderão atender à demanda européia sem qualquer restrição. A única condição exigida pela União Européia para exportações de qualquer estado brasileiro é que os animais abatidos estejam cadastrados nos Estabelecimentos Rurais Aprovados no Sisbov (Eras), que conta hoje com 130 milhões de animais e 608 propriedades, segundo informações do Ministério da Agricultura.
Em nota, o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Inácio Kroetz, informou que a liberação de todas as regiões de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul era um pleito antigo dos Estados. "A decisão representa o reconhecimento dos esforços do serviço veterinário brasileiro e aumenta a base do rebanho apto à exportação, desde que sejam cumpridas as regras de rastreabilidade", afirmou.
Fonte: Agência Estado
Crise internacional afeta preços de soja e milho no Brasil 27.11.08
27.11.08
Primeiro sinal pode ser queda na área plantada e na produtividade.
O primeiro sintoma da crise mundial nas culturas de soja e milho pode ser a redução das áreas plantadas e da produtividade já nesta safra. O país está em fase de plantio mas, além do alto preço dos insumos, que forçou muitos produtores a buscar sementes com menos tecnologia e a reduzir o uso de fertilizantes, a comercialização em 2009 também preocupa.
Dados da Conab indicam que o Brasil deve colher de 37 a 38 milhões de toneladas de milho na safra 2008/2009. O produtor Antonio Perucci, de Cambe (PR), por exemplo, diz que manteve os 700 hectares da safra passada, mas não sabe se consegue vender a produção. Outro problema é perder produtividade na safrinha.
Pela estimativa da Conab, o clima e a falta de crédito podem provocar uma redução de 1,2% na área plantada com soja no Brasil. O problema maior está no Estado de Mato Grosso, que pode reduzir em até 3% as lavouras com o grão. Para o milho, o órgão federal prevê que até 1,5% da área atual será destinada a outras culturas. Os índices parecem baixos, mas podem ser interpretados como um efeito imediato da crise mundial. Os agricultores estão preocupados, mesmo, é com a safra de inverno.
Na mesma região, o agricultor Odair Favali plantou os mesmos 1,5 mil hectares de soja da safra anterior. Ele deve contribuir para uma colheita nacional de até 59 milhões de toneladas da oleaginosa. Nessa época do ano o produtor sempre começou a comprar insumos para a safra de inverno, mas desta vez as contas e o futuro incerto assustaram.
Fonte: Canal Rural
Primeiro sinal pode ser queda na área plantada e na produtividade.
O primeiro sintoma da crise mundial nas culturas de soja e milho pode ser a redução das áreas plantadas e da produtividade já nesta safra. O país está em fase de plantio mas, além do alto preço dos insumos, que forçou muitos produtores a buscar sementes com menos tecnologia e a reduzir o uso de fertilizantes, a comercialização em 2009 também preocupa.
Dados da Conab indicam que o Brasil deve colher de 37 a 38 milhões de toneladas de milho na safra 2008/2009. O produtor Antonio Perucci, de Cambe (PR), por exemplo, diz que manteve os 700 hectares da safra passada, mas não sabe se consegue vender a produção. Outro problema é perder produtividade na safrinha.
Pela estimativa da Conab, o clima e a falta de crédito podem provocar uma redução de 1,2% na área plantada com soja no Brasil. O problema maior está no Estado de Mato Grosso, que pode reduzir em até 3% as lavouras com o grão. Para o milho, o órgão federal prevê que até 1,5% da área atual será destinada a outras culturas. Os índices parecem baixos, mas podem ser interpretados como um efeito imediato da crise mundial. Os agricultores estão preocupados, mesmo, é com a safra de inverno.
Na mesma região, o agricultor Odair Favali plantou os mesmos 1,5 mil hectares de soja da safra anterior. Ele deve contribuir para uma colheita nacional de até 59 milhões de toneladas da oleaginosa. Nessa época do ano o produtor sempre começou a comprar insumos para a safra de inverno, mas desta vez as contas e o futuro incerto assustaram.
Fonte: Canal Rural
Ninguém do governo se solidariza com Ibama pelo vandalismo em Paragominas (PA) 26.11.08
26.11.08
Comentário do editor:
Percorrendo agenda dos ministros e notícias dos ministérios, ontem (25), nenhuma palavra, nem solidariedade, encontrei a respeito dos atos de vandalismo que as lideranças da ilegalidade insuflaram no domingo (23) contra os representantes do Estado Nacional, no caso fiscais do Ibama, contra o patrimônio público, e a promoção de saques de bens apreendidos e sob responsabilidade do Estado.
É triste...
O presidente do Ibama divulgou a nota abaixo, mas nada além disso encontrei a respeito, até mesmo nas notícias do Ministério do Meio Ambiente.
Presidente repudia vandalismo em Paragominas
O presidente do Ibama, Roberto Messias Franco, repudia os atos de violência e vandalismo praticados contra o escritório e carros do Ibama em Paragominas (PA). Segundo ele, a violência e, em especial, o ato de banditismo que foi o roubo da madeira ilegal apreendida foram ofensas graves ao Estado brasileiro e ao Ibama, uma instituição pública.
“Os atos suscitam preocupação, mas não amedrontam o Ibama. Todas as providências estão sendo tomadas para impedir o desrespeito ao Estado brasileiro”, avisa Messias Franco, que determinou reforço da equipe de fiscalização na cidade paraense.
O presidente enfatiza também que o Ibama, juntamente com outras instituições do Ministério do Meio Ambiente, de outros ministérios, dos Estados e dos municípios, está firmemente empenhado em regularizar todas as atividades sustentáveis na Amazônia. Messias Franco cita ainda que o ministro Carlos Minc tem reafirmado todo o apoio a quem atuar na legalidade e mão pesada da lei contra os ilegais.
Fonte: Ascom/Ibama
Comentário do editor:
Percorrendo agenda dos ministros e notícias dos ministérios, ontem (25), nenhuma palavra, nem solidariedade, encontrei a respeito dos atos de vandalismo que as lideranças da ilegalidade insuflaram no domingo (23) contra os representantes do Estado Nacional, no caso fiscais do Ibama, contra o patrimônio público, e a promoção de saques de bens apreendidos e sob responsabilidade do Estado.
É triste...
O presidente do Ibama divulgou a nota abaixo, mas nada além disso encontrei a respeito, até mesmo nas notícias do Ministério do Meio Ambiente.
Presidente repudia vandalismo em Paragominas
O presidente do Ibama, Roberto Messias Franco, repudia os atos de violência e vandalismo praticados contra o escritório e carros do Ibama em Paragominas (PA). Segundo ele, a violência e, em especial, o ato de banditismo que foi o roubo da madeira ilegal apreendida foram ofensas graves ao Estado brasileiro e ao Ibama, uma instituição pública.
“Os atos suscitam preocupação, mas não amedrontam o Ibama. Todas as providências estão sendo tomadas para impedir o desrespeito ao Estado brasileiro”, avisa Messias Franco, que determinou reforço da equipe de fiscalização na cidade paraense.
O presidente enfatiza também que o Ibama, juntamente com outras instituições do Ministério do Meio Ambiente, de outros ministérios, dos Estados e dos municípios, está firmemente empenhado em regularizar todas as atividades sustentáveis na Amazônia. Messias Franco cita ainda que o ministro Carlos Minc tem reafirmado todo o apoio a quem atuar na legalidade e mão pesada da lei contra os ilegais.
Fonte: Ascom/Ibama
Fiscais do MTE resgatam dez trabalhadores em condições de escravos no MT 26.11.08
26.11.08
Acomodado em alojamento precário, grupo se alimentava com carne de gado doente abatido na própria fazenda e não portava Equipamentos de Proteção Individual (EPIs)
Cuiabá - Ação do Grupo Especial de Fiscalização Móvel Estadual da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Mato Grosso (SRTE/MT) resgatou dez trabalhadores em condições análogas à escravidão, em operação iniciada em 20 de novembro. O fato ocorreu em uma fazenda de criação de bovinos para corte na zona rural de Pontes e Lacerda, a 469 km de Cuiabá. Os trabalhadores exerciam atividade de roço de pasto e aplicavam veneno em tocos queimados de árvores.
O grupo não dispunha de qualquer Equipamento de Proteção Individual (EPI), treinamento ou orientação sobre os riscos da atividade. O veneno era acondicionado de forma inadequada e os trabalhadores ficavam expostos ao perigo de contaminação, estando inclusive com as roupas e a pele manchadas pelo veneno. Eram transportados da sede da fazenda até a frente de trabalho em um trator, consumiam a água de um córrego próximo, também utilizado pelo gado. Não havia local apropriado para as refeições que constavam, apenas, de arroz, feijão e carne, proveniente do gado doente abatido na própria fazenda. E o alojamento era uma casa de madeira em péssimas condições de manutenção e higiene. Conforme relatos dos resgatados o gerente da fazenda os orientava a esconderem-se na mata, a fim de despistar a fiscalização e assim receberem a diária.
"As irregularidades encontradas nos levaram a considerar o vínculo trabalhista dos trabalhadores com a fazenda, descaracterizando a terceirização da mão-de-obra através de um gato, e pela rescisão indireta do contrato de trabalho, além da libertação dos dez trabalhadores", afirmou o auditor fiscal do trabalho e coordenador da operação, José Weyne Nunes Marcelino.
O estabelecimento rural foi notificado e os trabalhadores receberam as verbas rescisórias devidas, que somaram R$ 38.241,00. Todos foram incluídos no Programa de Seguro-Desemprego para o Trabalhador Resgatado. O Ministério Público do Trabalho foi contatado para indicar um procurador que participará de reunião a fim de firmar Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). A segurança dos fiscais foi garantida por militares do Exército Brasileiro, por meio da operação "Cadeado 4".
Fonte: Assessoria de Imprensa SRTE/MT
Acomodado em alojamento precário, grupo se alimentava com carne de gado doente abatido na própria fazenda e não portava Equipamentos de Proteção Individual (EPIs)
Cuiabá - Ação do Grupo Especial de Fiscalização Móvel Estadual da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Mato Grosso (SRTE/MT) resgatou dez trabalhadores em condições análogas à escravidão, em operação iniciada em 20 de novembro. O fato ocorreu em uma fazenda de criação de bovinos para corte na zona rural de Pontes e Lacerda, a 469 km de Cuiabá. Os trabalhadores exerciam atividade de roço de pasto e aplicavam veneno em tocos queimados de árvores.
O grupo não dispunha de qualquer Equipamento de Proteção Individual (EPI), treinamento ou orientação sobre os riscos da atividade. O veneno era acondicionado de forma inadequada e os trabalhadores ficavam expostos ao perigo de contaminação, estando inclusive com as roupas e a pele manchadas pelo veneno. Eram transportados da sede da fazenda até a frente de trabalho em um trator, consumiam a água de um córrego próximo, também utilizado pelo gado. Não havia local apropriado para as refeições que constavam, apenas, de arroz, feijão e carne, proveniente do gado doente abatido na própria fazenda. E o alojamento era uma casa de madeira em péssimas condições de manutenção e higiene. Conforme relatos dos resgatados o gerente da fazenda os orientava a esconderem-se na mata, a fim de despistar a fiscalização e assim receberem a diária.
"As irregularidades encontradas nos levaram a considerar o vínculo trabalhista dos trabalhadores com a fazenda, descaracterizando a terceirização da mão-de-obra através de um gato, e pela rescisão indireta do contrato de trabalho, além da libertação dos dez trabalhadores", afirmou o auditor fiscal do trabalho e coordenador da operação, José Weyne Nunes Marcelino.
O estabelecimento rural foi notificado e os trabalhadores receberam as verbas rescisórias devidas, que somaram R$ 38.241,00. Todos foram incluídos no Programa de Seguro-Desemprego para o Trabalhador Resgatado. O Ministério Público do Trabalho foi contatado para indicar um procurador que participará de reunião a fim de firmar Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). A segurança dos fiscais foi garantida por militares do Exército Brasileiro, por meio da operação "Cadeado 4".
Fonte: Assessoria de Imprensa SRTE/MT
Mato Grosso: 71% dos contratos de produtores estão ligados ao BNDES 26.11.08
26.11.08
O segundo secretário da Famato, Ricardo Tomczyc, calcula que aproximadamente 71% dos contratos de produtores mato-grossense junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estejam inadimplentes. O total do devido para este ano é R$ 1,160 bilhão, então, as parcelas em atraso somam pouco mais de R$ 800 milhões. Isso, só do BNDES, que é o que está sendo cobrado agora com pedido de arresto de bens.
Tomczyc lembra a existência de outras linhas semelhantes que ainda não chegaram ao ponto de apreensão de máquinas. O restantes, referente a custeio e FAT Giro Rural, está tudo praticamente com o Banco do Brasil que, tenta encontrar uma solução diferente para o caso. Essas dívidas com o BB são todas fruto de repactuação dos débitos das safras 04/05.
Por conta dessa inadimplência, o segundo secretário da Famato diz que a nova linha de crédito para o pagamento das dívidas rurais de investimento vencidas e a vencer em 2008, criada pelo governo federal, não vai atingir seu objetivo. "É um financiamento para quem não tem crédito, então não tem como funcionar, não tem lógica". Pela linha devem ser liberados R$ 500 milhões para a região Centro-Oeste. Tomczyc explica que esse crédito é via BNDES, justamente onde os produtores estão inadimplentes, por isso não há como ser operacionalizado.
Para ele, o governo deveria liberar os recursos direto para os bancos, para irem refinanciando as dívidas. Por isso o segundo secretário da Famato reclama que a crise do setor só pode resolvida com uma "atitude forte de governo". A nova linha de crédito ainda não começou a ser operacionalizada, como se esperava para ontem
Fonte: A Gazeta
O segundo secretário da Famato, Ricardo Tomczyc, calcula que aproximadamente 71% dos contratos de produtores mato-grossense junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estejam inadimplentes. O total do devido para este ano é R$ 1,160 bilhão, então, as parcelas em atraso somam pouco mais de R$ 800 milhões. Isso, só do BNDES, que é o que está sendo cobrado agora com pedido de arresto de bens.
Tomczyc lembra a existência de outras linhas semelhantes que ainda não chegaram ao ponto de apreensão de máquinas. O restantes, referente a custeio e FAT Giro Rural, está tudo praticamente com o Banco do Brasil que, tenta encontrar uma solução diferente para o caso. Essas dívidas com o BB são todas fruto de repactuação dos débitos das safras 04/05.
Por conta dessa inadimplência, o segundo secretário da Famato diz que a nova linha de crédito para o pagamento das dívidas rurais de investimento vencidas e a vencer em 2008, criada pelo governo federal, não vai atingir seu objetivo. "É um financiamento para quem não tem crédito, então não tem como funcionar, não tem lógica". Pela linha devem ser liberados R$ 500 milhões para a região Centro-Oeste. Tomczyc explica que esse crédito é via BNDES, justamente onde os produtores estão inadimplentes, por isso não há como ser operacionalizado.
Para ele, o governo deveria liberar os recursos direto para os bancos, para irem refinanciando as dívidas. Por isso o segundo secretário da Famato reclama que a crise do setor só pode resolvida com uma "atitude forte de governo". A nova linha de crédito ainda não começou a ser operacionalizada, como se esperava para ontem
Fonte: A Gazeta
Obama ameaça cortar subsídios agrícolas para fazendeiros milionários 26.11.08
26.11.08
O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou hoje que pode cortar subsídios agrícolas como parte de seus esforços para reduzir os gastos do governo. "De acordo com uma reportagem hoje, entre 2003 e 2006, fazendeiros milionários receberam US$ 49 milhões em subsídios de safra mesmo faturando mais do que o teto de US$ 2,5 milhões para esse tipo de subsídio. Se isso for verdade, é um exemplo claro do tipo de gasto que eu pretendo acabar como presidente", disse durante discurso em que apresentou novos integrantes da nova administração.
Obama nomeou o chefe do Escritório de Orçamento do Congresso, Peter Orszag, como diretor do Escritório de Administração e Orçamento (OMB, na sigla em inglês), posto-chave para os planos do futuro presidente de reformar o Orçamento Federal. O democrata afirmou que a reforma do orçamento não é uma opção, mas uma "obrigação" diante de um cenário que combina aumento do déficit público e encolhimento da atividade econômica.
"Não podemos sustentar um sistema que desperdiça bilhões de dólares do contribuinte em programas que já perderam a utilidade ou existem apenas por causa do poder de um político, lobista ou grupo de interesse", afirmou Obama.
Fonte: informações da Dow Jones, com Gerson Freitas Jr., Agência Estado
O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou hoje que pode cortar subsídios agrícolas como parte de seus esforços para reduzir os gastos do governo. "De acordo com uma reportagem hoje, entre 2003 e 2006, fazendeiros milionários receberam US$ 49 milhões em subsídios de safra mesmo faturando mais do que o teto de US$ 2,5 milhões para esse tipo de subsídio. Se isso for verdade, é um exemplo claro do tipo de gasto que eu pretendo acabar como presidente", disse durante discurso em que apresentou novos integrantes da nova administração.
Obama nomeou o chefe do Escritório de Orçamento do Congresso, Peter Orszag, como diretor do Escritório de Administração e Orçamento (OMB, na sigla em inglês), posto-chave para os planos do futuro presidente de reformar o Orçamento Federal. O democrata afirmou que a reforma do orçamento não é uma opção, mas uma "obrigação" diante de um cenário que combina aumento do déficit público e encolhimento da atividade econômica.
"Não podemos sustentar um sistema que desperdiça bilhões de dólares do contribuinte em programas que já perderam a utilidade ou existem apenas por causa do poder de um político, lobista ou grupo de interesse", afirmou Obama.
Fonte: informações da Dow Jones, com Gerson Freitas Jr., Agência Estado
ADM vende 15% do leilão da ANP de biodiesel 26.11.08
26.11.08
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) conseguiu vender, nesta segunda-feira, no Rio, 330 milhões de litros do produto oriundos de 33 unidades, durante o 12º Leilão de Biodiesel.
As informações indicam que a ADM de Mato-Grosso, empresa responsável por 14,9% das vendas, com 49,1 milhões de litros, foi a maior vendedora de biodiesel. Em sua totalidade, as empresas do Mato Grosso venderam 24,5% do volume ofertado: 80,83 milhões de litros.
O objetivo do leilão foi atender à demanda gerada pela adição obrigatória de 3% de biodiesel ao óleo diesel comercialzado no Brasil no primeiro trimestre de 2009.
Resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), determinou a adição obrigatória de 3% de biodiesel (B3) ao diesel consumido no país, desde 1º de julho do ano passado.
O uso comercial do biodiesel no Brasil, porém, foi autorizado em dezembro de 2004, inicialmente para a mistura B2. Está prevista a elevação do volume para 5% (B5), também de forma obrigatória, a partir 2013.
Segundo a ANP, o preço de referência foi de R$ 2,40 por litro no primeiro lote, de 264 milhões de litros, o que representou um deságio médio de 0,59%. No segundo lote, foram vendidos 66 milhões de litros, ao preço médio de R$ 2,390 e deságio médio de 0,41%.
O primeiro lote do leilão, de 264 milhões de litros, foi destinado a empresas detentoras do Selo Combustível Social. O segundo, de 66 milhões de litros, envolveu empresas que cumpriram os requisitos da ANP, incluindo as que não têm Selo Combustível Social.
Fonte: Nielmar de Oliveira, repórter da Agência Brasil
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) conseguiu vender, nesta segunda-feira, no Rio, 330 milhões de litros do produto oriundos de 33 unidades, durante o 12º Leilão de Biodiesel.
As informações indicam que a ADM de Mato-Grosso, empresa responsável por 14,9% das vendas, com 49,1 milhões de litros, foi a maior vendedora de biodiesel. Em sua totalidade, as empresas do Mato Grosso venderam 24,5% do volume ofertado: 80,83 milhões de litros.
O objetivo do leilão foi atender à demanda gerada pela adição obrigatória de 3% de biodiesel ao óleo diesel comercialzado no Brasil no primeiro trimestre de 2009.
Resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), determinou a adição obrigatória de 3% de biodiesel (B3) ao diesel consumido no país, desde 1º de julho do ano passado.
O uso comercial do biodiesel no Brasil, porém, foi autorizado em dezembro de 2004, inicialmente para a mistura B2. Está prevista a elevação do volume para 5% (B5), também de forma obrigatória, a partir 2013.
Segundo a ANP, o preço de referência foi de R$ 2,40 por litro no primeiro lote, de 264 milhões de litros, o que representou um deságio médio de 0,59%. No segundo lote, foram vendidos 66 milhões de litros, ao preço médio de R$ 2,390 e deságio médio de 0,41%.
O primeiro lote do leilão, de 264 milhões de litros, foi destinado a empresas detentoras do Selo Combustível Social. O segundo, de 66 milhões de litros, envolveu empresas que cumpriram os requisitos da ANP, incluindo as que não têm Selo Combustível Social.
Fonte: Nielmar de Oliveira, repórter da Agência Brasil
Brasil consulta a OMC sobre medidas antidumping adotadas pelos USA 26.11.08
26.11.08
O governo brasileiro recorreu ontem (25) à Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra, na Suíça, fazendo consultas sobre medidas antidumping adotadas pelo governo norte-americano em relação à importação do suco de laranja brasileiro. Segundo nota do Ministério das Relações Exteriores, o Brasil questiona a revisão administrativa feita pelo pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos, na forma de investigação antidumping, sobre o suco de laranja brasileiro, relativa ao período de 24 de agosto de 2005 a 28 de fevereiro de 2007.
Os resultados da revisão norte-americana, publicados em agosto deste ano, apontam que as empresas brasileiras investigadas praticaram margens de dumping de até 4,81%. O Brasil, no entanto, alega que os Estados Unidos utilizaram o "zeroing", prática pela qual "o Departamento de Comércio exclui do cálculo da margem de dumping as exportações com valor superior ao valor do produto no mercado doméstico ('valor normal'), impedindo, assim, que essas transações venham a compensar as exportações eventualmente realizadas com valor inferior ao 'valor normal'".
O Ministério das Relações Exteriores diz que as autoridades norte-americanas adotam o "zeroing" mesmo com a condenação da prática, "em diversas oportunidades", pelo Órgão de Solução de Controvérsias da OMC. "O pedido de consultas compreende, ainda, o questionamento quanto à legalidade frente às regras da OMC, das normas norte-americanas que prevêem a utilização do "zeroing" em revisões administrativas", diz a nota.
O pedido de consultas ao amparo do Mecanismo de Solução de Controvérsias da OMC marca o posicionamento do Brasil contra o método utilizado pelos Estados Unidos, que, "além de incompatível com as normas multilaterais de comércio, causa grande incerteza e sérios prejuízos para as empresas exportadoras afetadas".
Fonte: Danilo Macedo, repórter da Agência Brasil
O governo brasileiro recorreu ontem (25) à Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra, na Suíça, fazendo consultas sobre medidas antidumping adotadas pelo governo norte-americano em relação à importação do suco de laranja brasileiro. Segundo nota do Ministério das Relações Exteriores, o Brasil questiona a revisão administrativa feita pelo pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos, na forma de investigação antidumping, sobre o suco de laranja brasileiro, relativa ao período de 24 de agosto de 2005 a 28 de fevereiro de 2007.
Os resultados da revisão norte-americana, publicados em agosto deste ano, apontam que as empresas brasileiras investigadas praticaram margens de dumping de até 4,81%. O Brasil, no entanto, alega que os Estados Unidos utilizaram o "zeroing", prática pela qual "o Departamento de Comércio exclui do cálculo da margem de dumping as exportações com valor superior ao valor do produto no mercado doméstico ('valor normal'), impedindo, assim, que essas transações venham a compensar as exportações eventualmente realizadas com valor inferior ao 'valor normal'".
O Ministério das Relações Exteriores diz que as autoridades norte-americanas adotam o "zeroing" mesmo com a condenação da prática, "em diversas oportunidades", pelo Órgão de Solução de Controvérsias da OMC. "O pedido de consultas compreende, ainda, o questionamento quanto à legalidade frente às regras da OMC, das normas norte-americanas que prevêem a utilização do "zeroing" em revisões administrativas", diz a nota.
O pedido de consultas ao amparo do Mecanismo de Solução de Controvérsias da OMC marca o posicionamento do Brasil contra o método utilizado pelos Estados Unidos, que, "além de incompatível com as normas multilaterais de comércio, causa grande incerteza e sérios prejuízos para as empresas exportadoras afetadas".
Fonte: Danilo Macedo, repórter da Agência Brasil
Brasil vai usar mais seis milhões de hectares para produção de etanol 26.11.08
26.11.08
Para atender às demandas interna e externa de etanol em 2017, que representarão 64 bilhões de litros, o Brasil precisará incorporar mais seis milhões de hectares de áreas agricultáveis. A produção de etanol ocupa hoje uma área de 3,5 milhões de hectares , metade do solo utilizado para a produção de cana-de-açúcar.
A constatação é do presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, ao participar do 10º Congresso de Agribusiness da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), aberto ontem (25) no Rio de Janeiro. A meta está prevista no plano decenal 2008/2017 que cobre todas as fontes de energia disponíveis no país. A EPE pretende encaminhar o plano em dezembro próximo para aprovação do Ministério de Minas e Energia.
Tolmasquim afirmou que há possibilidade concreta de o país deslocar esse volume de terras novas para a produção de etanol. Esclareceu que o Brasil possui 850 milhões de hectares, dos quais 378 milhões são terras aráveis. Desse total, 91 milhões de hectares são fronteira agrícola e 220 milhões são pastagens.
Informou que, em média, existe uma cabeça de gado por hectare. Em São Paulo, que não registra a criação mais intensiva de gado do país, o número sobe para 1,4 rês por hectare. Daí, estimou que se a média brasileira fosse a média de São Paulo, haveria disponíveis mais 50 a 70 milhões de hectares.
“Nós precisamos de seis milhões de hectares para atingir os 64 bilhões de litros de etanol. E uma intensificação da pecuária nos permite ter dez vezes mais do que o necessário para atingir essa meta”, assegurou.
Fonte: Alana Gandra, repórter da Agência Brasil
Para atender às demandas interna e externa de etanol em 2017, que representarão 64 bilhões de litros, o Brasil precisará incorporar mais seis milhões de hectares de áreas agricultáveis. A produção de etanol ocupa hoje uma área de 3,5 milhões de hectares , metade do solo utilizado para a produção de cana-de-açúcar.
A constatação é do presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, ao participar do 10º Congresso de Agribusiness da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), aberto ontem (25) no Rio de Janeiro. A meta está prevista no plano decenal 2008/2017 que cobre todas as fontes de energia disponíveis no país. A EPE pretende encaminhar o plano em dezembro próximo para aprovação do Ministério de Minas e Energia.
Tolmasquim afirmou que há possibilidade concreta de o país deslocar esse volume de terras novas para a produção de etanol. Esclareceu que o Brasil possui 850 milhões de hectares, dos quais 378 milhões são terras aráveis. Desse total, 91 milhões de hectares são fronteira agrícola e 220 milhões são pastagens.
Informou que, em média, existe uma cabeça de gado por hectare. Em São Paulo, que não registra a criação mais intensiva de gado do país, o número sobe para 1,4 rês por hectare. Daí, estimou que se a média brasileira fosse a média de São Paulo, haveria disponíveis mais 50 a 70 milhões de hectares.
“Nós precisamos de seis milhões de hectares para atingir os 64 bilhões de litros de etanol. E uma intensificação da pecuária nos permite ter dez vezes mais do que o necessário para atingir essa meta”, assegurou.
Fonte: Alana Gandra, repórter da Agência Brasil
Ministro pede intervenção da Força Nacional para garantir presença do Estado nacional em Paragominas (PA) 25.11.08
25.11.08
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, solicitou ontem (24) ao ministro da Justiça, Tarso Genro, o emprego da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) no município de Paragominas, nordeste do Pará, para dar suporte ao trabalho dos fiscais do Instituto Nacional dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
O pedido de ajuda ocorreu depois que manifestantes atacaram, na noite de domingo (23), o escritório regional do órgão ambiental em represália à Operação Rastro Negro, que combate a produção, o transporte e o comércio ilegal de carvão vegetal no estado.
Segundo Minc, os atos de vandalismo e ameaças não farão o governo recuar no combate aos crimes ambientais. “Pelo contrário, vamos intensificar as ações e punir os responsáveis. Não vamos nos intimidar”, afirmou o ministro do Meio Ambiente.
Inicialmente, a solicitação encaminhada ao ministro da Justiça é para que agentes da FNSP e da Polícia Federal que participam da Operação Arco de Fogo - de combate à extração ilegal de madeira na Amazônia –, em Altamira (sudoeste do estado), sejam deslocados emergencialmente para Paragominas.
A coordenadoria de fiscalização do Ibama considera necessário o aumento da presença do Estado na área para que tenham continuidade as ações de fiscalização contra o desmatamento e o roubo de madeira em terras indígenas.
Além de atearem fogo na garagem e depredarem o escritório, os vândalos roubaram caminhões com toras apreendidas pela fiscalização e tentaram invadir o hotel em que estavam hospedados os fiscais.
Marco Antônio Vidal, um dos coordenadores da operação, contou que os manifestantes chegaram a arrancar o portão de entrada do hotel com um trator e só foram dispersados depois que policiais militares utilizaram bombas de gás lacrimogêneo.
Os trabalhos da Operação Rastro Negro começaram no fim de outubro e, desde então, foram destruídos mais de 200 fornos de carvão ilegais, apreendidos 120 metros cúbicos de carvão vegetal e aplicadas multas que somam mais de R$ 2 milhões. Na madrugada de domingo (23) foram apreendidos cerca de 400 metros cúbicos de madeira carregados em 14 caminhões, próximo a uma reserva indígena.
Fonte: Marco Antônio Soalheiro, repórter da Agência Brasil, com o Observatório
Leia mais sobre o Brasil sem Estado em A Notícia
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, solicitou ontem (24) ao ministro da Justiça, Tarso Genro, o emprego da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) no município de Paragominas, nordeste do Pará, para dar suporte ao trabalho dos fiscais do Instituto Nacional dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
O pedido de ajuda ocorreu depois que manifestantes atacaram, na noite de domingo (23), o escritório regional do órgão ambiental em represália à Operação Rastro Negro, que combate a produção, o transporte e o comércio ilegal de carvão vegetal no estado.
Segundo Minc, os atos de vandalismo e ameaças não farão o governo recuar no combate aos crimes ambientais. “Pelo contrário, vamos intensificar as ações e punir os responsáveis. Não vamos nos intimidar”, afirmou o ministro do Meio Ambiente.
Inicialmente, a solicitação encaminhada ao ministro da Justiça é para que agentes da FNSP e da Polícia Federal que participam da Operação Arco de Fogo - de combate à extração ilegal de madeira na Amazônia –, em Altamira (sudoeste do estado), sejam deslocados emergencialmente para Paragominas.
A coordenadoria de fiscalização do Ibama considera necessário o aumento da presença do Estado na área para que tenham continuidade as ações de fiscalização contra o desmatamento e o roubo de madeira em terras indígenas.
Além de atearem fogo na garagem e depredarem o escritório, os vândalos roubaram caminhões com toras apreendidas pela fiscalização e tentaram invadir o hotel em que estavam hospedados os fiscais.
Marco Antônio Vidal, um dos coordenadores da operação, contou que os manifestantes chegaram a arrancar o portão de entrada do hotel com um trator e só foram dispersados depois que policiais militares utilizaram bombas de gás lacrimogêneo.
Os trabalhos da Operação Rastro Negro começaram no fim de outubro e, desde então, foram destruídos mais de 200 fornos de carvão ilegais, apreendidos 120 metros cúbicos de carvão vegetal e aplicadas multas que somam mais de R$ 2 milhões. Na madrugada de domingo (23) foram apreendidos cerca de 400 metros cúbicos de madeira carregados em 14 caminhões, próximo a uma reserva indígena.
Fonte: Marco Antônio Soalheiro, repórter da Agência Brasil, com o Observatório
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Efetivo do Ibama no Pará dará prioridade às ações em Paragominas 25.11.08
25.11.08
O efetivo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Pará será integralmente direcionado para fortalecer, nos próximos dias, as ações de fiscalização da Operação Rastro Negro em Paragominas, nordeste do estado. A informação é do coordenador da operação, o fiscal Marco Vidal, que reafirmou a disposição do órgão em não retroceder no combate ao comércio ilegal de carvão vegetal.
“Vamos caçar os caminhões roubados e terminar o embargo administrativo das empresas que utilizam dessa estrutura ilegal”, afirmou Vidal em entrevista à Agência Brasil. “O Ibama estará com carga máxima aqui”, acrescentou.
O coordenador também aguarda a chegada de agentes da Força Nacional de Segurança à cidade até a próxima quarta-feira. Uma solicitação neste sentido já foi encaminhada pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, ao Ministério da Justiça.
Na noite de domingo (23), o escritório do Ibama em Paragominas foi depredado em um protesto que contou com cerca de 3 mil pessoas. Houve ainda tentativa de invasão ao hotel onde os fiscais se hospedavam. Segundo Vidal, estavam no local, além dos cinco funcionários do Ibama, outros 40 hóspedes (veja notícia mais abaixo)
Parte da população local e alguns comerciantes se opõem ao trabalho dos fiscais de aplicação das leis. O coordenador considera a resistência natural, já que a fiscalização contraria todos que alcançam algum benefício econômico decorrente de atividades ilegais.
Em nota divulgada na tarde de ontem (24), a Prefeitura de Paragominas, a Câmara Municipal e entidades representativas da sociedade civil organizada lamentaram os incidentes e se disseram favoráveis à punição dos vândalos.
"Destacamos nosso repúdio aos atos de vandalismo ocorridos, principalmente a destruição do patrimônio público municipal e federal e ameaça aos agentes do Ibama, cujos autores devem ser devidamente identificados e responsabilizados pelas autoridades competentes”, diz o texto.
Entretanto, na mesma nota, os signatários sustentam que, mesmo ilegais, as atividades coibidas é que mantêm o sustento de muitas famílias. Eles cobram dos governos federal e estadual a oferta de alternativas de trabalho e renda para a população.
"Mais que nunca, é necessário que os governos federal e estadual estabeleçam ações construtivas, ao invés de somente ações repressivas, como tem sido a tônica dos últimos anos. O estado do Pará e também Paragominas ainda aguardam a chamada Operação Arco Verde, irmã da Operação Arco de Fogo, mas que visava criar alternativas de emprego e renda para as pessoas que perderam os seus empregos em decorrência do combate ao desmatamento”, enfatiza a nota.
Fonte: Marco Antônio Soalheiro, repórter da Agência Brasil, com o Observatório
O efetivo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Pará será integralmente direcionado para fortalecer, nos próximos dias, as ações de fiscalização da Operação Rastro Negro em Paragominas, nordeste do estado. A informação é do coordenador da operação, o fiscal Marco Vidal, que reafirmou a disposição do órgão em não retroceder no combate ao comércio ilegal de carvão vegetal.
“Vamos caçar os caminhões roubados e terminar o embargo administrativo das empresas que utilizam dessa estrutura ilegal”, afirmou Vidal em entrevista à Agência Brasil. “O Ibama estará com carga máxima aqui”, acrescentou.
O coordenador também aguarda a chegada de agentes da Força Nacional de Segurança à cidade até a próxima quarta-feira. Uma solicitação neste sentido já foi encaminhada pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, ao Ministério da Justiça.
Na noite de domingo (23), o escritório do Ibama em Paragominas foi depredado em um protesto que contou com cerca de 3 mil pessoas. Houve ainda tentativa de invasão ao hotel onde os fiscais se hospedavam. Segundo Vidal, estavam no local, além dos cinco funcionários do Ibama, outros 40 hóspedes (veja notícia mais abaixo)
Parte da população local e alguns comerciantes se opõem ao trabalho dos fiscais de aplicação das leis. O coordenador considera a resistência natural, já que a fiscalização contraria todos que alcançam algum benefício econômico decorrente de atividades ilegais.
Em nota divulgada na tarde de ontem (24), a Prefeitura de Paragominas, a Câmara Municipal e entidades representativas da sociedade civil organizada lamentaram os incidentes e se disseram favoráveis à punição dos vândalos.
"Destacamos nosso repúdio aos atos de vandalismo ocorridos, principalmente a destruição do patrimônio público municipal e federal e ameaça aos agentes do Ibama, cujos autores devem ser devidamente identificados e responsabilizados pelas autoridades competentes”, diz o texto.
Entretanto, na mesma nota, os signatários sustentam que, mesmo ilegais, as atividades coibidas é que mantêm o sustento de muitas famílias. Eles cobram dos governos federal e estadual a oferta de alternativas de trabalho e renda para a população.
"Mais que nunca, é necessário que os governos federal e estadual estabeleçam ações construtivas, ao invés de somente ações repressivas, como tem sido a tônica dos últimos anos. O estado do Pará e também Paragominas ainda aguardam a chamada Operação Arco Verde, irmã da Operação Arco de Fogo, mas que visava criar alternativas de emprego e renda para as pessoas que perderam os seus empregos em decorrência do combate ao desmatamento”, enfatiza a nota.
Fonte: Marco Antônio Soalheiro, repórter da Agência Brasil, com o Observatório
Ibama flagra 57 mil hectares de desmatamento ilegal no Cerrado baiano 25.11.08
25.11.08
Em menos de um mês, os agentes do Ibama embargaram mais de 57 mil hectares de áreas de Cerrado desmatadas ilegalmente e aplicaram mais de R$ 33 milhões em multas
Barreiras - A maior operação de fiscalização de desmatamentos e queimadas realizada no Bioma Cerrado – a Operação Veredas – embargou, em menos de um mês, mais 57 mil hectares de áreas desmatadas, o equivalente a cerca de 57 mil campos de futebol, no Oeste da Bahia. As multas aplicadas por desmatar ou impedir áreas de Cerrado ultrapassam R$ 33,6 milhões.
Os agentes do Ibama apreenderam 27 máquinas agrícolas, 4 caminhões, 8 motoserras, 2 silos (cilindros para guardar grãos), 2 geradores e 124 toneladas de soja. Foram destruídos 330 fornos de produção de carvão vegetal que funcionavam em desacordo com a licença concedida pelo Instituto de Meio Ambiente da Bahia (Ima).
Para identificar as 76 áreas indicadas como desmatadas que foram alvos da Operação Veredas, o Centro de Sensoriamento Remoto do Ibama e pela Gerência de Barreiras compararam imagens de satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) obtidas entre os anos 2006 e 2008. Outras irregularidades foram observadas em três dias de sobrevôos feitos pelo Grupo Aéreo da Polícia Militar da Bahia (GRAER/PM/BA).
A Operação Veredas vistoriou dez municípios do Oeste baiano e Sul do Piauí. Os alvos prioritários da operação foram as derrubadas localizadas no Parque Nacional Nascentes do Rio Parnaíba e a Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins e no entorno dessas unidades de conservação federal. Em Formosa do Rio Preto, município onde estão localizados essas áreas de preservação, foram aplicadas 82% das multas e realizados 80% dos embargos.
No Oeste da Bahia predomina o Bioma Cerrado, segunda maior formação vegetal brasileira. Mananciais da região contribuem com 23% da vazão do rio São Francisco. Desconhecendo sua importância, o Cerrado é o segundo bioma mais ameaçado do País devido ao avanço da agropecuária. Levantamento da Gerência do Ibama em Barreiras, a cada ano são desmatados 90 mil hectares de áreas de Cerrado.
Espécies protegidas - Uma fiscalização realizada na última quarta-feira, 19, no município de Riachão das Neves flagrou um desmatamento de 164 hectares a corte raso feito com correntão em mata seca, uma variação de vegetação do C errado. Não havia ninguém no local para apresentar a licença para supressão da vegetação, porém os agentes do Ibama constataram que espécies protegidas pela legislação ambiental, como a aroeira, baraúna e o angico, e madeiras de lei, como o pau d’arco, foram derrubadas. Um trator de esteira que estava no local foi lacrado.
Em uma outra fazenda, os agentes de fiscalização encontraram na pilha de madeiras prestes a virar carvão troncos de ipê, angico e aroeira. Oitenta fornos autorizados funcionam em desacordo com as condicionantes da licença obtida que proíbe o corte de espécies protegidas por Lei.
Reserva Legal - Nos cálculos do Gerente do Ibama em Barreiras, Zenido Eduardo, há um déficit de aproximadamente 150 mil hectares de áreas de Reserva Legal (RL) nas propriedades localizadas no Bioma Cerrado. É essa a situação ao longo do chapadão que se estende do município de Cocos a Formosa do Rio Preto, dentro de jurisdição da Gerência que se estende por cerca de 220 mil quilômetros quadrados no Oeste da Bahia. “É um problema sério. As fazendas que não têm Reserva Legal comprometem a recarga do aqüífero Urucuia e a circulação da fauna silvestre e muitos, pelo alto valor da terra agricultável apresentam propostas a quilômetros de distância da propriedade, fora da microbacia”, observa. Eduardo lembra que a Lei 4.771/65 com alterações dadas pela MP 2.166-67/2001 garante a compensação somente àqueles que desmataram até dezembro de 1998. “Temos um grande desafio de promover a recuperação de áreas significativas do Cerrado baiano”, complementa.
Na avaliação do coordenador da Operação Veredas, Alberto Gonçalves “o ideal para garantir a preservação das espécies da flora e da fauna dessa região é que haja continuidade entre áreas de RL das propriedades rurais e entre as RL e as áreas de preservação permanente (APP), entre elas as veredas de buriti. “ Se todos averbarem áreas de reserva fora de suas propriedade, mesmo que na mesma bacia hidrográfica, corremos o risco de chegar à mesma situação da Mata Atlântica, onde hoje se estimula a criação de corredores ecológicos”, observa Gonçalves.
A Operação Veredas é coordenada pela Gerência do Ibama em Barreiras e contou com o apoio de 59 agentes do Ibama, Instituto Chico Mendes, Companhia Independente de Ações do Cerrado e Grupo Aéreo (PM/BA), Polícia Rodoviária Federal e 4º Batalhão de Engenharia e Construção do Exército. Os agentes do Ibama vieram da Superintendência do Ibama em Salvador, da Gerência do Ibama em Eunápolis, dos Escritórios do Ibama em Bom Jesus da Lapa, Santo Antônio de Jesus, Ilhéus, Vitória da Conquista, Seabra, e de outros estados como TO, MG, PI e DF. Segundo Alberto Gonçalves, “em breve, o Ibama irá executar a segunda fase da operação”.
Fonte: Kézia Macedo – Ascom Fiscalização Ibama, com o Observatório
Em menos de um mês, os agentes do Ibama embargaram mais de 57 mil hectares de áreas de Cerrado desmatadas ilegalmente e aplicaram mais de R$ 33 milhões em multas
Barreiras - A maior operação de fiscalização de desmatamentos e queimadas realizada no Bioma Cerrado – a Operação Veredas – embargou, em menos de um mês, mais 57 mil hectares de áreas desmatadas, o equivalente a cerca de 57 mil campos de futebol, no Oeste da Bahia. As multas aplicadas por desmatar ou impedir áreas de Cerrado ultrapassam R$ 33,6 milhões.
Os agentes do Ibama apreenderam 27 máquinas agrícolas, 4 caminhões, 8 motoserras, 2 silos (cilindros para guardar grãos), 2 geradores e 124 toneladas de soja. Foram destruídos 330 fornos de produção de carvão vegetal que funcionavam em desacordo com a licença concedida pelo Instituto de Meio Ambiente da Bahia (Ima).
Para identificar as 76 áreas indicadas como desmatadas que foram alvos da Operação Veredas, o Centro de Sensoriamento Remoto do Ibama e pela Gerência de Barreiras compararam imagens de satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) obtidas entre os anos 2006 e 2008. Outras irregularidades foram observadas em três dias de sobrevôos feitos pelo Grupo Aéreo da Polícia Militar da Bahia (GRAER/PM/BA).
A Operação Veredas vistoriou dez municípios do Oeste baiano e Sul do Piauí. Os alvos prioritários da operação foram as derrubadas localizadas no Parque Nacional Nascentes do Rio Parnaíba e a Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins e no entorno dessas unidades de conservação federal. Em Formosa do Rio Preto, município onde estão localizados essas áreas de preservação, foram aplicadas 82% das multas e realizados 80% dos embargos.
No Oeste da Bahia predomina o Bioma Cerrado, segunda maior formação vegetal brasileira. Mananciais da região contribuem com 23% da vazão do rio São Francisco. Desconhecendo sua importância, o Cerrado é o segundo bioma mais ameaçado do País devido ao avanço da agropecuária. Levantamento da Gerência do Ibama em Barreiras, a cada ano são desmatados 90 mil hectares de áreas de Cerrado.
Espécies protegidas - Uma fiscalização realizada na última quarta-feira, 19, no município de Riachão das Neves flagrou um desmatamento de 164 hectares a corte raso feito com correntão em mata seca, uma variação de vegetação do C errado. Não havia ninguém no local para apresentar a licença para supressão da vegetação, porém os agentes do Ibama constataram que espécies protegidas pela legislação ambiental, como a aroeira, baraúna e o angico, e madeiras de lei, como o pau d’arco, foram derrubadas. Um trator de esteira que estava no local foi lacrado.
Em uma outra fazenda, os agentes de fiscalização encontraram na pilha de madeiras prestes a virar carvão troncos de ipê, angico e aroeira. Oitenta fornos autorizados funcionam em desacordo com as condicionantes da licença obtida que proíbe o corte de espécies protegidas por Lei.
Reserva Legal - Nos cálculos do Gerente do Ibama em Barreiras, Zenido Eduardo, há um déficit de aproximadamente 150 mil hectares de áreas de Reserva Legal (RL) nas propriedades localizadas no Bioma Cerrado. É essa a situação ao longo do chapadão que se estende do município de Cocos a Formosa do Rio Preto, dentro de jurisdição da Gerência que se estende por cerca de 220 mil quilômetros quadrados no Oeste da Bahia. “É um problema sério. As fazendas que não têm Reserva Legal comprometem a recarga do aqüífero Urucuia e a circulação da fauna silvestre e muitos, pelo alto valor da terra agricultável apresentam propostas a quilômetros de distância da propriedade, fora da microbacia”, observa. Eduardo lembra que a Lei 4.771/65 com alterações dadas pela MP 2.166-67/2001 garante a compensação somente àqueles que desmataram até dezembro de 1998. “Temos um grande desafio de promover a recuperação de áreas significativas do Cerrado baiano”, complementa.
Na avaliação do coordenador da Operação Veredas, Alberto Gonçalves “o ideal para garantir a preservação das espécies da flora e da fauna dessa região é que haja continuidade entre áreas de RL das propriedades rurais e entre as RL e as áreas de preservação permanente (APP), entre elas as veredas de buriti. “ Se todos averbarem áreas de reserva fora de suas propriedade, mesmo que na mesma bacia hidrográfica, corremos o risco de chegar à mesma situação da Mata Atlântica, onde hoje se estimula a criação de corredores ecológicos”, observa Gonçalves.
A Operação Veredas é coordenada pela Gerência do Ibama em Barreiras e contou com o apoio de 59 agentes do Ibama, Instituto Chico Mendes, Companhia Independente de Ações do Cerrado e Grupo Aéreo (PM/BA), Polícia Rodoviária Federal e 4º Batalhão de Engenharia e Construção do Exército. Os agentes do Ibama vieram da Superintendência do Ibama em Salvador, da Gerência do Ibama em Eunápolis, dos Escritórios do Ibama em Bom Jesus da Lapa, Santo Antônio de Jesus, Ilhéus, Vitória da Conquista, Seabra, e de outros estados como TO, MG, PI e DF. Segundo Alberto Gonçalves, “em breve, o Ibama irá executar a segunda fase da operação”.
Fonte: Kézia Macedo – Ascom Fiscalização Ibama, com o Observatório
Fiscalização do MTE resgata 17 trabalhadores de situação degradante no Piauí 26.11.08
25.11.08
Alojados em barracos de lona, catadores de coco encontrados não dispunham sequer de instalações sanitárias
Teresina - Na luta contra o trabalho escravo e degradante, o Grupo Especial de Fiscalização Rural da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Piauí resgatou 17 homens de condições degradantes de trabalho, em ação que começou em 22 de outubro e terminou no início de novembro. O grupo laborava na atividade da cata de coco, em uma fazenda no município de Monte Alegre, região sul do Estado.
Os trabalhadores encontrados estavam em locais com péssimas condições de higiene, alimentação, saúde e segurança e não tinham registro na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS). Os alojamentos, localizados próximos à sede da fazenda, eram barracos de lona, sustentados com peças de madeira retiradas do mato.
O contraste entre a estrutura física da sede da fazenda - muito bem equipada e onde morava o proprietário - e a precariedade dos alojamentos dos trabalhadores chamou a atenção dos fiscais do GEFIR após estes constatarem que "no local não havia instalações sanitárias, os trabalhadores eram obrigados a fazer suas necessidades físicas no meio do mato e tomavam banho em local destinado ao gado da fazenda", conforme relatou Fausto Rosas dos Santos, o coordenador da ação.
De acordo com Santos, a alimentação consistia basicamente em arroz e feijão. Quando tinha carne, esta era em quantidade insuficiente para atender as necessidades alimentares dos 17 trabalhadores. "A alimentação era pobre em calorias, não havia verduras ou legumes, e consistia apenas no almoço e janta, pois o café da manhã não existia para os trabalhadores, que iam trabalhar em jejum", ressaltou.
Além de submeter os empregados a jornada de trabalho excessiva, que chegava a onze horas diárias, a empresa não fornecia Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) aos empregados, flagrados laborando calçados com tênis e botinas de uso próprio. Santos relatou ainda que o empregador não fornecia o material necessário aos primeiros socorros. O fato foi comprovado no momento da fiscalização quando um dos trabalhadores, com fortíssima dor de dente, não obteve amparo do empregador.
A empresa foi notificada e os trabalhadores receberam as verbas rescisórias devidas, que somaram R$ 20 mil. Foram lavrados 16 autos de infração por descumprimento à legislação trabalhista e firmado um Termo de Ajuste e Conduta com a representante da Procuradoria Regional do Trabalho (PGRT), no qual a empresa se comprometeu a pagar, a título de dano moral individual, o valor de R$ 2 mil para cada trabalhador prejudicado.
Fonte: Assessoria de Imprensa SRTE/PI-MTE
Alojados em barracos de lona, catadores de coco encontrados não dispunham sequer de instalações sanitárias
Teresina - Na luta contra o trabalho escravo e degradante, o Grupo Especial de Fiscalização Rural da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Piauí resgatou 17 homens de condições degradantes de trabalho, em ação que começou em 22 de outubro e terminou no início de novembro. O grupo laborava na atividade da cata de coco, em uma fazenda no município de Monte Alegre, região sul do Estado.
Os trabalhadores encontrados estavam em locais com péssimas condições de higiene, alimentação, saúde e segurança e não tinham registro na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS). Os alojamentos, localizados próximos à sede da fazenda, eram barracos de lona, sustentados com peças de madeira retiradas do mato.
O contraste entre a estrutura física da sede da fazenda - muito bem equipada e onde morava o proprietário - e a precariedade dos alojamentos dos trabalhadores chamou a atenção dos fiscais do GEFIR após estes constatarem que "no local não havia instalações sanitárias, os trabalhadores eram obrigados a fazer suas necessidades físicas no meio do mato e tomavam banho em local destinado ao gado da fazenda", conforme relatou Fausto Rosas dos Santos, o coordenador da ação.
De acordo com Santos, a alimentação consistia basicamente em arroz e feijão. Quando tinha carne, esta era em quantidade insuficiente para atender as necessidades alimentares dos 17 trabalhadores. "A alimentação era pobre em calorias, não havia verduras ou legumes, e consistia apenas no almoço e janta, pois o café da manhã não existia para os trabalhadores, que iam trabalhar em jejum", ressaltou.
Além de submeter os empregados a jornada de trabalho excessiva, que chegava a onze horas diárias, a empresa não fornecia Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) aos empregados, flagrados laborando calçados com tênis e botinas de uso próprio. Santos relatou ainda que o empregador não fornecia o material necessário aos primeiros socorros. O fato foi comprovado no momento da fiscalização quando um dos trabalhadores, com fortíssima dor de dente, não obteve amparo do empregador.
A empresa foi notificada e os trabalhadores receberam as verbas rescisórias devidas, que somaram R$ 20 mil. Foram lavrados 16 autos de infração por descumprimento à legislação trabalhista e firmado um Termo de Ajuste e Conduta com a representante da Procuradoria Regional do Trabalho (PGRT), no qual a empresa se comprometeu a pagar, a título de dano moral individual, o valor de R$ 2 mil para cada trabalhador prejudicado.
Fonte: Assessoria de Imprensa SRTE/PI-MTE
180 fornos clandestinos de carvão vegetal são destruídos em assentamentos no Pará 25.11.08
25.11.08
Encontrados, também, indícios de trabalho análogo a escravo
Uma força-tarefa composta por técnicos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e fiscais do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama), com apoio da Polícia Militar do Pará, destruiu, na última quinta-feira (20), mais de 180 fornos clandestinos de carvão encontrados nos projetos de assentamentos (PA) Paragominas Faíscão e Suçuarana, no município de Ulianopólis, Nordeste paraense. Barracos também foram postos abaixo e apreendidos veículos, combustível, armas de caça, além de facões, machados e motosserras, dentre outros equipamentos utilizados na extração de madeira.
Seis carvoeiros flagrados nos lotes foram autuados pelo Ibama e quatro deles, que constavam na relação de beneficiários da reforma agrária, notificados pelos técnicos do Incra. Eles vão responder a processo administrativo e podem ser excluídos do programa de reforma agrária, caso não se comprometam a reparar os danos ambientais causados.
Trabalho escravo
No início da operação, os fiscais do Ibama autuaram um caminhão que transportava madeira extraída de uma área de posseiros, segundo alegou o motorista. A partir daí, o cenário vislumbrado causou indignação aos integrantes da força-tarefa. Áreas devastadas pelo fogo e pela extração ilegal da madeira em picadas abertas nas matas secundárias, indicando a ação predatória de madeireiros, inúmeras toras de madeira amontoadas à espera de transporte. Em algumas vicinais se viam rastros de tratores, além de gaiolas (caminhão que transporta carvão) e gambões (transporte de madeira) abandonados ante a aproximação da força-tarefa.
No PA Paragominas Faíscão, a fiscalização destruiu um barracão coberto por lona, que servia de acampamento a trabalhadores, bem próximo a uma fazenda vizinha. Surpreendidos, os ocupantes fugiram, deixando pertences pessoais e diversos equipamentos. No local, foi encontrado um caderno com anotações sobre salários pagos aos trabalhadores, quantidade e espécie da madeira extraída, destinação e preço, dentre outras informações. Todos os indícios apontavam para condições análogas ao trabalho escravo e os elementos coletados servirão como base para investigações que levem aos financiadores do desmatamento na região, segundo informou o coordenador da força-tarefa pelo Ibama, Marcos Vidal.
Desmatamento e grilagem
A ação nos assentamentos é resultado da fiscalização que a Superintendência Regional do Incra em Belém vem fazendo em áreas de sua jurisdição, desde o início de novembro, com o objetivo de coibir crimes ambientais. Até agora, o total de fornos destruídos chega a 360 em seis assentamentos nos municípios de Ulianopólis e Paragominas, muitos deles operados por não-clientes da reforma agrária. Todos os assentados flagrados foram notificados pelo Incra e têm prazo para se defender.
Parceria
Para o superintendente regional do Incra/Belém, Elielson Silva, que participou da operação em Ulianopólis, a ação integrada do Incra, Ibama e Polícia Militar dá maior eficácia ao combate de crimes ambientais. Combate que, segundo Silva, deve ser feito em toda a cadeia produtiva do carvão, desde o assentamento até a sua destinação. “Temos que quebrar o círculo vicioso alimentado pelas demandas do mercado que não gera benefícios econômicos aos assentados. Pelo contrário, implica aviltamento do trabalho dos agricultores e impõe relações de dependência que passam pela utilização de “laranjas” para encobrir grupos econômicos interessados em criar um clima de destruição e represália dentro dos assentamentos”, analisa o gestor regional.
A ação continua
A utilização criminosa da infra-estrutura implantada com recursos do Governo Federal e a concentração de lotes também fazem parte desse ciclo vicioso. Nos dois assentamentos fiscalizados, o Incra já concedeu créditos para construção de moradias e apoio à produção. Além disso, o programa Luz Para Todos levou a energia elétrica para as agrovilas. Motivo a mais, afirma Silva, para se acionar judicialmente os infratores por apropriação ilegal de recursos federais e por crimes ambientais. O Incra, assim como o Ibama, vai encaminhar denúncia ao Ministério Público e à Polícia Federal, para que as providências no âmbito de cada um sejam tomadas e levem à punição dos acusados.
Silva também garante que o Incra vai retomar os lotes ocupados irregularmente por grileiros, para destiná-los a famílias que se enquadrem nos critérios e objetivos do programa de reforma agrária. E avisa que a fiscalização vai chegar a outros assentamentos que já estão na mira da equipe técnica criada para combater os crimes ambientais.
A operação no Pará foi determinada pelo presidente do Incra, Rolf Hackbart. Em outubro, as superintendências da autarquia na Amazônia passaram a intensificar a ficalização e repressão a crimes ambientais nos assentamentos da região. “A proteção do meio ambiente é prioridade da reforma agrária”, afirma Hackbart.
Fonte: MDA
Encontrados, também, indícios de trabalho análogo a escravo
Uma força-tarefa composta por técnicos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e fiscais do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama), com apoio da Polícia Militar do Pará, destruiu, na última quinta-feira (20), mais de 180 fornos clandestinos de carvão encontrados nos projetos de assentamentos (PA) Paragominas Faíscão e Suçuarana, no município de Ulianopólis, Nordeste paraense. Barracos também foram postos abaixo e apreendidos veículos, combustível, armas de caça, além de facões, machados e motosserras, dentre outros equipamentos utilizados na extração de madeira.
Seis carvoeiros flagrados nos lotes foram autuados pelo Ibama e quatro deles, que constavam na relação de beneficiários da reforma agrária, notificados pelos técnicos do Incra. Eles vão responder a processo administrativo e podem ser excluídos do programa de reforma agrária, caso não se comprometam a reparar os danos ambientais causados.
Trabalho escravo
No início da operação, os fiscais do Ibama autuaram um caminhão que transportava madeira extraída de uma área de posseiros, segundo alegou o motorista. A partir daí, o cenário vislumbrado causou indignação aos integrantes da força-tarefa. Áreas devastadas pelo fogo e pela extração ilegal da madeira em picadas abertas nas matas secundárias, indicando a ação predatória de madeireiros, inúmeras toras de madeira amontoadas à espera de transporte. Em algumas vicinais se viam rastros de tratores, além de gaiolas (caminhão que transporta carvão) e gambões (transporte de madeira) abandonados ante a aproximação da força-tarefa.
No PA Paragominas Faíscão, a fiscalização destruiu um barracão coberto por lona, que servia de acampamento a trabalhadores, bem próximo a uma fazenda vizinha. Surpreendidos, os ocupantes fugiram, deixando pertences pessoais e diversos equipamentos. No local, foi encontrado um caderno com anotações sobre salários pagos aos trabalhadores, quantidade e espécie da madeira extraída, destinação e preço, dentre outras informações. Todos os indícios apontavam para condições análogas ao trabalho escravo e os elementos coletados servirão como base para investigações que levem aos financiadores do desmatamento na região, segundo informou o coordenador da força-tarefa pelo Ibama, Marcos Vidal.
Desmatamento e grilagem
A ação nos assentamentos é resultado da fiscalização que a Superintendência Regional do Incra em Belém vem fazendo em áreas de sua jurisdição, desde o início de novembro, com o objetivo de coibir crimes ambientais. Até agora, o total de fornos destruídos chega a 360 em seis assentamentos nos municípios de Ulianopólis e Paragominas, muitos deles operados por não-clientes da reforma agrária. Todos os assentados flagrados foram notificados pelo Incra e têm prazo para se defender.
Parceria
Para o superintendente regional do Incra/Belém, Elielson Silva, que participou da operação em Ulianopólis, a ação integrada do Incra, Ibama e Polícia Militar dá maior eficácia ao combate de crimes ambientais. Combate que, segundo Silva, deve ser feito em toda a cadeia produtiva do carvão, desde o assentamento até a sua destinação. “Temos que quebrar o círculo vicioso alimentado pelas demandas do mercado que não gera benefícios econômicos aos assentados. Pelo contrário, implica aviltamento do trabalho dos agricultores e impõe relações de dependência que passam pela utilização de “laranjas” para encobrir grupos econômicos interessados em criar um clima de destruição e represália dentro dos assentamentos”, analisa o gestor regional.
A ação continua
A utilização criminosa da infra-estrutura implantada com recursos do Governo Federal e a concentração de lotes também fazem parte desse ciclo vicioso. Nos dois assentamentos fiscalizados, o Incra já concedeu créditos para construção de moradias e apoio à produção. Além disso, o programa Luz Para Todos levou a energia elétrica para as agrovilas. Motivo a mais, afirma Silva, para se acionar judicialmente os infratores por apropriação ilegal de recursos federais e por crimes ambientais. O Incra, assim como o Ibama, vai encaminhar denúncia ao Ministério Público e à Polícia Federal, para que as providências no âmbito de cada um sejam tomadas e levem à punição dos acusados.
Silva também garante que o Incra vai retomar os lotes ocupados irregularmente por grileiros, para destiná-los a famílias que se enquadrem nos critérios e objetivos do programa de reforma agrária. E avisa que a fiscalização vai chegar a outros assentamentos que já estão na mira da equipe técnica criada para combater os crimes ambientais.
A operação no Pará foi determinada pelo presidente do Incra, Rolf Hackbart. Em outubro, as superintendências da autarquia na Amazônia passaram a intensificar a ficalização e repressão a crimes ambientais nos assentamentos da região. “A proteção do meio ambiente é prioridade da reforma agrária”, afirma Hackbart.
Fonte: MDA
Manifestantes depredam escritório do Ibama em Paragominas (PA) 25.11.08
25.11.08
Insatisfeitos com as apreensões realizadas pela Operação Rastro Negro, deflagrada pelo Instituto Brasileiro dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para combater a produção, transporte e comércio ilegal de carvão vegetal no Pará, cerca de 3 mil pessoas cometeram atos de vandalismo na noite de domingo (23) contra o escritório do órgão em Paragominas, nordeste do Estado.
Segundo relato do órgão ambiental, os vândalos atearam fogo na garagem do escritório, onde estavam quatro veículos, depredaram o prédio e roubaram caminhões com as toras. Tratores e pás carregadeiras também foram usados em uma tentativa de invasão do hotel em que estavam hospedados fiscais responsáveis pela operação, frustrada em virtude de uma intervenção emergencial da Polícia Militar.
Os atos de vandalismo motivaram uma reunião, que acontece neste momento, entre representantes da Superintendência do Ibama no Pará, Procuradoria do Ministério Público Federal e Batalhão de Choque da Polícia Militar. No encontro estão sendo traçadas estratégias para a continuidade da operação. Agentes da Força Nacional de Segurança (FNS) foram requisitados para dar suporte à equipe que está no local.
A Operação Rastro Negro apreendeu em Paragominas cerca de 400 metros cúbicos de madeira carregados em 14 caminhões, na madrugada de domingo (23). Os fiscais suspeitam que a madeira tenha vindo de uma reserva indígena. Desde o fim de outubro, quando teve início a operação no Pará, foram destruídos mais de 200 fornos de carvão ilegais, apreendidos 120 metros cúbicos de carvão vegetal e aplicadas multas que somam mais de R$ 2 milhões.
No início do ano, também no Pará, em Tailândia, houve uma tentativa de linchamento a fiscais do Ibama que atuavam na Operação Arco de Fogo, no combate à extração ilegal de madeira na Amazônia. Mas após a chegada de 300 homens da Força Nacional de Segurança e de agentes da Polícia Federal, a operação transcorreu normalmente.
Fonte: Marco Antônio Soalheiro, repórter da Agência Brasil, com o Observatório
Insatisfeitos com as apreensões realizadas pela Operação Rastro Negro, deflagrada pelo Instituto Brasileiro dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para combater a produção, transporte e comércio ilegal de carvão vegetal no Pará, cerca de 3 mil pessoas cometeram atos de vandalismo na noite de domingo (23) contra o escritório do órgão em Paragominas, nordeste do Estado.
Segundo relato do órgão ambiental, os vândalos atearam fogo na garagem do escritório, onde estavam quatro veículos, depredaram o prédio e roubaram caminhões com as toras. Tratores e pás carregadeiras também foram usados em uma tentativa de invasão do hotel em que estavam hospedados fiscais responsáveis pela operação, frustrada em virtude de uma intervenção emergencial da Polícia Militar.
Os atos de vandalismo motivaram uma reunião, que acontece neste momento, entre representantes da Superintendência do Ibama no Pará, Procuradoria do Ministério Público Federal e Batalhão de Choque da Polícia Militar. No encontro estão sendo traçadas estratégias para a continuidade da operação. Agentes da Força Nacional de Segurança (FNS) foram requisitados para dar suporte à equipe que está no local.
A Operação Rastro Negro apreendeu em Paragominas cerca de 400 metros cúbicos de madeira carregados em 14 caminhões, na madrugada de domingo (23). Os fiscais suspeitam que a madeira tenha vindo de uma reserva indígena. Desde o fim de outubro, quando teve início a operação no Pará, foram destruídos mais de 200 fornos de carvão ilegais, apreendidos 120 metros cúbicos de carvão vegetal e aplicadas multas que somam mais de R$ 2 milhões.
No início do ano, também no Pará, em Tailândia, houve uma tentativa de linchamento a fiscais do Ibama que atuavam na Operação Arco de Fogo, no combate à extração ilegal de madeira na Amazônia. Mas após a chegada de 300 homens da Força Nacional de Segurança e de agentes da Polícia Federal, a operação transcorreu normalmente.
Fonte: Marco Antônio Soalheiro, repórter da Agência Brasil, com o Observatório
Setor rural recebe 6% a mais de recursos para financiamento em 2008 25.11.08
25.11.08
Entre julho e outubro de 2008, a aplicação do crédito rural alcançou R$ 25,93 bilhões, o que representa mais 6,8% em relação ao mesmo período da safra anterior. Esse foi um dos resultados apresentados pelo Grupo de Acompanhamento de Crédito Rural, coordenado pela Secretaria de Política Agrícola (SPA), que avalia a alocação de recursos para financiamento da agricultura empresarial.
“Esses números comprovam que a ação rápida do governo para manter um bom nível de financiamento ao setor está surtindo efeito”, avalia o Diretor do Departamento Agrícola, Wilson Vaz de Araújo, a respeito das dificuldades causadas pela crise econômica mundial.
Do total de recursos destinados ao financiamento do setor, a agricultura empresarial recebeu, de julho a outubro, R$ 22,39 bilhões, o que corresponde a 86,3% do total e um aumento de 6,1% no volume de recursos aplicados no mesmo período no ano passado.
Para o custeio e comercialização, a aplicação de recursos foi de R$ 19,36 bilhões. Apenas para o custeio, o aumento foi de 13,5% em relação ao mesmo período da safra passada. A juros controlados, foram aplicados R$ 16,65 bilhões, com aumento de 3,7%, em relação ao mesmo período do ano anterior.
Os depósitos à vista e a poupança rural continuam sendo as principais fontes de recursos para o custeio e a comercialização, a taxas controladas, que são mais baixas.
Os fundos constitucionais representaram uma importante fonte de recursos para a agropecuária nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Entre julho e outubro de 2008, foram liberados R$ 1,69 bilhão, 93,5% a mais em relação ao mesmo período de 2007. “Isso reflete o tratamento prioritário que o governo dá para a agricultura nesse momento de plantio e de forte retração nas fontes privadas de financiamento”, salienta Wilson Vaz de Araújo.
Fonte: Assessoria de imprensa do Mapa
Entre julho e outubro de 2008, a aplicação do crédito rural alcançou R$ 25,93 bilhões, o que representa mais 6,8% em relação ao mesmo período da safra anterior. Esse foi um dos resultados apresentados pelo Grupo de Acompanhamento de Crédito Rural, coordenado pela Secretaria de Política Agrícola (SPA), que avalia a alocação de recursos para financiamento da agricultura empresarial.
“Esses números comprovam que a ação rápida do governo para manter um bom nível de financiamento ao setor está surtindo efeito”, avalia o Diretor do Departamento Agrícola, Wilson Vaz de Araújo, a respeito das dificuldades causadas pela crise econômica mundial.
Do total de recursos destinados ao financiamento do setor, a agricultura empresarial recebeu, de julho a outubro, R$ 22,39 bilhões, o que corresponde a 86,3% do total e um aumento de 6,1% no volume de recursos aplicados no mesmo período no ano passado.
Para o custeio e comercialização, a aplicação de recursos foi de R$ 19,36 bilhões. Apenas para o custeio, o aumento foi de 13,5% em relação ao mesmo período da safra passada. A juros controlados, foram aplicados R$ 16,65 bilhões, com aumento de 3,7%, em relação ao mesmo período do ano anterior.
Os depósitos à vista e a poupança rural continuam sendo as principais fontes de recursos para o custeio e a comercialização, a taxas controladas, que são mais baixas.
Os fundos constitucionais representaram uma importante fonte de recursos para a agropecuária nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Entre julho e outubro de 2008, foram liberados R$ 1,69 bilhão, 93,5% a mais em relação ao mesmo período de 2007. “Isso reflete o tratamento prioritário que o governo dá para a agricultura nesse momento de plantio e de forte retração nas fontes privadas de financiamento”, salienta Wilson Vaz de Araújo.
Fonte: Assessoria de imprensa do Mapa
Recursos para cooperativas agrícolas devem ser liberados na próxima semana 25.11.08
25.11.08
O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse ontem (24) que, na próxima semana, deve haver liberação de recursos para as cooperativas agrícolas. Segundo ele, o valor ainda não foi definido, mas deve girar em torno de R$ 2 bilhões. "Vamos decidir na próxima semana sobre capital de giro e recursos para capitalização das cooperativas. Elas são responsáveis por quase 50% da produção de grãos. Então, seria importante irrigar o setor agrícola por meio delas", afirmou.
Stephanes disse que o valor de R$ 2 bilhões se aproxima do que as cooperativas agrícolas têm apresentado como necessário e que também são capazes de usar. O ministro destacou que os problemas do setor estão sendo resolvidos à medida que vão surgindo e refutou a possibilidade de prorrogação do pagamento da dívida rural, como tem sido reivindicado por alguns produtores.
"Vamos interferir em cada produto, ou vamos administrando a situação de cada produto, dentro dos mecanismos que temos à disposição. Mas não se fala, nem se deve gerar a expectativa de que vai haver prorrogação de dívida", ressaltou Stephanes.
Ele informou que, na reunião ministerial realizada ontem (24) na Granja do Torto para discutir os efeitos da crise financeira internacional, reafirmou-se que o governo adotará as medidas necessárias para oferecer o crédito necessário à manutenção da produção agrícola. Para ter crédito, é importante que haja garantia de renda ao agricultor, o que deve ser feito por meio de apoio à comercialização.
"O que a gente pode garantir é que tudo aquilo que estiver ao alcance do governo vai ser colocado à disposição para que a agricultura continue produzindo, porque é um setor dinâmico, e o governo quer mantê-lo em crescimento. Por isso, vai interferir no sentido de ajudar a comercialização, inclusive formando estoques, se for o caso, se daqui a seis meses se demonstrar que vamos ter problemas", informou.
O ministro da Agricultura disse ainda que algodão e milho devem ser os produtos mais afetados. "Vamos ter problemas maiores com o algodão, porque o mercado mundial, além de estar abastecido com fibras, vai se retrair. Teremos problemas com o milho, porque temos estoques e os preços internacionais caíram muito."
Fonte: Danilo Macedo, repórter da Agência Brasil
O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse ontem (24) que, na próxima semana, deve haver liberação de recursos para as cooperativas agrícolas. Segundo ele, o valor ainda não foi definido, mas deve girar em torno de R$ 2 bilhões. "Vamos decidir na próxima semana sobre capital de giro e recursos para capitalização das cooperativas. Elas são responsáveis por quase 50% da produção de grãos. Então, seria importante irrigar o setor agrícola por meio delas", afirmou.
Stephanes disse que o valor de R$ 2 bilhões se aproxima do que as cooperativas agrícolas têm apresentado como necessário e que também são capazes de usar. O ministro destacou que os problemas do setor estão sendo resolvidos à medida que vão surgindo e refutou a possibilidade de prorrogação do pagamento da dívida rural, como tem sido reivindicado por alguns produtores.
"Vamos interferir em cada produto, ou vamos administrando a situação de cada produto, dentro dos mecanismos que temos à disposição. Mas não se fala, nem se deve gerar a expectativa de que vai haver prorrogação de dívida", ressaltou Stephanes.
Ele informou que, na reunião ministerial realizada ontem (24) na Granja do Torto para discutir os efeitos da crise financeira internacional, reafirmou-se que o governo adotará as medidas necessárias para oferecer o crédito necessário à manutenção da produção agrícola. Para ter crédito, é importante que haja garantia de renda ao agricultor, o que deve ser feito por meio de apoio à comercialização.
"O que a gente pode garantir é que tudo aquilo que estiver ao alcance do governo vai ser colocado à disposição para que a agricultura continue produzindo, porque é um setor dinâmico, e o governo quer mantê-lo em crescimento. Por isso, vai interferir no sentido de ajudar a comercialização, inclusive formando estoques, se for o caso, se daqui a seis meses se demonstrar que vamos ter problemas", informou.
O ministro da Agricultura disse ainda que algodão e milho devem ser os produtos mais afetados. "Vamos ter problemas maiores com o algodão, porque o mercado mundial, além de estar abastecido com fibras, vai se retrair. Teremos problemas com o milho, porque temos estoques e os preços internacionais caíram muito."
Fonte: Danilo Macedo, repórter da Agência Brasil
BC pediu aos bancos que flexibilizem análises de riscos 25.11.08
25.11.08
O diretor de liquidações e desestatização do Banco Central (BC), Antonio Gustavo Matos do Vale, informou hoje ao deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS) que a instituição repassou ao Banco do Brasil (BB) e à Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) a orientação para que seja cumprida a Carta-circular nº 3.345, de 15 de outubro, que flexibilizou as normas para análise de risco do produtores rurais. As informações são da assessoria de imprensa do parlamentar.
A classificação de risco é um dos entraves para a liberação de crédito do setor rural. Segundo Heinze, um dos principais problemas é justamente a reclassificação de risco que está sendo feita pelos agentes financeiros quando os mutuários optam por prorrogarem suas dívidas ao amparo da Lei nº 11.775. O parlamentar afirma que os bancos estão impondo inúmeras restrições para liberar o crédito rural. Com a medida do BC, o deputado adverte que o risco do produtor deve ser mantido como estava antes da prorrogação.
Fonte: Fabíola Salvador, Agência Estado
O diretor de liquidações e desestatização do Banco Central (BC), Antonio Gustavo Matos do Vale, informou hoje ao deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS) que a instituição repassou ao Banco do Brasil (BB) e à Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) a orientação para que seja cumprida a Carta-circular nº 3.345, de 15 de outubro, que flexibilizou as normas para análise de risco do produtores rurais. As informações são da assessoria de imprensa do parlamentar.
A classificação de risco é um dos entraves para a liberação de crédito do setor rural. Segundo Heinze, um dos principais problemas é justamente a reclassificação de risco que está sendo feita pelos agentes financeiros quando os mutuários optam por prorrogarem suas dívidas ao amparo da Lei nº 11.775. O parlamentar afirma que os bancos estão impondo inúmeras restrições para liberar o crédito rural. Com a medida do BC, o deputado adverte que o risco do produtor deve ser mantido como estava antes da prorrogação.
Fonte: Fabíola Salvador, Agência Estado
Grupo arrenda "meia Bélgica" na África 25.11.08
25.11.08
A Daewoo Logistics, da Coréia do Sul, arrendou terras agrícolas em Madagascar, ilha na África, para cultivar alimentos que abastecerão Seul, em um acordo que diplomatas e consultores definem como o maior de seu gênero já assinado no mundo.
A empresa anunciou que havia arrendado 1,3 milhão de hectares de terras aráveis (cerca de metade do tamanho da Bélgica) do governo de Madagascar por 99 anos. O plano é enviar as safras de milho e óleo de palma para a Coréia do Sul. O valor do negócio não foi revelado.
A busca de investimentos agrícolas no exterior é um sinal do modo como países procuram elevar a sua segurança alimentar após a crise de preços neste ano, com recordes para commodities como trigo e arroz, e os tumultos causados por escassez de alimentos em vários países, do Egito ao Haiti.
Fonte: Javier Blas, do Financial Times
A Daewoo Logistics, da Coréia do Sul, arrendou terras agrícolas em Madagascar, ilha na África, para cultivar alimentos que abastecerão Seul, em um acordo que diplomatas e consultores definem como o maior de seu gênero já assinado no mundo.
A empresa anunciou que havia arrendado 1,3 milhão de hectares de terras aráveis (cerca de metade do tamanho da Bélgica) do governo de Madagascar por 99 anos. O plano é enviar as safras de milho e óleo de palma para a Coréia do Sul. O valor do negócio não foi revelado.
A busca de investimentos agrícolas no exterior é um sinal do modo como países procuram elevar a sua segurança alimentar após a crise de preços neste ano, com recordes para commodities como trigo e arroz, e os tumultos causados por escassez de alimentos em vários países, do Egito ao Haiti.
Fonte: Javier Blas, do Financial Times
Protocolada na Justiça de MT liminar contra bancos que tomam equipamentos 25.11.08
25.11.08
A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), entidade representativa do setor, protocolou ontem (24), no Fórum de Cuiabá, uma ação civil pública com pedido de liminar contra 10 bancos de fábricas. No documento pede para que os nomes dos produtores rurais, que não conseguiram pagar suas parcelas financiadas, não sejam incluídos nos órgãos de defesa do consumidor como Serasa e Cadim, além do mais, que as máquinas agrícolas continuem de posse dos produtores rurais até que seja julgada a ação.
Por ser uma ação de caráter liminar, o juiz tem até 48 horas para dar um parecer, favorável ou não. Segundo o presidente da Famato, Rui Prado, os advogados dos bancos De Lage Landen e CNH/Case afirmaram que não vão acatar a Resolução nº 3.637, onde o governo federal disponibiliza a ampliação do prazo das dívidas de 2008. “Os advogados afirmaram que não vão acatar a resolução. Esta atitude endossa a ação, até porque, o governo federal disponibiliza a renegociação da dívida”, frisa Prado.
E conforme enfatizou o deputado Homero Pereira, “esperamos que a decisão saia o mais urgente possível porque cada dia que se passa mais se agrava a situação dos produtores. Que a justiça seja feita e o produtor possa voltar a trabalhar tranqüilo com seu maquinário. Protocolamos essa ação civil de modo que se evite causar mais transtornos. Parabenizamos a atitude correta da Famato. Uma situação constrangedora para os produtores que agora estão buscando seus direitos e tomando providências necessárias e ao seu alcance à altura da importância do agronegócio nacional”.
O deputado federal Eliene Lima, externou otimismo no encaminhamento dessa ação. “Temos acompanhado o clamor global pela oportunidade de países como o Brasil poder gerar alimentos. Portanto, é legítima a luta do setor produtivo para que não fique restrito seu crédito e é de fundamental importância que se defenda a manutenção das máquinas no campo. Considero o recurso bem encaminhado e creio que seremos atendidos pela justiça mato-grossense. Aguardamos o julgamento dessa causa com agilidade, e esperamos que o magistrado possa estar sensível a atual situação dos produtores".
Estiveram presentes apoiando os produtores os parlamentares Homero Pereira, Valtenir Pereira, Eliene Lima e Eduardo Moura, os presidentes dos Sindicatos Rurais de Rondonópolis e Tangará da Serra, Associação Mato-grossense de Economia Agrícola (Ampa), Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT) e alguns produtores rurais.
Fonte: Assessoria da Famato
A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), entidade representativa do setor, protocolou ontem (24), no Fórum de Cuiabá, uma ação civil pública com pedido de liminar contra 10 bancos de fábricas. No documento pede para que os nomes dos produtores rurais, que não conseguiram pagar suas parcelas financiadas, não sejam incluídos nos órgãos de defesa do consumidor como Serasa e Cadim, além do mais, que as máquinas agrícolas continuem de posse dos produtores rurais até que seja julgada a ação.
Por ser uma ação de caráter liminar, o juiz tem até 48 horas para dar um parecer, favorável ou não. Segundo o presidente da Famato, Rui Prado, os advogados dos bancos De Lage Landen e CNH/Case afirmaram que não vão acatar a Resolução nº 3.637, onde o governo federal disponibiliza a ampliação do prazo das dívidas de 2008. “Os advogados afirmaram que não vão acatar a resolução. Esta atitude endossa a ação, até porque, o governo federal disponibiliza a renegociação da dívida”, frisa Prado.
E conforme enfatizou o deputado Homero Pereira, “esperamos que a decisão saia o mais urgente possível porque cada dia que se passa mais se agrava a situação dos produtores. Que a justiça seja feita e o produtor possa voltar a trabalhar tranqüilo com seu maquinário. Protocolamos essa ação civil de modo que se evite causar mais transtornos. Parabenizamos a atitude correta da Famato. Uma situação constrangedora para os produtores que agora estão buscando seus direitos e tomando providências necessárias e ao seu alcance à altura da importância do agronegócio nacional”.
O deputado federal Eliene Lima, externou otimismo no encaminhamento dessa ação. “Temos acompanhado o clamor global pela oportunidade de países como o Brasil poder gerar alimentos. Portanto, é legítima a luta do setor produtivo para que não fique restrito seu crédito e é de fundamental importância que se defenda a manutenção das máquinas no campo. Considero o recurso bem encaminhado e creio que seremos atendidos pela justiça mato-grossense. Aguardamos o julgamento dessa causa com agilidade, e esperamos que o magistrado possa estar sensível a atual situação dos produtores".
Estiveram presentes apoiando os produtores os parlamentares Homero Pereira, Valtenir Pereira, Eliene Lima e Eduardo Moura, os presidentes dos Sindicatos Rurais de Rondonópolis e Tangará da Serra, Associação Mato-grossense de Economia Agrícola (Ampa), Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT) e alguns produtores rurais.
Fonte: Assessoria da Famato